Barueri e Enel iniciam parceria para retirada de árvores com risco de queda

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A Prefeitura de Barueri iniciou uma parceria com a Enel para substituir árvores com risco de queda e que possam comprometer a rede elétrica da cidade. O projeto, batizado de “Árvore Mais Segura”, começou a ser implantado nesta quinta-feira (14) e prevê a remoção de exemplares doentes, condenados por cupins, atingidos por acidentes ou plantados em locais inadequados.

A iniciativa surge em meio ao aumento das preocupações com quedas de árvores durante temporais e danos provocados à rede de energia em diferentes cidades da Grande São Paulo. Em Barueri, a proposta da administração municipal é ampliar a segurança em vias públicas e reduzir riscos para motoristas, pedestres e imóveis.

O acordo de cooperação foi assinado durante cerimônia realizada em Alphaville Industrial, com a presença do prefeito Beto Piteri, do secretário de Meio Ambiente Marco Antônio “Bidu”, do presidente da Enel Brasil, Antônio Scala, e do presidente da Enel São Paulo, Guilherme Lencastre.

Segundo o prefeito, a proposta busca modernizar o manejo da arborização urbana sem comprometer a preservação ambiental. “A iniciativa prevê a substituição de árvores que apresentam risco de queda ou interferem na rede elétrica, sempre com o replantio de novas espécies adequadas ao local”, afirmou Beto Piteri.

A Prefeitura informou que as podas e remoções não serão feitas de maneira aleatória. Cada árvore passará por avaliação técnica para análise das condições fitossanitárias, danos estruturais e capacidade de sustentação.

Nos casos considerados críticos, a substituição será planejada para evitar acidentes envolvendo pessoas, veículos, edificações e cabos de energia.

Como primeira ação prática do projeto, equipes identificaram uma árvore da espécie Santa Bárbara plantada irregularmente junto a um muro na rua São Paulo, em Alphaville Industrial. Técnicos constataram a presença de fungos que comprometiam a base do tronco e elevavam o risco de queda.

O exemplar foi removido e substituído por uma muda de ipê-branco, espécie nativa considerada mais adequada para o ambiente urbano. Além do plantio, a ação também incluiu podas preventivas na região.

Beto Piteri e o presidente da Enel Brasil realizam o plantio simbólico de um ipê-branco. | Foto: Edson Mesquita Jr/Hora SP

De acordo com a Prefeitura, todas as árvores retiradas deverão ser compensadas com o plantio de novas espécies nativas, em uma tentativa de equilibrar segurança urbana e preservação ambiental.

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Fotos: Edson Mesquita Jr/Hora SP

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SP avança em plano para levar saneamento a áreas rurais e já mapeia mais de 545 mil imóveis

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O Governo de São Paulo acelerou a criação de uma política inédita de saneamento rural e já mapeou mais de 545 mil imóveis em áreas afastadas dos centros urbanos. A iniciativa busca ampliar o acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário para populações historicamente fora da cobertura tradicional dos serviços públicos.

Atualmente, cerca de 1,2 milhão de pessoas vivem na zona rural paulista, o equivalente a aproximadamente 3% da população do estado. A dispersão das moradias e as dificuldades estruturais dessas regiões tornam a expansão do saneamento um desafio diferente do encontrado nas áreas urbanas.

Para tentar enfrentar esse problema, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) colocou em prática um grande diagnóstico estadual por meio do Programa Brotar. A ação prevê o mapeamento de cerca de 820 mil domicílios e estruturas rurais em 371 municípios paulistas.

Desde o início da operação, em abril de 2025, aproximadamente 120 mil imóveis já receberam visitas presenciais de equipes de campo. O trabalho é realizado por cerca de 550 recenseadores, responsáveis pela coleta de informações sobre abastecimento de água, esgoto e condições sanitárias das propriedades.

O levantamento utiliza dados georreferenciados e entrevistas presenciais para identificar as principais carências das comunidades rurais. A expectativa é que as informações sirvam de base para definir investimentos, tecnologias e estratégias voltadas à universalização do saneamento no campo.

A iniciativa também acompanha a ampliação da atuação da Sabesp após o novo modelo de concessão, que passou a incluir explicitamente áreas rurais na expansão dos serviços.

Segundo a secretária da Semil, Natália Resende, o objetivo é adaptar as soluções à realidade de cada território. “Levar saneamento para áreas rurais é também uma questão de qualidade de vida e desenvolvimento estruturado”, afirmou.

Além do mapeamento, o governo estadual também vem implantando soluções diretas em municípios do interior por meio do programa Água é Vida. A iniciativa já instalou mais de 800 unidades individuais de esgotamento sanitário em cidades como Itapeva, Iporanga, Jacupiranga, Borebi e Mineiros do Tietê.

As ações também atendem comunidades indígenas, quilombolas e assentamentos rurais. Segundo o governo paulista, mais de 1,2 mil domicílios de populações tradicionais já foram incluídos nas medidas de saneamento.

A estratégia estadual combina três frentes principais: diagnóstico em larga escala, implantação de soluções descentralizadas e expansão estrutural dos serviços. O modelo é tratado pelo governo como referência nacional por incluir explicitamente a universalização do saneamento também em áreas rurais dentro dos contratos de concessão.

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Poluição cai em afluentes do Rio Pinheiros após avanços em saneamento

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Sete dos 16 afluentes monitorados na bacia do Rio Pinheiros apresentaram melhora nos índices de poluição orgânica entre 2020 e 2025, segundo levantamento divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Os resultados aparecem após o avanço de obras de saneamento, desassoreamento e retirada de lixo realizadas pelo Governo de São Paulo nos últimos anos.

Os dados indicam redução da carga orgânica em córregos importantes da capital paulista, como Águas Espraiadas, Jaguaré, Corujas, Pirajussara e Poli. O indicador utilizado pela Cetesb para medir esse tipo de poluição é o Carbono Orgânico Total (COT).

No córrego Águas Espraiadas, por exemplo, a média anual caiu de 22 mg/L em 2020 para 9 mg/L em 2025. Já no Jaguaré, o índice passou de 25 mg/L para 10 mg/L. Um dos maiores avanços foi registrado no córrego Poli, onde a concentração recuou de 66 mg/L para 11 mg/L no período analisado.

Parte da melhora está relacionada à implantação das chamadas Unidades Recuperadoras de Qualidade das Águas (URQs), estruturas criadas para ajudar na retenção de resíduos e reduzir a poluição despejada nos córregos que deságuam no Rio Pinheiros.

A melhora também foi identificada em trechos da calha principal do rio. Segundo a Cetesb, a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), indicador usado para medir a presença de matéria orgânica na água, apresentou queda significativa em regiões como Pedreira, Ponte do Socorro e Usina São Paulo.

Na Ponte do Socorro, a média anual de DBO caiu de 62 mg/L em 2016 para 23 mg/L em 2025. Na Usina São Paulo, o índice recuou de 45 mg/L para 23 mg/L no mesmo intervalo.

Os resultados acompanham o avanço do programa IntegraTietê, considerado o maior projeto de recuperação socioambiental do Rio Tietê. Coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o programa prevê investimentos de R$ 23,5 bilhões até 2029.

Desde 2023, o projeto já removeu cerca de 5 milhões de metros cúbicos de sedimentos dos rios paulistas e conectou 1,5 milhão de imóveis à rede de coleta e tratamento de esgoto. As ações incluem ainda retirada de lixo flutuante, recuperação das margens e ampliação do saneamento básico.

Segundo a Cetesb, mais de 134 mil toneladas de resíduos já foram retiradas do Rio Pinheiros desde 2023, com investimento de R$ 212 milhões. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, foram recolhidas 16,2 mil toneladas de lixo, volume 19,4% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

Outra etapa prevista pelo programa é uma Parceria Público-Privada (PPP), atualmente em consulta pública, com previsão de R$ 9,5 bilhões em investimentos ao longo de 15 anos. A proposta inclui ações de desassoreamento, retirada de vegetação aquática e ampliação da limpeza superficial no Rio Tietê e no Rio Pinheiros.

Atualmente, a rede da Cetesb possui 551 pontos de monitoramento espalhados pelos principais corpos hídricos do estado de São Paulo.

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Polícia desmonta estrutura de caça ilegal e apreende armas no litoral de SP

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Uma operação da Polícia Ambiental desmantelou pontos usados para caça ilegal no bairro Jardim Melvi, em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, no domingo (26). Durante a ação, foram apreendidas quatro armas de fogo, munições e equipamentos utilizados na prática criminosa.

A operação foi realizada por equipes do 3º Batalhão de Polícia Ambiental em conjunto com agentes da Fundação Florestal, em uma área de mata fechada acessada a partir da Base Guariúma. A ação teve como foco o combate à caça predatória e crimes ambientais na região.

Durante a varredura, os policiais localizaram e neutralizaram estruturas usadas por caçadores, como quatro plataformas elevadas de observação, conhecidas como “trepeiros”, três pontos de ceva — utilizados para atrair animais — e uma armadilha.

No decorrer da diligência, a equipe encontrou uma construção de alvenaria. Ao verificar o local, os agentes identificaram armas visíveis do lado externo. No interior do imóvel, foram apreendidas duas espingardas calibre .22 e duas calibre .32, além de 54 munições de diferentes calibres e um carregador.

Também foram encontrados itens associados à prática ilegal, como lanterna, balaclava, coturno, roupas camufladas, dois chamariscos e uma rede de pesca, indicando possível atuação frequente na atividade.

Todo o material foi recolhido e encaminhado ao Distrito Policial responsável, onde o caso será investigado.

A ação reforça o combate à caça ilegal na região, prática considerada crime ambiental e que causa impactos diretos à fauna e ao equilíbrio dos ecossistemas.

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Polícia detém 49 pessoas e resgata mais de 300 aves em rinha ilegal em SP

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A Polícia Civil de São Paulo deteve 49 pessoas neste domingo (12) durante uma operação contra rinhas de aves no bairro Santa Cecília, na capital. Ao todo, 307 pássaros foram resgatados, além de três ovos, em uma ação que revelou um esquema estruturado de maus-tratos.

A operação foi conduzida por agentes da 1ª Delegacia de Investigações de Infrações contra o Meio Ambiente, após trabalho investigativo que identificou a prática ilegal envolvendo canários-da-terra.

O local funcionava como uma falsa revenda de veículos, mas era utilizado como arena para disputas entre aves, com participação de pessoas de diferentes regiões da cidade.

Durante a ação, foram encontradas dezenas de gaiolas e centenas de aves mantidas em condições inadequadas. Um dos animais já estava morto.

Parte dos envolvidos admitiu participação em apostas e confirmou que levou os pássaros para as rinhas.

Além dos animais, a polícia apreendeu celulares, documentos, máquinas de cartão, dinheiro e veículos utilizados no transporte das aves.

A perícia foi acionada e as aves foram encaminhadas com apoio da Guarda Civil Metropolitana Ambiental.

O caso foi registrado como crime ambiental, incluindo maus-tratos e exploração de fauna silvestre, e segue sob investigação.

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Foto: Divulgação/GESP

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Elvis Cezar anuncia projeto inovador de energia limpa que promete autossuficiência e economia aos cofres públicos em Santana de Parnaíba

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O prefeito de Elvis Cezar anunciou um amplo projeto de sustentabilidade que promete transformar a matriz energética de Santana de Parnaíba e gerar economia estrutural aos cofres públicos. A iniciativa prevê a instalação de 150 usinas fotovoltaicas em diferentes pontos do município, com geração inicial estimada em 6 gigawatts nesta primeira etapa. O anúncio foi feito por meio das redes sociais do prefeito.

De acordo com Elvis Cezar, o plano permitirá que a administração municipal alcance a autossuficiência na produção da energia elétrica consumida por toda a Prefeitura. A medida inclui escolas, hospitais, unidades esportivas e culturais, secretarias, centros administrativos, parques e demais equipamentos públicos. A expectativa é reduzir de forma significativa — e progressiva — os gastos com contas de energia, liberando recursos para outras áreas prioritárias.

Além da geração de energia limpa, o projeto contempla a transição completa da frota municipal para veículos elétricos. Segundo o prefeito, o processo deve ser concluído em até dois anos e meio. Com isso, a Prefeitura deixará de gastar também com combustíveis fósseis, consolidando um modelo de gestão baseado na eficiência, na inovação tecnológica e na responsabilidade fiscal.

“Estamos administrando cada real com responsabilidade, pensando no futuro da cidade e das próximas gerações. Em aproximadamente três anos, não teremos mais despesas com energia elétrica nem com combustíveis na administração pública”, afirmou Elvis Cezar. O prefeito destacou ainda que a iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), área na qual o município já obteve reconhecimento internacional.

Especialistas em gestão pública apontam que projetos dessa natureza representam uma mudança estrutural na forma como os recursos públicos são aplicados. A redução de despesas fixas e recorrentes, como energia e combustíveis, cria margem para novos investimentos em educação, saúde, mobilidade urbana e políticas sociais, além de proteger o orçamento municipal de oscilações de preços no mercado.

Do ponto de vista ambiental, a adoção de energia solar e da mobilidade elétrica contribui diretamente para a diminuição da emissão de gases de efeito estufa, a melhoria da qualidade do ar e a preservação dos recursos naturais. Em um cenário de emergência climática global, ações locais como essa ganham relevância ao demonstrar que desenvolvimento econômico e sustentabilidade podem caminhar juntos.

Ao reforçar o compromisso com a inovação sustentável e a boa gestão do dinheiro público, a Prefeitura de Santana de Parnaíba aposta em um modelo que combina economia, responsabilidade ambiental e qualidade de vida. “Estamos construindo uma cidade moderna, sustentável e centrada nas pessoas, com foco na educação e no futuro”, concluiu o prefeito.

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Foto: Dario Souza/Reprodução/Redes Sociais

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Prefeitos do CIOESTE alinham ações regionais e agendam reuniões com o governo de SP

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Prefeitos dos municípios que integram o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (CIOESTE) se reuniram na tarde desta terça-feira (10) para discutir pautas estratégicas e ampliar parcerias regionais. O encontro ocorreu na sede do consórcio e foi coordenado pelo presidente da entidade, Gregorio Maglio, prefeito de Pirapora do Bom Jesus.

Entre os temas centrais da reunião esteve a definição da instalação temporária de uma Usina de Reciclagem de Resíduos da Construção Civil no município de Ibiúna, iniciativa voltada ao manejo adequado de entulhos e à sustentabilidade ambiental na região.

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Os prefeitos também debateram a integração com a concessionária de energia Enel, com foco em soluções conjuntas para problemas recorrentes, como a limpeza da fiação aérea e a poda de árvores. A proposta inclui a realização de visitas técnicas aos municípios para diagnóstico e encaminhamento das demandas.

Na área da educação, os gestores trataram de melhorias e reformas em escolas estaduais e alinharam uma agenda com o secretário-adjunto estadual da pasta, Vinicius Mendonça Neiva, para discutir possíveis parcerias. Também foi confirmada a realização de uma palestra com o professor Mário Sérgio Cortella, prevista para o primeiro semestre.

Outro ponto destacado foi o fortalecimento do diálogo institucional com os governos estadual e federal, com o objetivo de ampliar o acesso a programas e investimentos para os municípios consorciados.

Durante o encontro, ficaram agendadas reuniões com o secretário-chefe da Casa Civil do Estado de São Paulo, Roberto Carneiro, no dia 10 de março, e com o secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini.

A reunião contou ainda com a presença do secretário-executivo do CIOESTE, Jorge Lapas, além de diretores do consórcio.

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Foto: Reprodução/Facebook/CIOESTE

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Tarcísio de Freitas anuncia criação do Parque Estadual do Morro Grande em Cotia

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou nesta terça-feira (4) a criação do Parque Estadual do Morro Grande, nova unidade de conservação de proteção integral que abrangerá áreas dos municípios de Cotia e Ibiúna. A gestão será feita pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Fundação Florestal.

Com área superior à do Parque Estadual da Cantareira em cerca de 3 mil hectares, o Morro Grande abriga uma das maiores reservas de Mata Atlântica do estado, com ampla diversidade de fauna e flora. O parque também protege as nascentes e cabeceiras do rio Cotia e de outros cursos d’água que alimentam os reservatórios Pedro Beicht e Cachoeira da Graça — fundamentais para o abastecimento de aproximadamente 400 mil pessoas na Região Metropolitana de São Paulo.

Segundo a secretária estadual de Meio Ambiente, Natália Resende, a medida fortalece a gestão ambiental integrada e a segurança hídrica do estado. “Atuamos de forma planejada e estratégica, aliando a preservação da biodiversidade ao uso sustentável do território. Com o novo parque, ampliamos a proteção integral e estimulamos a educação ambiental e a pesquisa científica”, afirmou.

O Morro Grande passa a ser o 37º parque estadual de São Paulo. As unidades administradas pela Fundação Florestal já representam cerca de 20% do território paulista, consolidando o papel do estado na conservação dos recursos naturais e na proteção dos mananciais.

Reconhecido como uma das florestas mais estudadas do país, o Morro Grande é referência no Programa BIOTA/FAPESP. Inventários científicos apontam a presença de 260 espécies arbóreas, 198 aves (13 ameaçadas), dezenas de mamíferos e uma das maiores diversidades de aranhas orbitelas da Mata Atlântica.

Com a transformação em parque estadual, a expectativa é que a área se torne um novo polo de pesquisa, conservação e visitação sustentável na região metropolitana.

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Foto: João Valério/GESP

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Evento pré-COP em SP deve reunir 10 mil pessoas e ter mais de 500 palestrantes nos dias 4 e 5 de novembro

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Nos dias 4 e 5 de novembro, o Parque Villa-Lobos, na capital paulista, se transformará no centro do debate sobre desenvolvimento sustentável com a realização do Summit Agenda SP + Verde, evento pré-COP organizado pelo Governo de São Paulo, Prefeitura de São Paulo e USP. A expectativa é reunir 10 mil participantes e 500 palestrantes em dois dias de programação intensa, com entrada gratuita.

A abertura, no palco principal “Economia Verde”, patrocinado pelo grupo Cosan, contará com o governador Tarcísio de Freitas e moderação do ex-ministro do Meio Ambiente Joaquim Leite, no painel “Nova Visão da Economia Verde”. O espaço abrigará debates sobre descarbonização, infraestrutura sustentável e inteligência artificial, com a presença de CEOs de grandes empresas e prefeitos de municípios paulistas, como Ricardo Nunes (São Paulo), Dário Saadi (Campinas), Rogério Santos (Santos) e Rafael Piovezan (Santa Bárbara d’Oeste).

Entre os nomes internacionais confirmados estão Jennie Cato (TRATON/Scania), Luz Stella (Colombian Natural Gas Association), Katerina Elias-Trostmann (Salesforce), Wolfgang Dieker (SAP) e Alberto Mina (MIND Milão), que apresentarão soluções para descarbonização, inovação tecnológica e regeneração urbana.

No campo corporativo, participam Natália Resende (Secretária de Meio Ambiente e Logística de SP), Brendon Ramos (Via Appia/Rodoanel), Carlos Piani (Sabesp), João Brito Martins (EDP South America), Gustavo Estrella (CPFL), Miguel Setas (Motiva) e Gilberto Peralta (Airbus Brasil). O debate sobre infraestrutura sustentável, energia limpa e aviação verde será um dos destaques do encontro.

A agenda também trará painéis sobre financiamento climático, economia circular e indústria sustentável, com nomes como Gustavo Montezano (YvY Capital), Alvaro Lorenz (Votorantim Cimentos) e Joaquim Levy (FIESP). Representantes da indústria do cimento, vidro e papel discutirão os caminhos para a descarbonização industrial.

Entre os acadêmicos, participam Carlos Nobre, Paulo Nobre, Suely Mara Vaz Guimarães de Araújo e Alexander Turra, que abordarão temas como sustentabilidade urbana, mudanças climáticas e oceanos.

O Summit também valoriza histórias inspiradoras e diversidade social. A chef Laura Braga, liderança quilombola de Ubatuba, ministrará o workshop de culinária sustentável “Caponata do Coração da Banana”. A montanhista Aretha Duarte, primeira mulher negra brasileira a escalar o Everest, participa do painel sobre protagonismo feminino e mudanças climáticas. Já Cíntia Sanchez, chef e ativista alimentar, falará sobre segurança nutricional e combate à desigualdade.

Outras participações incluem a estilista Heloisa Faria, referência em moda sustentável, o cineasta e ambientalista David Schurmann (ONG Voz dos Oceanos) e o empreendedor social Hermes de Sousa, do Instituto Cacimba, que atua em comunidades da zona leste paulistana.

Com quatro eixos temáticos — Finanças Verdes; Resiliência e Futuro das Cidades; Justiça Climática e Sociobiodiversidade; e Transição Energética e Descarbonização —, o Summit terá ainda uma trilha de economia circular, o Hub da Circularidade e uma rodada de negócios internacional com 70 empresas de oito países.

Além dos debates, o público poderá participar de 20 workshops de gastronomia e circularidade, assistir a apresentações artísticas da OSESP, Coral Baccarelli, coral indígena e shows de Zizi Possi, Grupo Street Dance e Baile do Simonal, além de visitas guiadas a cases de economia verde e turismo sustentável.

O evento conta com patrocínio de grandes corporações, como Cosan, Sabesp, Itaú, Amazon, Toyota, EDP, CPFL e Votorantim Cimentos, e apoio institucional de mais de 40 entidades, entre elas FIESP, Senai, Pacto Global e SOS Mata Atlântica.

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Tempos de Primavera – por Celso Tracco

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No hemisfério sul, entre os dias 22 e 23 de setembro, tem início a primavera, a estação das flores. No Brasil, no dia 21 de setembro comemoramos o Dia da Árvore. A data foi instituída e oficializada em 1965, porém deste os primórdios do século XX tem-se notícias de festas populares, em São Paulo, celebrando o início da primavera e o dia da Árvore.

Com uma certa dose de saudade, lembro dos bons tempos de minha infância que nesse dia sempre alguma pessoa de destaque na comunidade, uma professora ou o diretor da escola, pública obviamente, plantava ainda que simbolicamente, uma pequena muda que com o tempo iria se transformar, em uma grande árvore. Ela iria crescer forte e silenciosamente, traria sombra, abrigo e alimento para outras espécies animais. Os alunos eram incentivados a cuidar, proteger as pequenas árvores. Hoje esses gestos continuam a ser louváveis e necessários, a grande maioria das prefeituras estimula o plantio de arvores, mas já não bastam. Em geral nossas cidades são cinza pelo concreto dos edifícios, quase não deixamos espaço para as pobres árvores, que para crescer, tem de se espremer entre muralhas de cimento. Não podemos nos dar ao luxo de falar poeticamente da importância de se preservar o verde.  O tema atualmente não é “apenas” a preservação do verde, mas muito mais ampliado. Precisamos falar de ecologia.

Ecologia, palavra derivada do grego que, numa tradução livre, significa estudo da casa. Assim podemos definir como estudo da casa, ou de modo mais genérico como o cuidado do lugar onde se vive. A ecologia está ligada ao estudo da vida, da casa da humanidade, do nosso planeta Terra.

Estamos cuidando bem de nossa casa? Estamos nos importando com aquilo que a mãe natureza nos proporcionou, graciosamente, para vivermos? Qual é a sua opinião. Para mim, parece claro que estamos sendo relapsos e desleixados com a nossa casa.

Senão vejamos: qual é situação dos rios e riachos que atravessam nossa cidade? Estão límpidos e podemos beber de suas águas, sem medo? Temos cuidado e consciência do lixo, orgânico e inorgânico que produzimos? De seu descarte adequado? Seu município tem ecopontos? Você sabe onde ficam? Já utilizou? Quando você se alimenta na rua, você tem o cuidado de descartar, adequadamente os resíduos produzidos, por sua ação? Ou simplesmente deixa na calçada, ou pior em algum bueiro?

 Estamos vivendo como se a destruição de nossa casa não nos afetasse. Sujamos o ar, a água, o solo, com uma enorme quantidade de lixo.  Qual é a herança que queremos deixar para nossos filhos e netos? Afinal eles não terão outro lar para viver.

O que podemos fazer? Primeiro devemos tomar consciência de nossos deveres e responsabilidades. Gastar menos recursos naturais, produzir menos poluição, reciclar, reutilizar o que for possível. Devemos incentivar e apoiar todas as iniciativas para despoluir nossas águas, mar, lagoas, lagos, rios e ribeirões. Devemos reciclar nosso lixo, quer seja industrial ou doméstico. Devemos procurar comprar produtos que verdadeiramente são amigos do meio-ambiente. Devemos nos reeducar para sermos parte da solução, uma vez que já somos parte do problema. Nossa casa comum está gritando por ajuda. Vamos cuidar dela o melhor possível. Afinal quem não gosta de morar em uma casa limpa, bem cheirosa, bonita e agradável? Conservar o meio ambiente e a natureza é conservar a vida, a nossa vida. Não é uma opção, é uma necessidade. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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