MÃE – por Celso Tracco

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Mãe, mamãe, mainha, manhê. Vários vocábulos para a mesma criatura. Ser mãe é carregar no coração um amor intenso. É transformar noites mal dormidas em dias cheios de esperança, é encontrar forças onde ninguém mais encontraria, é amar antes mesmo de conhecer o rosto, a voz, o gênero. Mãe é ação contínua, é presença que permanece mesmo quando a distância insiste em se impor. O amor materno está nos detalhes: a comida que o filho(a) mais gosta, ainda que preparada às pressas, o conselho repetido mil vezes, o olhar luminoso no encontro e saudoso na despedida. É um amor que educa, orienta, critica, mas é sempre acolhedor, chamando de meu menino ou minha menina quem já passou dos 50 anos. Mãe se reinventa quando percebe que a vida mudou de ritmo ou de rumo. Seu coração se expande de maneiras inesperadas. Passa a enfrentar os novos desafios diários com uma força silenciosa, muitas vezes invisível, mas essencial e amorosa. Mãe é mãe 24 horas, todos os dias de sua nobre vida.

Neste Dia das Mães, queremos homenagear não apenas a figura materna idealizada, mas todas as formas reais, diversas e possíveis de ser mãe. Celebramos as mães biológicas, adotivas, de coração, as avós que viram mães novamente, as tias que acolhem, as madrastas que edificam novas famílias, as mulheres que criam, educam, inspiram e protegem. Cada uma delas carrega uma história única, marcada por coragem, entrega e uma capacidade extraordinária de transformar vidas, através do amor. No coração dos filhos, mãe não morre nunca.  Com alegria, todos os dias, lembro de minha adorável mãe, a incansável D. Helena, que apesar de todos os seus afazeres, nunca me recusou ajuda nas redações escolares. Gratidão eterna. Tenham um feliz Dia das Mães.

Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade, in ‘Lição de Coisas’


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Foto destaque: Tamara Bellis/Unspalsh

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Não se culpe por não celebrar o Dia das Mães – por Dra. Vera Resende

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Chegamos a maio e, com ele, mais uma data comemorativa que costuma devolver muitas pessoas aos seus dilemas. Celebrar ou não o Dia das Mães pode ser algo inquestionável para a maioria, mas, para outras, essa data é atravessada por dor. Nem sempre isso acontece por perda. Em muitos casos, vem do reconhecimento de que a pessoa que as colocou no mundo não é merecedora de homenagens. Por isso, surgem a culpa e os sentimentos ambíguos. De um lado, a obrigação de amar a mãe idealizada. De outro, a incerteza provocada pela raiva e pelo ressentimento.

A maternidade não cura distúrbios emocionais, nem transtornos de personalidade ou questões de caráter. Pessoas com sofrimento psíquico ou imaturidade emocional, quando não cuidam da própria saúde mental, podem perceber o agravamento desses aspectos após terem filhos.

Muitas mulheres se tornaram mães sem desejar, seja por pressão social, seja por falta de escolha. Em alguns casos, acabam descarregando suas frustrações nos filhos. A diversidade de perfis maternos rompe a ideia de que toda mulher é incapaz de cometer injustiças. A tendência de enxergar os filhos como extensão de si mesmas pode limitar o desenvolvimento e a autonomia deles. Assim, tornam-se controladoras e manipuladoras, gerando sofrimento.

Há também quem utilize a maternidade como instrumento para atender aos próprios interesses. Nesses casos, constroem narrativas distorcidas, recorrem à chantagem, culpam os filhos por erros que não lhes pertencem e desvalorizam conquistas quando eles buscam autonomia. Em situações mais graves, podem recorrer a abusos verbais ou físicos para impor autoridade, justificando comportamentos apenas pelo papel materno.

Outros perfis incluem mães que promovem abandono emocional, priorizando vícios ou interesses pessoais, e aquelas que competem com os próprios filhos, rivalizando com sua juventude ou sucesso. Esse tipo de dinâmica cria ambientes de sabotagem e invalidação.

Trata-se de um tema sensível. O tabu social em torno da maternidade sustenta a ideia de que toda mãe é sagrada, colocando todas sob uma mesma imagem de devoção. Com isso, filhos que se afastam costumam ser rotulados como ingratos, enquanto suas histórias de dor são desconsideradas. No entanto, mulheres têm falhas humanas que precisam ser reconhecidas, não negadas. Esse reconhecimento é parte do amadurecimento emocional.

Filhos e filhas têm o direito de não comemorar o Dia das Mães sem carregar culpa. Também têm o direito de estabelecer limites diante de relações abusivas. Considerar a própria história e as cicatrizes vividas contribui para preservar a saúde mental, o que importa mais do que sustentar aparências em uma data comemorativa.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Nasce filho de Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello

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Claudia Raia anunciou o nascimento de seu terceiro filho, Luca. A atriz publicou a primeira foto do bebê, neste domingo (12), em uma rede social. A criança nasceu com 48cm e 2,96kg. 

“Ele chegou por aqui no dia 11 de fevereiro, já reivindicando seu espaço. Nós demos passagem. O mundo, desde então, tem um novo colorido para nossa família. Estamos transbordando de felicidade e amor! Bem-vindo, Luca!”, escreveu.

O ator Jarbas Homem de Mello também aparece na imagem. Os dois anunciaram a gravidez em setembro do ano passado.

Aos 56 anos, a atriz e produtora teatral também é mãe de Enzo, de 25 anos, e de Sophia, de 15 anos, frutos de seu casamento com o ator Edson Celulari.

Leia também: Prefeitura de Barueri investe em grandes obras para conter enchentes


Fonte: TV Cultura

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Caso de família em cárcere no Rio já havia sido denunciado há 2 anos

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O caso da mulher e dos dois filhos mantidos em cárcere privado pelo marido e pai das vítimas durante 17 anos, na zona oeste do Rio de Janeiro, já havia sido denunciado em 2020, confirmaram a Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

A Polícia Civil e o MPRJ afirmam que abriram procedimentos para apurar a denúncia, mas o crime continuou a ser cometido durante mais de dois anos e só foi interrompido ontem (29), com o resgate das vítimas e a prisão em flagrante do criminoso. 

A mulher e os dois filhos foram encontrados amarrados, sujos e desnutridos na casa do criminoso, no bairro de Guaratiba. Foi preciso chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), devido à gravidade do estado de saúde dos três.

Segundo a Polícia Civil, o caso está sendo apurado pela corregedoria da corporação. A primeira denúncia sobre o crime foi registrada na 43ª DP (Guaratiba) em 2020 e encaminhada à 36ª DP (Santa Cruz) para investigação. A polícia diz que, desde então, o inquérito foi enviado três vezes ao Ministério Público para providências, sendo a última em maio deste ano.

Já o Ministério Público afirma que o inquérito policial encontra-se na 36ª DP para cumprimento de diligências solicitadas pela promotoria. O MPRJ informou que o Conselho Tutelar soube da denúncia em março de 2020 e informou à Promotoria da Infância e Juventude que havia tomado todas as medidas para a interromper o cárcere privado, especialmente mediante a comunicação do crime ao 27º Batalhão da Polícia Militar e à Polícia Civil.

Clique aqui e saiba mais!

O Conselho Tutelar teria informado ao MPRJ, logo após, que toda a rede de proteção do município estava ciente e que havia proposto ação judicial para medidas complementares de proteção ao adolescente vítima do crime.

“Não houve nenhuma informação posterior enviada ao Ministério Público no sentido de que a violência não fora estancada, motivo pelo qual está sendo apurada a atuação posterior do Conselho do Tutelar e da rede de proteção”, afirma o Ministério Público.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que, segundo o comando do 27º BPM, não foi localizado nenhum documento oficial sobre o caso em 2020.

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Por Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil – Foto: Divulgação/SEPM-Ccomsoc

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Mãe e filhos, em cárcere privado há 17 anos, são libertados no Rio

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Uma mulher e dois jovens – mantidos em cárcere privado há 17 anos – foram libertados ontem (28) por policiais em uma casa na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar (PM), os três foram encontrados amarrados em sua casa no bairro de Guaratiba.

Os policiais foram ao local após receber uma denúncia anônima. As vítimas estavam sujas e subnutridas, de acordo com a PM, e foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

SEPM/Ccomsoc / Divulgação

O suspeito de mantê-las presas era o próprio marido e pai das vítimas. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia de Guaratiba (43ª DP). Os nomes dos quatro não foram divulgados.

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 Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil – Fotos: Divulgação/SEPM/Ccomsoc

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