Lula diz que redução da jornada de trabalho será discutida com setores da economia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (19) que a possível redução da jornada de trabalho no Brasil será debatida levando em consideração as características de cada setor da economia e de cada categoria profissional.

A declaração foi feita durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic), em São Paulo, após o presidente receber uma pauta de reivindicações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Ao comentar o debate sobre o fim da escala 6 por 1, Lula buscou transmitir segurança ao setor empresarial e afirmou que o governo federal não pretende impor mudanças de forma unilateral.

“Ninguém vai impor isso na marra. É preciso respeitar a realidade de cada categoria, de cada profissão e de cada setor econômico”, declarou o presidente.

Segundo Lula, a discussão sobre redução da jornada acompanha mudanças no comportamento da sociedade e no mercado de trabalho, impulsionadas principalmente pelos avanços tecnológicos e pela busca por mais qualidade de vida.

“Hoje o povo quer mais tempo para ficar em casa, para o lazer, para estudar e para namorar”, afirmou.

O presidente também destacou a importância da construção civil para a geração de empregos e para o crescimento econômico do país.

Durante o evento, Lula afirmou que o setor é fundamental para impulsionar obras de infraestrutura, habitação e desenvolvimento urbano, além de ser um dos segmentos que mais empregam no Brasil.

Ao se dirigir aos empresários presentes, o presidente ressaltou a relação entre o governo e o setor produtivo.

“Vocês precisam de mim para fazer financiamento. E eu preciso de vocês para gerar empregos”, disse.

O debate sobre o fim da escala 6 por 1 vem ganhando força no país e tem provocado discussões entre trabalhadores, sindicatos e empresários sobre os impactos econômicos e sociais de uma eventual mudança na jornada de trabalho.

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Milhares vão às ruas em SP e no ABC e pressionam pelo fim da escala 6×1

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Milhares de trabalhadores se reuniram neste 1º de Maio no Paço Municipal de Sao Bernardo do Campo, no ABC paulista, em um ato que colocou no centro do debate o fim da escala 6×1 e o enfrentamento à violência contra a mulher. O evento, organizado por centrais sindicais, também teve manifestações na Praca Roosevelt, na capital.

O ato ganhou força ao reunir lideranças políticas, representantes sindicais e membros do governo federal, além de milhares de participantes. Entre as principais reivindicações, estiveram a redução da jornada de trabalho e o avanço de políticas públicas contra o feminicídio.

A mobilização ocorre em meio ao crescimento de debates sobre as condições de trabalho no país, especialmente diante da expansão da pejotização e da perda de direitos trabalhistas. Para participantes, o modelo atual impacta diretamente a qualidade de vida e dificulta a organização coletiva dos trabalhadores.

Outro ponto central foi a defesa da ampliação das políticas de proteção às mulheres. Durante o ato, falas destacaram a necessidade de medidas mais efetivas e estruturais para enfrentar a violência de gênero, que segue em alta no país.

Pesquisas citadas durante o evento indicam que a maioria dos trabalhadores sem carteira assinada já teve vínculo formal e demonstra interesse em retornar ao regime CLT, reforçando o debate sobre precarização e direitos.

Além dos discursos, o evento contou com programação cultural e participação de representantes de diferentes categorias profissionais, marcando o Dia do Trabalhador com mobilização e cobrança por mudanças.

O ato reforça a pressão sobre o Congresso Nacional para avançar em pautas relacionadas à jornada de trabalho e à proteção social, em um cenário de disputas sobre o futuro das relações trabalhistas no Brasil.

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Foto: Letycia Treitero Kawada/Ag. Brasil

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Senado aprova jornada flexível para pais de crianças pequenas

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O Senado aprovou nesta quarta-feira (31) a medida provisória (MP) que flexibiliza a jornada de trabalho para mães e pais que tenham filhos com até seis anos ou com deficiência (MP 1.116 de 2022). O texto agora irá para sanção do presidente da República.

A medida prevê que estes pais e mães terão prioridade para regime de tempo parcial, antecipação de férias e concessão de horários flexíveis de entrada e saída.

A MP também trata de equidade de gênero, ao determinar que mulheres recebam o mesmo salário que os homens que exerçam a mesma função na empresa. A medida prevê ainda apoio ao microcrédito para mulheres.

Auxílio-creche

Se sancionado, o texto também amplia para 5 anos e 11 meses a idade máxima para a criança ter direito a auxílio-creche e procura fortalecer o sistema de qualificação de mulheres vítimas de violência doméstica. 

A versão aprovada do texto também prevê medidas de combate ao assédio sexual em empresas, o teletrabalho para mães e pais empregados em regime de tempo parcial, regime especial de compensação por banco de horas e incentivos a criação de creches pelo Sistema S e flexibilização do regime de férias.


Por Agência Brasil *Com informações da Agência Senado. – Foto: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

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