Polícia de SP prende trio em operação contra pirataria de jogos online

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Investigação aponta prejuízo de cerca de R$ 1 milhão ao setor; equipamentos usados para distribuir jogos digitais ilegalmente foram apreendidos

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo prendeu duas mulheres e um homem suspeitos de integrar um esquema de comercialização ilegal de jogos digitais pela internet. As prisões ocorreram nesta terça-feira (7), durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na capital paulista, em São Bernardo do Campo e em Praia Grande.

Batizada de Operação Gank, a ação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), especializado no combate à pirataria.

As investigações começaram após uma denúncia apresentada por uma entidade internacional que representa empresas desenvolvedoras de jogos eletrônicos. Segundo a associação, o esquema teria provocado um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 1 milhão ao setor.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo mantinha provedores responsáveis por distribuir jogos digitais sem autorização dos detentores dos direitos autorais. Durante a operação, os policiais apreenderam equipamentos de processamento, dispositivos utilizados na comercialização dos conteúdos piratas e aparelhos celulares que podem auxiliar no avanço das investigações.

Ao todo, cinco pessoas são investigadas por participação no esquema criminoso. Três delas foram presas em flagrante durante o cumprimento dos mandados, enquanto a investigação continua para esclarecer o envolvimento dos demais suspeitos.

Segundo o delegado Wagner Carrasco, titular da 1ª DIG, a pirataria vai além dos prejuízos causados à indústria de jogos.

“A pirataria de jogos não prejudica apenas as empresas do setor. Ela também lesa o poder público, com a sonegação de impostos, e representa um risco para os consumidores, já que esses links ilegais podem ser utilizados para aplicar golpes e capturar dados sensíveis.”

O nome da operação faz referência ao termo “gank”, uma expressão popular entre jogadores que significa uma emboscada realizada contra um adversário durante uma partida.

O caso foi registrado na 1ª DIG do Deic, que dará continuidade às investigações.

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Foto: Arquivo/Divulgação/GESP

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Beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bi em apostas em agosto

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Parte dos recursos dos programas sociais está indo parar nas casas de apostas. Segundo nota técnica elaborada pelo Banco Central (BC), os beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em bets (empresas de apostas eletrônicas) via Pix em agosto.

O levantamento foi feito a pedido do senador Omar Aziz (PSD-AM), que pretende pedir à Procuradoria-Geral da República (PGR) que entre com ações judiciais para retirar do ar as páginas das casas de apostas na internet até que elas sejam regulamentadas pelo governo federal.

Segundo a análise técnica do BC, cerca de 5 milhões de beneficiários de um total aproximado de 20 milhões fizeram apostas via Pix. O gasto médio ficou em R$ 100. Dos 5 milhões de apostadores, 70% são chefes de família e enviaram, apenas em agosto, R$ 2 bilhões às bets (67% do total de R$ 3 bilhões).

O relatório inclui tanto as apostas em eventos esportivos como jogos em cassinos virtuais.

O volume apostado pelos beneficiários do Bolsa Família pode ser maior. Os dados do BC incluem apenas as apostas via Pix, não outros meios de pagamento como cartões de débito e de crédito e transferência eletrônica direta (TED). O levantamento, no entanto, só registrou os valores enviados às casas de apostas, não os eventuais prêmios recebidos.

O BC também estimou o valor mensal gasto via Pix pela população em apostas eletrônicas. O volume mensal de transferências para bets variou entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões. Somente em agosto, o gasto somou R$ 20,8 bilhões, mais de dez vezes o R$ 1,9 bilhão arrecadado pelas loterias oficiais da Caixa Econômica Federal.

Em agosto, o Bolsa Família pagou R$ 14,12 bilhões a 20,76 milhões de beneficiários. O valor médio do benefício no mês ficou em R$ 681,09.

Declarações

Em evento organizado por um banco nesta manhã em São Paulo, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que as transferências via Pix para apostas triplicaram desde janeiro, crescendo 200%. Ele manifestou preocupação que o comprometimento da renda, principalmente de camadas mais pobres, com as bets prejudique a qualidade do crédito, por causa de um eventual aumento da inadimplência.

“A correlação entre pessoas que recebem Bolsa Família, pessoas de baixa renda, e o aumento das apostas tem sido bastante grande. A gente consegue mapear o que teve de Pix para essas plataformas e o crescimento de janeiro pra cá foi bastante grande. A gente pega o ticket médio e subiu mais de 200%. É uma coisa que chama atenção e a gente começa a ter a percepção de que vai ter um efeito na inadimplência na ponta”, comentou Campos Neto.

Na semana passada, o Ministério da Fazenda anunciou a suspensão das bets que não tiverem pedido, até 30 de setembro, autorização para operar no país. Na ocasião, o ministro Fernando Haddad comentou que o país enfrenta uma pandemia de apostas on-line.

“[A regulamentação] tem a ver com a pandemia [de apostas eletrônicas] que está instalada no país e que nós temos que começar a enfrentar, que é essa questão da dependência psicológica dos jogos”, disse Haddad. “O objetivo da regulamentação é criar condições para que nós possamos dar amparo. Isso tem que ser tratado como entretenimento, e toda e qualquer forma de dependência tem que ser combatida pelo Estado.”

Leia também: Após mentir sobre Beto Piteri, Gil Arantes desobedece parcialmente a ordem judicial e tem 24h para corrigir, sob pena de crime de desobediência


Fonte: Ag. Brasil – Foto: Joádson alves/Ag. Brasil

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