Trama do Golpe: Ministro Fux vota pela anulação de ação penal por cerceamento de defesa

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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou nesta quarta-feira (10) seu voto favorável à anulação da ação penal que investiga uma suposta trama golpista relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Fux argumentou que houve cerceamento de defesa, uma vez que os advogados dos réus não tiveram tempo adequado para analisar o vasto volume de dados apresentados no processo.

Divergência no STF

O voto de Fux divergiu do relator, ministro Alexandre de Moraes, e do ministro Flávio Dino, que na terça-feira (9) rejeitaram as preliminares levantadas pela defesa, incluindo a alegação de cerceamento. Para Fux, a quantidade de informações, que ultrapassa 70 terabytes, foi disponibilizada de forma tardia, prejudicando a defesa dos réus. “Apenas em meados de maio, cerca de cinco dias antes do início da oitiva das testemunhas, a Polícia Federal enviou links de acesso para as defesas”, destacou o ministro.
Fux comparou a situação a um “tsunami de dados”, que dificultou a análise e a preparação das defesas. Ele enfatizou que novos arquivos foram adicionados ao processo mesmo durante a instrução, o que complicou ainda mais a situação. O ministro já havia manifestado anteriormente sua posição de que o STF não deveria julgar os réus, uma vez que nenhum deles possui foro privilegiado.

Contexto do Julgamento

O julgamento, que teve início em 2 de setembro, envolve oito réus, incluindo Jair Bolsonaro e ex-ministros de seu governo, acusados de crimes como organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma denúncia abrangente, e o procurador-geral Paulo Gonet se manifestou a favor da condenação de todos os envolvidos.

Na sessão de terça-feira, Moraes e Dino votaram pela condenação dos réus, enquanto Fux se posicionou de forma contrária, levantando questões sobre a validade do processo. O julgamento deve ser concluído até sexta-feira (12), com a expectativa de que a ministra Cármen Lúcia e o ministro Cristiano Zanin também se manifestem.

Implicações e Próximos Passos

As decisões do STF têm grande impacto no cenário político brasileiro, especialmente considerando a relevância do caso que envolve um ex-presidente. A anulação da ação penal pode abrir novos caminhos para a defesa dos réus e alterar o rumo das investigações.

O julgamento segue em andamento, e a sociedade aguarda com expectativa as próximas votações e os desdobramentos desse caso que envolve figuras centrais da política nacional.

Para mais informações sobre o andamento do julgamento e detalhes sobre os réus, acompanhe as atualizações em nosso portal.


Fonte: Ag. Brasil – Foto: Fabio Luiz Pozzebom/Ag. Brasil

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PGR pede condenação de Bolsonaro e mais sete por tentativa de golpe e organização criminosa; veja lista

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou nesta segunda-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de condenação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados, por envolvimento em uma suposta trama golpista para derrubar a ordem democrática no Brasil.

De acordo com a denúncia, Bolsonaro teria liderado uma organização criminosa armada com o objetivo de desacreditar o sistema eleitoral, incitar ataques a instituições democráticas e articular medidas de exceção. A PGR ainda acusa o ex-presidente de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Em junho, Bolsonaro prestou depoimento ao STF e negou qualquer envolvimento com a trama.

Veja quem são os outros denunciados pela PGR:

  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e deputado federal): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
  • Augusto Heleno (ex-ministro do GSI): organização criminosa armada.
  • Braga Netto (ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice de Bolsonaro): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Mauro Cid: colaboração com ressalvas

Também incluído na denúncia, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi tratado como réu colaborador. A PGR reconhece sua contribuição para o esclarecimento da estrutura da organização criminosa, mas afirma que ele cometeu omissões relevantes. Por isso, o Ministério Público pede uma redução de 1/3 da pena, sem concessão de perdão judicial.

As acusações contra Cid envolvem participação no planejamento do golpe de Estado, ataques a instituições como o STF e o TSE, além da disseminação de desinformação sobre o sistema eleitoral.

O pedido de condenação será analisado pelo Supremo Tribunal Federal, que decidirá sobre o recebimento ou não da denúncia.

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Foto: Carolina Antunes/PR

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Tentativa de golpe: PF encontra novas provas e envia relatório ao STF

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A Polícia Federal (PF) enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), novas provas que reforçam a existência de uma tentativa de golpe de Estado no fim do governo Jair Bolsonaro. As evidências foram encontradas no celular do policial federal Wladmir Matos Soares, preso no ano passado por ordem de Moraes.

Wladmir é investigado por supostamente atuar como agente infiltrado durante o período de transição de governo, com a missão de vazar informações sobre a segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele fazia parte da equipe externa de segurança nos arredores do hotel onde Lula estava hospedado, em Brasília, entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023 — período marcado pela diplomação e posse do presidente e os atos golpistas de 8 de janeiro.

De acordo com a PF, o policial integrava o grupo denominado “Punhal Verde-Amarelo”, responsável por um plano que previa ações violentas, incluindo o assassinato de autoridades como Lula e o próprio Moraes. Em áudios interceptados, Wladmir afirma que estava disposto a impedir a posse do presidente e critica a decisão das Forças Armadas de não aderirem à tentativa de golpe.

Leia mais: Delegado Olim é eleito presidente pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar

“Os generais se venderam ao PT no último minuto”, disse, mencionando que o grupo estava preparado para matar “meio mundo de gente”. Em outra conversa, ele relatou que fazia parte de uma equipe armada pronta para agir em defesa de Bolsonaro, aguardando apenas uma autorização do ex-presidente. “A gente estava pronto. Só que aí o presidente… esperávamos só o ok do presidente, uma canetada para gente agir”, afirmou.

Em outro trecho, Wladmir disse estar preparado para prender o ministro Alexandre de Moraes e afirmou que ele “tinha que ter tido a cabeça cortada” por ter barrado a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção da PF, no início do governo Bolsonaro.

As mensagens também revelam frustração com a ida de Bolsonaro aos Estados Unidos ao fim do mandato. Segundo ele, “estava tudo certo, mas agora deu tudo pra trás”.

A Primeira Turma do STF deve decidir na próxima terça-feira (20) se Wladmir Matos e outros 11 militares se tornarão réus no processo que apura a trama golpista. Eles integram o chamado “núcleo 3” da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), acusado de planejar ações táticas para executar o golpe.

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Foto: Rafa Neddemeyer/Ag. Brasil

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Lula lidera todos os cenários de 2º Turno e deixa Bolsonaro para trás, diz Genial/Quaest

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a dianteira em todos os cenários de segundo turno testados pela pesquisa Genial/Quaest para as eleições de 2026, divulgada nesta quinta-feira (3). Mesmo com a popularidade do governo em declínio, Lula supera seus principais adversários, incluindo Jair Bolsonaro (PL), Michelle Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos).

De acordo com a pesquisa, 41% dos brasileiros avaliam negativamente a atual gestão, enquanto apenas 27% consideram o governo positivo. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 27 e 31 de março e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No cenário mais acirrado, Lula aparece com 44% das intenções de voto contra 40% de Jair Bolsonaro. Já contra Michelle Bolsonaro, o petista marca 44% ante 38% da ex-primeira-dama. Se o adversário for Tarcísio de Freitas, a vantagem do presidente é de 43% contra 37%.

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), também foi testado e aparece com 35%, enquanto Lula lidera com 42%. Já no confronto com o empresário Pablo Marçal (PRTB), o placar fica em 44% a 35% para o petista.

Entre os filhos do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro (PL) surge como um possível candidato, mas tem apenas 34% contra 45% de Lula. No embate com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o atual presidente também leva vantagem: 43% contra 31%.

A pesquisa confirma que, apesar da queda na popularidade, Lula ainda é o favorito para um eventual segundo turno em 2026, mantendo vantagem sobre os principais nomes da oposição.

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

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PF deve indiciar Bolsonaro, militares e ex-ministros por plano de golpe, diz jornal

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A Polícia Federal deve indiciar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que investiga tentativa de golpe de Estado no Brasil após o resultado das eleições presidenciais de 2022.

Segundo a CNN Brasil, além do ex-presidente, o ex-ministros como o general Augusto Heleno (GSI), Braga Netto (Defesa), além do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, também devem aparecer no relatório final das investigações.

A expectativa é de que o relatório final das investigações seja enviado ainda hoje ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda segundo reportagem da CNN, a PF já considerava ter elementos para o indiciamento do ex-presidente desde de junho.

O analista da CNN Caio Junqueira antecipou que a conclusão do relatório da PF deve acontecer nesta semana.

Leia também: Em 10 meses, SP supera número de empresas abertas em 2023 e alcança oitavo recorde do ano


Fonte: CNN Brasil – Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil

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Tarcísio desponta como liderança na Região Oeste da Grande SP, enquanto Bolsonaro perde protagonismo

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O ex-presidente Jair Bolsonaro, figura central na política brasileira nos últimos anos, viu sua influência na Região Oeste da Grande São Paulo ser suplantada pela força política do atual governador paulista, Tarcísio de Freitas. Sem o apoio de Bolsonaro, Tarcísio consolidou seu prestígio ao apoiar prefeitos eleitos de destaque, reafirmando sua liderança e projeção tanto no estado quanto nacionalmente.

A vitória do governador se manifestou em várias cidades-chave da região. Em Barueri, o apoio a Beto Piteri (Republicanos) foi crucial para sua eleição, assim como para Elvis Cezar (Republicanos) em Santana de Parnaíba, Rodrigo Andrade (Republicanos) em Araçariguama, e Dr. Sato (PSD) em Jandira, este último já em sua disputa pela reeleição. Tarcísio também fortaleceu suas alianças com a vitória de Kauã Berto (PSD) em Cajamar, Teco (Podemos) em Itapevi e Gerson Pessoa (Podemos) em Osasco.

A ausência de Bolsonaro como apoio explícito nos municípios da região pareceu fortalecer ainda mais a imagem de Tarcísio como líder independente e capaz de agregar forças políticas diversas. Em São Paulo, o governador também se beneficiou da reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB), consolidando sua base metropolitana e construindo pontes para futuras disputas políticas. Esse cenário projeta Tarcísio como um nome forte para a reeleição ao governo do estado em 2026 e, possivelmente, para uma eventual candidatura à Presidência da República.

A ascensão de Tarcísio na Região Oeste da Grande São Paulo reforça sua posição como figura de liderança, em um movimento que traz consigo uma nova dinâmica política para o futuro próximo.

Leia também: Eleitores ausentes no 2º turno devem justificar ausência à Justiça Eleitoral


Foto: Reprodução/Getty Images

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Bolsonaristas hostilizam Tarcísio por defender reforma tributária

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O governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi hostilizado em uma reunião com integrantes do PL, na presença do ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta quinta-feira (6/7) em Brasília para tratar da reforma tributária. Tarcísio chegou a ser vaiado por aliados.

“Eu acho arriscado para a direita abrir mão da reforma tributária”, tentou dizer Tarcísio, após falar que havia ido ao encontro “na maior humildade”.

Ao ouvir vaias, porém, reclamou. “Tudo bem, gente. Se vocês acham que a reforma tributária não é importante, não vota, pô.”

Tarcísio, que havia declarado apoio à reforma nessa quarta (5), já vinha sendo alvo de críticas de bolsonaristas nas redes sociais.

Ele se reuniu com Bolsonaro e aliados para expor sua posição. Toda a bancada do partido da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) compareceu à reunião, após convocação do partido.

Leia também: Lula é citado por 63% como preferido para representar a esquerda em 2026


*Com informações Metrópoles – Foto: Arquivo/Reuters

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