Nova pista da Imigrantes avança e pode ter maior túnel rodoviário do Brasil

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Um dos projetos rodoviários mais ambiciosos do país deu um passo decisivo para sair do papel. O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou o parecer técnico que valida a viabilidade ambiental da terceira pista do Sistema Anchieta-Imigrantes, abrindo caminho para a emissão da licença prévia pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

A nova ligação entre o planalto e a Baixada Santista terá 21,6 quilômetros e promete ampliar em cerca de 25% a capacidade do sistema, considerado estratégico para o escoamento de cargas até o Porto de Santos. A proposta é reduzir gargalos históricos no acesso ao litoral, principalmente em períodos de alta demanda logística.

O traçado chama atenção pela complexidade: cerca de 81% do percurso será feito por túneis. Ao todo, estão previstos cinco, que somam aproximadamente 17,3 quilômetros. Um deles deve ultrapassar seis quilômetros de extensão, o que pode colocá-lo como o maior túnel rodoviário do Brasil.

Além das estruturas subterrâneas, o projeto inclui a construção de oito pontes e viadutos. A nova pista vai conectar o km 43 da Rodovia dos Imigrantes ao km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, nas proximidades do polo industrial de Cubatão.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a aprovação indica que o projeto passou por análise técnica rigorosa, baseada em estudos detalhados. A avaliação considerou principalmente os impactos em áreas sensíveis da Serra do Mar, um dos principais remanescentes de Mata Atlântica do país.

A opção por concentrar grande parte do trajeto em túneis foi adotada justamente para reduzir interferências ambientais, como supressão de vegetação e alterações no relevo. Ainda assim, a obra exigirá movimentação expressiva de material: cerca de 4 milhões de metros cúbicos de solo e rocha, volume comparável a aproximadamente 1.600 piscinas olímpicas.

Para mitigar os impactos, a Cetesb condicionou o avanço do projeto à adoção de medidas específicas. Entre elas estão um plano detalhado para destinação do material escavado, controle rigoroso das atividades de perfuração e ações voltadas à preservação de recursos hídricos e da biodiversidade local.

De acordo com o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, o processo de licenciamento é determinante para garantir que uma obra dessa escala avance com segurança ambiental. Ele destacou que o acompanhamento técnico permite avaliar cada etapa da execução, especialmente em uma região considerada sensível.

Na mesma reunião, o Consema também analisou outras pautas ambientais. Entre elas, a apresentação do programa Finaclima, voltado ao financiamento de iniciativas sustentáveis, e a aprovação do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Ibitinga.

A expectativa agora é que, com a licença prévia, o projeto avance para as próximas etapas do licenciamento e consolide uma das principais intervenções logísticas previstas para o estado de São Paulo.

Confira o vídeo do projeto da terceira pista da Imigrantes:

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Foto: Divulgação/Ecovias

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Metrô inicia obras da estação Dutra em Guarulhos e acelera expansão da Linha 2-Verde

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O Metrô de São Paulo começou nesta segunda-feira (23) as obras da futura estação Dutra, em Guarulhos, na região metropolitana. A intervenção marca o avanço da expansão da Linha 2-Verde e ocorre após a emissão da licença ambiental pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

A estação será a primeira do Metrô no município e terá integração com a futura Linha 19-Celeste, além de conexão com linhas de ônibus municipais e intermunicipais. Os trabalhos iniciais incluem o fechamento da área, limpeza do terreno, demolições e a instalação do canteiro de obras. Na sequência, será iniciada a execução das estacas de contenção.

Localizada às margens da Rodovia Presidente Dutra, em frente ao Internacional Shopping Guarulhos, a estação terá 34,3 mil metros quadrados de área construída e será totalmente subterrânea. O projeto prevê uma demanda de cerca de 86 mil passageiros por dia. A construção será feita em vala a céu aberto, com profundidade de 35,45 metros.

A estrutura contará com três acessos, quatro níveis, duas plataformas, 18 bloqueios (catracas), 10 elevadores, além de escadas rolantes e fixas. Também está prevista, futuramente, a construção da estação da Linha 19-Celeste integrada ao mesmo complexo.

Pátio Paulo Freire deve começar ainda em março

Outro ponto importante da expansão é o início das obras do Pátio Paulo Freire, também previsto para este mês após autorizações ambientais. Com área de 150 mil metros quadrados e 34 vias, o espaço será fundamental para a operação da linha até Guarulhos.

O pátio abrigará estruturas de manutenção, limpeza, inspeção e testes dos trens, além de setores técnicos, administrativos e subestações. O projeto inclui ainda paisagismo com o plantio de cerca de 600 árvores nativas.

Antes do início das obras, a área passa por limpeza e adequação, incluindo a remoção de vegetação composta majoritariamente por leucenas, espécie considerada invasora. A compensação ambiental prevê a restauração de 16,7 hectares no Parque Natural Municipal Fazenda do Carmo, com plantio de espécies nativas e regeneração assistida. O processo terá acompanhamento de equipe multidisciplinar, incluindo biólogos e veterinários.

Novo tatuzão já chegou ao Brasil

A expansão da Linha 2-Verde também contará com uma nova tuneladora, que chegou ao porto de São Sebastião no início de março, vinda da China. Com 133 metros de comprimento, 11,67 metros de diâmetro e 2.600 toneladas, o equipamento é o maior já utilizado em obras metroviárias no país.

O chamado “tatuzão”, do tipo Dual Mode, será responsável pela escavação de aproximadamente 7 quilômetros de túneis entre as futuras estações Penha e Dutra, podendo avançar até 15 metros por dia em diferentes tipos de solo. Após os trâmites aduaneiros, a máquina será levada à estação Penha, onde será montada. A previsão é de início das escavações no segundo semestre.

Expansão deve beneficiar 1,2 milhão de passageiros

A ampliação da Linha 2-Verde ocorre em duas fases. A primeira prevê a ligação entre Vila Prudente e Penha, com 8,3 quilômetros de extensão, oito novas estações e a incorporação de 22 trens. Esse trecho deve atender cerca de 1,2 milhão de passageiros por dia.

Já a segunda fase conectará Penha à estação Dutra, em Guarulhos, com a construção de cinco estações e um pátio. A expansão permitirá integração com a CPTM e promete melhorar a mobilidade na região metropolitana.

Segundo o projeto, os principais impactos esperados incluem a redução anual de 91,1 milhões de horas em tempo de viagem e a diminuição de 58,9 mil toneladas de emissões atmosféricas.

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Imagem: Divulgação/GESP

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Novo Centro Administrativo vai substituir Terminal Princesa Isabel no centro de SP

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O projeto do Novo Centro Administrativo do Governo de São Paulo, leiloado em 26 de fevereiro, prevê a construção de um novo terminal de ônibus na região central da capital. A estrutura substituirá o atual Terminal Princesa Isabel e ficará próxima ao futuro complexo estadual nos Campos Elíseos, na região da Luz, com integração direta às linhas de metrô e da CPTM.

A iniciativa faz parte de uma Parceria Público-Privada (PPP) estimada em R$ 6 bilhões, que contempla a construção da nova sede administrativa do Estado e ações de requalificação urbana no centro da cidade. O projeto foi elaborado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), em conjunto com a Secretaria de Projetos Estratégicos (SPE).

Segundo o cronograma, as obras do novo terminal devem começar no primeiro ano da concessão e ser concluídas no segundo. A estrutura será vizinha à Estação da Luz e ao novo túnel da CPTM em construção na Avenida Cásper Líbero, o que permitirá integração direta com a malha ferroviária.

De acordo com Edgard Benozatti, presidente da Companhia Paulista de Parcerias (CPP), o terreno escolhido já garante conexão com o sistema sobre trilhos, sem necessidade de novas passagens ou estruturas adicionais. O acesso poderá ser feito diretamente pela calçada.

A transferência das linhas e dos passageiros ocorrerá apenas após o novo terminal estar plenamente em funcionamento. “A mudança só vai acontecer quando o futuro terminal estiver operando completamente, garantindo a continuidade e a qualidade do serviço”, afirmou Benozatti.

Requalificação urbana no centro

A área atualmente ocupada pelo Terminal Princesa Isabel, no Parque Princesa Isabel, foi doada ao Governo do Estado pela Prefeitura por meio da Lei nº 18.176, promulgada em 25 de julho de 2024. Além das obras físicas, o contrato prevê que a concessionária realize estudos para melhorar a mobilidade e o tráfego no entorno.

O Novo Centro Administrativo Campos Elíseos prevê sete edifícios e dez torres que concentrarão o gabinete do governador e secretarias estaduais, hoje distribuídas em mais de 40 endereços. A estrutura terá capacidade para cerca de 22 mil servidores e incluirá teatro, auditórios e salas multiuso.

Para o secretário de Projetos Estratégicos, Guilherme Afif, o projeto representa uma reorganização administrativa aliada à recuperação do centro histórico e à transformação urbana da região.

Aprovação da população

Pesquisa do Instituto Datafolha, com 1.564 entrevistados, indica apoio à mudança. Entre moradores e trabalhadores do centro, 83% acreditam que a região ficará mais segura. Também são esperadas melhorias na limpeza urbana (80%), na geração de empregos (74%), no turismo (70%) e nas condições de moradia (55%).

No total da cidade, 64% dos paulistanos consideram a mudança ótima ou boa, enquanto 77% acreditam que haverá melhora na segurança. Entre 79% e 84% avaliam que o projeto trará mais benefícios do que prejuízos para moradores, comerciantes e trabalhadores.

O Novo Centro Administrativo integra o Programa de Parcerias de Investimentos do Estado (PPI-SP), que reúne mais de 30 projetos e uma carteira estimada em mais de R$ 550 bilhões em investimentos nas áreas de rodovias, mobilidade, social e água e energia.

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Imagem: Divulgação/GESP

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