SP terá primeira usina para transformar água do mar em água potável

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O Estado de São Paulo terá sua primeira usina de dessalinização para abastecimento público. O projeto será implantado em Ilhabela, no Litoral Norte, e permitirá transformar água do mar em água potável, reforçando a segurança hídrica em uma das regiões que mais recebem turistas no estado.

A obra será executada pela Sabesp e prevê investimento de R$ 56,4 milhões. A expectativa é que o sistema fique pronto em até três anos e amplie em 20% a oferta de água na cidade.

O novo sistema atenderá moradores e visitantes da região central e da parte norte de Ilhabela, abrangendo bairros como Barra Velha, Itaquanduba, Centro, Saco da Capela, Siriúba, Pedra do Sino e Armação.

Atualmente, a captação de água é feita no Ribeirão Água Branca, em um trecho onde a água ainda é doce. Com a ampliação do sistema, parte da captação será realizada em uma área mais próxima do encontro com o mar, tornando necessária a utilização do processo de dessalinização.

Para transformar a água salgada em água própria para consumo humano, será utilizada a tecnologia conhecida como osmose reversa. O método utiliza alta pressão para fazer a água passar por membranas especiais capazes de reter o sal e outras impurezas.

Água vai fortalecer o sistema de produção Água Branca com vazão de 20 litros por segundo,
o que representa um aumento de 20% na oferta atual. Foto: Divulgação/Governo de SP.

Segundo a Sabesp, a principal vantagem desse sistema é a independência em relação ao volume de chuvas, garantindo maior previsibilidade no abastecimento e reforçando a segurança hídrica da região.

A tecnologia já é utilizada em larga escala em países como Israel, Arábia Saudita, Austrália e Espanha. No Brasil, existem iniciativas semelhantes no Nordeste, como a usina Dessal Ceará, em Fortaleza. No Sudeste, porém, o processo era empregado apenas em operações industriais.

A implantação da usina faz parte dos investimentos previstos para o Litoral Norte, que deve receber R$ 3,7 bilhões em obras de saneamento até 2029.

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Imagem: Divulação/Sabesp

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Governo federal reconhece calamidade em seis municípios paulistas

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A Defesa Civil Nacional reconheceu, de forma sumária, estado de calamidade pública nos seis municípios paulistas mais atingidos pelas chuvas do fim de semana. Segundo informações do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, os municípios nessa situação são: São Sebastião, Caraguatatuba, Guarujá, Bertioga, Ilhabela e Ubatuba.

Com a decisão, é possível agilizar medidas de assistência à população afetada, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução da infraestrutura pública danificada. Uma equipe da Defesa Civil Nacional está na região desde ontem (19) para elaborar planos de trabalho a fim de que possam ser solicitados recursos federais.

A ideia é, num primeiro momento, liberar verbas para cestas básicas, kits de limpeza de residências, de higiene pessoal e de dormitório, colchões, redes, refeições para as equipes de trabalho, água mineral, combustível e aluguel de caminhão-pipa e de outros veículos.

De acordo com o ministério, também deverão ser liberados recursos para limpeza de ruas, desobstrução de bueiros, restabelecimento de estradas e reconstrução de pontes, bueiros, prédios públicos, unidades habitacionais e outras infraestruturas públicas destruídas.

O ministro Waldez Góes esteve hoje em São Sebastião, a cidade com mais vítimas, acompanhado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Neste primeiro momento, estamos apoiando as famílias que tiveram vidas ceifadas. Já estamos no local com uma equipe do Grupo de Apoio a Desastres (Gade), composta por especialistas, para fazer um trabalho em parceria com a Defesa Civil municipal e conseguirmos ser mais ágeis nas respostas, nas informações e na apuração dos fatos”, disse o ministro, em nota publicada pelo  ministério.

Tragédia

As chuvas que caíram no litoral norte de São Paulo deixaram pelo menos 36 mortos e cerca de 40 desaparecidos na cidade de São Sebastião e uma criança morta na cidade de Ubatuba. Em toda a região, segundo o governo de São Paulo, são 970 desalojados e 747 desabrigados.

As chuvas provocaram deslizamentos de terra, alagamentos, bloqueio de estradas e afetaram o abastecimento de água e energia. 

O Ministério da Saúde está enviando kits com 25 medicamentos e 13 diferentes insumos para populações em situação de emergência, que podem atender cerca de 4,5 mil pessoas durante um mês.

“Uma vez assistidas as vítimas, devemos tratar da recuperação, da reconstrução das cidades. Seja de uma estrada que foi interrompida, uma ponte que caiu, por exemplo. Vamos garantir, e isso é um compromisso do presidente Lula, os recursos necessários para que a população e os municípios sejam atendidos”, disse o ministro.

Leia também: Governo de SP informa sobre situação das chuvas no litoral paulista


Por Agência Brasil – Foto: Arquivo/Pref. de Ubatuba

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