Apagão na Grande SP causa prejuízo de R$ 51,7 milhões ao comércio

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O apagão que atingiu a Grande São Paulo na quarta-feira (10) provocou um prejuízo estimado em R$ 51,7 milhões ao setor do comércio. O cálculo é do Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP), que levou em conta o volume financeiro movimentado diariamente nos municípios da região metropolitana.

Segundo a Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia, mais de dois milhões de clientes foram afetados após fortes ventos provocados por um ciclone no litoral paulista. A intensidade das rajadas derrubou árvores, interrompeu serviços e deixou regiões inteiras no escuro por horas.

Para o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, a dimensão dos prejuízos ainda é imprecisa, já que os efeitos do fenômeno climático foram desiguais entre os bairros e muitas áreas permaneciam sem restabelecimento total do fornecimento nesta quinta-feira (11). “O impacto se dá, principalmente, pela redução das compras imediatas e das aquisições por impulso dos consumidores”, explicou Gamboa.

Além das perdas diretas nas vendas, comerciantes relataram dificuldades operacionais, como impossibilidade de abrir lojas, falta de meios eletrônicos de pagamento e interrupção de serviços essenciais. Em alguns corredores comerciais, lojistas permaneceram fechados durante todo o dia.

Nesta quinta-feira, os ventos reduziram de intensidade e chegaram a média de 20 a 30 km/h — bem abaixo dos mais de 98 km/h registrados no dia anterior. Mesmo assim, o aeroporto de Congonhas anotou rajada de 64,8 km/h pela manhã. Na capital, diversas árvores caíram sobre veículos e vias públicas, agravando os transtornos causados pelo ciclone.

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Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Tempestade deixa 129 mil clientes sem luz na grande São Paulo

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A tempestade que atingiu a região metropolitana de São Paulo teve concentração principalmente nas regiões sul e oeste da cidade, com pico de precipitação de 40 mm na região de Pinheiros e Butantã. A distribuidora de energia Enel confirmou que mais de 130 mil clientes foram afetados, equivalente a cerca de 250 mil pessoas.

As chuvas, com presença de pequenos pedaços de granizo, atingiram a região do Butantã por volta das 13h30, indo na direção de Pinheiros. O vento passou dos 40 km/h. 

Por volta das 13h20, porém, foi registrado no aeroporto de Congonhas vento a 68km/h. Segundo a Defesa Civil da região, houve 21 registros de queda de árvores, 15 chamados para enchentes e 1 desabamento. 

Imagens em redes sociais mostram queda de forro de teto em ao menos duas unidades da Universidade de São Paulo (USP), nas Faculdades de Economia e Administração e na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Segundo a Defesa Civil, não há registro de feridos. 

Às 17h a Enel confirmava que 1,54% dos clientes da região ainda estavam sem energia, após a chuva danificar alguns pontos da rede elétrica. Na última parcial apurada, esse valor recuou para 0,97%, afetando ainda pouco mais de 80 mil clientes.

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Fonte: Ag. Brasil – Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Fraturas de quadril: entender o problema para agir rapidamente – Dr. Guilherme Falótico

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As fraturas de quadril representam um dos maiores desafios de saúde pública entre os idosos. No Brasil, estima-se que mais de 100 mil pessoas sofram esse tipo de lesão todos os anos — um número que cresce conforme a população vive mais. O que muitas famílias não sabem é que, na maioria das vezes, a fratura acontece após uma queda simples, dentro de casa, durante atividades rotineiras.

Os sinais costumam ser claros: dor forte ao tentar levantar ou apoiar o pé no chão, dificuldade para caminhar e, em alguns casos, a perna pode parecer virada para o lado de fora. Esses sintomas não devem ser ignorados. A avaliação médica imediata é essencial para evitar complicações. O diagnóstico geralmente começa com um raio-X, exame rápido e acessível. Se houver dúvida, a tomografia computadoriza/ressonância magnética podem ajudar a identificar detalhes que orientam o melhor tipo de tratamento.

A abordagem varia conforme o tipo de fratura e as condições de saúde do paciente, mas, na maior parte dos casos, a cirurgia é necessária e deve ser realizada de forma precoce para minimizar os riscos decorrentes do paciente ficar imóvel na cama.

 Hoje, as técnicas cirúrgicas permitem uma recuperação mais segura e eficiente. Dependendo da fratura, podem ser usados parafusos, placas, hastes ou, em situações específicas, uma prótese no quadril. A decisão é sempre individualizada, considerando o que traz mais estabilidade e melhor retorno às atividades.

A fase após a cirurgia é tão importante quanto o procedimento. A fisioterapia precoce reduz riscos, devolve mobilidade e ajuda o paciente a recuperar a confiança para caminhar. Com bons cuidados, muitas pessoas retomam suas rotinas com segurança, porém trata-se de uma lesão grave com alta mortalidade reportada em virtude de complicações clínicas. Portanto, prevenir continua sendo o melhor caminho. Um ambiente doméstico bem iluminado, livre de obstáculos, acompanhado de exercícios regulares e tratamento adequado da osteoporose, reduz de forma significativa o risco de quedas.

Diante de uma queda com dor no quadril, agir rápido faz diferença no resultado e na qualidade de vida de quem sofre a lesão. Contar com orientação especializada ajuda a enfrentar esse momento com mais tranquilidade e melhores chances de recuperação.


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Emprega Cajamar tem 36 novas vagas de trabalho com salário de até R$ 3,4 mil

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O Emprega Cajamar segue ampliando o acesso às oportunidades de trabalho em nossa cidade. Três novas empresas estão com vagas abertas, e os interessados já podem retirar a carta de encaminhamento no novo endereço do Posto de Atendimento do Polvilho.

Nobel do Brasil oferece 1 vaga efetiva para Cozinheira, destinada a profissionais com experiência e ensino fundamental. O salário é de R$ 2.500,00, com pacote completo de benefícios: VT, assistência médica e odontológica, alimentação no local, cesta básica, convênio com faculdades e participação nos lucros. A retirada da carta pode ser feita até 03/12.

DHL – Leroy Merlin está disponibilizando 30 vagas para Auxiliar de Logística, com salário de R$ 1.909,00 mais benefícios. A função exige ensino fundamental completo e não requer experiência, sendo uma excelente oportunidade para quem busca ingressar no setor logístico. As cartas também podem ser retiradas até 03/12.

Já a D/A Consultoria em RH está com 5 vagas para Técnico de Manutenção Elétrica, com salário de R$ 3.498,00, além de VT ou auxílio combustível e vale-alimentação. A vaga requer ensino médio completo e é desejável possuir CNH categoria B. As cartas estarão disponíveis até 05/12.

Para todas as oportunidades, a retirada deve ser feita no Emprega Cajamar – Polvilho, localizado na Av. Bento da Silva Bueno, 350. Aproveite o prazo e participe dos processos seletivos.

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Fonte: PMC | Foto: Marcos Santos/USP Imagens

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Chatgpt Personal Shopper e o impacto na comunicação das empresas – por Adriana Vasconcellos

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A OpenAI apresentou o chatgpt personal shopper em plena semana de Black Friday, um período em que o comportamento de consumo fica ainda mais acelerado. O lançamento chega no momento certo, já que transforma a maneira como as pessoas buscam, comparam e escolhem o que comprar. A ferramenta atua como um assistente capaz de entender preferências, analisar alternativas e oferecer recomendações personalizadas. Ela encurta caminhos, facilita decisões e cria uma jornada mais direta, algo que antes exigia tempo, comparação manual e navegação por diferentes canais.

Para o marketing e a assessoria de imprensa, essa tecnologia vai além de uma novidade. Ela reforça o movimento que tenho destacado nas últimas semanas sobre a importância de uma comunicação integrada e sobre as mudanças no comportamento do público. As pessoas buscam respostas rápidas, orientação confiável e experiências personalizadas. Quando um consumidor interage com uma IA que compreende suas necessidades, ele passa a esperar o mesmo padrão de clareza, objetividade e relevância das marcas.

Empresas e profissionais que não se adaptarem a essa nova lógica tendem a perder espaço. A comunicação precisa ser mais estratégica, integrada e orientada por dados. Conteúdos vagos deixam de funcionar, porque a IA aprende a identificar o que é relevante de verdade para cada pessoa. Isso significa que marcas terão de investir em informações consistentes, claras e facilmente interpretáveis pelos algoritmos. A reputação digital passa a depender tanto da percepção humana quanto da forma como as máquinas compreendem e classificam esse conteúdo.

A assessoria de imprensa também entra em uma nova fase. Releases, artigos e posicionamentos agora precisam dialogar com dois públicos: pessoas e sistemas inteligentes. Quanto mais a empresa aparece em veículos confiáveis, mais material de qualidade a IA tem para analisar e usar como referência. Essa construção fortalece a autoridade, aumenta a presença digital e melhora a compreensão da marca em buscas conversacionais.

No marketing, a mudança é ainda mais evidente. As empresas precisarão trabalhar com estratégias contínuas de conteúdo, SEO, anúncios, redes sociais e otimização de funis, criando um ecossistema completo para que a IA tenha material suficiente para recomendar seus produtos e serviços. Se o chatgpt personal shopper indica soluções com base na relevância e na confiabilidade, cada ponto de contato vira uma oportunidade para reforçar presença, reputação e credibilidade.

O resultado é um mercado mais competitivo, em que aparecer não é suficiente. É necessário ser encontrado, compreendido e reconhecido como uma escolha confiável tanto pelo público quanto pelos sistemas de recomendação. Quem percebe essa dinâmica e se movimenta agora conquista vantagem. Para avançar, vale investir no trabalho de um assessor de imprensa qualificado e manter uma produção consistente de conteúdo para as redes sociais e para o blog.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Delegada Raquel Gallinati toma posse como deputada estadual na Alesp

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A delegada de polícia Raquel Gallinati tomou posse, nesta sexta-feira (28), como deputada estadual da 20ª legislatura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Suplente do Partido Liberal (PL), ela assume a vaga deixada pelo deputado Carlos Cezar, que passou a integrar o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP).

Ex-secretária de Segurança Pública de Santos e eleita com mais de 52 mil votos em 2022, Raquel destacou, em seu primeiro discurso, o compromisso com a Segurança Pública e a defesa das vítimas de violência. “Venho representar as pessoas silenciadas e aprimorar a proteção a quem cuida da nossa sociedade, além de ampliar direitos das pessoas mais vulneráveis”, afirmou.

A parlamentar também reforçou a pauta da defesa das mulheres. Como a 28ª mulher na legislatura considerada a mais feminina da história da Casa, defendeu a igualdade de direitos e o combate à violência. “Não basta garantir igualdade apenas no papel. É preciso fazer acontecer. A defesa das mulheres está acima de ideologias e é o lado certo a seguir”, declarou.

A cerimônia ocorreu no Plenário Juscelino Kubitschek e contou com a recepção do presidente da Alesp, André do Prado, que destacou a experiência e a determinação da nova deputada. O deputado Reis elogiou a atuação de Raquel na defesa dos policiais civis e sua passagem pela Secretaria de Segurança de Santos. Já o deputado Delegado Olim ressaltou a competência técnica e o respaldo popular da parlamentar.

Também participaram da sessão os deputados Alex Madureira, André Bueno, Eduardo Suplicy e Fábio Faria de Sá, além do deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança.

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Foto: Rodrigo Costa/Alesp

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60+ Viva a Vida! – por Celso Tracco

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A sociedade brasileira está vivenciando uma boa e silenciosa revolução cultural, a quebra do paradigma que após os 60 anos a vida produtiva acabou. Segundo os últimos dados disponíveis mais de 8 milhões de cidadãos e cidadãs brasileiras com mais de 60 anos, estão no mercado de trabalho formal. Ou seja, exercem uma atividade sistemática e remunerada. Lembro que há alguns anos, tinha-se a convicção que havia pouquíssima chance de uma pessoa empregar-se após os 60 anos. A enorme maioria das ofertas de emprego, na descrição das qualidades requeridas para a vaga, deixava muito claro a restrição de idade. Hoje, pode-se dizer que é o contrário. Inúmeras empresas financeiras, industriais e comerciais, de vários setores da economia fazem questão de não restringir a idade do candidato à vaga, ou até, para certos trabalhos, dão preferência para os 60+, a geração ativa e “prateada”. Com o natural envelhecimento da população, a tendência é de que cada vez mais pessoas na faixa dos 60+ busquem uma colocação no mercado de trabalho, prolongando sua vida ativa e trazendo enormes benefícios para a sociedade como um todo, como veremos a seguir.

  • Ajuda a retardar o colapso do sistema previdenciário, mantendo o trabalhador ativo por mais tempo, oferecendo uma grande contribuição para as empresas em função de sua experiencia e excelência de trabalho.
  • Para os idosos que estão no mercado de trabalho, faz com que se mantenham atualizados com novas tendências profissionais; se interessem pelas novas tecnologias digitais, aumentem sua rede de contatos; desenvolvam novas habilidades; sirvam de exemplo e estímulo para outros. Não se trata “apenas” de ganhar dinheiro, que continua muito importante principalmente em um país política e economicamente instável, como o Brasil, mas proporciona à quem já cuidou durante a sua vida de muitas pessoas, possa se dedicar mais tempo a si próprio. Isso aumenta a autoestima, a dignidade e sem dúvida, contribui para uma saudável saúde mental.  
  • As empresas que adotam uma política efetiva de contratar colaboradores 60+, também nada tem a reclamar, ou seja, estão ganhando com isso. Os idosos agregam, além de suas competências técnicas, outras competências emocionais, cada vez mais importante atualmente, tais como: estabilidade, comprometimento, relacionamentos interpessoais, sabedoria em situações mais complexas, e podem acrescentar diversidade de pensamento, resultantes de sua experiência de vida.

Enfim, a sociedade brasileira, a exemplo do que já acontece com vários países mais avançados que o nosso, está aprendendo que os idosos, não são necessariamente um estorvo, um peso, um custo para seus familiares, e podem ser, com sua experiencia acumulada uma fonte de lucro para si, sua família, e seu local de trabalho. É certo que nem tudo são flores, ainda há preconceito contra os idosos, o chamado etarismo, mas tal qual outras minorias, quem quer faz acontecer. Afinal quem já venceu tantas dificuldades, situações adversas, não irá esmorecer, por estupidez preconceituosa. Vai à luta e vence!

Desenvolver em nós a arte de mudar para melhor é a maneira mais eficiente de trabalhar para um amanhã mais enriquecedor do que o hoje. A geração dos 60+ comprova na prática, que o importante na vida é o que se busca, e não o que se tem. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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O papel das Guardas Municipais – por Ramon Soares

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A Guarda Municipal é uma instituição fundamental para a segurança pública nos municípios, com atribuições claras e específicas, e desempenha papel crucial na manutenção da ordem e da segurança, sendo a base do Sistema Único de Segurança Pública.

O romantismo que nos envolve na infância em torno da figura da polícia e do ladrão — como nas histórias em quadrinhos dos Irmãos Metralha cede espaço, com o tempo, a uma compreensão mais madura da estrutura estatal. Aquela visão infantil dá lugar ao entendimento do que é legal dentro de um Estado Democrático de Direito, com suas normas e deveres.

Para quem vive em países que possuem uma única polícia, geralmente de ciclo completo, comunitária, preventiva, científica e judiciária , o papel da instituição policial é facilmente compreendido.

Para nós, brasileiros, porém, torna-se difícil entender as funções de cada polícia prevista na Constituição Federal, e mais ainda suas repartições e departamentos. Somam-se a isso instituições que sequer estão previstas constitucionalmente, criando um verdadeiro nó na cabeça da população.

Entre todas, a Polícia Militar tornou-se a mais popular e presente em todo o território nacional. Naturalmente, está gravada no inconsciente coletivo como a polícia de acesso imediato, sobretudo por causa do número de emergência (190).

Nesse cenário, as Guardas Municipais surgiram timidamente após a promulgação da Constituição Federal, com um caráter de mera zeladoria, a chamada “vigilância patrimonial”, ou seja, o cuidado exclusivo com o patrimônio municipal. Essa narrativa foi “plantada” no imaginário social.

Da mesma forma, consolidou-se a ideia de que os estados seriam os únicos responsáveis pela segurança pública, por meio de suas polícias civil e militar.

Entretanto, os estados se mostraram incapazes de manter efetivos suficientes nas polícias civil, científica e militar. Como consequência, convivemos com uma prevenção quase inexistente, repressão violenta e investigações de homicídios extremamente deficitárias.

Diante dessa deficiência e da edição do Estatuto Geral das Guardas Municipais (Lei 13.022/2014), essas instituições cresceram 35,7% na última década (Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública), revelando um novo comportamento dos prefeitos que passaram a atuar como aliados quando na situação, e críticos quando na oposição aos governos estaduais.

Nesse contexto, as Guardas Municipais assumiram a função da segurança pública primária: a Segurança Pública Básica dos municípios. Embora essa atribuição não tenha sido amplamente divulgada, ela já estava prevista no art. 144, § 8º da Constituição Federal:

“Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei”.

Com esse papel, as guardas municipais passaram a restabelecer a paz social em inúmeras cidades, suprindo uma lacuna que os estados não conseguiam preencher. A cada ano, essa tarefa se torna mais complexa.

O Estatuto Geral das Guardas Municipais detalhou e ampliou as competências antes previstas na Constituição, oferecendo aos municípios a possibilidade de se dedicarem, de fato, à proteção de suas populações por meio do policiamento preventivo, um dos 18 princípios e competências definidos pela legislação.

A singularidade da Guarda Municipal está em suas atribuições: essencialmente preventivas. Essa característica gera, de maneira gradual, maior legitimidade e reconhecimento por parte da população, especialmente daqueles que desejam um novo modelo de polícia.

Para compreender o verdadeiro papel das Guardas Municipais, podemos recorrer a uma analogia com a saúde e a educação. Nessas áreas, cabe ao município o atendimento primário — a “saúde básica” e a “educação básica” — previstas nos artigos 196 e 205 da Constituição. Nada mais coerente que, na segurança pública, ocorra o mesmo, conforme estabelece o caput do art. 144:

“A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos…”

A Lei 13.022/14 define como princípios mínimos de atuação das Guardas Municipais a proteção dos direitos humanos fundamentais, o exercício da cidadania e das liberdades públicas; a preservação da vida; a redução do sofrimento; a diminuição das perdas; e o patrulhamento preventivo.

Entre suas competências específicas sempre respeitando as atribuições federais e estaduais, estão: zelar pelos bens, equipamentos e prédios públicos; atuar de forma preventiva e permanente em todo o território municipal; proteger sistemicamente a população que utiliza bens, serviços e instalações municipais; e exercer competências de trânsito quando autorizadas pelo Código de Trânsito Brasileiro ou mediante convênio com órgãos estaduais ou municipais.

As Guardas Municipais já são realidade em mais de 1.400 cidades e não há mais possibilidade de retrocesso. Com raras exceções, prestam um serviço indispensável às populações mais vulneráveis. Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário têm dado sinais de ampliação de suas atribuições.

Em síntese, a Guarda Municipal é uma instituição essencial para a segurança pública municipal. Com funções claras e específicas, exerce papel crucial na manutenção da ordem e da proteção social, consolidando-se como base do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).


Ramon Soares é Guarda Municipal em Barueri, bacharel em Direito pela UNIFIEO e vice-presidente da AGM Brasil. Palestrante e instrutor, coautor do projeto “Segurança Pública Básica” e possui certificado internacional em Segurança Escolar, obtido em Indianápolis (EUA).


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