Empresário morto em Interlagos: quase um ano depois, nenhuma resposta

0 0
Read Time:2 Minute, 44 Second

A Polícia Civil realizou na quinta-feira (26) novas diligências para tentar esclarecer a morte do empresário Adalberto Amarílio Júnior, encontrado sem vida em um buraco no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo. O caso ocorreu em maio de 2025 e, quase um ano depois, segue sem autoria definida.

Adalberto desapareceu no dia 30 de maio, após participar de um festival de motociclismo no autódromo. O corpo foi localizado três dias depois, em 3 de junho, em uma área em obras dentro do complexo.

Segundo a investigação, o empresário foi encontrado em um buraco de aproximadamente três metros de profundidade e 70 centímetros de diâmetro. Sobre o corpo estava o capacete da vítima, mas sem a câmera que ele utilizava para registrar imagens do evento e publicar nas redes sociais.

A polícia informou ainda que Adalberto vestia jaqueta, camiseta e cueca, e estava sem calça e sem tênis. A principal linha investigativa indica que ele foi colocado no local já sem vida.

O laudo da Polícia Técnico-Científica apontou morte violenta por asfixia. Os peritos não descartam duas possibilidades: esganadura, devido a escoriações no pescoço, ou compressão torácica, quando há pressão sobre o tórax da vítima.

Apesar disso, não há confirmação sobre a dinâmica do crime nem sobre a participação de terceiros. Como o evento reuniu milhares de pessoas, investigadores consideram a possibilidade de envolvimento de mais de um indivíduo.

Para avançar no caso, a polícia utiliza o software israelense Cellebrite, empregado na extração de dados de ao menos 15 celulares e três computadores apreendidos. Os dispositivos pertencem à própria vítima, a um amigo, a seguranças e a produtores do evento. Segundo os investigadores, a apreensão não implica suspeita automática sobre os proprietários.

As empresas responsáveis pela segurança também foram alvo de apuração. A Malbork Serviços de Vigilância e Segurança informou ter disponibilizado 13 profissionais no dia do evento, enquanto a ESC Fonseccas Segurança Eirelli declarou ter atuado com 188 seguranças.

A investigação identificou inconsistências na lista de funcionários apresentada pela ESC, o que levou a pedidos de busca e apreensão autorizados pela Justiça. Em julho, policiais recolheram celulares e computadores ligados a pessoas não inicialmente citadas.

Um dos seguranças não listados, praticante de jiu-jítsu, foi preso em flagrante por posse irregular de munições. Com ele, foram apreendidas 21 balas de calibre 38, embora a arma não tenha sido encontrada. Ele pagou fiança e responde em liberdade. Posteriormente, tornou-se réu por esse crime e possui antecedentes por furto, associação criminosa e ameaça.

Até o momento, não há comprovação de envolvimento dele na morte do empresário.

A investigação é conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e acompanhada pelo Ministério Público. Ao menos 15 pessoas já foram ouvidas, incluindo familiares da vítima, representantes do autódromo e das empresas de segurança.

Imagens de câmeras mostram Adalberto circulando pelo evento e pelo estacionamento do kartódromo, onde havia deixado o carro. No entanto, não há registros de brigas ou do momento do crime.

O inquérito principal já soma cerca de 300 páginas, além de dois processos paralelos relacionados ao caso. Até agora, não há denúncias formais nem suspeitos identificados.

Adalberto Amarílio Júnior tinha 35 anos, era empresário do ramo de óticas, casado e não tinha filhos.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Foto: Reprodução/Redes Sociais

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Polícia prende 5 por “tribunal do crime” ligado a sequestro e morte em SP

0 0
Read Time:1 Minute, 21 Second

O Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo, prendeu nesta segunda-feira (23) cinco suspeitos de envolvimento em um sequestro seguido de morte relacionado a um julgamento clandestino conhecido como “tribunal do crime”. A operação foi realizada na zona norte da capital paulista.

De acordo com a polícia, três homens e duas mulheres foram detidos em ação coordenada por equipes da 2ª Delegacia da Divisão de Homicídios. Também foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão. Os materiais recolhidos serão analisados pela perícia e devem auxiliar no avanço das investigações.

O caso começou a ser apurado em 2022, após um homem e sua esposa serem sequestrados e mantidos em cárcere por alguns dias. Durante o período, as vítimas foram agredidas e interrogadas sobre um suposto abuso. Posteriormente, a mulher foi libertada, enquanto o homem continuou em poder do grupo e desapareceu.

Meses depois, um cadáver em avançado estado de decomposição foi encontrado em um córrego na mesma região. Na ocasião, exames periciais não permitiram a identificação da vítima. Somente em 2025, com a realização de novos exames antropológicos e genéticos, foi possível identificar que os restos mortais pertenciam a duas pessoas — sendo uma delas o homem sequestrado.

Com a confirmação, o DHPP avançou na identificação dos suspeitos e deflagrou a operação que resultou nas prisões desta semana.

Os detidos foram levados à 2ª Delegacia da Divisão de Homicídios, onde permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do crime, identificar outros possíveis envolvidos e detalhar a dinâmica das mortes.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS


Foto: Divulgação/GESP

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %
error: