Uma homenagem aos Professores – por Dra. Vera Resende

0 0
Read Time:2 Minute, 6 Second

Quem é o professor na vida de cada um de nós? E na vida dos seus filhos?

Ao compararmos as experiências escolares de diferentes gerações, percebemos uma imensa lacuna entre o período anterior às redes sociais e o atual.

As histórias que ouvíamos sobre a escola nos faziam sonhar com ela. Hoje, infelizmente, escola e professores tornaram-se, muitas vezes, alvos de críticas e desconfiança, reflexos das mesmas fragilidades que afetam toda a sociedade.

Sem a intenção de atribuir à tecnologia a culpa exclusiva pelo enfraquecimento das relações entre professor e aluno, é possível reconhecer que o uso inadequado das redes sociais tem alterado a maneira como a sociedade enxerga o papel da escola e de seus educadores.

Perdeu-se, em parte, o sentido profundo da relação professor/aluno, que antes era tecida por sonhos, expectativas, medos e descobertas levadas nas mochilas no primeiro dia de aula. A escola era percebida como um organismo vivo, um espaço que acolhia a diversidade de habilidades, limites, possibilidades e histórias de vida. Seu propósito ia além do aprendizado teórico: era um ambiente de convivência humana, respeito, pertencimento e inclusão.

A imagem da escola como espaço de crescimento e de relações saudáveis precisa ser resgatada. Como pais e como alunos, precisamos enxergá-la novamente como um lugar vivo, que pulsa e transforma. Só assim poderemos nos reconectar com o melhor de nós, despertando o desejo genuíno de viver em sociedade.

Enquanto adultos, quando levamos nossos filhos à escola, levamos também uma parte de nós mesmos: o sonho de crescer, aprender, descobrir e evoluir. Carregamos conosco a esperança de que nossas aspirações individuais possam contribuir para uma sociedade mais justa e consciente.

Que possamos, portanto, retomar o diálogo, as trocas saudáveis e o respeito mútuo. Que a tecnologia seja usada para aproximar, enriquecer o aprendizado e fortalecer a construção de um mundo mais humano, seguro e tolerante.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Homenagem aos Professores (as) – por Celso Tracco

0 0
Read Time:3 Minute, 12 Second

Um professor de filosofia, em determinada aula e sem dizer uma só palavra aos seus alunos, pegou um pote de vidro, grande e vazio, colocou sobre sua mesa e começou a enchê-lo, até a boca, com bolas de tênis. Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e imediatamente todos disseram que sim. O professor então pegou uma caixa de bolinhas de gude e esvaziou-a dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de tênis.

O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.

Imediatamente, pegou um saco com areia e esvaziou-a dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora sim, estava cheio. O professor então de modo teatral e ainda sem dizer nada, pegou sua garrafa térmica, que continha o café que ele tomava durante as aulas e derramou sobre o pote umedecendo a areia.

Os estudantes observavam a situação, esperando a pergunta do professor. Mas, sem nada perguntar o professor ensinou:

Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de tênis são os elementos mais importantes: a família, seus verdadeiros amigos, sua vocação profissional, sua espiritualidade, suas crenças, Deus. Elas representam o que é essencial em nossas vidas. Nelas estão contidas nossos princípios e valores. Valores e princípios que devemos cuidar em primeiro lugar, pois elas nos conduzem à felicidade plena. Sem elas nossas vidas serão vazias, sem um propósito definido.

As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, um bom lugar onde morar, o carro novo, o estudo que satisfaz, como ocupo minhas horas livres. São importantes, mas não são determinantes na vida.

A areia representa todas as pequenas coisas, agradáveis e desagradáveis que acontecem todos os dias na vida de qualquer ser humano: cervejinha de sexta-feira, passeios na natureza, contas para pagar, compromissos chatos e obrigatórios, contratempos e momentos de prazer. Sua importância é relativa, não determinante portanto, devemos tratá-los com a significância que eles têm, quase nula.

Mas atenção, o professor elevou a voz provocando a atenção dos alunos, se a areia fosse colocada em primeiro lugar no pote, não haveria espaço para todas as bolas de tênis e nem para as de gude. O mesmo ocorre com nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas não teremos espaço e tempo para as coisas realmente importantes.

Assim devemos prestar atenção nas coisas que são primordiais para a nossa felicidade. Brincar com os nossos filhos, sair para se divertir com a família e com os amigos, dedicar um tempo a nós mesmos, buscar conhecimento, estudar sempre, cuidar da saúde, viajar, ser fiel a nossa crença.

Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas devemos nos ocupar primeiro das bolas de tênis, depois das de gude, pois o resto é areia.

Um aluno se levantou e perguntou: professor, o que representa o café?

Com um sorriso contido, o professor respondeu: Excelente pergunta. O café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo.

Um grande e forte abraço e até nosso próximo café. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
100 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %
error: