Smart Sampa já ajudou a prender mais de 4 mil suspeitos e localizar quase 3 mil foragidos em SP

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O sistema de videomonitoramento Smart Sampa já contribuiu diretamente para a prisão em flagrante de 4.010 pessoas na cidade de São Paulo, além da captura de 2.915 foragidos da Justiça desde sua implementação. Com mais de 40 mil câmeras instaladas em ruas, avenidas e equipamentos públicos, a tecnologia tem sido apontada como peça central no combate à criminalidade na capital.

Segundo a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, todas as detenções ocorreram sem necessidade de uso de armas de fogo, resultado atribuído à atuação integrada entre tecnologia e equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

O programa utiliza análise de imagens em tempo real e inteligência artificial para identificar ocorrências e acionar rapidamente as equipes em campo. A estratégia tem ampliado a capacidade de resposta das forças de segurança em casos de tráfico de drogas, roubo, furto, agressões e vandalismo, incluindo episódios de violência contra a mulher.

“O Smart Sampa se consolidou como ferramenta estratégica no combate à criminalidade. A tecnologia, aliada à atuação da nossa GCM, está transformando a forma de fazer segurança pública na cidade de São Paulo”, afirmou o secretário municipal de Segurança Urbana, Orlando Morando.

Casos recentes ilustram o impacto do sistema. Em dezembro de 2025, uma ocorrência de agressão contra uma mulher na Rua Barão de Piracicaba foi atendida em menos de um minuto após identificação pelas câmeras. O agressor foi contido e preso no local.

Em outubro do mesmo ano, a chamada “quadrilha do gogó”, que atuava na região central com golpes e roubos contra pedestres, foi identificada e monitorada a partir das imagens do sistema. O cruzamento de dados permitiu mapear os deslocamentos dos suspeitos e viabilizar a prisão do grupo.

Outro episódio ocorreu na madrugada de 1º de outubro de 2025, quando um homem invadiu a EMEI Maria Vitória da Cunha, na Zona Leste, e furtou uma moldura de alumínio após depredar um quadro. A ação foi detectada em tempo real, e o suspeito foi detido em flagrante nas proximidades após tentativa de fuga.

Além das prisões, o sistema também tem papel relevante na localização de pessoas desaparecidas. Até o momento, 185 indivíduos foram identificados e encontrados com auxílio da tecnologia.

Implantado em 2024, o Smart Sampa opera com cerca de 40 mil câmeras — sendo metade da rede pública e metade integradas da iniciativa privada. A central de monitoramento funciona 24 horas por dia no Centro Histórico da capital, com cerca de 250 agentes da GCM acompanhando as ocorrências em tempo real.

O modelo vem sendo observado por outras capitais como referência em resposta rápida e uso de tecnologia aplicada à segurança urbana.

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Foto: Divulgação/Pref. de SP

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GCM é baleado no rosto ao reagir a assalto em Osasco

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Um Guarda Civil Metropolitano(GCM) foi baleado no rosto ao reagir a um assalto, nesta sexta-feira (5), no Jardim Veloso, em Osasco, na Grande São Paulo.

De acordo com informações do Diário da Região, o agente, que integra o Canil da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, estava à paisana quando foi abordado por criminosos armados na rua Dolores Lupiano Moioli. Eles exigiam a aliança do GCM.

Durante a troca de tiros, o guarda foi atingido de raspão no rosto. A bala não chegou a perfurar sua face. Ele foi socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro Santo Antônio, onde recebeu atendimento e passa bem.

Um veículo estacionado próximo ao local também foi atingido durante o confronto. Após a ação, os assaltantes fugiram em um carro, que acabou sendo abandonado no Jardim Conceição. O automóvel foi localizado pela Polícia Militar e devolvido ao proprietário.

O caso segue em investigação para identificar e prender os criminosos envolvidos.

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*Com informações Web Diário da Região – Foto: Reprodução/YouTube/Diário da Região

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Prefeitura de SP propõe bônus de até R$ 1.000 para GCM na recuperação de motos roubadas

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A Prefeitura de São Paulo encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei que prevê o pagamento de bonificação de até R$ 1.000,00 a agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) envolvidos na recuperação de motocicletas e outros veículos de duas rodas com restrições por furto, roubo ou adulteração. A proposta tem como objetivo reforçar o combate à criminalidade e coibir a circulação de veículos irregulares na capital.

De acordo com o texto, o valor será pago por veículo recuperado, desde que comprovada a participação efetiva do agente e haja validação por autoridade competente. O bônus poderá ser concedido individualmente ou a equipes e não será incorporado ao salário dos servidores. A concessão dependerá da disponibilidade orçamentária e financeira da administração.

A medida se soma a outras ações da Prefeitura no enfrentamento da criminalidade, que apresentou queda significativa neste ano. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o número de roubos registrados em São Paulo foi o menor para o mês em 25 anos, com 8.202 ocorrências — redução de 15,1% em relação ao mesmo período de 2024.

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Foto: Leon Rodrigues/Pref. de SP

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Prisômetro registra média de 12 prisões diárias em São Paulo em um mês de funcionamento

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Desde sua inauguração há um pouco mais de mês, o Prisômetro, painel que exibe em tempo real as prisões realizadas na cidade de São Paulo por meio do Programa Smart Sampa, registrou uma média de 12 detenções por dia.

Localizado em frente à central operacional do programa, no Centro Histórico da capital, o painel apontava, na última terça-feira (25), a captura de 904 foragidos da Justiça, 2.102 prisões em flagrante e a localização de 51 pessoas desaparecidas desde o início do programa, em julho do ano passado.

Nos primeiros 30 dias de funcionamento, o equipamento contabilizou a prisão de 185 foragidos, 193 detenções em flagrante e a localização de 10 desaparecidos pela Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Com 3 metros de altura por 1 metro de largura, o Prisômetro reforça o papel da tecnologia na segurança pública paulistana. Instalado na Rua XV de Novembro, no Centro, o painel tem suas informações atualizadas em tempo real, logo após a conclusão de ocorrências atendidas pela GCM via Programa Smart Sampa.

A ferramenta, viabilizada sem custos adicionais por meio de doação da iniciativa privada, busca oferecer mais transparência à população sobre a atuação da GCM e da equipe técnica da central de videomonitoramento. Além disso, sua presença visa inibir a criminalidade, reforçando a política de segurança pública da cidade.

Tecnologia a serviço da segurança

O Smart Sampa é o mais avançado sistema de monitoramento urbano da América Latina, contando com mais de 25 mil câmeras espalhadas por pontos estratégicos da capital, especialmente em áreas limítrofes com outros municípios. Deste total, 4 mil câmeras possuem tecnologia de reconhecimento de placas de veículos.

Os dispositivos utilizam algoritmos para reconhecimento facial, leitura de placas e alertas de invasão, sendo integrados a bancos de dados da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP). O sistema também está sendo conectado ao Córtex, plataforma do governo federal que rastreia veículos com registros de roubo e furto.

Além da segurança, o projeto possibilita a integração com outros serviços essenciais, como SAMU, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e as polícias Militar e Civil, garantindo maior agilidade no atendimento à população.

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Foto: Divulgação/Pref. de S. Paulo

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Mulher condenada por homicídio é presa após ser reconhecida pelo Smart Sampa

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A Guarda Civil Metropolitana (GCM) prendeu nesta quarta-feira (26) uma mulher de 43 anos condenada a mais de 20 anos de prisão por crimes violentos, como homicídio e roubo com uso de arma, e procurada desde 2023. A captura ocorreu após a foragida ser identificada por câmeras de reconhecimento facial do programa Smart Sampa quando ela entrava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Jaçanã, na Vila Nilo, Zona Norte da capital.

Apesar de condenada por crimes como furto, roubo majorado (com violência) e homicídio qualificado (por motivo torpe, fútil ou com uso de meio cruel, como tortura), a mulher chegou a cumprir pena em regime aberto, mas teve a progressão revogada após descumprir obrigações judiciais. Ela era procurada desde abril de 2023, quando a Justiça de São Paulo expediu um mandado de prisão em seu nome.

Após ser detida, a criminosa foi encaminhada ao 73º Distrito Policial, no Jaçanã, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Prisômetro

A prisão foi contabilizada no balanço do programa Smart Sampa, que às 19h35 desta quarta-feira (26) já acumulava os seguintes números desde sua implementação:

  • 917 foragidos capturados desde julho de 2024
  • 598 foragidos presos somente em 2025
  • 2.109 prisões em flagrante desde julho de 2024
  • 51 pessoas desaparecidas encontradas desde julho de 2024

O Smart Sampa tem sido um dos principais aliados na segurança pública da capital, permitindo a identificação rápida de criminosos foragidos e a recuperação de pessoas desaparecidas.

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Fonte: Pref. de SP – Foto: Reprodução

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Justiça de SP proíbe GCM de usar bombas e adotar “práticas de PM” na Cracolândia

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Justiça de São Paulo estabeleceu, na última segunda-feira (24), que a GCM (Guarda Civil Metropolitana) está proibida de efetuar operações com características da Polícia Militar na Cracolândia, no centro de São Paulo.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) moveu uma ação civil contra a prefeitura. A sentença impede que os guardas atuem de maneira repressiva e que incluam a expulsão de pessoas da rua sem qualquer motivo. Os agentes também estão proibidos de fazer o uso de bombas de gás e balas de borracha contra os usuários de drogas que frequentam a região.

Além das proibições estipuladas, a decisão exige que o poder público disponha de um canal entre a população e a GCM, com a possibilidade de receber denúncias, vídeos, e sobre a criação de um regulamento que apure a responsabilidade dos guardas que cometem irregularidades na Cracolândia.

Na quinta-feira (20), a Prefeitura instalou grades na região central da cidade, próximas à Rua dos Protestantes, uma região com uma concentração muito grande de usuários de drogas. Segundo informações do portal CNN, a justificativa dessa ação foi para promover a melhoria das condições de trabalho e a garantia da segurança dos agentes públicos que atuam no local.

Além disso, o Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos (Sindguardas-SP) notificou a Prefeitura após a constatação de que vários agentes foram contaminados por doenças na Cracolândia.

Leia também: Homem é preso com 40 kg de cocaína em Araçariguama


Fonte: TV Cultura – Foto: Taba Benedito/Estadão Conteúdo

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GCM’S fazem curso de defesa pessoal em parceria inédita entre São Paulo e Israel

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O objetivo da Prefeitura é capacitar 7 mil agentes na modalidade Krav Magá, técnica que auxilia a lidar melhor com situações de violência e emergência

Os agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) da capital vão receber, de forma gratuita, treinamento de Krav Magá, uma técnica de defesa pessoal originária de Israel. O projeto, inédito, faz parte de uma parceria da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU), com o Consulado de Israel de São Paulo.

Cerca de 7 mil agentes da GCM vão passar pela capacitação, que é realizada pela A Federação Internacional de Krav Magá.

A técnica consiste em um sistema de combate corpo a corpo, em que o praticante, de qualquer idade, porte físico e sexo, tem a capacidade de se defender contra qualquer tipo de agressão, seja ela armada, coletiva, no chão ou em pé.

O treinamento deve preparar os agentes para lidar melhor com situações de violência e emergência, neutralizando ameaças de agressão com manobras de defesa, além de melhorar o condicionamento físico e o equilíbrio emocional dos profissionais.

A modalidade oferecerá mais uma qualificação técnica aos GCMs da capital que impactará diretamente na proteção do cidadão.

Sobre o Projeto

Em uma primeira etapa, foram formados 20 profissionais da Guarda Civil Metropolitana, dos quais 45% são mulheres, que receberam um treinamento especial durante 4 meses para auxiliarem os demais instrutores da Federação Internacional de Krav Magá nos próximos treinos para grandes grupos, que serão realizados em ginásios espalhados pela capital.

A cerimônia da 1ª Formatura foi realizada no Clube Hebraica, na sexta-feira (16). A cerimônia contou com a presença do presidente do Clube Hebraica, Fernando Rosenthal, da Secretária de Segurança Urbana, Elza Paulina Souza, e do cônsul Geral de Israel, Rafael Endreich.

Leia também: Itapevi está com 578 vagas de emprego abertas para trabalhadores do munícipio


Fonte: SECOM-Pref. de SP

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Operação policial na Cracolândia prende cinco pessoas em flagrante

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Agentes da Guarda Civil Metropolitana, funcionários da prefeitura e policiais civis e militares desencadearam na madrugada de hoje (11) uma operação contra o tráfico de drogas na Praça Princesa Isabel, no centro da capital paulista, conhecida como nova Cracolândia. A operação contou com a participação de 200 policiais civis, 300 policiais militares e 150 guardas civis.

A ação faz parte das Operações Caronte e Sufoco e deu cumprimento a mandados de prisão, busca e apreensão que foram expedidos pelo Poder Judiciário após trabalhos de investigação e inteligência.

A operação teve início as 4 horas da manhã e deteve 20 pessoas, sendo 5 delas em flagrante. Segundo o delegado seccional da região central da cidade de São Paulo, Roberto Monteiro, os presos eram traficantes. “O que descobrimos no trabalho de inteligência é que, na verdade, não se tratava de uma venda e consumo por dependência. Na verdade se tratava da existência de vários traficantes, hierarquizados, mantidos em organização criminosa, que faturavam, segundo nossa estimativa, perto de R$ 200 milhões por ano”, disse ele, em entrevista coletiva realizada no final da tarde de hoje.

A operação de hoje, disse o delegado, foi planejada por uma força tarefa, que chegou a utilizar policiais infiltrados para identificar os traficantes. Tijolos de maconha e de crack, balanças, facas, documentos roubados, capas de celulares e dois simulacros de armas foram apreendidos durante a ação policial. A quantidade de droga apreendida, no entanto, não foi informada. Segundo o delegado, a ação policial ainda não foi terminada: há mandados de prisão para serem cumpridos.

A reportagem passou pela Praça Princesa Isabel após a operação e verificou que muitos policiais ainda estavam por ali, mas já não havia o fluxo. Funcionários da prefeitura trabalhavam na praça na tarde de hoje. Não foi possível saber para onde o fluxo se direcionou: ele se dispersou por diversas regiões da cidade. Segundo o delegado, policiais estão monitorando possíveis novos locais que podem ser utilizados para o fluxo.

Nova Cracolândia

A nova Cracolândia surgiu em março deste ano, quando usuários migraram do entorno da Praça Júlio Prestes – onde permaneceu por cerca de 30 anos, segundo o delegado seccional – para a Praça Princesa Isabel. Relatos diziam que a mudança de local teria sido uma ordem do crime organizado, mas na época, o então governador de São Paulo, João Doria, negou a informação. Com a operação de hoje, o fluxo se dispersou. E não deve voltar para a Praça Princesa Isabel, já que foi apresentada uma proposta na Câmara Municipal de São Paulo para transformá-la em um parque. Se o projeto for aprovado, a praça poderia ser fechada por grades.

Em entrevista à Agência Brasil, Aluizio Marino, pesquisador do Lab Cidade, criticou a operação policial, chamando-a de anti-política. “Mais uma vez a violência e a truculência policial faz com que haja uma dispersão da cena de uso, uma multiplicação de espaços e pequenas Cracolândias na cidade de São Paulo, o que dificulta ainda mais um trabalho que já é tão precarizado de assistência social e de saúde. Realmente é a anti-política porque não ajuda em nada. Muito pelo contrário: piora ainda mais o problema e vai multiplicar cenas de uso na cidade de São Paulo”.

Para ele, uma nova operação policial contra a Cracolândia não vai solucionar o problema. “O que fica muito nítido é que toda essa ação não acaba com a Cracolândia: só multiplica o número de cenas de uso. O discurso que fazemos [movimentos e organizações sociais] não é de permanência da Cracolândia. Mas sabemos muito bem que a violência policial não é o caminho para resolver as questões que atravessam aquelas pessoas, aqueles corpos, aquelas trajetórias. É fundamental sim acabar com a Cracolândia, mas não é desse jeito. O que eles estão fazendo é piorando o problema porque eles multiplicam o número de ‘mini’ Cracolândias e de cenas de uso”, disse.

“Acontece o que acontece na Cracolândia porque são pessoas pobres, majoritariamente negras, muitos deles egressos do sistema prisional, marcados por uma série de questões, atravessados por uma série de traumas. Existem cenas de uso de drogas em bairros de elite, por exemplo na Vila Madalena e em bares de várias faculdades. Esse tipo de repressão está muito vinculado com uma politica higienista e de especulação imobiliária. Esse é um território que está em constante disputa, que vai passar por algumas inaugurações de equipamentos públicos”, acrescentou Marino.

O delegado seccional, no entanto, entende de forma diferente. Para ele, a dispersão do fluxo facilita o trabalho policial. “Temos exemplos em outras cidades do mundo e percebemos aqui também. Nós tínhamos um grupo homogêneo ali na Júlio Prestes [antiga Cracolândia] em que esse fluxo chegou a ter 4 mil dependentes químicos e traficantes. A permeabilidade de um grupo desse é muito difícil. Não só para a polícia fazer um trabalho de repressão ao tráfico como também para as equipes de assistência social e de saúde pública fazerem a abordagem. Percebemos, com a experiência internacional, que quando diluímos em pequenos grupos e pequenos núcleos é mais fácil e também mais eficaz a abordagem. Tanto é que tivemos 150% de aumento da abordagem social após a migração de parte do fluxo para a Praça Princesa Isabel”, disse o delegado. Segundo ele, essa é uma operação policial diferente das muitas outras que já foram feitas na Cracolândia.

Procurada pela Agência Brasil, a prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) informou que orientadores do Serviço Especializado de Abordagem Social (Seas) prestaram atendimento aos usuários durante a madrugada e o fim da manhã de hoje (11), sendo responsáveis por 146 encaminhamentos. “Nem todos os casos de atendimento são direcionados para os SIATs (Serviço Integrado de Acolhida Terapêutica). Esta é uma avaliação feita após o encaminhamento para a rede, onde esses cidadãos passam por triagem para identificar o serviço mais adequado, seja terapêutico ou socioassistencial”, informou a administração municipal, em nota.

Na nota, a prefeitura também informa que a Secretaria Municipal da Saúde, por meio do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), também acompanha a situação do local desde às 4h desta quarta-feira (11) e realizou o acolhimento de 17 usuários que optaram por receber atendimento na unidade desde a madrugada.


Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil – Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

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