Barueri realiza mutirão gratuito para reconhecimento de paternidade

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Ação “Meu Pai Tem Nome” acontece no dia 1º de agosto e oferece orientação jurídica, reconhecimento voluntário e encaminhamento para exame de DNA

Moradores de Barueri poderão participar, no próximo sábado (1º), do mutirão “Meu Pai Tem Nome”, iniciativa que oferece atendimento gratuito para reconhecimento de paternidade, maternidade e vínculos socioafetivos.

A ação é promovida pela Defensoria Pública, em parceria com a Prefeitura de Barueri, e será realizada das 9h às 13h, na sede da Secretaria da Família, localizada na Rua Gertrúdes Silva Ramos, 277, na Vila Pouso Alegre.

Quais serviços serão oferecidos?

Durante o mutirão, a população terá acesso à orientação jurídica e poderá solicitar:

  • reconhecimento voluntário de paternidade;
  • reconhecimento de paternidade socioafetiva;
  • reconhecimento de maternidade, nos casos previstos em lei;
  • encaminhamento para exame de DNA gratuito, quando houver dúvida sobre a paternidade.

Segundo os organizadores, quando houver consenso entre as partes, o reconhecimento poderá ser realizado de forma rápida e simplificada.

Direito à identidade

De acordo com dados do Portal da Transparência do Registro Civil, cerca de 1,7 milhão de crianças brasileiras foram registradas sem o nome do pai na certidão de nascimento nos últimos dez anos.

Além de garantir o direito à identidade, o reconhecimento da paternidade oficializa o vínculo familiar e pode facilitar questões relacionadas à guarda, convivência e pensão alimentícia, quando aplicáveis.

A campanha também contempla o reconhecimento da paternidade socioafetiva, destinado às situações em que o vínculo familiar foi construído pelo afeto, conforme previsto na legislação.

Como participar

Os interessados devem realizar a inscrição antecipadamente por meio do link disponibilizado pela Secretaria da Família em seus canais oficiais.

Serviço

Meu Pai Tem Nome – Mutirão de reconhecimento de paternidade

  • Data: 1º de agosto (sábado)
  • Horário: das 9h às 13h
  • Local: Secretaria da Família
  • Endereço: Rua Gertrúdes Silva Ramos, 277 – Vila Pouso Alegre, Barueri

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Foto: Tatiane Zechetto/PMB

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Homem será indenizado em R$ 30 mil após descobrir por DNA que não era pai biológico do filho registrado

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A Justiça de São Paulo condenou uma mulher a indenizar o ex-companheiro em R$ 30 mil após ele descobrir, por meio de um exame de DNA, que não era o pai biológico da criança que havia registrado como filho. A decisão foi proferida pela 6ª Vara Cível de Araraquara e divulgada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Do valor fixado, R$ 10 mil correspondem a danos materiais, referentes ao auxílio financeiro prestado pelo homem à criança, e R$ 20 mil são por danos morais.

O caso veio à tona anos após o nascimento da criança, quando o pai biológico suspeitou da paternidade por causa da semelhança física com o menor. Após procurar a mãe, foi realizado um exame de DNA que confirmou o vínculo biológico e revelou que o homem que havia feito o registro civil não era o pai da criança.

O que diz a lei

A legislação brasileira não prevê um crime específico para a falsa atribuição de paternidade. Por isso, casos como esse costumam ser analisados na esfera cível e não na criminal.

Segundo especialistas em Direito Civil, o exame de DNA, por si só, não garante o direito à indenização. Para que haja condenação, é necessário demonstrar que houve má-fé, omissão deliberada de informações relevantes ou violação dos deveres de boa-fé e lealdade.

O artigo 1.604 do Código Civil estabelece que o registro de nascimento somente pode ser desconstituído mediante prova de erro ou falsidade, por meio de decisão judicial.

Já o artigo 242 do Código Penal prevê punição para quem registra como próprio o filho de outra pessoa ou altera o estado de filiação de forma fraudulenta. Entretanto, essa tipificação normalmente é aplicada em situações de fraude intencional no registro civil e não, necessariamente, em casos como o julgado pelo TJSP, nos quais a ausência de vínculo biológico só é descoberta anos depois.

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Foto de Liane Metzler na Unsplash

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