Cirurgia Ortopédica: 7 medidas essenciais para uma recuperação segura e sem complicações – por Dr. Guilherme Falótico

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A decisão por uma cirurgia ortopédica costuma trazer alívio e esperança, mas também pode gerar ansiedade e muitas dúvidas. O que você faz antes e depois do procedimento faz toda a diferença no resultado. A boa notícia é que grande parte das complicações pode ser evitada com medidas simples e proativas. Neste guia prático, você vai descobrir como se tornar o principal agente do seu sucesso cirúrgico, adotando hábitos que reduzem significativamente os riscos e aceleram a recuperação.

  1. Prepare seu corpo como um atleta antes de uma competição

Otimize sua saúde geral

  • Controle doenças crônicas: diabetes descompensada e hipertensão aumentam o risco de infecção e complicações cardiovasculares.
  • Pare de fumar imediatamente: o tabagismo reduz a circulação sanguínea, compromete a cicatrização e eleva o risco de trombose e infecção.
  • Mantenha boa saúde bucal: infecções dentárias podem migrar para próteses articulares.

Fortaleça a musculatura

  • A musculação orientada antes da cirurgia acelera a recuperação.
  • Aprenda os exercícios pós-operatórios antecipadamente.

2. Nutrição

Alimente-se de forma saudável

  • Priorize proteínas magras: frango, peixe, ovos e whey protein ajudam na cicatrização e manutenção da massa muscular.
  • Hidrate-se bem: a água é essencial para todos os processos de recuperação.
  • Prepare sua casa antes da cirurgia

Elimine riscos de quedas

  • Organize os móveis para criar corredores livres.
  • Retire tapetes soltos e fios elétricos do caminho.
  • Instale barras de segurança no banheiro e corrimãos nas escadas.
  • Deixe itens de uso diário ao alcance das mãos, evitando prateleiras muito altas ou baixas.

Facilite sua rotina pós-cirúrgica

  • Tenha uma cadeira firme, com assento mais alto.
  • Ajuste sua cama com travesseiros extras para manter a elevação adequada.

4. No hospital: seu papel na prevenção de complicações

Previna infecções

  • Certifique-se de que todos lavaram as mãos antes de tocá-lo.
  • Mantenha o curativo sempre limpo e seco.

Evite trombose venosa

  • Movimente tornozelos e pés com frequência enquanto estiver deitado.
  • Use as meias elásticas corretamente, quando indicadas.
  • Caminhe assim que o médico autorizar.

5. A medicação certa no momento certo

Comunique todos os medicamentos em uso

  • Informe detalhadamente quais remédios utiliza.
  • Siga rigorosamente o esquema analgésico prescrito.
  • Nunca suspenda anticoagulantes sem orientação médica.

6. Reabilitação

Seja disciplinado

  • Faça fisioterapia conforme as orientações médicas.
  • Respeite seus limites.
  • Informe imediatamente qualquer dor anormal durante os exercícios.

7. Sinais de alerta: quando buscar ajuda imediata

  • Febre acima de 38°C.
  • Aumento súbito da dor, sem melhora com medicação.
  • Inchaço excessivo ou vermelhidão que se espalha.
  • Dificuldade para respirar ou dor no peito.
  • Drenagem exagerada pelo curativo.

Agende uma consulta de preparo com sua equipe cirúrgica e esclareça todas as dúvidas. Leve esta lista de medidas e monte seu plano personalizado de preparação.

Sua recuperação começa antes mesmo da cirurgia. Invista nela!


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Atividade física é o melhor remédio para prevenir dores e lesões ortopédicas – por Dr. Guilherme Falótico

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Você sabia que a chave para evitar dores nas costas, lesões no joelho e desgaste articular pode estar mais próxima do que se imagina? A resposta não está necessariamente em remédios ou procedimentos complexos, mas em um hábito simples e acessível: a prática regular de atividade física.

Embora ainda exista a ideia de que se movimentar pode “gastar” as articulações, estudos mostram justamente o contrário. O corpo humano foi feito para se movimentar e o exercício cumpre papel fundamental na manutenção da saúde musculoesquelética.

Explico abaixo por que a atividade física é a sua maior aliada na prevenção de problemas ortopédicos em todas as fases da vida.

Por que o movimento é essencial

A atividade física regular atua como uma forma de “manutenção preventiva” do sistema ortopédico:

  • Fortalece a musculatura: músculos fortes funcionam como suporte para ossos e articulações, absorvendo impactos e reduzindo a sobrecarga.
  • Melhora a densidade óssea: exercícios com carga controlada, como caminhada e musculação, estimulam a formação de massa óssea, ajudando a prevenir a osteoporose.
  • Nutre as articulações: o movimento favorece a circulação do líquido sinovial, responsável por lubrificar e nutrir as cartilagens.
  • Mantém a flexibilidade: alongamentos e exercícios de amplitude preservam a elasticidade muscular e a mobilidade articular.

Sedentarismo e seus impactos

Os efeitos da falta de movimento atingem diferentes perfis:

  • Adultos que passam muitas horas sentados: a inatividade enfraquece a musculatura lombar, aumentando os casos de dor nas costas.
  • Pessoas acima do peso: o excesso de carga sobre joelhos, quadril e tornozelos acelera o desgaste das articulações e favorece a artrose.
  • Idosos: a perda natural de massa muscular (sarcopenia) e óssea (osteoporose) torna o exercício ainda mais decisivo para manter independência e qualidade de vida.

Qual a dose ideal de exercício

A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, como caminhada rápida, natação ou ciclismo, além de duas a três sessões semanais de fortalecimento muscular, incluindo modalidades como musculação, pilates ou treino funcional. A regularidade é mais importante que a intensidade.

E quem já sente dores?

Mesmo em casos de dores ou condições ortopédicas, o movimento continua sendo aliado. A prática orientada é parte essencial do tratamento, desde que respeite os limites de cada paciente. Um ortopedista especializado pode indicar quais atividades são seguras e, muitas vezes, a fisioterapia especializada utiliza o exercício/movimento como ferramenta de reabilitação, fortalecendo a região afetada sem agravar a lesão.

A mensagem central é clara: movimentar-se é uma estratégia eficaz e acessível para preservar a saúde ortopédica em todas as fases da vida. Cada passo dado hoje representa um investimento valioso na qualidade de vida do futuro.

Consulte um ortopedista para uma avaliação personalizada e orientações sobre quais atividades são mais indicadas para o seu biotipo, idade e objetivos. Agende uma consulta e comece hoje mesmo a transformar sua saúde ortopédica. Seu futuro agradecerá por cada passo que você der agora!


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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Ortopedia Regenerativa: Mitos e verdades sobre os tratamentos com ortobiológicos – por Dr. Guilherme Falótico

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Já pensou em tratar lesões em tendões, articulações e músculos com substâncias retiradas do próprio corpo? Essa é a proposta da Ortopedia Regenerativa, uma área que vem ganhando espaço principalmente entre atletas e pessoas com dores crônicas.

O tema desperta interesse, mas também levanta dúvidas e expectativas muitas vezes irreais. Afinal, o que realmente funciona quando falamos em ortobiológicos?

O que são ortobiológicos

Ortobiológicos são substâncias biológicas extraídas do próprio paciente, aplicadas para estimular e acelerar a cicatrização de tecidos lesionados. Entre os principais estão:

  • PRP (Plasma Rico em Plaquetas): concentrado obtido do sangue, rico em fatores de crescimento.
  • Células mesenquimais: células com grande capacidade de regeneração, geralmente coletadas da medula óssea ou do tecido adiposo.

Mitos e verdades

1. É uma solução para qualquer problema ortopédico – MITO
Os ortobiológicos têm indicações específicas. Mostram bons resultados em:

  • Lesões tendíneas crônicas (ombro, cotovelo e tornozelo)
  • Alívio da dor em casos leves a moderados de artrose no joelho e no quadril
  • Tratamento adjuvante na osteonecrose da cabeça femoral
    Não substituem cirurgias em casos avançados, como rupturas completas de tendão ou artrose grave.

2. O efeito é imediato – MITO
Diferente de infiltrações com corticoide, que agem rápido, os ortobiológicos estimulam a cicatrização natural do corpo. A melhora começa a ser percebida após algumas semanas e pode evoluir por meses.

3. É um procedimento perigoso e experimental – MITO
Como utilizam substâncias autólogas (do próprio paciente), o risco de reação alérgica é mínimo. O procedimento é feito em ambiente ambulatorial, com técnicas assépticas rigorosas. Embora seja uma área em constante pesquisa, diversos protocolos já são reconhecidos internacionalmente. No Brasil, a aplicação ainda está restrita a protocolos de pesquisa por questões regulatórias.

4. Substitui a fisioterapia – MITO
A fisioterapia continua sendo indispensável. Os ortobiológicos favorecem a regeneração, mas é a reabilitação que fortalece os tecidos e restaura a função plena, prevenindo novas lesões.

Avaliação individual é fundamental

A decisão pelo uso de ortobiológicos deve ser feita junto a um ortopedista especialista, que avaliará exames de imagem, histórico clínico e as características de cada paciente. Embora não sejam uma solução universal, os tratamentos regenerativos representam um avanço importante na ortopedia e oferecem novas possibilidades para quem busca alternativas menos invasivas e com potencial de recuperação funcional.


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


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Osteoporose: a doença silenciosa que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas do quadril – por Dr. Guilherme Falótico

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Você sabia que uma simples queda pode ser muito mais perigosa com o avanço da idade? A explicação está, muitas vezes, na osteoporose, uma doença silenciosa que fragiliza os ossos e aumenta de forma significativa o risco de fraturas, sobretudo no quadril.

Essa fratura é considerada um evento grave, capaz de transformar a rotina do paciente e da família. No entanto, existem formas eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, que ajudam a evitar complicações e preservam a qualidade de vida.

O que é a osteoporose e por que o quadril é tão vulnerável?

A osteoporose enfraquece os ossos de maneira progressiva, tornando-os porosos e quebradiços, sem causar sintomas até o momento em que ocorre a fratura. O quadril é especialmente vulnerável porque suporta grande parte do peso do corpo. Em casos avançados, não apenas quedas, mas até movimentos bruscos podem resultar em fratura.

Um problema de saúde pública

A osteoporose atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, a maioria mulheres após a menopausa, em razão da queda dos níveis de estrogênio. Globalmente, uma fratura osteoporótica acontece a cada 3 segundos. Após os 50 anos, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens terão algum tipo de fratura relacionada à doença.

As fraturas do quadril têm impacto profundo: cerca de 40% dos pacientes não voltam a caminhar sozinhos e, infelizmente, essa condição é uma das principais causas de mortalidade em idosos.

Como identificar ossos enfraquecidos?

A principal ferramenta de diagnóstico é a densitometria óssea, exame rápido, indolor e não invasivo que avalia a densidade mineral dos ossos, especialmente da coluna e do quadril. Ele permite identificar precocemente a perda óssea e monitorar a resposta ao tratamento.

Exames laboratoriais e a análise do histórico clínico também auxiliam no diagnóstico, ajudando a descartar outras causas metabólicas de fragilidade óssea.

Estratégias de prevenção e tratamento

O cuidado com a saúde óssea tem dois objetivos principais: fortalecer os ossos e prevenir quedas.

1. Medidas não medicamentosas

  • Alimentação rica em cálcio: leite, queijos, iogurtes, vegetais verde-escuros (como couve e brócolis) e sardinha.
  • Vitamina D: obtida por meio de exposição solar segura (cerca de 15 minutos diários) e, se necessário, suplementação.
  • Atividade física regular: exercícios com impacto, como caminhada e musculação, são fundamentais para estimular a formação óssea e melhorar equilíbrio e força muscular.
  • Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.

2. Tratamento medicamentoso
Em alguns casos, é necessário o uso de suplementação de cálcio e vitamina D, além de medicamentos modernos, que podem reduzir a perda óssea (antirreabsortivos) ou estimular a formação de osso novo.

A osteoporose é silenciosa, mas suas consequências podem ser devastadoras. Investir na saúde dos ossos é uma forma de garantir mais independência, autonomia e qualidade de vida no futuro. Não espere uma fratura para agir. A prevenção continua sendo o melhor tratamento.


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


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