Hospital de Santana de Parnaíba promove homenagens e acolhimento no Dia das Mães

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O Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana de Parnaíba, realizou uma série de ações especiais em celebração ao Dia das Mães, com homenagens voltadas às pacientes internadas, acompanhantes e colaboradoras da unidade.

As iniciativas foram promovidas pelo Comitê de Humanização e pelo setor de Recursos Humanos do hospital, administrado pela Agir Saúde em parceria com a Prefeitura de Santana de Parnaíba.

A programação contou com entrega de lembranças personalizadas, espaços para fotos, mensagens de valorização e ações de acolhimento emocional dentro da unidade hospitalar.

Entre os destaques esteve a distribuição de espelhos personalizados com mensagens de carinho e reconhecimento às mães internadas no hospital. As pacientes também participaram de registros fotográficos em um espaço decorado com flores preparado especialmente para a data.

Segundo a presidente do Comitê de Humanização e supervisora do Serviço de Experiência do Paciente, Ana Luiza Serrano, a proposta foi tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor em um período emocionalmente delicado para muitas famílias.

“Em um ambiente hospitalar, onde muitas vezes existem dores, inseguranças e saudade da família, proporcionar momentos de acolhimento e afeto faz toda a diferença”, destacou.

Além das homenagens às pacientes, colaboradoras da unidade participaram de ações voltadas à valorização da maternidade no ambiente profissional.

O hospital instalou um painel temático para fotos e distribuiu mensagens de empoderamento com frases ligadas à rotina das mães que atuam na área da saúde.

O setor de Recursos Humanos também realizou a entrega de lembranças às funcionárias mães do hospital, incluindo profissionais celetistas, estatutárias e demais colaboradoras da unidade.

Outra iniciativa promovida durante a programação foi a ação “Legado de Amor”, desenvolvida em unidades administradas pela Agir Saúde. A atividade reuniu relatos de maternidade enviados por colaboradoras do HMSA.

Uma das histórias selecionadas resultou em um vídeo especial gravado entre mãe e filha, abordando experiências pessoais e a relação construída ao longo da maternidade.

Segundo a supervisora de Recursos Humanos, Kimberly Neponuceno, ações desse tipo fortalecem o vínculo entre a instituição e os profissionais da saúde.

“Além do profissional, existe uma história, uma família e muitos desafios enfrentados diariamente. Dar visibilidade a essas trajetórias faz com que os colaboradores se sintam reconhecidos não apenas pelo trabalho que executam, mas também pela pessoa que são”, afirmou.

De acordo com o hospital, as ações tiveram grande adesão entre pacientes e colaboradoras, reforçando a proposta de humanização e acolhimento dentro da unidade.

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MÃE – por Celso Tracco

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Mãe, mamãe, mainha, manhê. Vários vocábulos para a mesma criatura. Ser mãe é carregar no coração um amor intenso. É transformar noites mal dormidas em dias cheios de esperança, é encontrar forças onde ninguém mais encontraria, é amar antes mesmo de conhecer o rosto, a voz, o gênero. Mãe é ação contínua, é presença que permanece mesmo quando a distância insiste em se impor. O amor materno está nos detalhes: a comida que o filho(a) mais gosta, ainda que preparada às pressas, o conselho repetido mil vezes, o olhar luminoso no encontro e saudoso na despedida. É um amor que educa, orienta, critica, mas é sempre acolhedor, chamando de meu menino ou minha menina quem já passou dos 50 anos. Mãe se reinventa quando percebe que a vida mudou de ritmo ou de rumo. Seu coração se expande de maneiras inesperadas. Passa a enfrentar os novos desafios diários com uma força silenciosa, muitas vezes invisível, mas essencial e amorosa. Mãe é mãe 24 horas, todos os dias de sua nobre vida.

Neste Dia das Mães, queremos homenagear não apenas a figura materna idealizada, mas todas as formas reais, diversas e possíveis de ser mãe. Celebramos as mães biológicas, adotivas, de coração, as avós que viram mães novamente, as tias que acolhem, as madrastas que edificam novas famílias, as mulheres que criam, educam, inspiram e protegem. Cada uma delas carrega uma história única, marcada por coragem, entrega e uma capacidade extraordinária de transformar vidas, através do amor. No coração dos filhos, mãe não morre nunca.  Com alegria, todos os dias, lembro de minha adorável mãe, a incansável D. Helena, que apesar de todos os seus afazeres, nunca me recusou ajuda nas redações escolares. Gratidão eterna. Tenham um feliz Dia das Mães.

Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade, in ‘Lição de Coisas’


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Foto destaque: Tamara Bellis/Unspalsh

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Santana de Parnaíba realiza feira especial do Dia das Mães neste fim de semana

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A Prefeitura de Santana de Parnaíba promove, entre os dias 8 e 10 de maio, mais uma edição da Feira da Mulher Empreendedora, com programação especial em comemoração ao Dia das Mães. O evento será realizado na Praça 14 de Novembro, no Centro Histórico, com entrada gratuita.

A abertura acontece na sexta-feira (8), às 17h30. No sábado (9), a feira funciona das 10h às 22h, e no domingo (10), das 10h às 20h. A expectativa é receber cerca de 3,5 mil visitantes ao longo do fim de semana.

A programação inclui música ao vivo com artistas locais, sorteio de brindes e uma variedade de opções gastronômicas. Ao todo, 74 expositoras participam desta edição, oferecendo produtos como flores, perfumes, roupas, artesanato, itens de autocuidado e papelaria.

Entre as atrações musicais, estão Lidi Lima na abertura, Kivia Pascoal no sábado, além do violinista Josué e da banda Raios de Sol no domingo.

Antes da feira, as empreendedoras participam de um ciclo de capacitação com foco em vendas, marketing, gestão e estratégias comerciais. A iniciativa busca fortalecer os negócios e ampliar os resultados das participantes.

Criada em 2020, a Feira da Mulher Empreendedora se consolidou como uma importante vitrine para o empreendedorismo feminino no município, contribuindo para a geração de renda e o desenvolvimento econômico local.

Durante a semana, o município também realiza a Feira Empreenda Mais Elas, com ações itinerantes que ampliam a visibilidade das empreendedoras em diferentes pontos da cidade.

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Dia das Mães nas redes sociais: Como transformar indecisão em vendas – por Adriana Vasconcellos Soares

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O Dia das Mães segue como uma das datas mais relevantes para o varejo, mas em 2026 há um fator que exige atenção estratégica: a indecisão do consumidor. Dados do Google indicam que 9 em cada 10 brasileiros pretendem comemorar a data, porém 75% têm dificuldade para escolher o presente. Esse cenário muda a lógica da comunicação. O desafio não é apenas atrair. É ajudar o cliente a decidir.

E é justamente nas redes sociais que essa decisão começa a ser construída. Indecisão não é problema, é oportunidade. Quando o consumidor não sabe o que comprar, ele se torna mais aberto à influência. Marcas que assumem o papel de facilitadoras da escolha saem na frente.

O erro mais comum é focar apenas na divulgação de produto. Postar foto, preço e esperar conversão não resolve a dor de quem está perdido. O que funciona é assumir o papel de curadoria. Em vez de mostrar produtos, mostre soluções. Em vez de anunciar, oriente. Conteúdo que ajuda a decidir vende mais.

As redes sociais precisam funcionar como guia de compra, principalmente na semana que antecede a data, período em que metade das compras acontece. Algumas abordagens aumentam a eficiência:

  • Listas práticas
    Sugestões como “presentes até R$100”, “presentes úteis” e “presentes criativos” reduzem o esforço do cliente.
  • Comparações simples
    Mostrar opções lado a lado facilita a decisão e diminui a insegurança.
  • Indicação por perfil
    Presentes para mãe prática, vaidosa, tecnológica ou caseira geram identificação imediata.
  • Combos e kits
    Agrupar produtos reduz a dúvida e aumenta o ticket médio. O consumidor não quer pensar demais. Ele quer escolher rápido e com segurança. Por isso, preço e condições precisam estar claros.

Outro ponto crítico é o orçamento. Mais da metade dos consumidores pretende gastar até R$300. Por isso, a comunicação precisa ser direta. Esconder preço ou dificultar o acesso à informação reduz a conversão. Quanto mais claro o custo-benefício, maior a chance de venda. Além disso, parcelamento, desconto e frete grátis influenciam diretamente a decisão, principalmente nas compras de última hora.

  • Rapidez também vende
    A logística se tornou argumento comercial. Entrega rápida e frete facilitado pesam na escolha, especialmente nos dias finais. Se sua marca oferece isso, precisa comunicar com destaque. Silenciar esse tipo de informação é perder venda pronta.
  • Categorias com maior potencial
    Moda e beleza seguem como as categorias mais procuradas e com maior alinhamento entre desejo e intenção de compra. Já eletrônicos e itens para casa aparecem como desejo das mães, mas com menor intenção de compra por parte dos filhos. Aqui existe uma oportunidade. Cabe à marca traduzir valor e justificar a escolha. Não basta oferecer. É preciso explicar por que vale a pena.
  • Redes sociais como canal de decisão
    As redes sociais deixaram de ser apenas vitrine. Hoje, são parte ativa do processo de escolha. Quando bem utilizadas, reduzem dúvidas, encurtam o caminho até a compra e aumentam a confiança. Mas isso só acontece quando o conteúdo é planejado com estratégia. Quem apenas publica disputa atenção. Quem orienta influencia decisão.

No Dia das Mães, a diferença entre vender pouco e faturar mais está no direcionamento. Menos exposição. Mais estratégia. Quem ajuda o cliente a escolher, vende antes.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Não se culpe por não celebrar o Dia das Mães – por Dra. Vera Resende

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Chegamos a maio e, com ele, mais uma data comemorativa que costuma devolver muitas pessoas aos seus dilemas. Celebrar ou não o Dia das Mães pode ser algo inquestionável para a maioria, mas, para outras, essa data é atravessada por dor. Nem sempre isso acontece por perda. Em muitos casos, vem do reconhecimento de que a pessoa que as colocou no mundo não é merecedora de homenagens. Por isso, surgem a culpa e os sentimentos ambíguos. De um lado, a obrigação de amar a mãe idealizada. De outro, a incerteza provocada pela raiva e pelo ressentimento.

A maternidade não cura distúrbios emocionais, nem transtornos de personalidade ou questões de caráter. Pessoas com sofrimento psíquico ou imaturidade emocional, quando não cuidam da própria saúde mental, podem perceber o agravamento desses aspectos após terem filhos.

Muitas mulheres se tornaram mães sem desejar, seja por pressão social, seja por falta de escolha. Em alguns casos, acabam descarregando suas frustrações nos filhos. A diversidade de perfis maternos rompe a ideia de que toda mulher é incapaz de cometer injustiças. A tendência de enxergar os filhos como extensão de si mesmas pode limitar o desenvolvimento e a autonomia deles. Assim, tornam-se controladoras e manipuladoras, gerando sofrimento.

Há também quem utilize a maternidade como instrumento para atender aos próprios interesses. Nesses casos, constroem narrativas distorcidas, recorrem à chantagem, culpam os filhos por erros que não lhes pertencem e desvalorizam conquistas quando eles buscam autonomia. Em situações mais graves, podem recorrer a abusos verbais ou físicos para impor autoridade, justificando comportamentos apenas pelo papel materno.

Outros perfis incluem mães que promovem abandono emocional, priorizando vícios ou interesses pessoais, e aquelas que competem com os próprios filhos, rivalizando com sua juventude ou sucesso. Esse tipo de dinâmica cria ambientes de sabotagem e invalidação.

Trata-se de um tema sensível. O tabu social em torno da maternidade sustenta a ideia de que toda mãe é sagrada, colocando todas sob uma mesma imagem de devoção. Com isso, filhos que se afastam costumam ser rotulados como ingratos, enquanto suas histórias de dor são desconsideradas. No entanto, mulheres têm falhas humanas que precisam ser reconhecidas, não negadas. Esse reconhecimento é parte do amadurecimento emocional.

Filhos e filhas têm o direito de não comemorar o Dia das Mães sem carregar culpa. Também têm o direito de estabelecer limites diante de relações abusivas. Considerar a própria história e as cicatrizes vividas contribui para preservar a saúde mental, o que importa mais do que sustentar aparências em uma data comemorativa.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


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De mãe para filha: conheça a história da família de servidoras da Polícia Militar

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Há 27 anos, Angela Maria Santos, 50, integra a Polícia Militar do Estado de São Paulo. Nos primeiros anos de corporação, atuou no policiamento das ruas do ABC Paulista. Vivia uma rotina intensa e, entre as operações de patrulha e a atividade policial ostensiva, ganhou a filha Mariana.

Hoje, 24 anos depois, ela celebra a escolha da filha por seguir seus passos como policial militar. “É uma emoção muito grande para qualquer mãe ver um filho se realizando na vida”, conta Angela.

Mariana Farácio serve no 18º Batalhão da Polícia Militar há quatro anos e atua como auxiliar de Recursos Humanos.

“A polícia está na minha vida desde que eu nasci. Quando tinha 4 meses, minha mãe foi transferida para o Corpo de Bombeiros e me levou para a apresentação e eu fui apresentada junto com ela”, narra.

Desde pequena, ela estudou no colégio da Polícia Militar e sempre teve proximidade com a corporação. Quando se formou no ensino médio, pensou em cursar arquitetura mas, durante o cursinho, resolveu seguir o exemplo de Angela.

“Minha maior inspiração é minha mãe e é muito gratificante tê-la como parceira de vida e de profissão”, diz a filha.

A oficial relembra as vezes em que a mãe se esforçou para estar presente em sua rotina e como isso foi decisivo para sua escolha. “Amo contar nossa história para todo mundo. Desde pequenininha, quando tinham as festinhas na escola de Dia das Mães, ela aparecia fardada com o caminhão de Bombeiros e parava tudo. Era a coisa mais incrível do mundo”, conta.

Apesar de ser uma profissão difícil, segundo Mariana, dividir a função com a mãe possibilita que ela tenha alguém para compartilhar as angústias e pedir conselhos, uma vez que Angela já passou por muitas das situações com as quais Mariana se depara no dia a dia.

“A gente tem muita dificuldade dentro da profissão, são muitos desafios internos e na rua. Não é uma profissão fácil. Mas quando eu peço conselhos, ela me orienta e as coisas ficam mais leves”, conclui.

Leia também: Termina segunda-feira (15) o prazo para se inscrever no Vestibulinho das Etecs


Fonte: Governo de SP

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Nasce uma mãe, nasce uma luta: mulheres falam sobre a grandiosa, porém difícil, jornada materna

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Mãe é tudo igual? Claro que não! Existem vários tipos de mães, mas o amor incondicional e os medos fazem parte da vida de todas elas, sem distinção. Nessa reportagem especial para o Dia da Mães (celebrado amanhã, dia 8) você conhecerá mulheres que, nas suas diferenças, lutam todos os dias não para serem perfeitas, mas para serem mães ideais para seus filhos nessa difícil jornada.

Mãe que não se silencia
Sidnéia da Silva Malta Figueiredo (foto capa), 44 anos, é mãe de Matheus, de 11 anos. Ela sofreu um grave acidente aos cinco anos de idade. Isso resultou na perda total de sua audição e gerou outras sequelas em sua vida social.

“Fui empregada doméstica e a minha patroa perguntava: ‘mas surdo sabe limpar e passar?’. Em outro emprego, quando percebiam que era surda, fugiam de mim, ninguém queria aprender Libras”, revela.

Mãe de um filho ouvinte, Sidnéia, que trabalha hoje em uma gráfica (emprego este conquistado por intermédio da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Barueri – SDPD) e tenta conciliar com sua rotina e o dia a dia com seu filho, revela que sua capacidade foi questionada não apenas na carreira, mas também na decisão de ser mãe.

“Muitos falavam: ‘porque engravidou?’; ‘Você não pode ser mãe sendo surda’; ‘É difícil, é perigoso’; ‘Podem roubar a sua criança’, me diziam. Eu sempre ignorei todos os comentários maldosos, mas nunca me calei. Eu dizia: ‘só ouvinte tem o direito de ter um filho?’”, conta.

A sua luta por direitos iguais sempre a motivou, mas como toda mãe, ela revela que teve medo do que poderia vir. “Tive medo do futuro: será eu meu filho vai ser surdo? Ele vai continuar me amando? Será que ele vai sofrer com o fato ter uma mãe surda?”, lembra.

Sidnéia revela que os caminhos para se comunicar com Matheus também não foram nada fáceis. “Lembro dele pequenininho chorando porque não conseguia se expressar comigo. Eu ensinava sinais como mamãe, papai, família. Era difícil, mas nunca desisti de tentar. Cheguei a procurar uma fonoaudióloga e aprendi a oralizar algumas palavras. Isso me ajudou muito”.

Sidnéia relata a sua força de vontade para ocupar todos os espaços. Sempre fez questão de estar presente na vida do filho e reivindica mais respeito de todos, principalmente com relação às mães com deficiência.

“As pessoas precisam respeitar os surdos e todos deveriam aprender libras, ter empatia. Nós merecemos desfrutar das mesmas coisas que os ouvintes. Não é porque sou surda que não me conecto com meu filho, muito pelo contrário. Estamos ligados eternamente. O amor e o respeito nos fortalecem cada vez mais”, finaliza

A arte de ser mãe
A artista plástica Paula Portella, 40 anos, é mãe de Leonardo, de oito meses. Ela conta que teve uma gestação tensa por causa de uma diabetes gestacional. Diagnóstico este que a colocou no estágio de gravidez de risco.

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A artista plástica Paula Portella, mãe de Leonardo – Foto: Divulgação/SECOM-Barueri

“Medo era a palavra! Os riscos da diabetes gestacional rondavam minha mente, era preciso controlar alimentação e glicemia o tempo todo. Foi difícil, só quem passa por isso sabe”, confessa.

Paula tem uma carreira sólida no mundo das artes e lidera o Núcleo de Artes Visuais da Prefeitura de Barueri, é apaixonada pelo que faz. Voltou ao trabalho quando seu bebê tinha dois meses de vida. Uma escolha difícil, porém, teve muita segurança ao continuar com sua carreira.

“Muitas vezes a profissão de artista não é reconhecida. É preciso correr atrás de exposições e criar projetos. Mas nunca pensei em interromper minha carreira para ser mãe. Consegui trabalhar até o oitavo mês de gestação e retornei às atividades quando meu bebê estava com dois meses de vida, porém, o apoio é tudo! Eu tenho isso, mas fico imaginando aquelas mães que não conseguem ajuda. É muito difícil”, solidariza-se.

Paula lembra que um dos sentimentos que paira na arte de ser mãe é a culpa, que vem por conta da cobrança da sociedade.

“A única forma de combater essa culpa, que muitas mães sentem por conta dos julgamentos, é saber que estão fazendo o melhor que podem. Eu sou mãe que trabalha fora, não posso ficar o tempo todo com meu filho, mas o tempo que estamos juntos, faço valer”, conta a artista.

Ela defende a ideia de que mães merecem e precisam ser felizes. “Eu digo pra outras mães: força! Tente apoio, delegue funções, mas não sofra com altas expectativas. Cuide de sua mente, fique bem para poder cuidar do seu bebê, ele merece uma mãe feliz, mesmo cansada”, declara.

Mãe que cuida de outras mães
Keli de Lima Rigonati Rocha, 43 anos, é agente da Guarda Municipal de Barueri há 24 anos e mãe há 17, e comanda a Guardiã Maria da Penha de Barueri, programa que protege vítimas de violência doméstica.

A Guarda Municipal de Barueri Keli de Lima Rigonati Rocha – Foto: DIvulgação/SECOM-Barueri

A agente da Guarda Municipal, junto com sua equipe, realiza visitas periódicas às casas das mulheres que sofreram violência doméstica e conta que grande parte das vítimas são mães.

“Um grande desafio da minha carreira é lidar com as mulheres e seus filhos que sofrem as sequelas da violência vivida pelas mães. Por mais que realizamos todo o acolhimento, às vezes me sinto impotente. Gostaria de fazer muito mais por essas mães e suas crianças. O nosso trabalho no Guardiã não deixa de ser um trabalho social”, conta Kelli, que se depara com mães que vivem em extrema vulnerabilidade social.

“As mães da minha equipe acabam mobilizando forças, e as que têm filhos pequenos fazem doações de roupinhas para os filhos dessas mães que, em muitos casos, ficam sem renda porque eram sustentadas pelo agressor”, ressalta.

Kelli e sua equipe do Guardiã já ministraram palestras em escolas com o objetivo de orientar as crianças a identificarem casos de violência. “Nós orientamos quando e como pedir ajuda caso virem sinais de violência dentro de casa”, disse.

“Sou mãe de um adolescente e sempre que posso converso com ele sobre o meu trabalho e o quanto é importante falar da questão do respeito com as mulheres. Graças a deus ele é um rapaz muito consciente, sabe a importância de construirmos uma sociedade menos machista e que proteja as mulheres”, orgulha-se.


Fonte/fotos: SECOM-Barueri

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Instituições culturais do Estado de São Palo celebram o Dia das Mães

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As instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo prepararam programação especial para o Dia das Mães. Entre as sugestões estão exposições, concertos e até dicas de presentes e passeios nos museus, bibliotecas e fábricas de cultura da capital, litoral e interior.

CAPITAL

Sala São Paulo

Para começar o domingo, a Sala São Paulo terá o concerto Matinais, com a Osesp e maestro Thierry Fischer, às 11h. E, para fechar a celebração do Dia das Mães, às 18h, a Festa Internacional do Piano – FIP Clássica, com Kirill Gerstein.

Mais informações: http://www.salasaopaulo.art.br/home.aspx 

Casa das Rosas

Já para as Mães amantes da literatura, a dica é o “Domingo de livro & Música”, em parceria com a Editora Giostri e a Escola de Música do Estado de São Paulo | EMESP Tom Jobim. O jardim do museu oferece uma programação com livros lançados por diferentes editoras e novos nomes da cena musical paulistana, a partir das 10h.

Mais informações: https://www.casadasrosas.org.br/

Museu da Língua Portuguesa

Para quem não dispensa um presente, a Loja Flor Café, do Museu da Língua Portuguesa, tem itens exclusivos, como camisetas, ecobags, marcador de livros, canecas e postais, entre outros. Garanta seu presente e leve a mamãe para visitar as exposições permanentes e temporárias do museu.

Mais informações: https://www.museudalinguaportuguesa.org.br/

*MIS Experience*

Para a data, o  MIS Experience oferecerá entrada gratuita para a exposição Portinari para todos  para as mães (somente mediante a retirada de ingressos diretamente na bilheteria, no próprio dia – sujeito a lotação. Aproveite e confira o Quintal do Portinari, espaço interativo que retrata a obra do artista Cândido Portinari.

Mais informações: https://portinariparatodos.com.br/ 

Museu Afro Brasil

Para as mães que gostam de unir natureza e arte, a dica é o Museu Afro Brasil, que fica localizado dentro do Parque Ibirapuera e tem um acervo  com mais de 6 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, produzidos entre o século XVIII e os dias de hoje, que abarca diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiros.

Mais informações: http://www.museuafrobrasil.org.br/o-museu/apresentacao

*Fábricas de Cultura*

As Fábricas de Cultura Vila Curuçá, Sapopemba, Itaim Paulista, Parque Belém, Cidade Tiradentes e São Bernardo do Campo, instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, dedicam a programação de maio aos Beatles. Todas as atividades são gratuitas e incluem baile para a terceira idade, apresentações de teatro, sessões de cinema, aula de ritmos, ações nas bibliotecas e até concurso de redação inspirado na banda britânica.

Mais informações: https://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/fabricas-de-cultura-tem-programacao-de-maio-dedicada-aos-beatles/

Bibliotecas de São Paulo e Parque Villa-Lobos

Para celebrar com a família toda, a dica é a programação das Bibliotecas do Governo do Estado de São Paulo, com as contações de histórias a Hora do Conto e o Lê no Ninho.

Mais informações: BSP https://bsp.org.br/ e BVL https://bvl.org.br/

LITORAL 

Museu do Café

Para as mães amantes de um bom café, que tal pegar a estrada em direção a Santos, onde fica o museu totalmente dedicado ao grão e sua história? As exposições abordam detalhes que vão desde o plantio até a xícara, passando pelo mercado e curiosidades do grão.

Mais informações: https://www.museudocafe.org.br/

INTERIOR

Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro (Campos do Jordão/SP)

O Museu, localizado em Campos do Jordão, irá apresentar, às 11h, o Domingo Musical com o espetáculo “As canções que você fez pra mim”, que terá um repertório de clássicos da MPB com homenagens ao Dia das Mães, apresentados pela cantora Fabiana Fragoso, o violinista sete cordas Felipe Faustino e o percussionista Maurício Folter. Às 18h haverá a atividade virtual “Porta-Retrato de Dia das Mães”, que dará o passo a passo para a criação de um porta-retrato, utilizando palitos de sorvete.

Mais informações: https://www.museufelicialeirner.org.br/

Museu Casa de Portinari (Brodowski/SP)

o Museu Casa de Portinari convida para o “Domingo com Arte”, com muita música ao som do violão de Tiago Reatto em homenagem às mães, das 10h às 11h, e uma visita no espaço que foi a residência do artista brasileiro.

Mais informações: https://www.museucasadeportinari.org.br/


Fonte/foto: Portal Governo SP

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Show especial de Sandra Sá celebra Dia das Mães em Barueri no domingo (8)

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Uma das datas mais celebradas no Brasil é o Dia das Mães e a Secretaria de Cultura de Barueri realizará um show super especial no Cultura no Parque com a cantora e compositora Sandra Sá.

O show especial do Dia das Mães será realizado no próximo domingo, dia 8 de maio, às 11h no Parque Municipal Dom José. O evento será uma oportunidade de reunir a família e prestigiar essa homenagem aquela que melhor representa a união e o amor: a mãe.

Dona de uma personalidade marcante e um timbre de voz singular, Sandra Sá interpretou canções que se tornaram verdadeiros hits da música brasileira e não só fazem parte da sua identidade, como também contam um pouco da realidade vivida com uma visão alegre e otimista.

A ideia é ter um show que toca todos os ritmos, da MPB, Soul, Samba ao Funk. Esse show foi criado com muito amor e carinho e dirigido pela rainha Sandra de Sá. A cantora desfilará clássicos de seu repertório, como “Retratos e Canções”, “Vale Tudo”, “Joga Fora”, “Bye Bye Tristeza”, “Olhos Coloridos”, ofertando um show com emoção e talento.

O Parque Municipal está localizado na Rua Ângela Mirella, 500, no Jardim Barueri.


Fonte/foto: SECOM-Barueri

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Carapicuíba realiza evento em homenagem ao Dia das Mães no Parque do Planalto no sábado (07)

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Para homenagear as mães, a Prefeitura de Carapicuíba, promove no sábado (7) o evento em alusão ao Dia das Mães no Parque do Planalto, das 10 às 14 horas, com diversos serviços voltados ao universo feminino como saúde, artesanato e beleza.

As mães moradoras de Carapicuíba terão a oportunidade de realizar o exame de papanicolau, agendamento de mamografia (mulheres de 50 a 69 anos), corte de cabelo e esmaltação. Para aquelas que curtem fazer atividades culturais e esportivas, haverá oficinas artesanais, pintura de tecido e aula de zumba.

Além de todos os serviços e atividades, as mamães poderão deixar os filhos no “Espaço Kids”, com brinquedos infláveis e monitores. 


Fonte/foto: SECOM-Carapicuíba

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