Milhares vão às ruas em SP e no ABC e pressionam pelo fim da escala 6×1

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Milhares de trabalhadores se reuniram neste 1º de Maio no Paço Municipal de Sao Bernardo do Campo, no ABC paulista, em um ato que colocou no centro do debate o fim da escala 6×1 e o enfrentamento à violência contra a mulher. O evento, organizado por centrais sindicais, também teve manifestações na Praca Roosevelt, na capital.

O ato ganhou força ao reunir lideranças políticas, representantes sindicais e membros do governo federal, além de milhares de participantes. Entre as principais reivindicações, estiveram a redução da jornada de trabalho e o avanço de políticas públicas contra o feminicídio.

A mobilização ocorre em meio ao crescimento de debates sobre as condições de trabalho no país, especialmente diante da expansão da pejotização e da perda de direitos trabalhistas. Para participantes, o modelo atual impacta diretamente a qualidade de vida e dificulta a organização coletiva dos trabalhadores.

Outro ponto central foi a defesa da ampliação das políticas de proteção às mulheres. Durante o ato, falas destacaram a necessidade de medidas mais efetivas e estruturais para enfrentar a violência de gênero, que segue em alta no país.

Pesquisas citadas durante o evento indicam que a maioria dos trabalhadores sem carteira assinada já teve vínculo formal e demonstra interesse em retornar ao regime CLT, reforçando o debate sobre precarização e direitos.

Além dos discursos, o evento contou com programação cultural e participação de representantes de diferentes categorias profissionais, marcando o Dia do Trabalhador com mobilização e cobrança por mudanças.

O ato reforça a pressão sobre o Congresso Nacional para avançar em pautas relacionadas à jornada de trabalho e à proteção social, em um cenário de disputas sobre o futuro das relações trabalhistas no Brasil.

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Foto: Letycia Treitero Kawada/Ag. Brasil

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CUT critica reajuste do Governo Lula e defende salário mínimo de R$ 1.382,71

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O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) criticou nesta sexta-feira (17) o valor do salário-mínimo no Brasil. Em nota, Sérgio Nobre argumenta que o rendimento deveria ter uma valorização de 6,2%.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na última quinta-feira (16) que vai reajustar o salário mínimo de R$ 1.302 para R$ 1.320 a partir do dia 1º de maio. A CUT, por sua vez, defende o valor de R$ 1.382,71.

Nobre diz que a decisão do Governo Lula se dá “em tentativa de reparação do desmonte orquestrado pelos governos Temer Bolsonaro“.

“O salário mínimo valorizado é o maior instrumento para se diminuir a desigualdade social, apontar para o crescimento do país e remunerar corretamente a força de trabalho“, completa o texto.

“A CUT estuda a fundo, de forma técnica, todos as variáveis que influenciam e afetam a vida do trabalhador. Os cálculos do DIEESE mostram que, se o Programa de Valorização do Salário Mínimo não tivesse sido interrompido, hoje valor deveria ser de R$ 1.382,71. O que significa uma valorização de 6,2%”, alega o presidente da entidade.

Leia também: Tarcísio proíbe exigência do comprovante de vacinação contra a Covid-19 em São Paulo


Fonte: TV Cultura

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