Reclamações sobre produtos da Copa do Mundo disparam e passam de 700 em SP

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Com a proximidade da Copa do Mundo e o aumento da procura por produtos temáticos, o número de reclamações de consumidores em São Paulo disparou. Dados divulgados pelo Procon-SP mostram que foram registradas 708 queixas em maio, contra apenas 63 em abril e 19 em março.

Segundo o órgão, os principais problemas relatados envolvem atraso na entrega, não recebimento dos produtos, diferenças entre o item anunciado e o entregue, além da dificuldade de contato com os vendedores após a compra.

A maior parte das reclamações está relacionada a compras feitas pela internet, principalmente em marketplaces, redes sociais e aplicativos de mensagens.

Os produtos colecionáveis lideram as ocorrências. Somente em maio, o Procon-SP contabilizou 521 reclamações envolvendo figurinhas e álbuns da Copa do Mundo. Entre as queixas estão anúncios com informações insuficientes, produtos sem procedência comprovada, cobranças indevidas e problemas para conseguir reembolso.

O órgão alerta que a procura por itens raros ou de edição limitada aumenta a exposição dos consumidores a golpes e recomenda pesquisar a reputação do vendedor antes da compra.

Outra orientação é desconfiar de preços muito abaixo dos praticados pelo mercado e evitar negociações realizadas exclusivamente por aplicativos de mensagens. Também é importante guardar comprovantes, anúncios e registros das conversas para facilitar eventuais reclamações.

Em caso de problemas, os consumidores podem procurar os canais oficiais do Procon-SP para registrar a ocorrência e buscar orientação.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Perfumes ficam até 15% mais caros antes do Dia dos Namorados, aponta Procon-SP

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Quem pretende presentear no Dia dos Namorados pode precisar gastar mais neste ano. Levantamento divulgado pelo Procon-SP aponta que os preços dos perfumes registraram alta média de 14,78% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre os produtos pesquisados, um dos exemplos foi o perfume Blue Seduction Eau de Toilette (50 ml), que passou de um preço médio de R$ 139,60 para R$ 187,47, uma variação superior a 34%.

A pesquisa analisou 31 perfumes importados vendidos em lojas virtuais e comparou os preços praticados em abril de 2025 e abril de 2026. O levantamento foi realizado em seis plataformas de comércio eletrônico acessadas a partir da capital paulista.

Além dos perfumes, o Procon-SP também verificou os preços dos tradicionais buquês de rosas vermelhas. Nesse caso, o aumento foi mais moderado, com alta média de 3,71%, percentual próximo à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC-SP), da Fipe.

Diante das diferenças de preços encontradas no mercado, o órgão recomenda que os consumidores pesquisem antes de comprar, comparando valores entre lojas físicas e virtuais. Também é importante verificar condições de pagamento, prazos de entrega e políticas de troca.

Nas compras pela internet, o consumidor tem direito ao arrependimento em até sete dias após o recebimento do produto, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor. Já nas lojas físicas, a troca por motivo de gosto ou tamanho depende da política adotada pelo estabelecimento.

O Procon-SP também alerta para o aumento de golpes em datas comemorativas. A orientação é desconfiar de ofertas muito abaixo do valor de mercado e evitar clicar em links recebidos por mensagens, redes sociais ou e-mails sem verificar a procedência.

Para quem pretende comemorar a data em restaurantes, hotéis ou motéis, a recomendação é conferir previamente informações sobre reservas, taxas cobradas, formas de pagamento e demais condições do serviço para evitar surpresas.

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Foto de Mpho Mojapelo na Unsplash

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Procon-SP: queixas sobre compras online subiram 536% em 2 anos

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As reclamações relacionadas a compras online registradas no Procon-SP no ano de 2021 cresceram 536% em comparação a 2019 – último ano antes do início da pandemia de covid-19. Foram 498.877 queixas em 2021 contra 301.672 em 2020, e 78.419 em 2019. Os dados, divulgados hoje (11), são do Procon-SP.

De acordo com a fundação, o crescimento das reclamações decorreu da pandemia de covid-19 e à mudança nos hábitos de compra. “Essa elevação, que tem nos preocupado, ocorreu em razão da pandemia, um contexto em que os estabelecimentos comerciais tiveram que ser fechados do dia para noite e não estavam preparados para fazer um atendimento de modo virtual”, disse o diretor executivo do Procon-SP, Guilherme Farid.

As principais queixas dos consumidores são referentes a atrasos ou não entregas dos produtos; seguido de cobranças indevidas. O Procon-SP destacou ainda relatos de vendas feitas por sites falsos ou perfis de redes sociais falsos.

“Como medida de proteção ao consumidor e a fim de garantir que ele tenha onde reclamar caso tenha um problema, o Procon-SP criou o selo Empresa Verificada. A ferramenta certifica que a empresa é cadastrada no Sistema Procon-SP Digital, plataforma em que é possível fazer reclamações, denúncias e tirar dúvidas”, ressaltou a fundação, em comunicado.

A recomendação do Procon-SP é que a compra seja feita de empresas que estão cadastradas no sistema, ou seja, aquelas que disponibilizaram os seus dados ao órgão de defesa e assinaram o cadastro com o certificado digital.


Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil – Foto: Marcelo Camargo/AB

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