É possível um mundo melhor? – por Celso Tracco

3 0
Read Time:3 Minute, 48 Second

Sempre é tempo de refletir sobre o passado e, quem sabe, projetar algumas metas para o futuro. Este pequeno artigo trata sobre isso. Sou economista de formação, teólogo de vocação, escritor por aptidão e aposentado por imposição. Evidentemente não penso mais em construir empresas ou comprar um barco ou um sítio. Depois de uma certa idade, o consumo de supérfluos já não me satisfaz. Assim minhas metas tendem a ser muito mais acadêmicas, ou se desejarem, mais filosóficas e menos mundanas. Ok, chega de introdução e vamos ao que importa.

Tenho a impressão de que a sociedade atual está perdida, sem rumo, completamente desconectada das realidades estruturais que eram ou deveriam ser a base para uma convivência ordeira, pacífica, harmoniosa, solidária, civilizada, autossustentável, entre os chamados seres humanos. Nada mais equivocado, pois sentimentos e comportamentos negativos como: ambição, poder desmedido, traições, oportunismo, manipulações, roubos, balanços maquiados, desvios de dinheiro público, são escancarados e acontecem em todo lugar deste país, de manhã, de tarde e de noite. Vivemos em uma sociedade na qual o crime é organizado, mas o governo, a polícia e justiça, aparentemente, são desorganizados. Gastaria milhões de páginas para descrever tudo que há de ruim por aqui. E pior, fora do Brasil a coisa também não vai bem. Guerras que não terminam, terrorismo, centenas de milhões de pessoas passando fome, refugiados políticos e econômicos, enchentes violentas, secas duradouras, aquecimento global. Enfim, se pudesse mudaria de planeta. Poderão pensar: você está muito pessimista. Respondo com a frase de um poeta: “todo pessimista é um chato, todo otimista é um tolo, eu me considero um realista esperançoso”. Com essa esperança realista, descrevo abaixo cinco ações que seguirei adotando, visando um mundo melhor. PRIMEIRO, serei um cidadão de boa vontade, tolerante, resiliente com tudo o que acontecer ao meu redor. Que eu seja um instrumento de paz em uma sociedade em constante discórdia. Não se combate violência com mais violência, devemos abaixar a “temperatura” de qualquer discussão. Paz, tolerância e equilíbrio sempre, jamais raiva, revolta, intranquilidade. SEGUNDO que eu olhe mais para as necessidades do outro, do que para as minhas. Sempre é possível ajudar quem necessita, seja com recursos, doações, seja disponibilizando seu tempo, ouvindo ou ensinado algo. Não quero que morra comigo toda uma experiência acumulada durante décadas. TERCEIRO, ser grato pela vida que tenho e ainda produzir algo de bom para mim e para a sociedade. Ser gentil é uma benção divina, devo retribuir todo gesto agressivo que porventura vier em minha direção, com um gesto de paz e quem sabe de ternura. Gratidão sempre gera um ambiente de harmonia aos envolvidos. A sociedade precisa de paz, compreensão, atenção, gentilezas. QUARTO, propagar a esperança em melhores dias, por mais difícil que a vida possa parecer, não devemos desanimar. Aceitar uma derrota é um sinal de sabedoria, mas devemos curar nossas feridas e seguir lutando pelos nossos valores e princípios. Desistir jamais, lembre-se que um bom discurso comove, mas um testemunho arrasta. QUINTO, ser atuante nas comunidades que frequento. Devo participar, nos meus ecossistemas, no trabalho, lazer, família, grupo de bairro, igreja, clube. Vivemos cada vez mais isolados, “conversando” via internet, mas desconectados de nossa realidade existencial. Somos seres gregários, comunitários, precisamos uns dos outros, precisamos conhecer as dificuldades de nossos colegas de trabalho, de fé, parceiros e amigos. Assim como eles precisam saber das nossas dificuldades e ansiedades. Estas práticas geram uma confiança mútua e ajudam a criar uma importante rede proteção para todos os envolvidos.

Tornar um hábito essas cinco ações, depende apenas de mim mesmo, do meu comportamento, do meu modo de encarar o mundo e são fruto do meu livre arbítrio. Talvez o mundo não fique melhor, nem a sociedade brasileira se torne mais solidária e participativa; tampouco nossos governantes se tornarão mais honestos e farão leis que privilegiem realmente o povo; a Justiça, ou parte dela, continuará “vendendo” sentenças, a (in)segurança pública não protegerá o cidadão de bem. Pode ser que nada mude ou até mude para pior, mas eu estarei melhor comigo mesmo, em paz com meu espírito, porque dentro das minhas limitações terei dado o melhor de mim, comunitariamente. Minha consciência estará tranquila, pois eu terei cumprido o meu papel de cidadão.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

O crime organizado e o Estado desorganizado – por Ramon Soares

0 0
Read Time:2 Minute, 58 Second

Nesta semana, foi deflagrada uma megaoperação da Receita Federal em conjunto com a Polícia Federal contra o crime organizado, Operação Carbono. A principal “descoberta” — se é que podemos chamar assim, já que não chega a ser surpreendente — foi justamente o grau de organização dessas atividades criminosas.

O crime organizado no Brasil teve seu início na década de 1970. Cerca de vinte anos depois, surgiu o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma facção que adotou uma estrutura com foco empresarial, consolidando-se como uma espécie de multinacional do tráfico a partir de São Paulo.

Desde então, o Estado brasileiro não atuou de forma direta, tampouco indireta, para conter o crescimento e a consolidação dessas organizações. Infelizmente, essas facções têm muito a ensinar aos governantes — que, em sua maioria, não demonstram sequer a capacidade de “tapar um buraco”.

Há quem diga que não há mais possibilidade de combater eficazmente esse sistema criminoso, ou mesmo de iniciar qualquer tipo de enfrentamento. Outros defendem o fortalecimento bélico das forças policiais. É o caso do Secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubo, que em entrevista defendeu o uso de armamento mais potente por parte da polícia, superior ao utilizado pelos criminosos.

Atualmente, o Brasil possui cerca de 1.381 presídios, segundo o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Muitas dessas unidades funcionam como verdadeiras “faculdades do crime”, onde reclusos sem qualquer experiência criminal passam a integrar organizações, sendo formados como líderes.

Para isso, é necessário que existam candidatos dispostos a se engajar nessas “empresas do crime”, que contam com suporte financeiro, social e jurídico e crescem a cada dia em velocidade alarmante.

O crime organizado tem alcançado esferas antes inimagináveis: financiamento de campanhas políticas, apoio a candidatos diretamente ligados ao crime, infiltração nas polícias, nos governos, nos partidos e até nas igrejas — com o surgimento de fenômenos como o “narcopentecostalismo” e os chamados “traficrentes”. Pode parecer piada, mas trata-se de uma realidade dura e incontestável da sociedade brasileira.

Fica evidente a organização do crime, suas influências e seus propósitos — que, ao que tudo indica, têm sido alcançados com sucesso, ainda que à custa de muito sangue derramado.

E o Estado brasileiro?

Qual é a política de Estado aplicada contra o crime?
Qual é o papel das polícias no combate e na prevenção?
Como o Estado se organiza para prevenir essas situações? Se é que existe alguma forma de organização.

Não há qualquer ação concreta por parte do Estado, além de operações pontuais realizadas pelas polícias e, mais recentemente, pela Receita Federal. Fica claro que essas ações muitas vezes nascem da iniciativa de agentes públicos — verdadeiros heróis — que assumem riscos por acreditarem em seus ideais, e não como parte de um Procedimento Operacional Padrão institucionalizado. Até porque, se algo der errado, é o proponente da ação que será responsabilizado, perseguido e assediado moralmente.

Também não há diretrizes educacionais voltadas ao tema. Deveria haver, nas escolas, desde os anos 1990, um trabalho contínuo de conscientização sobre as artimanhas do crime organizado e, especialmente, sobre as drogas — que são o principal motor dessa engrenagem criminosa. Se esse trabalho tivesse sido feito, onde estaríamos hoje?

O Estado e a sociedade brasileira precisam urgentemente se organizar. Está claro para todos nós que as organizações criminosas estão muitos passos à frente da estrutura político-administrativa do país, no que diz respeito à capacidade de organização.


Ramon Soares é Guarda Municipal em Barueri, bacharel em Direito pela UNIFIEO e vice-presidente da AGM Brasil. Palestrante e instrutor, coautor do projeto “Segurança Pública Básica” e possui certificado internacional em Segurança Escolar, obtido em Indianápolis (EUA).


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Osteoporose: a doença silenciosa que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas do quadril – por Dr. Guilherme Falótico

0 0
Read Time:2 Minute, 50 Second

Você sabia que uma simples queda pode ser muito mais perigosa com o avanço da idade? A explicação está, muitas vezes, na osteoporose, uma doença silenciosa que fragiliza os ossos e aumenta de forma significativa o risco de fraturas, sobretudo no quadril.

Essa fratura é considerada um evento grave, capaz de transformar a rotina do paciente e da família. No entanto, existem formas eficazes de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, que ajudam a evitar complicações e preservam a qualidade de vida.

O que é a osteoporose e por que o quadril é tão vulnerável?

A osteoporose enfraquece os ossos de maneira progressiva, tornando-os porosos e quebradiços, sem causar sintomas até o momento em que ocorre a fratura. O quadril é especialmente vulnerável porque suporta grande parte do peso do corpo. Em casos avançados, não apenas quedas, mas até movimentos bruscos podem resultar em fratura.

Um problema de saúde pública

A osteoporose atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, a maioria mulheres após a menopausa, em razão da queda dos níveis de estrogênio. Globalmente, uma fratura osteoporótica acontece a cada 3 segundos. Após os 50 anos, uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens terão algum tipo de fratura relacionada à doença.

As fraturas do quadril têm impacto profundo: cerca de 40% dos pacientes não voltam a caminhar sozinhos e, infelizmente, essa condição é uma das principais causas de mortalidade em idosos.

Como identificar ossos enfraquecidos?

A principal ferramenta de diagnóstico é a densitometria óssea, exame rápido, indolor e não invasivo que avalia a densidade mineral dos ossos, especialmente da coluna e do quadril. Ele permite identificar precocemente a perda óssea e monitorar a resposta ao tratamento.

Exames laboratoriais e a análise do histórico clínico também auxiliam no diagnóstico, ajudando a descartar outras causas metabólicas de fragilidade óssea.

Estratégias de prevenção e tratamento

O cuidado com a saúde óssea tem dois objetivos principais: fortalecer os ossos e prevenir quedas.

1. Medidas não medicamentosas

  • Alimentação rica em cálcio: leite, queijos, iogurtes, vegetais verde-escuros (como couve e brócolis) e sardinha.
  • Vitamina D: obtida por meio de exposição solar segura (cerca de 15 minutos diários) e, se necessário, suplementação.
  • Atividade física regular: exercícios com impacto, como caminhada e musculação, são fundamentais para estimular a formação óssea e melhorar equilíbrio e força muscular.
  • Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.

2. Tratamento medicamentoso
Em alguns casos, é necessário o uso de suplementação de cálcio e vitamina D, além de medicamentos modernos, que podem reduzir a perda óssea (antirreabsortivos) ou estimular a formação de osso novo.

A osteoporose é silenciosa, mas suas consequências podem ser devastadoras. Investir na saúde dos ossos é uma forma de garantir mais independência, autonomia e qualidade de vida no futuro. Não espere uma fratura para agir. A prevenção continua sendo o melhor tratamento.


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Esperança ou Colapso? – por Celso Tracco

3 0
Read Time:3 Minute, 2 Second

Constantemente ecoam notícias que estamos próximos do “fim do mundo”. Profecias (falsas, na minha opinião) de todos os cantos do planeta, dão conta que o mundo vai acabar em tal data. Videntes anunciam o apocalipse nas redes sociais de tempos em tempos. Deixando de lado essas bizarrices, várias análises, baseadas em dados científicos, preveem o colapso da atual forma de vida no planeta Terra, caso a humanidade não mude alguns hábitos. Exemplos:

A mudança climática já está gerando eventos extremos em todo planeta. Chuvas torrenciais em todos os continentes, períodos de seca e de calor escaldante constante, temperatura mais elevada nos oceanos, derretimento das geleiras e da cobertura polar, desaparecimento de lagos e rios, ameaça de aumento do nível do mar causando o desaparecimento de países insulares. A mudança climática também pode extinguir a cultura de alimentos amplamente consumidos em nosso dia a dia.

O mundo está assistindo inúmeros conflitos e guerras declaradas na Europa, Oriente Médio, África e Sudeste da Ásia, e sempre surgem no horizonte ameaças do uso de armas nucleares, o que seria realmente catastrófico para humanidade.

O crime organizado que se tornou uma empresa multinacional. Tráfico de drogas em submarinos, uso de aviões próprios, troca de malas com cocaína e outros entorpecentes em aeroportos importantes, tráfico de qualquer tipo de armamento, ameaçam a paz diariamente.

Além das ações cada vez mais violentas e letais, ainda temos decisões políticas que não contribuem com a vida e matam em silêncio. Os governantes da grande maioria dos países, cortam investimentos nas áreas de educação, saúde, saneamento básico, transportes, moradias populares, mas investem em armamentos, novos contingentes policiais, novos aparelhos de vigilância que visam combater a violência urbana, sempre com mais violência ostensiva. Não combatem efetivamente as causas da violência, como o tráfico de armas, de drogas, de dinheiro ilícito. Neste confronto urbano vemos que muitos inocentes, adultos e crianças, morrem ou são feridos por balas “perdidas”. Uma tragédia que infelizmente a sociedade está normalizando. Vemos vários países que constroem ou estão projetando construir muros em suas fronteiras, um grande crescimento da xenofobia, que só irá gerar mais violência. As cenas de milhares de inocentes famintos, que alguém poderoso decidiu impedir de terem acesso a alimentos, deveria constranger e envergonhar qualquer ser humano. São contínuos os aumentos de mortes e perseguições por intolerância religiosa, por motivos ideológicos e por questões econômicas.

Sim a situação geral parece ser muito desanimadora. O que fazer? Sentar e aceitar em contemplação passiva todos os desmandos gerados pela irracionalidade humana, ou manifestar-se em favor de uma cultura de paz, fraternidade e solidariedade?

Quero ser otimista, mesmo que pareça utópico. Creio que a solução está na própria humanidade, pois o ser humano é a única espécie viva no planeta que tem a capacidade de discernir e agir para, pelo menos, tentar evitar o caos. A pergunta novamente é: a humanidade quer se unir de fato, e salvar o planeta ou continuar a expor características como:  arrogância, soberba, prepotência, egocentrismo e continuar indiferente, pensando apenas em si e não na coletividade? Não me atrevo a prever o futuro, apenas penso que temos o poder de torná-lo melhor do que se apresenta hoje. Depende apenas de nós, do nosso comportamento e de nossas atitudes perante a sociedade, seus problemas e seus governantes. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
100 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Dor no quadril pode ser sinal de osteoartrose e tem solução – por Dr. Guilherme Falótico

4 0
Read Time:2 Minute, 33 Second

Você sente dor na virilha ou na coxa ao caminhar, subir escadas ou até mesmo para levantar-se da cama? Esses sintomas podem indicar osteoartrose do quadril, uma doença degenerativa que afeta milhões de pessoas e, se não tratada adequadamente, pode limitar severamente a qualidade de vida.

A osteoartrose, também conhecida como osteoartrite degenerativa, é caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem que reveste a articulação do quadril. Essa cartilagem tem a função de proteger os ossos e permitir o movimento suave da articulação. Com o avanço da doença, o desgaste pode causar atrito direto entre os ossos, resultando em dor intensa, rigidez e perda da mobilidade.

Embora seja mais comum em pessoas acima dos 50 anos, a osteoartrose do quadril pode afetar adultos mais jovens, principalmente aqueles com fatores de risco como obesidade, síndrome metabólica, histórico de lesões articulares ou predisposição genética. As mulheres são particularmente mais suscetíveis, representando cerca de 10% da população com mais de 60 anos.

O diagnóstico correto começa pela avaliação clínica, quando o médico examina os sintomas, histórico de saúde e realiza testes físicos para identificar limitações. Exames de imagem, como o raio-X, ajudam a confirmar o diagnóstico e a avaliar a extensão do desgaste, sendo complementados por outros exames conforme necessário.

O tratamento da osteoartrose do quadril é personalizado conforme a gravidade dos sintomas e o impacto na funcionalidade do paciente. Inicialmente, adotam-se medidas conservadoras que incluem o uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos para controle da dor, sessões de fisioterapia para fortalecimento muscular e melhora da mobilidade, além de infiltrações com ácido hialurônico ou corticoides para reduzir a inflamação local. Mudanças no estilo de vida, como a perda de peso e a evitar atividades que causam impacto excessivo na articulação, são fundamentais para aliviar a sobrecarga e minimizar a progressão da doença.

Quando esses tratamentos não são suficientes, a cirurgia de prótese de quadril (artroplastia) pode ser indicada. Esse procedimento consiste na substituição da articulação danificada por uma prótese e possui alta taxa de sucesso, proporcionando excelente recuperação funcional. Inclusive, em 2007, a cirurgia de artroplastia foi eleita a “cirurgia do século” em uma publicação da revista científica Lancet, destacando seu impacto positivo na qualidade de vida dos pacientes.

Se você sente dores no quadril que limitam seu dia a dia, não adie a busca por um diagnóstico especializado. O tratamento adequado pode devolver sua mobilidade e autonomia, permitindo que você viva com menos dor e mais qualidade.


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

Happy
Happy
100 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Fazer o bem, sempre! – por Celso Tracco

0 0
Read Time:3 Minute, 8 Second

A humanidade é, dentre todas as espécies que já habitaram a Terra ao longo de seus bilhões de anos de existência, a que possui o maior poder de destruição. E não estou me referindo apenas ao vasto e diversificado arsenal de armamentos militares que existem em muitos países ao redor do planeta. Me refiro à própria índole do ser humano, maldosa por natureza.

Como é possível que alguém, diante de uma tragédia ambiental, se aproveite da situação para roubar e saquear propriedades desprotegidas, ou desviar recursos e doações destinados à população atingida? É verdade que em geral, frente a uma calamidade, se forma uma imensa corrente de solidariedade: órgãos oficiais, ONGs, igrejas, clubes, comunidades, e até mesmo cidadãos comuns, tornam-se voluntários doando seu tempo e suas habilidades, às vezes até arriscando suas vidas em favor de pessoas que nem conhecem. No entanto, o mal persiste em ofuscar o bem. Como explicar que milhares de pessoas, muitas delas idosas, se recusem a deixar suas casas, pequenos comércios e armazéns por medo de serem saqueadas? Para mim, isso reflete a degradação máxima do ser humano.

Aqueles que agem dessa maneira não têm caráter algum e são ainda piores do que os animais ditos irracionais, pois estes não atacam, roubam ou matam deliberadamente sua própria espécie. Sinceramente, sinto-me indignado como ser humano e, indo contra todas as minhas crenças, penso que aqueles que abusam dos que já perderam praticamente tudo, não merecem fazer parte da comunidade e não merecem uma segunda chance. Infelizmente, muitos dos que praticam esses atos, são pessoas comuns, homens e mulheres que não têm o roubo como meio de vida.

Essas pessoas não se manifestam apenas em grandes catástrofes, mas também episodicamente no cotidiano. Todos nós já testemunhamos acidentes rodoviários envolvendo carretas que transportam alimentos, eletrônicos ou qualquer outro bem de valor. Dezenas de pessoas comuns surgem do nada, como um cardume de piranhas atacando um animal ferido e indefeso, dilacerando-o até a morte. A carga da carreta acidentada é saqueada em questão de minutos, e nem se preocupam em saber se alguém ficou ferido devido ao acidente. Como chegamos a esse estado de barbárie?

Será a desumanidade de viver em cidades gigantescas, onde tudo é difícil e precário para a maioria de seus habitantes? Será a impunidade que assola este país há séculos? Será o inconsciente coletivo, onde pensamos que se eu não roubo, outros vão roubar, e chega de sermos ingênuos? Ou será porque não temos em nossa cultura a formação adequada de valores verdadeiramente humanos? Afinal, tenho certeza de que a imensa maioria das pessoas com mais de 10 anos sabe que roubar algo ou alguém não é correto, talvez não saibam que é um crime, mas sabem que é errado. Não devemos amenizar a punição para quem comete esse tipo de delito.

Acredito que estamos chegando a um ponto de não retorno. Ou retomamos o caminho de uma cultura de paz, solidariedade, responsabilidade social e convivência pacífica e ordeira, onde os livros devem ser mais acessíveis do que as armas e onde a comunicação seja baseada em princípios éticos e não em desinformação. Ou então vai prevalecer a lei do mais forte, a barbárie, a selvageria e a total desumanidade. A ausência de qualquer tipo de lei ou ordem, se tornará mais um novo normal. Alguns desses cenários, infelizmente, já estão fazendo parte do nosso cotidiano. Ainda assim, sinceramente, aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Dia do Novo Pai – por Vera Resende

2 0
Read Time:2 Minute, 24 Second

Uma espécie de silêncio, uma barreira invisível cercou, durante muito tempo, a relação do homem com seu filho. A ele, sempre foi vedada a liberdade para expressar qualquer sentimento e aventurar-se na interação com crianças. Atualmente, a despeito de mudanças nos papeis sociais de homens e mulheres, este silêncio ainda se perpetua entre um grupo significativo de homens, e é transmitido de uma geração para outra, sem ser questionado, ou mesmo percebido e interpretado por eles, ou pelo grupo familiar.

Este silencio ainda compromete possibilidades de diálogo, apoiado em uma cultura com resquícios do patriarcalismo, que reserva ao homem um lugar além e acima das questões domésticas, como se   mulher e criança fossem unidades independentes no grupo familiar extenso. Felizmente, esta posição, aparentemente cômoda, vem se modificando sob a égide das rápidas transformações que atravessam a sociedade e a família.

Contudo, tais mudanças não se mostraram suficientes para reduzir o vazio que se instala na rede de relações afetivas na maioria das famílias. Ainda há distanciamento entre o homem e demais membros do núcleo familiar, denunciado no modo frágil como é concebido o vínculo entre pais e filhos, fruto da tendência cultural, que delegou à mãe a exclusividade dos cuidados comuns ao recém-nascido.

Entre os que estão abertos a mudanças, nos deparamos com um novo homem, investido do papel e das funções de pai ele se envolve na tarefa de cuidar dos filhos e, assim, recupera aspectos essenciais de sua própria humanidade, se redescobre e, ao mesmo tempo fortalece o desenvolvimento emocional da criança. Este é o ganho da existência humana: ao tomar consciência da importância de estar mais ao lado da criança e acompanhar seu crescimento, o homem moderno se autoriza a reconhecer seus sentimentos e adquire recursos pessoais para propiciar uma interação mais compassiva e amorosa.

Este homem, podemos dizer, é mais feliz porque não precisa representar o Super Herói e sabe que sua presença fortalece a vida de seu filho e de sua filha, desenvolve o sentimento de segurança afetiva e de pertencimento. Por esta razão comemoramos o Dia dos Pais, felicitando os homens que souberam ver nas mudanças sociais, a oportunidade para resgatar o mais humano dos papeis que é gerar, criar e amar outro ser humano.


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Mentiram para sociedade! Segurança Pública Básica é dever dos municípios – por Reinaldo Monteiro

2 0
Read Time:5 Minute, 29 Second

O SUSP – Sistema Único de Segurança Pública foi criado em 2018 com o advento da Lei Federal 13.675 e regulamentou o parágrafo 7° do artigo 144 da CF disciplinando o funcionando dos órgãos de segurança pública, e para que o sistema funcione corretamente cada ente federado precisa cumprir com seu papel constitucional, e uma grande dúvida e motivo de muitas controvérsias é: QUAL O PAPEL DOS MUNICÍPIOS NA SEGURANÇA PÚBLICA?

De acordo com artigos 5º e  6° da Constituição Federal a SEGURANÇA é um direito fundamental individual e social do povo, já no artigo 30 da Constituição Federal, o constituinte originário elencou as diversas competências dos municípios e dentre elas cito algumas “legislar sobre assuntos de interesse local; organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão , os serviços públicos de interesse local; promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local”, no capítulo da segurança pública artigo 144 Caput, o legislador deixou claro que a SEGURANÇA PÚBLICA é dever do Estado enquanto ente federado, ou seja, União, Estados, Distrito Federal e Municípios, cada um dentro da sua competência constitucional.

Ainda no artigo 144 da CF parágrafo 8°, foi reservada aos municípios a obrigação de proteger os bens, serviços e instalações municipais por meio de suas Guardas Municipais, que até 2014 era uma norma constitucional de eficácia limitada e foi devidamente regulamentado pela Lei 13.022/14 conhecida como Estatuto Geral das Guardas Municipais, que padronizou as atribuições de todas as Guardas Municipais do Brasil, e no seu artigo 5° trouxe dezoito competências específicas das Guardas Municipais, que faço questão de destacar uma delas “ATUAR, PREVENTIVA E PERMANENTEMENTE, NO TERRITÓRIO DO MUNICÍPIO PARA A PROTEÇÃO SISTÊMICA DA POPULAÇÃO QUE UTILIZA BENS SERVIÇOS E INSTALAÇÕES MUNICIPAIS”.

Em 11 de junho de 2018 foi publicada a Lei nº 13.675 que regulamentou o §7º do artigo 144 da Constituição Federal, que também era uma norma constitucional de eficácia limitada. A lei nº 13.675 de 2018, além de disciplinar o funcionamento dos órgãos de segurança pública, criou o SUSP – Sistema Único de Segurança Pública classificando os municípios como entes estratégicos e as Guardas Municipais como órgãos operacionais de segurança pública.

Em agosto de 2023 o STF – Supremo Tribunal Federal julgou a ADPF 995 reconhecendo as Guardas Municipais como órgãos de SEGURANÇA PÚBLICA, independentemente da sua localização topográfica no artigo 144 da Constituição Federal, ou seja, não existe mais nenhuma dúvida em relação ao papel das Guardas Municipais e dos municípios na SEGURANÇA PÚBLICA, respeitando-se sempre as competências dos demais ente federados e órgãos de segurança pública.

Em 21 de dezembro de 2023 foi publicado o Decreto presidencial n° 11.841 que regulamentou algumas competências das Guardas Municipais previstas no artigo 5° da Lei 13.022/2014, o que mais uma vez reafirmou o papel das Guardas Municipais, em especial no tocante a PRISÃO EM FLAGRANTE, esclarecendo que a prisão em flagrante realizada pelas Guardas Municipais não é diferente da prisão em flagrante realizada por outros órgãos de segurança pública, desconstruindo a tese equivocada do STJ – Superior Tribunal de Justiça, de que as Guardas Municipais somente poderiam realizar prisões em flagrante quando relacionadas com bens, serviços e instalações.

O Decreto nº 11.841 de 21 de dezembro de 2023, também regulamentou as ações das Guardas Municipais quando em atendimento de ocorrências emergenciais, e mais uma vez coloca as Guardas Municipais no mesmo patamar dos demais órgãos de segurança pública, pois, é de conhecimento de todos que se faz necessário ter um protocolo de atendimento, em especial no que diz respeito ao atendimento de ocorrências emergenciais.

Por fim destaco a recentíssima decisão da Suprema Corte no julgamento do Recurso Extraordinário 608.588, com repercussão geral (tema 656) que reconheceu as Guardas Municipais como órgãos policiais competentes para desenvolver ações de segurança urbana, inclusive o POLICIAMENTO OSTENSIVO COMUNITÁRIO, sob o controle externo da atividade policial pelo Ministério Público, nos termos do artigo 129, inciso 7º da Constituição Federal.

Vale enfatizar que o controle externo da atividade policial no âmbito das Guardas Municipais, infelizmente ainda muitas pessoas, autoridades, gestores e imprensa desconhecem o que isso significa e em algumas vezes insistem em dizer de forma errônea que as guardas municipais não são fiscalizadas.

No que diz respeito ao controle externo da atividade policial das guardas municipais, afirmo com tranquilidade que as guardas municipais são extremamente fiscalizadas e passo a citar o embasamento legal: de acordo com artigo 129, Inciso VII da Constituição Federal, combinado com a Resolução 279/2023 do Conselho Nacional do Ministério Público compete ao Ministério Público o Controle Externo da Atividade Policial das Guardas Municipais; conforme prevê o artigo 13 da Lei 13.022/14 as guardas municipais são fiscalizadas por ouvidorias e corregedorias, órgãos próprios, permanentes e autônomos de controle externo e interno, respectivamente; em relação ao uso do armamento de fogo, são fiscalizadas pela Polícia Federal e em relação a formação e capacitação são obrigadas a seguir a matriz curricular nacional editada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública; temos também os conselhos municipais de segurança pública previstos no SUSP que além de acompanhar, colaborar e fiscalizar a implantação dos planos municipais de segurança pública, também podem funcionar como mais uma ferramenta no controle social da atividade policial exercida pelas guardas municipais.

Considerando todo o contexto vivido pelos municípios, pelas Guardas Municipais e pelos Prefeitos, constatamos que o Brasil está amadurecendo no que diz respeito a segurança pública e em especial os municípios estão começando a entender a lógica do SUSP – Sistema Único de Segurança Pública e principalmente, estão entendo o Caput do artigo 144 da Constituição Federal que preconiza claramente “SEGURANÇA PÚBLICA É DEVER DO ESTADO…” , ou seja, todos os     entes federados possuem o dever de prover segurança pública, porém, respeitando suas atribuições e competências constitucionais.

Diante do exposto e considerando que os principais pilares de qualquer país são a SAÚDE, a EDUCAÇÃO e a SEGURANÇA, temos que fazer uma leitura sistêmica da nossa Constituição Federal e com toda a argumentação acima explicitada podemos concluir que assim como a SAÚDE BÁSICA e a EDUCAÇÃO BÁSICA são competências dos municípios, a SEGURANÇA PÚBLICA BÁSICA também é competência dos municípios, portanto, está na hora da população entender  e começar a cobrar os prefeitos exigindo que seu direito fundamental e social à Segurança Pública Básica seja garantido, assim como a Saúde Básica e a Educação Básica.


Reinaldo Monteiro, GCM de Barueri-SP, Presidente da AGM BRASIL, Bacharel em Direito com especialização em Direito Constitucional e Administrativo, Consultor em Segurança Pública, Palestrante e ex-Diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.


Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
100 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Conexão virtual e a alienação real – por Celso Tracco

1 0
Read Time:2 Minute, 44 Second

O mundo digital é uma realidade em nossas vidas, gostemos ou não. Estamos vivendo a chamada Quarta Revolução Industrial, que é a integração do mundo digital, com o mundo biológico e com o mundo físico. É um caminho sem volta e precisamos aprender a conviver com este “novo normal”. Para começar, meu amigo leitor, minha amiga leitora, gostaria de definir alguns conceitos: os objetos com os quais eu acesso à internet, tais como: celulares, tablets, computadores, smart tvs, aqui serão definitos como ferramentas; já as redes sociais e os aplicativos, são lugares virtuais onde se pode navegar. Ou seja, sem uma ferramenta adequada eu não posso acessar os lugares onde eu desejo ir. Agora, me permita fazer uma analogia bem simples. Uma faca é uma ferramenta, ela pode ter milhares de utilidades, correto? Por exemplo, todo chef de cozinha tem suas facas, uma ferramenta essencial para o seu trabalho. Porém essa mesma faca, se utilizada de outro modo pode matar uma pessoa, concorda? O certo e o errado, o bem e o mal, depende do uso que eu faço da ferramenta. Do mesmo modo se dá no mundo digital, o bem e o mal dependerá do uso que eu faça dessa ferramenta.

O agravante é que este novo normal, navegar por onde eu quero, é muito fácil e muito sedutor. A internet oferece absolutamente tudo que eu desejo ou acho que desejo. E isto é um perigo. Posso me tornar um alienado em relação ao mundo real onde eu vivo, trabalho, estudo, fico feliz, sofro, fico alegre e triste, tenho relacionamentos reais, ou seja, como qualquer ser humano. Portanto, devemos ficar muito preocupados com o uso adequado destas ferramentas, principalmente nas mãos de nossas crianças e dos nossos jovens. O cérebro de uma criança tem um grande poder de absorção de informações, porém pode não ter ainda o discernimento necessário para saber diferenciar o bem do mal. Além disso, todos os usuários da internet deveriam fazer, continuamente, um exercício de autoconhecimento. O que realmente eu preciso saber, para mim mesmo? Como evitar uma possível alienação social? Exemplo simples: falar com meus parentes e amigos apenas pelas redes sociais não basta. Devemos procurar os encontros presenciais. Nada substitui a troca de afetos, um abraço, a conversa face a face. Apesar da inteligência artificial, ainda somos seres humanos naturais, gregários, precisamos do contato físico, sentir emoções reais, agradáveis e desagradáveis, necessárias e inúteis, calorosas e frias. Não devemos deixar que as ferramentas nos conduzam. As ferramentas devem ser usadas a nosso favor. Se soubermos ser cognitivos, a internet pode ajudar a vivermos em um mundo melhor, mais justo, mais igualitário, mais pacífico, mais sustentável, mais equilibrado, mais feliz. Tudo irá depender de como a humanidade irá fazer uso de suas ferramentas digitais. A humanidade se desenvolveu graças ao seu poder cognitivo, então temos dois caminhos: ou assumimos a responsabilidade do nosso autocontrole, ou nos deixamos levar pela mais completa alienação.

Aproveite seu dia, seja feliz.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante. Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Como lidar com comentários negativos nas redes sociais de forma profissional – por Adriana Vasconcellos

2 0
Read Time:2 Minute, 45 Second

Em um ambiente digital cada vez mais dinâmico e interativo, lidar com comentários negativos nas redes sociais se tornou uma habilidade essencial para empresas, empresários, profissionais liberais, profissionais de comunicação e até políticos. Mais do que apagar incêndios, saber gerenciar essas interações com maturidade e estratégia pode se transformar em uma oportunidade valiosa de fortalecer a imagem da marca, melhorar a experiência do cliente e demonstrar, na prática, o compromisso da empresa com seus públicos.

O primeiro passo é responder com agilidade e equilíbrio emocional. A rapidez na resposta mostra atenção e respeito com o cliente/seguidor — mesmo quando a crítica é dura ou injusta. No entanto, é fundamental manter a calma e evitar respostas impulsivas ou defensivas. Uma abordagem profissional, empática e respeitosa ajuda a reduzir tensões e evita que a situação ganhe proporções desnecessárias.

Antes de propor soluções, busque compreender a fundo o problema. Perguntar educadamente por mais detalhes e ouvir com atenção é um sinal claro de interesse genuíno. Além disso, essa postura permite entender se houve realmente uma falha ou apenas um mal-entendido, que pode ser resolvido com uma explicação clara e cordial.

Ao entender o contexto, ofereça soluções viáveis e objetivas. Dependendo do tipo de comentário, pode ser mais adequado conduzir a conversa para o privado — via mensagem direta ou e-mail — garantindo uma resolução mais detalhada e respeitosa. Ainda assim, é importante registrar publicamente, mesmo que de forma breve, que a empresa está cuidando do caso. Essa transparência demonstra compromisso com a resolução e evita interpretações negativas por parte de outros usuários.

Mais do que resolver uma situação pontual, é preciso transformar o feedback em aprendizado. Reclamações recorrentes devem ser levadas a sério e analisadas com atenção por toda a equipe. Muitas vezes, um comentário negativo revela falhas de processo, comunicação ou atendimento que, se corrigidas, melhoram a experiência geral dos clientes e evitam novas crises.

É igualmente importante que a empresa tenha um plano de ação claro para casos mais complexos. Ter uma política de moderação bem definida, com orientações sobre tom de voz, prazos e limites, ajuda a equipe a agir com segurança mesmo diante de críticas mais duras ou injustas. Em situações de maior repercussão, contar com um fluxo de aprovação ágil e porta-vozes preparados é essencial para proteger a reputação da marca.

Em resumo, responder com rapidez, escuta ativa e foco em soluções transforma um cenário potencialmente negativo em uma oportunidade de fortalecimento da marca. Mais do que evitar danos, a forma como lidamos com críticas públicas revela muito sobre a cultura e os valores de uma empresa.

Se você sente que sua empresa ainda não está preparada para enfrentar essas situações de forma estratégica, saiba que é possível se antecipar. A Six Comunicação Integrada desenvolve estratégias personalizadas para ajudar marcas a se posicionarem com firmeza, empatia e coerência em todos os canais. Transformar desafios em oportunidades é o que fazemos todos os dias.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %
error: