SP registra manhã mais fria do ano com temperatura de 3,1°C na zona sul

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A cidade de São Paulo registrou nesta segunda-feira (11) a madrugada mais fria de 2026. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), a capital paulista teve média de 8,3°C no fim da madrugada, enquanto bairros da zona sul chegaram a marcar apenas 3,1°C.

A menor temperatura foi registrada em Engenheiro Marsilac, extremo sul da capital. Já na região central, os termômetros marcaram 11,2°C nas primeiras horas do dia.

A Defesa Civil do Estado, que utiliza metodologia diferente da aplicada pelo CGE, informou temperatura média de 9,4°C na capital paulista durante a manhã.

O frio intenso ocorre por causa da atuação de uma massa de ar polar sobre o estado de São Paulo. Por conta das baixas temperaturas, a Defesa Civil mantém toda a capital em estado de atenção.

Mesmo com presença do sol ao longo do dia, a sensação de frio deve continuar. A previsão aponta máxima de 18°C nesta segunda-feira, sem expectativa de chuva.

A tendência é que o frio persista nos próximos dias. Para terça-feira (12), a previsão indica mínima de 10°C e tempo seco, com sol entre poucas nuvens.

Na quarta-feira (13), os termômetros devem subir ligeiramente, com mínima prevista de 12°C durante a madrugada. Apesar do aumento gradual das temperaturas, o clima segue ameno e sem previsão de chuva.

O frio também atingiu diversas cidades do interior paulista. Segundo a Defesa Civil, ao menos 36 municípios registraram temperaturas abaixo de 8°C nesta madrugada.

As menores temperaturas do estado foram registradas em:

  • Tapiraí — 3,2°C
  • Apiaí — 3,5°C
  • Itararé — 3,9°C
  • Juquitiba — 4,7°C
  • Manduri — 4,9°C
  • Assis — 5,1°C

As baixas temperaturas reforçam o alerta para cuidados com idosos, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade durante o período de frio intenso.

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Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

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Fast Shop recebe multa bilionária por esquema de fraude tributária em SP

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A rede varejista Fast Shop foi multada em mais de R$ 1,04 bilhão pelo Governo de São Paulo após investigação apontar suposto envolvimento da empresa em um esquema de obtenção irregular de créditos tributários de ICMS. Segundo a Controladoria Geral do Estado (CGE-SP), a penalidade é a maior já aplicada no Brasil com base na Lei Anticorrupção.

De acordo com o governo paulista, a empresa teria obtido vantagens indevidas por meio do uso ilegal de informações fiscais privilegiadas, além de interferir em atividades de fiscalização e investigação tributária.

A apuração aponta que a Fast Shop contratou a empresa Smart Tax Consultoria e Auditoria Tributária Ltda., ligada ao ex-auditor fiscal da Receita Estadual Artur Gomes da Silva Neto, para atuar na recuperação de créditos tributários relacionados ao ICMS.

Segundo a CGE-SP, o esquema envolvia acesso irregular a dados sigilosos do sistema tributário estadual para gerar créditos indevidos em favor da varejista. As investigações indicam que a empresa tinha conhecimento da utilização das informações privilegiadas e que o processo utilizava, inclusive, o certificado digital da própria Fast Shop.

O governo paulista afirma que a operação incluía promessas de facilitação de processos tributários, blindagem contra fiscalizações e intermediação de operações ligadas à monetização de créditos fiscais.

Ainda segundo a investigação, os créditos analisados somaram cerca de R$ 1,59 bilhão. Desse total, aproximadamente R$ 1,04 bilhão teria sido obtido de maneira irregular a partir da chamada “mineração de dados fiscais”, prática que utiliza informações restritas para homologação indevida de créditos tributários.

A multa aplicada corresponde exatamente ao valor considerado irregular pelas autoridades estaduais.

O caso faz parte da Operação Ícaro, deflagrada em agosto de 2025 pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Recuperação de Ativos e Repressão aos Crimes de Formação de Cartel e Lavagem de Dinheiro (GEDEC).

Segundo o Ministério Público, dois sócios e um diretor estatutário da empresa firmaram, em setembro do ano passado, um Acordo de Não Persecução Penal com pagamento total de R$ 100 milhões em prestação pecuniária.

Após a operação, o Ministério Público também encaminhou recomendações à Secretaria da Fazenda do Estado para reforçar mecanismos de controle e reduzir riscos de corrupção no sistema de ressarcimento de ICMS.

O caso coloca novamente em debate o uso de créditos tributários, os mecanismos de fiscalização do setor e a atuação de consultorias especializadas em recuperação fiscal no país.

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Foto: José Cruz/Ag. Brasil

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