Integra Tietê prevê R$ 25 bilhões em obras na Grande SP

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O programa Integra Tietê, do Governo de São Paulo, inicia uma nova fase com previsão de R$ 25 bilhões em investimentos até 2029 para ampliar a coleta e o tratamento de esgoto na Região Metropolitana. O projeto prevê 460 quilômetros de tubulações e a construção de 112 estações elevatórias, com expectativa de beneficiar cerca de 1,75 milhão de pessoas.

As obras executadas pela Sabesp abrangem municípios como Osasco, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Barueri, Cajamar e Santana de Parnaíba, além da capital paulista, Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato.

A expansão inclui emissários, coletores-tronco, redes coletoras de esgoto e ampliação das unidades de tratamento. O objetivo é reduzir o despejo de esgoto sem tratamento em córregos e afluentes que deságuam no Rio Tietê.

Obras previstas nos municípios da região

Entre as cidades contempladas, Cotia terá a maior extensão de tubulações prevista na lista divulgada, com 107,5 quilômetros, seguida por Cajamar, com 78,3 km, e Osasco, com 76,8 km.

Confira os números informados para cada município:

  • Cotia: 107,5 km de tubulações e 15 estações elevatórias.
  • Cajamar: 78,3 km de tubulações, 35 estações elevatórias e uma estação de tratamento de esgoto.
  • Osasco: 76,8 km de tubulações e seis estações elevatórias.
  • Itapevi: 66,8 km de tubulações e nove estações elevatórias.
  • Carapicuíba: 34,3 km de tubulações e cinco estações elevatórias.
  • Jandira: 31,5 km de tubulações e oito estações elevatórias.
  • Santana de Parnaíba: 25,8 km de tubulações e sete estações elevatórias.
  • Caieiras: 13,8 km de tubulações e 12 estações elevatórias.
  • Franco da Rocha: 8 km de tubulações e cinco estações elevatórias.
  • Francisco Morato: 6,8 km de tubulações e nove estações elevatórias.

O material divulgado também inclui São Paulo e Barueri entre os municípios atendidos, mas não detalha, no trecho fornecido, a extensão das obras e o número de estações previstos para essas duas cidades.

Governo aponta redução da poluição no Tietê

Segundo os dados apresentados pelo governo estadual, desde o início do Integra Tietê, em 2023, mais de 1,5 milhão de domicílios foram conectados à rede de esgoto, beneficiando cerca de 4,5 milhões de pessoas. O balanço também informa a implantação de 1.032 quilômetros de tubulações, sete novas estações de tratamento e 39 estações elevatórias.

Estudo da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), divulgado em setembro de 2026, apontou redução de 29,4% na quantidade de poluição transportada pelo Rio Tietê entre 2024 e 2026. O volume caiu de 218 para 154 toneladas por dia.

Na Bacia do Pinheiros, os dados apresentados indicam queda na concentração de matéria orgânica em três dos quatro pontos monitorados desde 2024: 55% na Barragem de Pedreira, 29% na Ponte do Socorro e 26% na Usina São Paulo.

A nova fase do programa pretende ampliar a infraestrutura de saneamento e reduzir a chegada de esgoto aos cursos d’água que alimentam o Tietê. O resultado dependerá da execução das obras e da efetiva ampliação do acesso à coleta e ao tratamento de esgoto nos municípios contemplados.

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Foto: Diogo Moreira/GESP

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Rio Tietê reduz poluição em 29% na Grande São Paulo

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Carga média de matéria orgânica caiu de 218 para 154 toneladas por dia; trecho entre Santana de Parnaíba e Botucatu também apresentou redução na concentração de poluentes.

O Rio Tietê está transportando menos matéria orgânica ao deixar a Região Metropolitana de São Paulo. Dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) mostram que a carga média caiu de 218 toneladas por dia, em 2024, para 154 toneladas por dia em 2026 — redução de 29,4%, equivalente a 64 toneladas a menos diariamente.

A queda foi mais acentuada no último ano. Depois de registrar média de 210 toneladas por dia em 2025, o Tietê chegou a 154 toneladas em 2026, uma redução de 26,7% em apenas um ano. O resultado também ficou 19,8% abaixo da meta de 192 toneladas por dia estabelecida pelo Programa IntegraTietê.

O indicador considera a quantidade de matéria orgânica presente na água e a vazão do rio. As medições são realizadas na barragem da Pequena Central Hidrelétrica Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba, ponto que permite avaliar a carga transportada pelo Tietê depois de atravessar a área mais urbanizada da Região Metropolitana.

A matéria orgânica está associada principalmente ao lançamento de esgoto doméstico não tratado. Em excesso, ela pode reduzir o oxigênio disponível na água, provocar odor e prejudicar a vida aquática.

Melhora também aparece no trecho do Tietê que passa pela região

O levantamento da Cetesb mostra que a melhora não está restrita ao ponto de saída da Região Metropolitana. Em aproximadamente 300 quilômetros do Médio Tietê, entre Santana de Parnaíba e a entrada do Reservatório de Barra Bonita, em Botucatu, a concentração média de Carbono Orgânico Total (COT) caiu cerca de 15% entre 2024 e 2026.

A média passou de 14,8 mg/L em 2024 para 14,4 mg/L em 2025 e chegou a 12,6 mg/L em 2026. A redução foi registrada nos 19 pontos monitorados pela Cetesb ao longo desse trecho.

Um dos destaques está em Pirapora do Bom Jesus, onde a redução chegou a 21,9%. Em Botucatu, a queda foi de 37%, enquanto um dos pontos monitorados no município de Tietê apresentou redução de 31,3%.

Os dados também apontam melhora em alguns rios e córregos que deságuam no Tietê. Entre os afluentes de maior área de drenagem estão o Rio Tamanduateí, o Córrego São João de Barueri, o Rio Cabuçu de Cima, o Rio Aricanduva, o Rio Cabuçu de Baixo e o Ribeirão Perová.

Na média ponderada dos afluentes monitorados, a concentração de COT caiu de 26 mg/L, em 2024, para 20,1 mg/L em 2026, uma redução acumulada de 23% em dois anos.

Qualidade da água ainda é desigual

Apesar da redução da carga de poluição, os dados mostram que a recuperação do Tietê ainda está em andamento. O Índice de Qualidade da Água (IQA), calculado pela Cetesb a partir de nove variáveis, é acompanhado em 28 pontos ao longo do rio, desde as cabeceiras até a foz no Rio Paraná.

Na Região Metropolitana, um dos avanços mais expressivos ocorreu no ponto da Ponte dos Remédios. O IQA passou de 15, em 2024, para 23, em 2026. Em Guarulhos, o índice subiu de 17 para 21 no mesmo período. Nos dois pontos, a classificação passou de péssima para ruim.

Em 2026, dos pontos monitorados ao longo do Tietê, 11 apresentam qualidade classificada como boa, 12 como ruim, dois como péssima, dois como regular e um como ótima.

Os números mostram, portanto, uma evolução na qualidade da água, mas também indicam que ainda existem trechos com níveis elevados de poluição.

Saneamento é uma das principais frentes

A recuperação do rio está relacionada a diferentes ações de saneamento e infraestrutura. Segundo os dados apresentados pela Cetesb, desde 2023 mais de 1,5 milhão de domicílios foram conectados à rede de esgoto, beneficiando cerca de 4,5 milhões de pessoas.

No mesmo período, mais de 6,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos foram retirados dos rios por meio das ações de desassoreamento. O volume representa 90% da meta de 7,2 milhões de metros cúbicos prevista até o fim de 2026.

O monitoramento dos afluentes também foi ampliado. Em 2023, a Cetesb acompanhava 11 rios e córregos que deságuam no Tietê na Região Metropolitana. Desde 2024, são 30 pontos, quase o triplo. A ampliação permite acompanhar a resposta dos cursos d’água às intervenções de saneamento e identificar onde a redução da poluição começa a aparecer.

A recuperação do Rio Tietê envolve ainda fiscalização ambiental, desassoreamento, recuperação de áreas, monitoramento da qualidade da água e intervenções nas margens. Segundo o levantamento, os investimentos contratados nas diferentes frentes do Programa IntegraTietê ultrapassam R$ 22 bilhões desde 2023.

Para a população da Grande São Paulo, especialmente nos municípios cortados pelo rio ou localizados em sua bacia, os dados mostram uma mudança gradual: o Tietê ainda está longe de ter a qualidade desejada em todos os seus trechos, mas os indicadores de 2026 apontam redução da carga de poluição e melhora em diferentes pontos do sistema.

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Foto: Benjamim Sepulvida/PMB

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Feriado: 131 praias do litoral de SP estão próprias para banho

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Boletim da Cetesb indica que 75% dos pontos monitorados receberam bandeira verde para os banhistas

Quem pretende aproveitar o feriado da Revolução Constitucionalista de 1932 no litoral paulista encontrará boas condições para entrar no mar na maior parte das praias monitoradas. Boletim divulgado nesta quinta-feira (9) pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) aponta que 131 praias estão próprias para banho, o equivalente a 75% dos locais analisados.

Na Baixada Santista, há praias com bandeira verde em Peruíbe, Ilha Comprida e Bertioga. Já no Litoral Norte, os municípios de Ubatuba, Caraguatatuba e São Sebastião também contam com praias em condições adequadas para receber os visitantes durante o feriado.

Apesar do cenário positivo, o levantamento identificou 44 pontos impróprios para banho, classificados com bandeira vermelha. Nessas áreas, o contato com a água pode aumentar o risco de infecções de pele, problemas gastrointestinais e doenças respiratórias.

A Cetesb também recomenda atenção em caso de chuva. Mesmo em praias consideradas próprias, a orientação é evitar entrar no mar nas 24 horas seguintes aos temporais, já que o escoamento das águas pode levar resíduos e poluentes para rios e praias, comprometendo temporariamente a qualidade da água.

Antes de viajar, os banhistas podem consultar a situação atualizada das praias por meio do mapa interativo e do aplicativo gratuito da Cetesb. A próxima atualização do boletim está prevista para 16 de julho.

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Foto: Reprodução/PMPG

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Cetesb realiza operação contra veículos poluentes em Barueri e Cotia

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A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) realizou nesta terça-feira (2) uma operação de fiscalização contra a emissão de poluentes por veículos movidos a diesel em rodovias da Grande São Paulo e do interior paulista. Na região oeste da Grande São Paulo, as ações ocorreram em pontos de Barueri e Cotia.

A iniciativa integrou a Operação Inverno 2026, que reforça o monitoramento da qualidade do ar durante os meses mais frios do ano, período em que as condições climáticas dificultam a dispersão de poluentes na atmosfera.

Em Barueri, a fiscalização foi realizada no km 13,5 do trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas. Já em Cotia, as equipes atuaram na Rodovia Raposo Tavares, na altura do km 35,7, próximo à base da Polícia Militar Rodoviária.

Fiscalização mira fumaça preta e irregularidades

Segundo a Cetesb, o objetivo da operação foi identificar caminhões e ônibus com excesso de fumaça preta ou com sistemas de controle de emissões adulterados.

Além da inspeção visual por meio da Escala de Ringelmann, utilizada para medir a opacidade da fumaça emitida pelos veículos, alguns pontos da operação também contaram com verificações técnicas para identificar possíveis irregularidades nos sistemas de controle de poluentes.

Os veículos flagrados em desacordo com os padrões ambientais estão sujeitos a multa de R$ 2.305,20. A legislação prevê redução da penalidade caso o proprietário realize a manutenção necessária e comprove a regularização das emissões.

Operação ocorre durante período crítico para qualidade do ar

De acordo com a Cetesb, a fiscalização é intensificada durante o inverno porque veículos a diesel desregulados podem contribuir para o aumento da poluição atmosférica e agravar problemas respiratórios e cardiovasculares.

A operação desta terça-feira mobilizou equipes em 28 pontos de fiscalização distribuídos pelo estado de São Paulo, com apoio das Polícias Militar Rodoviária e Rodoviária Federal.

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Poluição cai em afluentes do Rio Pinheiros após avanços em saneamento

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Sete dos 16 afluentes monitorados na bacia do Rio Pinheiros apresentaram melhora nos índices de poluição orgânica entre 2020 e 2025, segundo levantamento divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Os resultados aparecem após o avanço de obras de saneamento, desassoreamento e retirada de lixo realizadas pelo Governo de São Paulo nos últimos anos.

Os dados indicam redução da carga orgânica em córregos importantes da capital paulista, como Águas Espraiadas, Jaguaré, Corujas, Pirajussara e Poli. O indicador utilizado pela Cetesb para medir esse tipo de poluição é o Carbono Orgânico Total (COT).

No córrego Águas Espraiadas, por exemplo, a média anual caiu de 22 mg/L em 2020 para 9 mg/L em 2025. Já no Jaguaré, o índice passou de 25 mg/L para 10 mg/L. Um dos maiores avanços foi registrado no córrego Poli, onde a concentração recuou de 66 mg/L para 11 mg/L no período analisado.

Parte da melhora está relacionada à implantação das chamadas Unidades Recuperadoras de Qualidade das Águas (URQs), estruturas criadas para ajudar na retenção de resíduos e reduzir a poluição despejada nos córregos que deságuam no Rio Pinheiros.

A melhora também foi identificada em trechos da calha principal do rio. Segundo a Cetesb, a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), indicador usado para medir a presença de matéria orgânica na água, apresentou queda significativa em regiões como Pedreira, Ponte do Socorro e Usina São Paulo.

Na Ponte do Socorro, a média anual de DBO caiu de 62 mg/L em 2016 para 23 mg/L em 2025. Na Usina São Paulo, o índice recuou de 45 mg/L para 23 mg/L no mesmo intervalo.

Os resultados acompanham o avanço do programa IntegraTietê, considerado o maior projeto de recuperação socioambiental do Rio Tietê. Coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o programa prevê investimentos de R$ 23,5 bilhões até 2029.

Desde 2023, o projeto já removeu cerca de 5 milhões de metros cúbicos de sedimentos dos rios paulistas e conectou 1,5 milhão de imóveis à rede de coleta e tratamento de esgoto. As ações incluem ainda retirada de lixo flutuante, recuperação das margens e ampliação do saneamento básico.

Segundo a Cetesb, mais de 134 mil toneladas de resíduos já foram retiradas do Rio Pinheiros desde 2023, com investimento de R$ 212 milhões. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, foram recolhidas 16,2 mil toneladas de lixo, volume 19,4% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

Outra etapa prevista pelo programa é uma Parceria Público-Privada (PPP), atualmente em consulta pública, com previsão de R$ 9,5 bilhões em investimentos ao longo de 15 anos. A proposta inclui ações de desassoreamento, retirada de vegetação aquática e ampliação da limpeza superficial no Rio Tietê e no Rio Pinheiros.

Atualmente, a rede da Cetesb possui 551 pontos de monitoramento espalhados pelos principais corpos hídricos do estado de São Paulo.

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Feriado de Tiradentes tem 94,8% das praias próprias para banho em SP, aponta Cetesb

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Quem pretende aproveitar o feriado prolongado no litoral paulista encontra cenário positivo. Boletim da Cetesb indica que 166 praias estão próprias para banho, o equivalente a 94,8% dos pontos monitorados.

No Litoral Norte, cidades como Caraguatatuba e São Sebastião concentram diversas praias com bandeira verde, sinalizando boas condições para os banhistas.

Já na Baixada Santista, destinos como Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe aparecem entre os mais indicados para visitação durante o feriado.

Por outro lado, nove pontos foram classificados como impróprios, sendo a maioria localizada no Litoral Norte. A orientação é respeitar a sinalização, já que a água contaminada pode causar problemas de saúde, como infecções gastrointestinais, de pele e respiratórias.

A Cetesb também alerta que, em caso de chuvas, o ideal é evitar entrar no mar por pelo menos 24 horas após os temporais, devido ao risco de poluição temporária provocada pelo escoamento de resíduos.

Os banhistas podem consultar a situação atualizada das praias por meio do site oficial ou aplicativo da Cetesb. A próxima atualização do boletim está prevista para o dia 23 de abril.

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Foto: Reprodução/OMS

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Nova pista da Imigrantes avança e pode ter maior túnel rodoviário do Brasil

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Um dos projetos rodoviários mais ambiciosos do país deu um passo decisivo para sair do papel. O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou o parecer técnico que valida a viabilidade ambiental da terceira pista do Sistema Anchieta-Imigrantes, abrindo caminho para a emissão da licença prévia pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

A nova ligação entre o planalto e a Baixada Santista terá 21,6 quilômetros e promete ampliar em cerca de 25% a capacidade do sistema, considerado estratégico para o escoamento de cargas até o Porto de Santos. A proposta é reduzir gargalos históricos no acesso ao litoral, principalmente em períodos de alta demanda logística.

O traçado chama atenção pela complexidade: cerca de 81% do percurso será feito por túneis. Ao todo, estão previstos cinco, que somam aproximadamente 17,3 quilômetros. Um deles deve ultrapassar seis quilômetros de extensão, o que pode colocá-lo como o maior túnel rodoviário do Brasil.

Além das estruturas subterrâneas, o projeto inclui a construção de oito pontes e viadutos. A nova pista vai conectar o km 43 da Rodovia dos Imigrantes ao km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, nas proximidades do polo industrial de Cubatão.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a aprovação indica que o projeto passou por análise técnica rigorosa, baseada em estudos detalhados. A avaliação considerou principalmente os impactos em áreas sensíveis da Serra do Mar, um dos principais remanescentes de Mata Atlântica do país.

A opção por concentrar grande parte do trajeto em túneis foi adotada justamente para reduzir interferências ambientais, como supressão de vegetação e alterações no relevo. Ainda assim, a obra exigirá movimentação expressiva de material: cerca de 4 milhões de metros cúbicos de solo e rocha, volume comparável a aproximadamente 1.600 piscinas olímpicas.

Para mitigar os impactos, a Cetesb condicionou o avanço do projeto à adoção de medidas específicas. Entre elas estão um plano detalhado para destinação do material escavado, controle rigoroso das atividades de perfuração e ações voltadas à preservação de recursos hídricos e da biodiversidade local.

De acordo com o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, o processo de licenciamento é determinante para garantir que uma obra dessa escala avance com segurança ambiental. Ele destacou que o acompanhamento técnico permite avaliar cada etapa da execução, especialmente em uma região considerada sensível.

Na mesma reunião, o Consema também analisou outras pautas ambientais. Entre elas, a apresentação do programa Finaclima, voltado ao financiamento de iniciativas sustentáveis, e a aprovação do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Ibitinga.

A expectativa agora é que, com a licença prévia, o projeto avance para as próximas etapas do licenciamento e consolide uma das principais intervenções logísticas previstas para o estado de São Paulo.

Confira o vídeo do projeto da terceira pista da Imigrantes:

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Foto: Divulgação/Ecovias

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Praia está própria para banho? Veja como consultar a balneabilidade no litoral de SP

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Antes de entrar no mar, além do protetor solar e da garrafa de água, um cuidado simples pode evitar dor de cabeça nas férias: conferir se a praia está própria para banho. No litoral de São Paulo, essa informação é atualizada semanalmente pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que monitora a qualidade da água de 175 praias ao longo de todo o ano.

Toda quinta-feira, a Cetesb divulga um novo boletim de balneabilidade em seu site e no aplicativo oficial (disponível para Android e iOS). No mesmo dia, as bandeiras de sinalização também são trocadas nas praias monitoradas: verde para praias próprias e vermelha para as impróprias.

O monitoramento é realizado há mais de 50 anos. Técnicos coletam amostras de água sempre no mesmo ponto — exatamente onde os banhistas entram no mar —, a um metro de profundidade e em horário padronizado. O material é levado aos laboratórios da companhia para a análise da presença de Enterococos, bactérias microscópicas que indicam contaminação fecal.

É essa análise que determina a chamada balneabilidade, termo técnico usado para indicar se a água oferece ou não risco à saúde. Os critérios seguem a legislação ambiental brasileira e padrões internacionais, considerando a possibilidade de contaminações que podem causar problemas gastrointestinais, infecções de pele e de ouvido.

Segundo a gerente do Setor de Águas Litorâneas da Cetesb, Claudia Lamparelli, a avaliação não pode ser feita apenas visualmente. “A água pode parecer limpa e, ainda assim, estar imprópria para banho. Os Enterococos são nossos sinais de alerta”, explica.

Uma praia é classificada como imprópria quando duas ou mais amostras das últimas cinco semanas ultrapassam 100 colônias de Enterococos por 100 mL de água, ou quando a coleta mais recente supera 400 colônias. O histórico de cinco semanas ajuda a identificar tendências, evitando decisões baseadas em variações pontuais.

Os dados divulgados pela Cetesb também servem de base para ações de prefeituras e concessionárias de saneamento, como manutenção de redes de esgoto, identificação de ligações irregulares e melhorias na drenagem urbana.

Mesmo em praias liberadas, a recomendação é manter a cautela. Após chuvas intensas, o ideal é evitar o banho de mar por pelo menos 24 horas. Também é indicado manter distância de rios, córregos e canais que deságuam na praia, locais com maior risco de contaminação.

Outros fatores, como floração de algas, derramamento de óleo ou descargas acidentais de poluentes, também podem tornar o banho de mar inadequado temporariamente. Por isso, antes de aproveitar a praia, vale sempre conferir o boletim mais recente e observar a sinalização no local.

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Foto: Divulgação/GESP

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Pirapora do Bom Jesus reforça oposição à instalação de aterro sanitário na Fazenda Cacique

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A Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus reforçou oficialmente sua oposição à instalação de um aterro sanitário de grande porte na região da Fazenda Cacique. Nesta semana, a Administração Municipal protocolou na Justiça um pedido para ingressar como parte autora em uma Ação Civil Pública que já tramita contra o projeto, sob responsabilidade da empresa Ecoparque Pirapora Ambiental S.A.

O empreendimento tem gerado forte preocupação entre autoridades e moradores locais, principalmente pelos riscos ambientais, sociais e urbanísticos que representa. Segundo a Prefeitura, a área prevista para o aterro é rural, de difícil acesso e ambientalmente sensível, o que, na visão do Executivo, agrava os impactos negativos do projeto.

Entre os principais pontos destacados pela gestão municipal estão:

  • Risco de contaminação do solo e das águas por chorume;
  • Tráfego pesado de caminhões em zonas urbanas do município;
  • Danos potenciais a nascentes e à fauna silvestre da região;
  • Falta de estrutura técnica da Prefeitura para fiscalizar e acompanhar um projeto dessa dimensão.

A Administração também aponta a ausência de audiência pública prévia — etapa essencial em processos ambientais dessa natureza — e uma grave irregularidade fundiária: o terreno onde se pretende instalar o aterro não pertence à empresa responsável, mas sim a terceiros.

Diante desse cenário, a Prefeitura solicita que a CETESB suspenda imediatamente a análise de viabilidade do empreendimento, apoiando a concessão de liminar nesse sentido. O Município está alinhado com os argumentos da ONG Ação Ambiental, autora da ação judicial, e caso o pedido de inclusão como parte autora não seja aceito, já declarou formalmente apoio integral aos pedidos da ONG.

Para a Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus, a combinação de riscos ambientais, ausência de consulta pública, falta de capacidade técnica local e irregularidades na posse do terreno torna inviável a implantação do aterro sanitário no município.

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Foto: Gilberto Labriola/PMPBJ

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Cetesb abre inscrições para concurso público com salários de até R$ 8 mil

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O Governo do Estado de São Paulo abriu na segunda-feira (08) as inscrições para o concurso público com o preenchimento de 224 vagas na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), vinculada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

Os candidatos podem se inscrever estritamente de modo online até o dia 31 de janeiro, por meio do site da Fundação Carlos Chagas.

A taxa de inscrição para nível médio é de R$ 55,00, e para nível superior, de R$ 90,00, com a realização do pagamento até o dia 1° de fevereiro conforme geração do boleto no momento da inscrição. Já as solicitações de isenções podem ser enviadas até o próximo dia 12 de janeiro.

As provas objetivas acontecerão no dia 17 de março para cargos de níveis médio e superior com salários, que inicialmente, podem variar entre R$ 5.027,95 e R$ 8.034,84.

No momento da inscrição, o candidato deve escolher o polo em que deseja atuar de acordo com a disponibilização das vagas para Baixada Santista, Grande São Paulo, Região de Bauru, Região de Campinas, Região de Ribeirão Preto, Região de São José do Rio Preto, Região de Sorocaba e Vale do Paraíba e Litoral Norte.

Este é o primeiro concurso realizado pela Cetesb desde 2012. São 54 vagas para nível médio, como técnico administrativo, técnico ambiental e técnicos em áreas específicas e outras 170 vagas para cargos como advogado, analista administrativo, analista ambiental e analista de tecnologia da informação.

Com o objetivo de diversidade e inclusão, o edital aponta características importantes e permite uma pontuação diferenciada para candidatos pretos, pardos e indígenas, com acréscimo percentual na pontuação final. Critérios e demais informações na íntegra, devem ser conferidas no edital.

Sobre a Cetesb

A Companhia é responsável pelo controle, fiscalização, monitoramento e licenciamento de atividades geradoras de poluição, com a preocupação fundamental de preservar e recuperar a quali­dade das águas, do ar e do solo.

Atua na execução das políticas de meio ambiente e de desenvolvimento sustentá­vel, notadamente no âmbito do licenciamento ambiental e das atividades que utilizam os recursos naturais, do monitoramento ambiental, dos resíduos, da proteção aos ma­nanciais, da fiscalização e do aperfeiçoamento profissional nas questões ambientais. Além de sua sede, na capital, possui 46 agências ambientais e sete laboratórios espalhados pelo território paulista.

Leia também: Ocupação no centro de São Paulo é atingida por incêndio e um homem morre


Fonte: Governo de SP

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