Uma operação da Polícia Militar revelou um apartamento usado como laboratório de drogas na tarde de terça-feira (21), na região da Bela Vista, no centro de São Paulo. No local, foram apreendidas cerca de 800 porções de cocaína, além de dinheiro e materiais utilizados no preparo dos entorpecentes.
A ação ocorreu durante a Operação Corte Zero, após denúncia de movimentação suspeita, e expõe a estrutura organizada do tráfico em áreas urbanas da capital.
Ao chegarem ao endereço, os policiais flagraram um homem tentando fugir para dentro do imóvel. Durante a abordagem, a equipe encontrou o apartamento adaptado para armazenamento, fracionamento e embalagem de drogas.
Outros envolvidos também estavam no local, incluindo uma adolescente. Segundo a PM, havia divisão de funções entre os suspeitos, indicando atuação coordenada no esquema.
Além das drogas, foram apreendidos quase R$ 4 mil em dinheiro, maconha, skunk, três balanças de precisão, cerca de mil embalagens e oito celulares.
Os suspeitos foram levados ao 78º Distrito Policial, onde os homens permaneceram presos e a adolescente foi apreendida. O caso foi registrado como tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menor.
A Polícia Militar e a Polícia Civil do Estado de São Paulo realizam nesta segunda-feira (2) uma ampla mobilização na região central da capital paulista para combater o tráfico de drogas e reforçar o patrulhamento. Cerca de 70 policiais participam da operação em pontos considerados estratégicos.
A ação reúne equipes do 7º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), do 5º Batalhão de Choque do Canil e das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam), que atuam de forma integrada com agentes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra).
Segundo o coronel Carlos Lucena, coordenador operacional da Polícia Militar, a mobilização faz parte de uma estratégia permanente de enfrentamento ao crime organizado. “A ação integra a estratégia permanente de enfrentamento ao crime organizado, com ampliação da presença policial em pontos considerados críticos de criminalidade”, afirmou.
Dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo indicam que, em janeiro deste ano, os roubos na região central caíram 18,8% em relação ao mesmo mês de 2025. Os furtos recuaram 14,8% no mesmo período.
O reforço no policiamento ocorre em meio às ações adotadas pelo governo estadual desde 2023 para reestruturar a segurança no centro da capital. A estratégia combinou repressão qualificada, inteligência policial e atuação integrada com áreas de saúde, assistência social e desenvolvimento urbano.
Em maio de 2025, a concentração de usuários na Rua dos Protestantes foi desmobilizada, encerrando o fluxo conhecido como “cracolândia”. De acordo com o delegado Ronaldo Sayeg, que dirigiu o Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico, a mudança de abordagem priorizou o desmonte da engrenagem financeira do tráfico.
As investigações identificaram hotéis e ferros-velhos que funcionavam como apoio logístico e possíveis pontos de lavagem de dinheiro. A partir do mapeamento de movimentações financeiras incompatíveis com os serviços prestados, as forças de segurança passaram a atingir diretamente o fluxo de recursos das organizações criminosas.
“Não parece hoje, mas era extremamente difícil entender como esse esquema se mantinha por tanto tempo porque só olhávamos, até então, para a parte feia e visível do problema”, afirmou Sayeg.
Nas áreas do 3º e do 77º Distritos Policiais, que abrangem a região do antigo fluxo, também houve redução nos principais indicadores criminais. Em janeiro deste ano, foram registrados 205 roubos, queda de 18,8% em comparação com janeiro de 2025. Os furtos somaram 798 boletins de ocorrência, redução de 19,8% no período.
O Centro de São Paulo recebe nesta quarta-feira, dia 2 de novembro, feriado de Finados no Brasil, das 13h às 19h, a segunda edição do evento gratuito Los Muertos SP Walking Parade.Com apoio da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, a ação volta ao calendário oficial de eventos da cidade de São Paulo.
O evento contará com quatro palcos pela região e com a participação de algumas das melhores casas noturnas e festas da cidade como Clube Jerome, Carlos Capslock, Cabaret da Cecília e Madame, com música e cenografias temáticas. Na trilha sonora, estarão diversos gêneros do underground eletrônico.
Inspirado em uma das principais tradições mexicanas, o Día de Los Muertos, a Los Muertos SP Walking Parade propõe abordar o luto de forma desmistificada, irreverente e divertida, apresentando para a cultura brasileira o conceito de morte também como possibilidade de um renascimento. O desfile de fantasias, zumbis, caveiras e outros seres do além, promove a ocupação do chamado Triângulo SP, um recorte especial do centro paulistano, onde estão os principais prédios icônicos da capital.
Os palcos estarão na Praça do Patriarca, Rua da Quitanda, Rua São Bento e na Rua Direita, estrategicamente posicionados para encantar os turistas e despertar sentimentos de orgulho e pertencimento nos paulistanos, próximos aos marcos históricos e arquitetônicos como o Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo, o Viaduto do Chá, o Theatro Municipal de São Paulo, o Viaduto Santa Ifigênia, o Mosteiro São Bento, o Edifício Martinelli, o Vale do Anhangabaú, entre outros.
A ideia é que o público vá fantasiado e capriche no visual horripilante. A ação também conecta diretamente o trabalho de maquiadores, estilistas, cosplayers, fotógrafos, cineastas, músicos, artistas e comunicadores, promovendo a chamada economia criativa, além de incentivar o turismo.
“Queremos mostrar o lado positivo e economicamente viável do entretenimento na região do Triângulo SP. Vamos trazer mais uma vez para São Paulo esta grande celebração divertida dos mortos, inspirada na cultura mexicana. Queremos convidar o maior número de famílias e crianças a participar de forma saudável e segura desta grande brincadeira à luz do dia”, declara Beto Lago, um dos organizadores da Los Muertos SP Walking Parade.
“Por meio da Secretaria de Turismo, a Prefeitura quer ser parceira de iniciativas que fomentam a presença de paulistanos e turistas com suas famílias na região central. Nosso foco é trazer este público para usufruir das opções de lazer, cultura e gastronomia que a região do Triângulo SP oferece”, explica o secretário municipal de Turismo, Rodolfo Marinho. A expectativa do evento é repetir o sucesso de 2019, recebendo mais de 25 mil pessoas. Mapa A concentração acontece a partir das 13h na Praça do Patriarca. Começa pelo Largo São Bento, Rua José Bonifácio, XV de Novembro, Praça Antônio Prado e terminará na Praça do Patriarca.
A primeira edição ocorreu em novembro de 2019, já com apoio da Prefeitura de São Paulo por meio da Secretaria Municipal de Turismo e a Subprefeitura da Sé. Contou com a participação das principais casas noturnas da cidade, em palcos espalhados pelo centro histórico, sendo essa a primeira vez que o movimento cultural das festas de Halloween foi oficialmente inserido no calendário de eventos da cidade. Além de valorizar a diversidade, teve como objetivo requalificar cultural e arquitetonicamente o centro histórico de São Paulo, através de políticas públicas que promovam segurança, cultura, turismo e lazer.
A expectativa do evento é repetir o sucesso de 2019, recebendo mais de 25 mil pessoas.
Palcos e atrações Os quatro palcos estarão localizados na região central de São Paulo:
Palco 1 (Praça do Patriarca): Carlos Capslock.
Palco 2 (Rua da Quitanda): Clube Jerome.
Palco 3 (Rua São Bento): Cabaret da Cecília.
Palco 4 (Rua Direita): Madame.
Serviço:
Los Muertos SP Walking Parade 2022 Praça do Patriarca (ponto de encontro), Centro de São Paulo. Quarta-feira, dia 02 de novembro: 13h às 19h. Livre. Grátis. Informações: www.instagram.com/losmuertossaopaulo
Começou no último sábado (16) a preparação para a obra de demolição do prédio de dez andares incendiado na Rua Barão de Duprat, na região da Rua 25 de Março, conhecida pelo comércio popular em São Paulo. De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, Marcos Monteiro, neste sábado terá início a parte de proteção da obra, com tapumes e instalação do canteiro, que são serviços preliminares. O trabalho na parte interna será feito somente após a finalização da perícia.
O secretário falou com a imprensa após vistoria realizada no prédio. “A estrutura está em bom estado ou, pelo menos, não oferece risco de ruptura imediata, ou sem aviso. Isso permite que a perícia já esteja lá dentro realizando os trabalhos”, explicou. Ele disse que foi possível acessar todos os andares do edifício e que a estrutura se encontra bem resfriada. “Nós tínhamos uma dúvida de até que andar conseguiríamos chegar em função de temperatura, em função de gases”, apontou.
Com a liberação da equipe de perícia, será feita a limpeza da área interna. “A gente tem muito detrito, muitas paredes em risco de queda”, disse, destacando que é necessário dar condições de segurança para os operários. “Temos a situação da alvenaria que está para as lojas mais baixas [ao lado], numa situação mais crítica, então tem que fazer a proteção com bandejas para que alguma queda não fira alguém que esteja passando. Só depois começa o trabalho [de demolição]”, detalhou o secretário.
Monteiro explicou ainda que não vai ser necessário utilizar grande maquinário para a demolição, o que trará menos transtornos ao entorno. “A demolição vai ser feita com equipamentos menores, por dentro do edifício”, explicou. Ele acrescentou que será feito o escoramento de alguns pontos do edifício, os quais foram identificados pelos técnicos, que são mais delicados. “Não vai ser da construção toda.” Segundo o secretário, duas lojas que ficam ao lado do prédio incendiado devem permanecer fechadas.
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Incêndio
O incêndio na Rua Barão de Duprat começou no domingo (10) por volta das 21h e só foi extinto na quinta-feira (14). No local, funcionam cerca de 4,2 mil lojas e circulam por dia entre 150 mil e 300 mil pessoas, a depender da época do ano. O fogo começou no térreo do edifício de dez andares e atingiu outros imóveis. Duas lojas e parte do prédio da Paróquia Ortodoxa Antioquina da Anunciação a Nossa Senhora foram destruídos. Ela é a primeira igreja ortodoxa no Brasil e data de 1904.