O projeto do Novo Centro Administrativo do Governo de São Paulo, leiloado em 26 de fevereiro, prevê a construção de um novo terminal de ônibus na região central da capital. A estrutura substituirá o atual Terminal Princesa Isabel e ficará próxima ao futuro complexo estadual nos Campos Elíseos, na região da Luz, com integração direta às linhas de metrô e da CPTM.
A iniciativa faz parte de uma Parceria Público-Privada (PPP) estimada em R$ 6 bilhões, que contempla a construção da nova sede administrativa do Estado e ações de requalificação urbana no centro da cidade. O projeto foi elaborado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), em conjunto com a Secretaria de Projetos Estratégicos (SPE).
Segundo o cronograma, as obras do novo terminal devem começar no primeiro ano da concessão e ser concluídas no segundo. A estrutura será vizinha à Estação da Luz e ao novo túnel da CPTM em construção na Avenida Cásper Líbero, o que permitirá integração direta com a malha ferroviária.
De acordo com Edgard Benozatti, presidente da Companhia Paulista de Parcerias (CPP), o terreno escolhido já garante conexão com o sistema sobre trilhos, sem necessidade de novas passagens ou estruturas adicionais. O acesso poderá ser feito diretamente pela calçada.
A transferência das linhas e dos passageiros ocorrerá apenas após o novo terminal estar plenamente em funcionamento. “A mudança só vai acontecer quando o futuro terminal estiver operando completamente, garantindo a continuidade e a qualidade do serviço”, afirmou Benozatti.
Requalificação urbana no centro
A área atualmente ocupada pelo Terminal Princesa Isabel, no Parque Princesa Isabel, foi doada ao Governo do Estado pela Prefeitura por meio da Lei nº 18.176, promulgada em 25 de julho de 2024. Além das obras físicas, o contrato prevê que a concessionária realize estudos para melhorar a mobilidade e o tráfego no entorno.
O Novo Centro Administrativo Campos Elíseos prevê sete edifícios e dez torres que concentrarão o gabinete do governador e secretarias estaduais, hoje distribuídas em mais de 40 endereços. A estrutura terá capacidade para cerca de 22 mil servidores e incluirá teatro, auditórios e salas multiuso.
Para o secretário de Projetos Estratégicos, Guilherme Afif, o projeto representa uma reorganização administrativa aliada à recuperação do centro histórico e à transformação urbana da região.
Aprovação da população
Pesquisa do Instituto Datafolha, com 1.564 entrevistados, indica apoio à mudança. Entre moradores e trabalhadores do centro, 83% acreditam que a região ficará mais segura. Também são esperadas melhorias na limpeza urbana (80%), na geração de empregos (74%), no turismo (70%) e nas condições de moradia (55%).
No total da cidade, 64% dos paulistanos consideram a mudança ótima ou boa, enquanto 77% acreditam que haverá melhora na segurança. Entre 79% e 84% avaliam que o projeto trará mais benefícios do que prejuízos para moradores, comerciantes e trabalhadores.
O Novo Centro Administrativo integra o Programa de Parcerias de Investimentos do Estado (PPI-SP), que reúne mais de 30 projetos e uma carteira estimada em mais de R$ 550 bilhões em investimentos nas áreas de rodovias, mobilidade, social e água e energia.
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Imagem: Divulgação/GESP
