Polícia descobre call center do golpe em casa de luxo e prende 10 em SP

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Uma central clandestina de golpes telefônicos foi desmantelada pela Polícia Civil na quinta-feira (23) em um imóvel de alto padrão no Jardim São Luís, na Zona Sul de São Paulo. Dez suspeitos, entre 18 e 38 anos, foram presos em flagrante, e os agentes apreenderam celulares, notebooks e anotações usadas para aplicar fraudes.

A operação revela a estrutura profissionalizada do estelionato eletrônico, que vem crescendo no estado e utilizando métodos cada vez mais sofisticados para enganar vítimas.

A investigação foi conduzida pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) de Taboão da Serra, que identificou o endereço após apurar denúncias de golpes financeiros. No local, os policiais encontraram uma espécie de “call center” do crime, equipado com aparelhos eletrônicos e roteiros detalhados.

Segundo a polícia, os suspeitos se passavam por funcionários de bancos para obter dados pessoais das vítimas. Com as informações, acessavam contas bancárias, realizavam transferências e contratavam empréstimos indevidos.

Entre os detidos, dois já eram investigados por outros crimes, incluindo participação em esquema de falso leilão e envolvimento com rifas ilegais.

Ao todo, foram apreendidos 23 celulares, dez notebooks, sete fones de ouvido e um caderno com instruções utilizadas nas abordagens. Todo o material será analisado pela perícia.

Os suspeitos foram levados ao SIG e permanecem à disposição da Justiça. O caso foi registrado como estelionato e associação criminosa.

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Foto: SSP-SP

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Polícia estoura central de golpes via Pix em chácara na Grande SP e prende 11

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Uma operação da Polícia Civil desmontou uma central clandestina de fraudes que funcionava em uma chácara em Mairiporã, na Grande São Paulo. Ao todo, 11 pessoas foram presas em flagrante suspeitas de aplicar golpes pela internet, com foco em transferências via Pix.

A ação ocorreu na tarde de quarta-feira (1º), após denúncias apontarem a existência de um “call center do crime”. Ao chegar ao endereço, os agentes identificaram movimentação incomum e veículos na entrada do imóvel, o que reforçou a suspeita de atividade ilegal.

Durante a abordagem, um carro tentou fugir ao desobedecer ordem de parada. Um dos ocupantes foi detido e confirmou que o local era usado para a prática de estelionato. Dentro da residência, outros dez suspeitos foram encontrados operando computadores e celulares no momento em que aplicavam os golpes.

Segundo as investigações, o grupo utilizava uma estratégia baseada em engenharia social. As vítimas recebiam mensagens informando compras suspeitas em seus nomes. Ao buscar ajuda, acabavam entrando em contato com uma falsa central de atendimento, onde eram convencidas a fazer transferências via Pix para supostos cancelamentos — que, na prática, eram desvios para contas ligadas à quadrilha.

Os criminosos também compravam dados pessoais na internet para tornar a fraude mais convincente. De acordo com a polícia, o grupo pagava cerca de R$ 500 por pacotes com mil registros de possíveis vítimas. Em alguns casos, complementavam as informações com dados disponíveis publicamente.

No local, foram apreendidos notebooks, celulares, acessórios eletrônicos e três veículos. Todo o material será analisado pela perícia para aprofundar as investigações.

Os suspeitos foram encaminhados ao Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Seccional de Franco da Rocha, onde permanecem presos pelos crimes de estelionato e associação criminosa.

A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar outros integrantes da rede e possíveis ramificações do esquema.

Esquemas semelhantes se espalham pela região

Casos desse tipo têm se multiplicado na Grande São Paulo. Em março, operações semelhantes desarticularam estruturas criminosas que também funcionavam como centrais de atendimento falsas, com divisão de tarefas e uso intensivo de tecnologia.

Em uma dessas ações, realizada na zona leste da capital, 16 pessoas foram presas em um esquema que simulava atendimentos jurídicos para enganar vítimas. Dias depois, outro grupo foi detido em Suzano com atuação semelhante, prometendo valores inexistentes em processos judiciais para aplicar golpes.

As investigações indicam que essas organizações operam de forma cada vez mais estruturada, replicando modelos profissionais de atendimento para dar aparência de legitimidade e aumentar a taxa de sucesso das fraudes.

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Foto: Divulgação/SSP-SP

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