Bets viram alerta de saúde pública e Prefeitura de Barueri orienta sobre riscos e tratamento

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O crescimento das apostas esportivas no Brasil, impulsionado pelo acesso via celular e pela liberação do setor em 2018, tem acendido um alerta para a saúde pública. Em Barueri, a Secretaria de Saúde reforça que o uso sem controle pode evoluir para dependência, com impactos emocionais, financeiros e familiares, e amplia a divulgação dos serviços de apoio durante a Campanha Janeiro Branco.

Especialistas apontam que a dependência em jogos ocorre quando a pessoa não consegue interromper as apostas mesmo diante de prejuízos. Entre os sinais mais comuns estão aumento progressivo do valor apostado, irritação ao tentar parar, pensamento constante em jogos, uso das apostas como forma de aliviar tristeza ou ansiedade, além de mentiras para familiares, endividamento e perdas no trabalho.

A Prefeitura informa que, em situações mais graves, o quadro pode se associar a transtornos como depressão, exigindo acompanhamento especializado. Quem enfrenta problemas com apostas pode procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação e encaminhamento.

O principal serviço de referência no município é o Caps AD III – Crad, voltado ao atendimento de pessoas com dependência de álcool, drogas e jogos. A unidade oferece acolhimento, consultas individuais, grupos terapêuticos, apoio às famílias, oficinas e acompanhamento contínuo. Em casos de crise, o atendimento também é realizado nos prontos-socorros.

A Secretaria da Família atua de forma integrada, identificando situações de dependência entre os munícipes atendidos e encaminhando para a rede de saúde mental, mantendo o acompanhamento familiar. Além do tratamento, a Prefeitura destaca a importância da prevenção, com informação, apoio profissional e estímulo a hábitos saudáveis, como atividades esportivas e de lazer.

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Foto: Divulgação/PMB

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Beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bi em apostas em agosto

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Parte dos recursos dos programas sociais está indo parar nas casas de apostas. Segundo nota técnica elaborada pelo Banco Central (BC), os beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em bets (empresas de apostas eletrônicas) via Pix em agosto.

O levantamento foi feito a pedido do senador Omar Aziz (PSD-AM), que pretende pedir à Procuradoria-Geral da República (PGR) que entre com ações judiciais para retirar do ar as páginas das casas de apostas na internet até que elas sejam regulamentadas pelo governo federal.

Segundo a análise técnica do BC, cerca de 5 milhões de beneficiários de um total aproximado de 20 milhões fizeram apostas via Pix. O gasto médio ficou em R$ 100. Dos 5 milhões de apostadores, 70% são chefes de família e enviaram, apenas em agosto, R$ 2 bilhões às bets (67% do total de R$ 3 bilhões).

O relatório inclui tanto as apostas em eventos esportivos como jogos em cassinos virtuais.

O volume apostado pelos beneficiários do Bolsa Família pode ser maior. Os dados do BC incluem apenas as apostas via Pix, não outros meios de pagamento como cartões de débito e de crédito e transferência eletrônica direta (TED). O levantamento, no entanto, só registrou os valores enviados às casas de apostas, não os eventuais prêmios recebidos.

O BC também estimou o valor mensal gasto via Pix pela população em apostas eletrônicas. O volume mensal de transferências para bets variou entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões. Somente em agosto, o gasto somou R$ 20,8 bilhões, mais de dez vezes o R$ 1,9 bilhão arrecadado pelas loterias oficiais da Caixa Econômica Federal.

Em agosto, o Bolsa Família pagou R$ 14,12 bilhões a 20,76 milhões de beneficiários. O valor médio do benefício no mês ficou em R$ 681,09.

Declarações

Em evento organizado por um banco nesta manhã em São Paulo, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que as transferências via Pix para apostas triplicaram desde janeiro, crescendo 200%. Ele manifestou preocupação que o comprometimento da renda, principalmente de camadas mais pobres, com as bets prejudique a qualidade do crédito, por causa de um eventual aumento da inadimplência.

“A correlação entre pessoas que recebem Bolsa Família, pessoas de baixa renda, e o aumento das apostas tem sido bastante grande. A gente consegue mapear o que teve de Pix para essas plataformas e o crescimento de janeiro pra cá foi bastante grande. A gente pega o ticket médio e subiu mais de 200%. É uma coisa que chama atenção e a gente começa a ter a percepção de que vai ter um efeito na inadimplência na ponta”, comentou Campos Neto.

Na semana passada, o Ministério da Fazenda anunciou a suspensão das bets que não tiverem pedido, até 30 de setembro, autorização para operar no país. Na ocasião, o ministro Fernando Haddad comentou que o país enfrenta uma pandemia de apostas on-line.

“[A regulamentação] tem a ver com a pandemia [de apostas eletrônicas] que está instalada no país e que nós temos que começar a enfrentar, que é essa questão da dependência psicológica dos jogos”, disse Haddad. “O objetivo da regulamentação é criar condições para que nós possamos dar amparo. Isso tem que ser tratado como entretenimento, e toda e qualquer forma de dependência tem que ser combatida pelo Estado.”

Leia também: Após mentir sobre Beto Piteri, Gil Arantes desobedece parcialmente a ordem judicial e tem 24h para corrigir, sob pena de crime de desobediência


Fonte: Ag. Brasil – Foto: Joádson alves/Ag. Brasil

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Datafolha: 15% dos brasileiros já jogaram ou ainda jogam em sites de apostas esportivas

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Segundo o instituto Datafolha15% dos brasileiros já jogaram ou ainda jogam em sites de apostas esportivas, as chamadas “bets”. Deste total, 8% costumam fazer uma fezinha, ainda que de vez em quando, atualmente, e 7% não têm mais o hábito de apostar.

percentual dos jogadores entre 16 e 24 anos é o dobro da média nacionalfaixa etária mais suscetível ao vício. maioria dos apostadores, 30%, gasta mais de R$ 100 por mês. Mais da metade mais perde do que ganha.

As apostas on-line foram autorizadas em 2018, mas só agora foi sancionada a lei regulamentando esse tipo de jogo de azar, que, apesar de legal, não conta com apoio da maioria da população. notas:

De acordo com o Datafolha, 55% dos brasileiros são contrários a esse tipo de aposta. Os favoráveis somam 30%.

A lei define os critérios sobre tributação, regulamentação, monitoramento e fiscalização da atividade que ficará sob responsabilidade do Ministério da Fazenda. A iniciativa é uma aposta do governo para aumentar a arrecadação.

A equipe econômica estima que cerca de R$ 2 bilhões irão este ano para os cofres públicos, mas o valor pode chegar a R$ 12 bilhões anuais.

Leia também: FIEB abre inscrições para o Vestibulinho 2024


Fonte: TV Cultura – Foto: Rawpixel

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