Alesp debate liberação de bebidas alcoólicas nos estádios com foco em segurança e fiscalização

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A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) voltou a discutir, nesta terça-feira (11), o Projeto de Lei nº 1.599/2023, que propõe a regulamentação da venda e consumo de bebidas alcoólicas em estádios e arenas esportivas no estado. O tema, proibido desde 1996, divide opiniões entre parlamentares e autoridades de segurança pública.

A reunião da Comissão de Assuntos Desportivos contou com a participação da delegada da Polícia Civil Fernanda Herbella e do subcomandante do 2º Batalhão de Polícia de Choque, major Valdinei Arcanjo, que foram convidados para discutir os aspectos de segurança, fiscalização e os possíveis impactos sociais da medida.

Durante o encontro, os representantes das forças de segurança e os deputados estaduais apresentaram visões divergentes, mas convergiram na necessidade de buscar equilíbrio entre os benefícios econômicos e os custos de segurança. “O mais importante é avaliar o impacto financeiro e os custos de policiamento, encontrando um ponto de equilíbrio”, afirmou o major Arcanjo.

O deputado Tenente Coimbra (PL) defendeu a aprovação do projeto, argumentando que o Estado de São Paulo tem estrutura para garantir a segurança necessária. “Temos organização, fiscalização e atuação do Ministério Público e das polícias. Podemos fazer isso acontecer de forma responsável, atraindo investimentos, patrocínios e entretenimento”, disse.

Já a delegada Herbella apresentou sugestões de ajustes no texto, como limitar a graduação alcoólica das bebidas permitidas, estabelecer horários específicos para a venda — evitando transtornos na saída dos jogos — e definir com clareza os órgãos responsáveis pela fiscalização.

A deputada Carla Morando (PSDB) também defendeu uma liberação gradual, com regras mais rígidas no início. “É uma questão de adaptação. É importante começar de forma restrita e limitada, talvez permitindo a venda apenas no primeiro tempo e controlada por CPF”, propôs.

Segurança dentro e fora dos estádios

A principal preocupação das autoridades de segurança é o possível aumento da violência. “Sem dúvida, o consumo de álcool amplia casos de brigas e intolerância. Isso interfere diretamente no planejamento do policiamento e na quantidade de efetivo necessário”, alertou Herbella.

No entanto, a delegada destacou que a maioria dos episódios de violência ligados ao futebol ocorre fora das arenas, em emboscadas ou confrontos entre torcidas antes e depois das partidas. Segundo ela, a proibição dentro dos estádios tem gerado um efeito colateral: torcedores acabam se aglomerando nas imediações para beber, o que aumenta os casos de furtos e desordem pública.

Controle e responsabilização

O avanço da tecnologia também entrou na pauta. A Lei Geral do Esporte, em vigor desde este ano, exige que estádios com capacidade acima de 20 mil pessoas implantem sistemas de reconhecimento biométrico para controle de acesso. O Allianz Parque, em São Paulo, foi o primeiro do país a adotar o reconhecimento facial, em 2023.

Para o major Arcanjo, esse tipo de monitoramento pode ajudar na responsabilização de torcedores que causarem tumultos sob efeito de álcool. “Precisamos de medidas de controle não apenas eficazes, mas eficientes. Quem cometer um ato de violência deve ser identificado e punido imediatamente”, ressaltou.

A delegada Fernanda Herbella reforçou que uma das punições mais efetivas continua sendo a restrição de frequentar estádios. “O torcedor violento briga porque ama seu time, e retirá-lo do estádio é a maior sanção que pode receber”, afirmou.

O Projeto de Lei nº 1.599/2023 segue em análise pelas comissões temáticas da Alesp antes de ser levado ao plenário. A proposta reacende um debate que opõe segurança pública e liberdade de consumo, em meio a pressões de clubes, torcidas e setores econômicos interessados na retomada da comercialização de bebidas nos estádios paulistas.

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Foto: Bruna Sampaio/Alesp

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Governo emite alerta a bares e mercados após mortes por intoxicação com bebida adulterada em SP

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A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) publicaram uma nota técnica com recomendações urgentes a estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas em São Paulo e regiões próximas. A medida foi tomada após nove casos de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas, que resultaram em duas mortes em apenas 25 dias.

O documento orienta bares, restaurantes, casas noturnas, hotéis, mercados, atacarejos, distribuidores, plataformas de e-commerce e aplicativos de entrega a reforçarem o controle na aquisição e comercialização de bebidas. Entre as recomendações estão: comprar apenas de fornecedores formais com CNPJ ativo, exigir nota fiscal, checar a chave de segurança da Receita Federal, recusar produtos com rótulos de má qualidade, lacres violados ou sem identificação de lote, além de adotar medidas de rastreabilidade.

A nota alerta ainda para sinais de suspeita, como preços muito abaixo do mercado, odor diferente do esperado ou relatos de sintomas como visão turva, dor de cabeça intensa, náusea, tontura e confusão mental. Nesses casos, os órgãos recomendam interromper imediatamente a venda, acionar a Vigilância Sanitária, Polícia Civil, Procon e Ministério da Agricultura, além de orientar consumidores a procurar atendimento médico com urgência. O Disque-Intoxicação da Anvisa (0800 722 6001) deve ser acionado para suporte clínico e toxicológico.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública reforçou que a venda de bebidas adulteradas é crime previsto no Artigo 272 do Código Penal e na Lei nº 8.137/1990, que trata de infrações contra as relações de consumo. O órgão destacou ainda que, segundo o Código de Defesa do Consumidor, cabe ao fornecedor garantir a segurança dos produtos oferecidos.

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Foto: Arquivo/SSP-SP

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Setor cervejeiro no Brasil cresce quase 12% em 2022

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O setor cervejeiro no Brasil cresceu quase 12% no ano passado. Em todo o país, já são mais de 1.700 estabelecimentos. As informações fazem parte do anuário da cerveja, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

O estado de São Paulo tem o maior número de cervejarias registradas (387), seguido pelo Rio Grande do Sul (310) e Minas Gerais (222). Atualmente, o Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, atrás apenas da China e Estados Unidos.

Neste ano, o volume de vendas no território nacional deve chegar a 16 bilhões de litros, 4,5% a mais em relação a 2022, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja. Segundo o presidente da entidade, a padronização de regras do setor contribuiu para esses resultados.

Empregos

Esse mercado cada vez mais profissionalizado não é a única vantagem da expansão do setor no Brasil. É que a cerveja gera emprego e renda na localidade em que é feita. Em todo o país, essa cadeia produtiva é responsável por dois milhões de vagas diretas e indiretas.

Sem falar que, quanto menos a bebida viaja da fábrica ao consumidor, melhor a qualidade do produto. É o que explica Pedro Capozzi. A empresa dele produz, no Distrito Federal, 260 mil litros de cervejas artesanais por ano.

Além da qualidade, as cervejas brasileiras são inovadoras nos sabores e podem levar frutas vermelhas, castanha de baru, alecrim, tomate e até limão e cúrcuma, trazendo cada vez mais o estilo brasileiro para cerveja – uma bebida milenar.

Leia também: Morre a torcedora palmeirense atingida por garrafa antes do jogo contra o Flamengo


Por Glauco de Queiroz – Repórter da TV Brasil – Foto: Arquivo/Rawpixel

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Saúde alerta para consumo excessivo de bebidas alcoólicas entre os jovens

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Durante a quarentena provocada pela pandemia da Covid-19, muitos jovens recorreram ao álcool para lidar com o estresse e a solidão do período e, agora, com a liberação das restrições e o retorno à vida normal, esse consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode se agravar, trazendo consequências sérias para a saúde.

Entre os sintomas agravados pelo abuso de álcool estão ansiedade, ataques de pânico e outros transtornos psiquiátricos. Além disso, o consumo fora do normal dessa substância também pode causar problemas na saúde física, como uma intoxicação no organismo e até mesmo coma alcoólico, nos casos mais graves.

Como buscar ajuda

Na capital, o paciente ou um familiar de quem esteja precisando de ajuda pode procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Os endereços estão disponíveis na plataforma Busca Saúde.

Na unidade, uma equipe multiprofissional irá conversar com o paciente, analisar o histórico e os sintomas. Se necessário, fará o encaminhamento para um especialista, como um psiquiatra, ou outro profissional indicado para o caso. É possível, ainda, aproveitar a consulta para solicitar exames, conferir se a vacinação está em dia, buscar orientações sobre benefícios sociais, entre outros.

Pacientes que lidam com a dependência de álcool, tabaco e outras drogas podem contar com o tratamento oferecido pelos Centros de Apoio Psicossocial (Caps), que funcionam como porta de entrada para o atendimento na área de Saúde Mental, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).

Quando o cidadão é tratado no Caps, estabelece-se um Projeto Terapêutico Singular (PTS), realizado por diferentes profissionais: psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais. A prática de atividades físicas, participação em oficinas, pedido de exames clínicos e prescrição de remédios podem fazer parte do processo.

O Caps se encarrega também de encontrar outros recursos perto da residência do paciente, que possam ser benéficos ao longo do tratamento.


Fonte: SECOM-Pref. de São Paulo – Foto: Rawpixel

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