Mega blitz da Lei Seca flagra 254 motoristas alcoolizados em São Paulo

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Uma megaoperação da Lei Seca realizada entre a noite de quinta-feira (28) e a madrugada desta sexta-feira (29) autuou 254 motoristas por dirigirem sob influência de álcool na cidade de São Paulo. Outros dois condutores foram presos em flagrante após o teste do bafômetro apontar índice superior ao limite que configura crime de trânsito.

A ação foi coordenada pelo Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) da Polícia Militar e marcou o encerramento das atividades do Maio Amarelo 2026, campanha internacional voltada à conscientização para a segurança viária.

Ao todo, 1,8 mil motoristas foram submetidos ao teste do etilômetro em 11 pontos de fiscalização espalhados pela capital paulista. Segundo a PM, os condutores autuados responderão por infração gravíssima, com multa de R$ 2.934,70 e demais penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

Dois motoristas acabaram presos

Entre os casos registrados, dois condutores foram presos em flagrante por embriaguez ao volante. O teste do bafômetro indicou concentração igual ou superior a 0,34 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, índice que caracteriza crime de trânsito.

Além das autuações, a operação resultou na recuperação de um veículo com registro de roubo e na apreensão de 56 caixas de medicamentos para emagrecimento que eram transportadas sem documentação fiscal.

Segundo o CPTran, a fiscalização foi concentrada em regiões com maior circulação noturna e em áreas conhecidas pela concentração de bares, restaurantes e casas noturnas, além de corredores viários que conectam diferentes regiões da cidade.

Operação mobilizou mais de 130 policiais

A megaoperação contou com a participação de 137 policiais militares, 57 viaturas, 13 motocicletas e 33 guinchos. As equipes atuaram de forma integrada em corredores estratégicos da capital.

Além das fiscalizações, policiais realizaram ações educativas em sete pontos da cidade para alertar motoristas sobre os riscos da combinação entre álcool e direção. Mais de 150 pessoas participaram das atividades de conscientização.

Neste ano, o Maio Amarelo teve como tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.

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Foto: Divulgação/GESP

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Empresário que dirigia Porsche em acidente fatal vai a júri popular em SP

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O empresário Fernando Sastre irá a júri popular no próximo dia 29 de outubro pelo acidente que matou o motorista de aplicativo Orlando da Silva Viana, na zona leste de São Paulo. A decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

O julgamento acontecerá às 10h, no Plenário 7 do Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista. Fernando está preso preventivamente desde 2024.

Segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), o empresário dirigia um Porsche em velocidade superior a 100 km/h na Avenida Salim Farah Maluf, onde o limite permitido era de 50 km/h.

O acidente aconteceu na madrugada de 31 de março de 2024 e provocou grande repercussão no estado. De acordo com as investigações, o carro conduzido por Fernando atingiu violentamente o veículo dirigido por Orlando, que morreu no local.

Um amigo do empresário, que também estava no Porsche, sofreu ferimentos graves.

A acusação sustenta que Fernando havia consumido bebida alcoólica antes da colisão. Minutos antes do acidente, ele estava em um restaurante acompanhado de outras pessoas.

Segundo o processo, a namorada do empresário confirmou que o grupo ingeriu bebidas alcoólicas no estabelecimento. A informação também teria sido corroborada pela polícia após acesso à comanda de consumo do restaurante.

Após a batida, Fernando deixou o local acompanhado da mãe, Daniela Cristina de Medeiros Andrade, antes da realização do teste do bafômetro. Ele chegou a ser liberado inicialmente pela Polícia Militar.

Dias depois, diante das provas reunidas durante a investigação, a Justiça decretou a prisão preventiva do empresário em 3 de maio de 2024.

Fernando permaneceu foragido por três dias até se apresentar às autoridades.

No júri popular, ele responderá por homicídio doloso qualificado — quando há entendimento de que o autor assumiu o risco de matar — além de lesão corporal gravíssima.

Caso seja condenado, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

O caso se tornou um dos episódios de trânsito com maior repercussão em São Paulo nos últimos anos, reacendendo debates sobre excesso de velocidade, consumo de álcool e impunidade em acidentes envolvendo veículos de luxo.

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Foto: Arquivo/Reproduçãouu

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Estado de SP tem recorde de operações contra alcoolemia, com crescimento de 125% em 2025

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O fortalecimento das operações contra a alcoolemia no estado de São Paulo tem produzido resultados expressivos ao longo dos últimos anos. Na comparação entre 2025 e 2024, o número de operações cresceu 125% – passando de 565 para 1.273 – enquanto a quantidade de veículos abordados aumentou quase 95% (de 401,7 mil para 781,1 mil). Em uma perspectiva histórica, o volume de operações realizadas em 2025 é quase 14 vezes maior do que o registrado em 2021.

“O crescimento das operações em 2025 decorre principalmente de uma estratégia de integração institucional. Houve uma reorganização do planejamento e o fortalecimento das ações coordenadas com nossos parceiros, Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, que já possuem capilaridade territorial e presença permanente nas vias. Se trata de uma política pública mais inteligente, que passou a utilizar de forma integrada as estruturas já existentes. Quando o motorista percebe que a chance de fiscalização é real e constante, o comportamento tende a mudar”, explica Anderson Poddis, Diretor de Fiscalização de Trânsito do Detran-SP.

As operações contra alcoolemia são planejadas de forma estratégica, considerando os dados do Infosiga, plataforma que integra informações referentes a sinistros de trânsito – tanto nas cidades, quanto em rodovias, onde é possível abordar um número maior de veículos em menos tempo. Dirigir sob efeito de álcool é o segundo maior fator de sinistros e óbitos no trânsito, atrás apenas para o excesso de velocidade. “A legislação brasileira sobre alcoolemia é bastante rigorosa e reconhecida internacionalmente. O principal fator para a redução dos números é a combinação de fiscalização contínua, eficiente e bem distribuída no território com ações educativas”, complementa Poddis.

Para 2026, estão previstos avanços no uso de dados e inteligência para o planejamento das operações, maior integração com municípios por meio do SISTRAN-SP e ações educativas mais direcionadas a perfis de risco específicos. O objetivo é tornar a política de combate à alcoolemia cada vez mais eficiente, previsível e capaz de reduzir sinistros de trânsito e, consequentemente, salvar vidas.

Janeiro de 2026

Desde o início do ano, foram realizadas 46 operações contra alcoolemia no estado, ou seja, mais de uma operação por dia. No total, 30.341 veículos foram fiscalizados, resultando em 771 infrações por alcoolemia, sendo 665 recusas ao teste do bafômetro, 42 autuações por direção sob efeito de álcool, duas por embriaguez, além de outras duas recusas com crimes – quando o condutor está visivelmente embriagado aos olhos do agente de fiscalização e se recusa a fazer o teste de bafômetro.

Infrações por Alcoolemia

Tanto dirigir sob efeito de álcool – quando o teste do etilômetro aponta o índice de até 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido – quanto recusar-se a soprar o bafômetro são consideradas infrações gravíssimas, segundo os artigos 165 e 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), respectivamente.

Em ambos os casos, o valor da multa é de R$ 2.934,70 e o condutor responde a processo de suspensão da carteira de habilitação. Se houver reincidência no período de 12 meses, a multa é aplicada em dobro, ou seja, no valor de R$ 5.869,40. Na autuação por direção sob efeito de álcool, quando há nova ocorrência durante o período de suspensão da CNH, além da multa em dobro, o motorista responderá ainda a processo administrativo que poderá culminar na cassação do seu direito de dirigir, se forem esgotados todos os meios de defesa. Nesta última situação, ele terá de reiniciar todo o processo de habilitação para voltar a dirigir – e somente após transcorrido o prazo de 24 meses depois da cassação.

Já os casos de embriaguez ao volante, quando os motoristas apresentam índice a partir de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido no teste do etilômetro, são considerados crimes de trânsito. Os motoristas flagrados nessa situação, além de receberem a multa de R$ 2.934,70 e responderem ao processo de suspensão da CNH, são também conduzidos ao distrito policial. Se condenados, eles poderão cumprir de seis meses a três anos de prisão, conforme prevê a Lei Seca, também conhecida como “tolerância zero”.

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Fonte/foto: GESP

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Combate à alcoolemia tem mês recorde em agosto, com 105.000 motoristas fiscalizados, diz Detran-SP

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As fiscalizações de combate à alcoolemia ultrapassaram, pela primeira vez, a marca de 100.000 motoristas abordados em um único mês no estado de São Paulo. Agosto terminou com 104.700 condutores convidados a soprar o bafômetro, 1º número de seis dígitos desde o início da operação, promovida pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) desde 2013.

Ao todo, foram realizadas 155 operações no mês, ante 57 no mesmo período do ano passado, um aumento de 171%. Já em relação ao número de veículos parados, qu.e foi de 42.822 em agosto de 2024, o crescimento foi de 145%. 

A marca histórica foi impulsionada por uma série de operações que, no último final de semana, abordaram milhares de motoristas na região de Bauru, Ribeirão Preto e Barretos, onde se encerrava a 70ª edição da maior festa de peão do País. Na cidade de Sertãozinho, por exemplo, a 98 km de Barretos e a 22 km de Ribeirão, a equipe do Detran-SP abordou 4.728 condutores num único sábado (30), enquanto outros times fiscalizavam 3.118 em Bauru e 1.490 em Indaiatuba, próxima a Campinas. A cidade de Barretos, que também foi alvo de ações educativas do Detran-SP em agosto, teve 4.097 veículos abordados, 1.816 apenas no último sábado.

A marca expressiva de mais de 100.000 condutores abordados em um único mês (agosto) é resultado de um aumento progressivo nas fiscalizações por parte do Detran-SP. Se de janeiro a agosto de 2024 foram fiscalizados 82% mais veículos no estado de São Paulo do que no mesmo intervalo de 2023, o ano de 2025 sustenta uma expansão de 86% sobre o ano passado – e de 241% a mais do que dois anos atrás. 

A meta é finalizar 2025 com 1 milhão de veículos abordados. Até 31 de agosto, já são 529.504 veículos parados em 789 operações contra alcoolemia. Para atingir esses números, conscientizar a população sobre os riscos de beber e dirigir e perseguir padrões mais elevados de segurança viária, o Detran-SP conta, nessas operações, com o apoio da Polícia Militar (PM), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Rodoviária e Guarda Civil Metropolitana (GCM).

As operações realizadas no último fim de semana resultaram em 635 autuações, das quais cinco caracterizadas como crimes de trânsito – quando o cidadão dirige sob  efeito de álcool nos valores estabelecidos no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ao longo de todo o mês de agosto, foram registradas 2.294 infrações por alcoolemia, com 19 casos de crime. Em todo o ano de 2025, as operações do Detran-SP autuaram 14.003 condutores, com 97 episódios de crime, tirando de circulação motoristas ou veículos que ofereciam riscos à segurança pública.

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Fonte/foto: GESP

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