PM recupera carga de R$ 800 mil e prende suspeito no interior de SP

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Homem foi preso em flagrante enquanto mercadorias roubadas eram transferidas de um caminhão para um ônibus, segundo a Polícia Militar

A Polícia Militar recuperou nesta sexta-feira (14) uma carga de medicamentos e produtos hospitalares, odontológicos e veterinários avaliada em R$ 800 mil, em Campinas, no interior de São Paulo. Um homem de 35 anos foi preso em flagrante durante a ação.

Segundo a PM, os policiais receberam informações de que uma carga roubada de um caminhão na Rodovia Dom Pedro estaria sendo descarregada em outro local.

Ao chegar ao endereço indicado, a equipe encontrou um caminhão, um ônibus e um carro estacionados. Os veículos estavam abertos e havia caixas de produtos no interior e também espalhadas pelo local.

Carga era transferida para um ônibus

De acordo com a corporação, as mercadorias estavam sendo transferidas do caminhão para um ônibus quando os policiais chegaram.

As mercadorias estavam sendo transferidas do caminhão para um ônibus. | Foto: Divulgação/SSP-SP

O motorista do ônibus tentou fugir, mas foi detido. Segundo as informações da ocorrência, ele havia sido contratado para transportar a carga roubada. Outros envolvidos conseguiram fugir ao perceber a chegada da equipe.

Ao todo, foram recuperadas 337 caixas de medicamentos e produtos hospitalares, odontológicos e veterinários, além de insumos para manipulação.

A carga estava acompanhada de 144 notas fiscais e foi devolvida ao representante da empresa responsável.

Três celulares foram apreendidos. O caminhão e a mercadoria também foram restituídos aos proprietários.

Suspeito foi preso em flagrante

O homem detido foi preso em flagrante pelos crimes de receptação e associação criminosa.

A autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva. O suspeito foi encaminhado à cadeia anexa ao 2º Distrito Policial de Campinas.

Roubos de carga caem 44% no interior

A recuperação da carga ocorre em um cenário de redução dos roubos de carga no interior paulista.

No primeiro semestre deste ano, foram registrados 198 roubos de carga, contra 354 ocorrências no mesmo período de 2025. A queda foi de 44,07%, com 156 casos a menos.

Segundo os dados apresentados, o número registrado entre janeiro e junho de 2026 é o menor da série histórica, iniciada em 2001.

Em Campinas, os roubos de carga passaram de 22 para 13 ocorrências na comparação entre os primeiros semestres de 2025 e 2026.

A redução é atribuída principalmente ao Programa de Prevenção de Furtos e Roubos de Carga (Procarga), da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.

A iniciativa utiliza o sistema SP Carga para reunir informações operacionais das polícias e orientar as ações de enfrentamento aos crimes. O programa também incorpora dados compartilhados por entidades do setor de transporte para auxiliar na prevenção e no direcionamento das operações.

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Fotos: Divulgação/SSP-SP

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Operação contra quadrilha de golpes com máquinas de cartão cumpre mandados em Cotia

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A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (23) a Operação Famulus, que teve como alvo uma organização criminosa responsável pelo desvio e reconfiguração de máquinas de cartão utilizadas na aplicação de golpes. A ação cumpriu mandados em seis cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, incluindo o município de Cotia.

Coordenada pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Deic de Araçatuba, a operação resultou no cumprimento de sete mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão. Além de Cotia, as diligências ocorreram em Araçatuba, São Paulo, Diadema, Peruíbe e na capital fluminense.

Durante a ação, os policiais apreenderam um veículo, uma motocicleta, cerca de R$ 14 mil em dinheiro, mais de 30 celulares, computadores, 117 máquinas de cartão e aproximadamente 1,3 mil chips de telefonia.

As investigações tiveram início em fevereiro, após a descoberta de um esquema envolvendo funcionários de uma empresa do setor, que desviavam os equipamentos para integrantes da organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, as máquinas eram reconfiguradas e utilizadas em atividades ilícitas, como jogos de azar ilegais e golpes contra vítimas.

O prejuízo provocado pelo esquema é estimado em R$ 1 milhão.

O caso foi registrado como furto mediante fraude, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Os sete investigados foram indiciados e permanecem à disposição da Justiça. As investigações prosseguem sob responsabilidade da 1ª DIG da Deic de Araçatuba.

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Quadrilha de golpes digitais é alvo de operação com bloqueio bilionário

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A Operação Fim da Fábula, deflagrada nesta terça-feira (24), prendeu até o momento 12 pessoas suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada em golpes digitais. A ofensiva cumpre 120 mandados de busca e apreensão e 53 de prisão temporária em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Todas as prisões registradas até agora ocorreram em território paulista.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, embora os golpes aplicados — como o do INSS, o do falso advogado e o da “mão fantasma” — já sejam conhecidos pelas autoridades, o que chamou a atenção foi o grau de organização do grupo e o uso intensivo de tecnologia.

De acordo com o secretário, após obterem o dinheiro das vítimas, os investigados utilizavam plataformas de apostas on-line e fintechs para lavar os valores e dificultar o rastreamento. “Depois de conseguir o dinheiro das vítimas, eles ainda lavavam esses valores. Mas não deu certo”, afirmou.

As investigações foram conduzidas de forma integrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Em coletiva, as autoridades informaram que o trabalho começou com a identificação dos núcleos estratégicos e decisórios da organização, responsáveis por coordenar as ações. Na sequência, foram mapeados os executores dos golpes, operadores financeiros e integrantes encarregados da ocultação patrimonial.

O subprocurador-geral de Justiça Criminal do Ministério Público, Ivan Francisco Pereira Agostinho, destacou que a cooperação entre os órgãos é fundamental para combater esse tipo de crime. “A união de esforços é o único caminho para asfixiar o capital dessas organizações e combatê-las de forma efetiva”, disse.

O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apontou que o grupo utilizava o modelo conhecido como “lavagem em camadas”, com transferências sucessivas de recursos entre familiares, empresas de fachada e contas de terceiros. A estratégia tinha como objetivo fragmentar os valores e dificultar o rastreamento.

O diretor do Deic, delegado Ronaldo Sayeg, afirmou que a investigação adotou a estratégia de “seguir o dinheiro” para desmontar a estrutura financeira da organização.

O Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp) identificou ao menos 36 imóveis ligados aos investigados, inclusive registrados em nome de terceiros, além de centenas de veículos, embarcações, joias e valores em espécie. Parte dos bens foi apreendida.

As medidas foram autorizadas pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital paulista. Segundo os investigadores, considerando o teto de R$ 100 milhões por conta, o bloqueio judicial pode alcançar cifras bilionárias, a depender do saldo existente nas 86 contas alvo da decisão.

Cerca de 400 policiais civis e promotores participam da operação, com apoio das polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal. Os mandados são cumpridos em cidades como São Paulo, Guarulhos, Santo André, São Bernardo do Campo, Praia Grande e São José do Rio Preto, além de municípios mineiros e em Brasília.

A operação segue em andamento, e as investigações continuam para identificar outros envolvidos e consolidar as medidas de recuperação de ativos.

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