BRAvO será direcionado por dados de inteligência e poderá concentrar equipes em áreas com maior incidência de roubos e furtos na capital.
A Polícia Militar de São Paulo iniciou nesta terça-feira (22) a operação do BRAvO (Batalhão de Resposta Avançada Operacional), novo modelo de policiamento criado para integrar inteligência, mobilidade e resposta operacional na capital paulista.
A estrutura começa com 250 policiais militares e 150 motocicletas. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o emprego das equipes será orientado pela análise de dados criminais e pelas informações do Muralha Paulista, permitindo concentrar o efetivo em regiões com maior incidência de roubos e furtos.
A estratégia prevê que a distribuição das equipes possa ser alterada conforme as mudanças identificadas nos padrões de criminalidade. Dessa forma, o batalhão poderá ser deslocado para diferentes áreas da cidade de acordo com o planejamento operacional da PM.
Motocicletas ampliam mobilidade
A utilização de motocicletas é um dos elementos centrais do novo modelo. Segundo a SSP, os veículos devem facilitar o deslocamento das equipes em corredores com congestionamentos e o acesso a locais onde viaturas maiores têm maior dificuldade de circulação.
De acordo com a comandante-geral da PM, coronel Glauce Cavalli, as equipes poderão atuar em patrulhamento ostensivo, abordagens, bloqueios, fiscalizações e intervenções de maior complexidade, conforme o planejamento de cada operação.
A composição das equipes será definida de acordo com a missão. Parte dos policiais poderá atuar em duplas na mesma motocicleta, enquanto agentes habilitados poderão utilizar armamento longo seguindo os protocolos operacionais da corporação.
Todos os policiais empregados no BRAvO utilizarão câmeras operacionais portáteis durante o serviço.
Inteligência define áreas de atuação
A proposta do BRAvO combina a mobilidade das motocicletas com ferramentas de inteligência policial. Registros de ocorrências, mapas de calor e informações do Muralha Paulista serão utilizados para identificar os locais que devem receber maior concentração de equipes.
Segundo a SSP, o modelo permite adaptar o emprego do efetivo às mudanças observadas nos indicadores criminais, sem estabelecer previamente rotas e horários das operações.
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que o objetivo é transformar as informações produzidas pela inteligência em ações policiais direcionadas aos pontos identificados como prioritários.
Primeira operação
A primeira mobilização do BRAvO ocorreu na tarde desta terça-feira (22), com concentração das equipes em frente ao Parque Trianon, na Avenida Paulista, antes do início do emprego operacional.
A partir do lançamento, o batalhão terá sua atuação planejada conforme os indicadores criminais e as necessidades operacionais identificadas pela Polícia Militar.
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Foto: Divulgação/GESP
