Barueri e Enel iniciam parceria para retirada de árvores com risco de queda

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A Prefeitura de Barueri iniciou uma parceria com a Enel para substituir árvores com risco de queda e que possam comprometer a rede elétrica da cidade. O projeto, batizado de “Árvore Mais Segura”, começou a ser implantado nesta quinta-feira (14) e prevê a remoção de exemplares doentes, condenados por cupins, atingidos por acidentes ou plantados em locais inadequados.

A iniciativa surge em meio ao aumento das preocupações com quedas de árvores durante temporais e danos provocados à rede de energia em diferentes cidades da Grande São Paulo. Em Barueri, a proposta da administração municipal é ampliar a segurança em vias públicas e reduzir riscos para motoristas, pedestres e imóveis.

O acordo de cooperação foi assinado durante cerimônia realizada em Alphaville Industrial, com a presença do prefeito Beto Piteri, do secretário de Meio Ambiente Marco Antônio “Bidu”, do presidente da Enel Brasil, Antônio Scala, e do presidente da Enel São Paulo, Guilherme Lencastre.

Segundo o prefeito, a proposta busca modernizar o manejo da arborização urbana sem comprometer a preservação ambiental. “A iniciativa prevê a substituição de árvores que apresentam risco de queda ou interferem na rede elétrica, sempre com o replantio de novas espécies adequadas ao local”, afirmou Beto Piteri.

A Prefeitura informou que as podas e remoções não serão feitas de maneira aleatória. Cada árvore passará por avaliação técnica para análise das condições fitossanitárias, danos estruturais e capacidade de sustentação.

Nos casos considerados críticos, a substituição será planejada para evitar acidentes envolvendo pessoas, veículos, edificações e cabos de energia.

Como primeira ação prática do projeto, equipes identificaram uma árvore da espécie Santa Bárbara plantada irregularmente junto a um muro na rua São Paulo, em Alphaville Industrial. Técnicos constataram a presença de fungos que comprometiam a base do tronco e elevavam o risco de queda.

O exemplar foi removido e substituído por uma muda de ipê-branco, espécie nativa considerada mais adequada para o ambiente urbano. Além do plantio, a ação também incluiu podas preventivas na região.

Beto Piteri e o presidente da Enel Brasil realizam o plantio simbólico de um ipê-branco. | Foto: Edson Mesquita Jr/Hora SP

De acordo com a Prefeitura, todas as árvores retiradas deverão ser compensadas com o plantio de novas espécies nativas, em uma tentativa de equilibrar segurança urbana e preservação ambiental.

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Fotos: Edson Mesquita Jr/Hora SP

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Prefeitura de SP sanciona lei que prioriza plantios de árvores que atraem abelhas

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Com o objetivo de tornar a capital arborizada e florida e garantir a produtividade agrícola, além do sustento de aves e mamíferos, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, sancionou a Lei nº 17.837/2022 que prevê a prioridade do plantio de espécies que atraem abelhas. Para isso, foi alterada a Lei nº 16.050, de 31 de julho de 2014, que aprova a Política de Desenvolvimento Urbano e o Plano Diretor Estratégico do Município prorrogando até 31 de dezembro deste ano o prazo para que o Executivo encaminhe à Câmara Municipal a proposta de revisão do Plano Diretor Estratégico, a ser elaborada de forma participativa. 

Segundo técnicos da Secretária Municipal do Verde e Meio Ambiente, entre as plantas ornamentais que deverão ser plantadas prioritariamente em atendimento à nova legislação são: lírio amarelo, lavanda, manjericão, papoula, jabuticaba e onze horas, assim como quaresmeira, tomilho, orelha de onça sálvia, borragem, açafrão, ranúnculo, aster, malva, calêndula, girassol mexicano, guaco, coentro, erva-de-gato, funcho e mirra. Espécies como aroeira branca, ipê-amarelo, cedro, paineira, pitangueira e embaúba branca são algumas das arbustivas que garantem a presença das abelhas nos jardins, praças e canteiros.

Para o vereador Aurélio Nomura, autor do projeto de lei que originou a Lei, as abelhas são essenciais para a proteção ambiental. “Mesmo sendo importantes, em razão da poluição e da perda da biodiversidade, elas são cada vez menos comuns, principalmente nas áreas urbanas”, justificou o parlamentar.

Polinização

As abelhas são fundamentais para a sobrevivência de muitas espécies de plantas, para o aumento da produtividade agrícola e o sustento de aves e mamíferos, que se alimentam de frutas e sementes em todo o mundo. Sem elas, a vegetação seria completamente reduzida. 

Cerca de 80% das plantas se reproduzem por meio da polinização.

As abelhas dão sua contribuição para a economia produzindo, além do mel, produtos como cera, própolis e pólen apícola. São responsáveis pela produção de aproximadamente dois terços de alimentos ingeridos.

Revisão PDE 

A Lei nº 17.837 também prorroga o prazo de conclusão da Revisão Intermediária do Plano Diretor Estratégico (PDE) para 31 de dezembro deste ano. Essa é a data-limite para que o Executivo encaminhe à Câmara Municipal a proposta de revisão do Plano Diretor Estratégico, a ser elaborada de forma participativa. O processo revisional intermediário do Plano Diretor tem sido conduzido pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL). 

A íntegra da Lei está publicada no Diário Oficial da Cidade .

Atividades participativas 

Uma série de atividades participativas tem sido organizada com a população para debater eventuais ajustes no Plano Diretor. A Prefeitura reabriu, em 4 de julho, a Consulta Pública sobre o Plano Diretor no site Participe+ para ouvir a sociedade sobre os limites e temas prioritários da Revisão, além de colher contribuições. Clique aqui e participe

Também é possível acompanhar o novo cronograma de atividades da Etapa 1 da Revisão Intermediária do PDE, disponível no site do Plano Diretor. O calendário prevê a continuidade da realização de Oficinas Presenciais por subprefeitura, Audiências Temáticas Noturnas virtuais e Reuniões Vespertinas virtuais com segmentos da sociedade civil. Clique aqui e acompanhe 

Revisão do Plano Diretor 

Previsto até 2029, o Plano Diretor prevê mecanismos para adequações periódicas à realidade da cidade. O objetivo da revisão é fazer aperfeiçoamentos e ajustes que estejam em acordo com a realidade atual como a crise econômica e a pandemia, além de aspectos sociais, entre outros). 
Esses ajustes respeitarão todas as premissas que o Plano Diretor de 2014 propõe em relação a seus Objetivos, Diretrizes e Ações Prioritárias. 

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Fonte/foto: Divulgação/SECOM-Pref. de São Paulo

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