O índice de preços da Ceagesp desacelerou em abril e registrou alta de 2,31%, após avanço de 5,16% no mês anterior. Apesar do arrefecimento, legumes, pescados e produtos básicos como batata e cebola continuaram pressionando o bolso do consumidor.
Segundo levantamento divulgado pela Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o setor de verduras foi o único a apresentar queda nos preços no período, influenciado pela melhora nas condições climáticas e pela redução da demanda durante os feriados de abril.
O maior avanço entre os grupos pesquisados ocorreu no setor de legumes, que subiu 6,11% no mês. Cenoura, maxixe, quiabo, pepino e tomate aparecem entre os principais responsáveis pela pressão inflacionária observada no atacado.
A cenoura teve alta de mais de 40% após problemas climáticos afetarem a qualidade das lavouras, principalmente em Minas Gerais. Já o pepino comum acumulou aumento superior a 127% nos últimos 12 meses, refletindo dificuldades de produção em São Paulo e Minas.
Entre as frutas, a melancia liderou as altas com avanço de 31,91%. A redução das chuvas e o calor acima da média diminuíram a oferta da fruta nas principais regiões produtoras, elevando os preços no mercado atacadista.
Outros produtos que registraram forte alta foram pitaia, pinha e uva niágara, impactadas pela reta final da safra e pelas condições climáticas adversas.
No setor de verduras, a alface crespa apresentou queda de 27,11%, enquanto couve manteiga, rabanete e brócolis também ficaram mais baratos em abril. O clima seco e a maior incidência de sol favoreceram o cultivo e aumentaram a disponibilidade desses alimentos.
Batata e cebola seguiram entre os itens que mais pressionaram os preços no setor de diversos. A transição entre safras e a redução da área plantada contribuíram para novas altas no período.
Os pescados também ficaram mais caros, com destaque para xaréu, robalo e salmão importado. Segundo a Ceagesp, fatores climáticos e alterações nas condições marítimas reduziram a oferta de peixes capturados no litoral brasileiro.
Mesmo com a desaceleração do índice geral, especialistas avaliam que os próximos meses ainda exigem atenção, principalmente devido à previsão de clima mais seco e temperaturas elevadas em parte do país, cenário que pode continuar impactando frutas e hortaliças.
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