Preparar uma feijoada para cinco pessoas ficou mais barato em 2026, apesar da alta em itens essenciais como feijão e carne suína. O custo médio do prato caiu para R$ 94,50 em abril, contra R$ 102,30 no mesmo mês de 2025 — uma redução de 7,6%, segundo levantamento da Neogrid.
A queda chama atenção porque vai na contramão de dois dos principais ingredientes da receita. O resultado foi sustentado principalmente pela redução nos preços dos acompanhamentos, o que ajudou a aliviar o impacto no bolso das famílias e manter o prato mais acessível.
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O recuo foi puxado por itens tradicionais da refeição. O arroz teve queda expressiva de 24,1%, enquanto carnes secas e defumadas recuaram 12,2%. A farinha de mandioca também ficou mais barata, assim como a laranja, que registrou uma das maiores quedas no período.
Outros componentes do prato seguiram a mesma tendência de baixa, como a linguiça e as verduras, contribuindo para reduzir o custo total da preparação mesmo diante da pressão em itens-chave.
Na direção oposta, o feijão — base da receita — subiu 8,4% em um ano. Já a carne suína teve aumento de 9,4%, reforçando a pressão sobre o prato. A farofa também registrou alta, o que mostra um cenário de preços heterogêneo dentro da mesma cesta.
Segundo a Neogrid, o comportamento reflete uma dinâmica não linear, em que a queda de alguns produtos compensou parcialmente a alta de outros. Na prática, isso segurou o custo final da feijoada, mas mantém o prato sensível às variações de preços, especialmente nos itens de proteína.
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