Um em cada 9 adolescentes usa cigarro eletrônico no Brasil

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Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) divulgada esta semana apontou que um em cada nove adolescentes brasileiros afirma que usa cigarro eletrônico. O estudo ouviu cerca de 16 mil pessoas de 14 anos ou mais, de todas as regiões do país.  

Segundo o levantamento, a quantidade de usuários jovens que usam cigarro eletrônico já é cinco vezes o total daqueles que fumam o cigarro tradicional. A pesquisa utilizou dados de 2022 a 2024 do Terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad 3). É a primeira vez que cigarros eletrônicos entram no levantamento. 

Apesar de o produto ser proibido no Brasil, a coordenadora da pesquisa e professora de psiquiatria da Unifesp, Clarice Madruga, ressalta que é muito fácil comprar o aparelho pela internet, o que amplia o acesso.   

Outro problema, aponta a pesquisadora, é o risco à saúde, já que a inalação de substâncias altamente tóxicas, como a nicotina, é muito maior no cigarro eletrônico, se comparado ao cigarro tradicional. Clarice lamenta o retorno do crescimento do uso de cigarro, após o sucesso de políticas antitabagistas, iniciadas na década de 1990, que tinham freado o consumo.  

“A gente teve uma história gigantesca de sucesso de políticas que geraram uma queda vertiginosa no tabagismo, mas que um novo desafio quebrou completamente essa trajetória. E a gente hoje tem um índice de consumo, principalmente entre adolescentes, muito superior e que está totalmente invisível”, afirma. 

Os participantes ouvidos no estudo receberam a opção de serem encaminhados para tratamento no Hospital São Paulo e no Centro de Atenção Integral em Saúde Mental da Unifesp.

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Fonte: Ag. Brasil – Foto: Reprodução

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Barueri oferece vagas de estacionamento gratuitas para doadores de sangue

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Para facilitar o acesso dos voluntários e incentivar ainda mais as doações, o posto de coleta da Fundação Pró-Sangue em Barueri passou a oferecer estacionamento gratuito para doadores.

Ao todo, são cinco vagas exclusivas para quem for doar sangue no Banco de Sangue da cidade. Duas delas estão localizadas próximas à entrada principal do posto, garantindo mais comodidade e agilidade. As outras três estão no bolsão de estacionamento em frente à Prefeitura de Barueri, na Rua Professor João da Matta e Luz, devidamente sinalizadas com placas e pintura no solo (foto destaque).

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Saúde de Barueri e a Fundação Pró-Sangue. O objetivo é tornar o processo mais acessível e atrativo, contribuindo para manter os estoques de sangue sempre em níveis adequados — especialmente em períodos de maior demanda.

As vagas são rotativas e o uso é permitido enquanto o candidato à doação estiver dentro da unidade de coleta.

A Fundação Pró-Sangue reforça a importância do ato de doar e convida a população da região a colaborar. O processo é simples, seguro e pode salvar muitas vidas. Para doar, basta estar em boas condições de saúde, atender aos critérios exigidos e comparecer ao posto durante o horário de funcionamento.

Serviço:

Posto Barueri da Fundação Pró-Sangue
📍 Rua Guilhermina Carril Loureiro, 144 – Centro – Barueri
🕗 Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
🌐 Agendamento e requisitos: www.prosangue.sp.gov.br

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Foto: Edson Mesquita Jr/ZH Digital

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UBS do Fátima passa a atender em novo endereço a partir desta segunda-feira (16)

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A Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Nossa Senhora de Fátima passa a atender em um novo endereço a partir desta segunda-feira (16). A unidade, que prestava assistência à família na antiga unidade, passa a receber a população na rua Igaro, número 174 — Jardim Nossa Senhora de Fátima.

De acordo com a administração municipal, o atendimento permanecerá destinado tanto aos moradores do Fátima quanto aos dos bairros vizinhos, ampliando o acesso aos serviços de assistência à saúde na região.

Apesar da mudança de local, os moradores podem ficar tranquilos: a UBS continuará prestando o atendimento com a mesma qualidade, dedicação e acolhimento que vêm sendo a marca do trabalho dos servidores da Secretaria da Saúde de Jandira.

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Foto: Reprodução/PMJ

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Como as vacinas contra a Covid-19 agem no sistema imunológico? Pesquisa da USP responde

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As vacinas contra a Covid-19 foram essenciais para barrar a disseminação do sars-cov-2 durante a pandemia. Estudos apontam que, em apenas um ano após o início da vacinação, mais de 14 milhões de mortes foram prevenidas. Para entender o impacto das imunizações em humanos, um grupo de pesquisadores da USP, em colaboração com outras instituições nacionais e internacionais, desenvolveram o Atlas de Vacinação contra a Covid-19.

Por meio da análise do transcriptoma – uma técnica que permite examinar a quantidade e as sequências de RNA, indicando quais genes estão ativados ou desativados – de 245 pacientes, pertencentes a cinco estudos de longa duração diferentes, foi mostrado que regimes vacinais heterólogos, ou seja, com vacinas de distintos fabricantes, induzem maior diversificação imunológica quando comparados a regimes homólogos. 

O estudo demonstrou que um esquema de vacinação completo limitou, de forma acentuada, a mudança das respostas imunes durante a infecção pelo sars-cov-2, restringindo a progressão da doença. Além disso, foram identificados marcadores imunológicos específicos para cada estratégia de vacinação, para os diversos tipos de vacinas e diferentes condições de infecção. 

Os resultados foram publicados no artigo Covid-19 vaccination atlas using an integrative systems vaccinology approach, na revista científica NPJ Vaccines, do grupo Nature. 

Wasim Syed, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e primeiro autor do artigo, disse ao Jornal da USP que a criação do atlas pode servir como um guia de comparação para novos imunizantes contra a doença. “Se uma vacina em desenvolvimento for para teste clínico, será que ela está tendo a mesma assinatura de expressão gênica das que já foram aprovadas para uso, e, assim, pode ter uma eficácia semelhante?”, diz.

Análise das vacinas

Foram analisadas informações de RNA-seq de 562 amostras de sangue periférico de 245 pacientes disponíveis em bancos de dados. Os participantes haviam sido vacinados com um ou mais de um dos quatro tipos diferentes de vacinas, em regime homólogo e heterólogo, com uma, duas ou três doses. Havia, também, pacientes infectados com vacinação prévia ou sem imunização. Os imunizantes analisados foram: Covilo, Zifivax, Vaxzevria ou Covishield, Spikevax e Comirnaty. A maioria dos participantes era do sexo feminino, com idade média de 35 anos.

ImunizanteFabricanteClassificação
CoviloSinopharm GroupVacina de vírus inativado
ZifivaxAnhui Zhifei LongcomVacina de subunidade proteica
VaxzevriaAstraZenecaVacina de vetor viral
CovishieldSerum Institute of IndiaVacina de vetor viral
SpikevaxModernaVacina de mRNA
ComirnatyPfizerVacina de mRNA

Os cientistas fizeram várias investigações, entre elas a análise de expressão gênica diferencial, que identifica os genes que mais se diferenciam estatisticamente do tempo pré-vacinação ou de indivíduos saudáveis, no caso das infecções. Os genes, chamados DEGs (differential expressed genes) ajudam a entender como essas condições são reguladas e como suas alterações podem influenciar processos biológicos. Os resultados mostraram que cada tipo de regime de vacinação – além da infecção – possuem assinaturas imunológicas distintas. 

A infecção modificou significativamente as contagens de DEGs em indivíduos vacinados e não vacinados, com os pacientes hospitalizados apresentando as alterações mais pronunciadas. Pacientes vacinados com duas doses de uma determinada vacina, por exemplo, apresentaram níveis totais de DEG mais elevados após a infecção em comparação com os controles não vacinados, impulsionados por mais de 200 genes com atividade aumentada. Já os pacientes reinfectados, no entanto, apresentaram menos DEGs aumentadas.

No acompanhamento de pacientes hospitalizados, as contagens de DEGs atingiram o pico no 10º dia após a admissão em pacientes parcialmente vacinados, mas diminuíram posteriormente, coincidindo com a idade avançada (71-90 anos) — um fator de risco conhecido para desfechos graves.

Uma maior representação de genes relacionados ao sistema imunológico foi observada no grupo de vacinados quando comparados ao grupo infectado. Especificamente, genes associados à inflamação, ao sistema do complemento (uma cascata de enzimas que ajuda na defesa contra a infecção, à função dos neutrófilos, às vias de respostas antivirais e às vias de interferon (proteína produzida pelos leucócitos), que exibem ativação prolongada durante a infecção. Por outro lado, a vacinação desencadeia a ativação de quimiocinas (proteínas que direcionam células do sistema imune) e genes relacionados ao sistema imune adaptativo.

As vacinas de mRNA exibiram diferenças específicas de plataforma. A Cominarty induziu picos transitórios de DEGs após a segunda dose, enquanto a Spikevax apresentou respostas mais fortes após a terceira dose. Regimes heterólogos, particularmente com Covishield/Vaxzevria, seguido de reforço com Comirnaty, diversificaram as assinaturas imunológicas, superando potencialmente as limitações da imunidade específica do vetor observadas com doses repetidas de vacinas de vetores virais.

Já um regime de vacinação incompleto foi associado à infecção, sugerindo uma proteção limitada da vacinação administrada imediatamente antes da infecção. Em 488 pacientes infectados sem vacinação prévia ou com vacinação incompleta, os genes relacionados a células e processos imunes inatos foram altamente ativados e persistiram por vários dias. 

“Sabemos agora como as vacinas funcionam, inclusive em nível gênico. Isso vale para aquelas pessoas que hesitam em se vacinar por não saberem o que estão tomando”, diz Wasim Syev.

Covid-19

Syed, que também é integrante da União Pró-Vacina do Instituto de Estudos Avançados da USP – Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) disse ao Jornal da USP que a ideia de produzir um atlas de vacinação contra a Covid-19 veio após a finalização de outro trabalho semelhante, que avaliou 13 vacinas contra diferentes doenças. Esse tipo de abordagem é conhecida como vacinologia de sistemas, que combina a vacinologia tradicional com tecnologias ômicas e modelagem computacional para compreender melhor a resposta do sistema imunológico a vacinas. O artigo sobre o estudo pode ser lido aqui. 


Fonte: GESP – Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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Jandira realiza eleições para o Conselho Gestor de Saúde no próximo dia 13

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A Prefeitura de Jandira realiza, no próximo dia 13, as eleições para o Conselho Gestor das Unidades de Saúde. A iniciativa convida os moradores a exercerem um papel ativo na melhoria do sistema público de saúde, por meio da escolha de representantes da comunidade que irão integrar os conselhos locais.

A votação ocorrerá em todas as unidades de saúde do município, onde serão eleitos quatro representantes por unidade. Esses conselheiros terão a missão de atuar como ponte entre a população e a administração pública, colaborando na formulação de propostas, fiscalização das ações e decisões que envolvem o atendimento e os serviços oferecidos à população.

A criação e manutenção dos Conselhos Gestores fazem parte de uma política de democratização da gestão pública da saúde, promovendo a participação social e incentivando o diálogo contínuo entre usuários e gestores do SUS.

A Prefeitura destaca que esta é uma excelente oportunidade para os moradores representarem suas comunidades e contribuírem diretamente para uma saúde mais eficiente, humana e participativa em Jandira.

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Imagem: Divulgação/PMJ

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UBS do Jardim Graziela em Barueri entra na fase final das obras e será entregue até o fim de junho

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A Prefeitura de Barueri anunciou que as obras da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Graziela, localizada na rua Lorena, 515, no bairro Engenho Novo, estão na etapa final. A previsão é de que a unidade seja entregue à população até o final do mês de junho.

Com estrutura moderna e três pavimentos, a nova UBS amplia significativamente o acesso da população ao atendimento básico de saúde e integra os investimentos contínuos da gestão municipal na área. Somente entre setembro de 2024 e março de 2025, foram inauguradas as UBSs Cleuso de Oliveira (Jardim Belval), Armando de Freitas (Parque Imperial) e Roque Ribeiro Machado (Jardim do Líbano). Ainda neste mês, também está prevista a entrega da reforma e ampliação da UBS Hélio Berzaghi, no Jardim Paulista.

Estrutura moderna e funcional

Construída em um terreno de 1.563,13 m², com área total edificada de 1.773,37 m², a UBS do Jardim Graziela contará com subsolo, térreo e pavimento superior. O subsolo abrigará depósitos e estacionamento para funcionários. No térreo, funcionarão serviços como farmácia, administração, salas de acolhimento, fraldário, consultórios multiprofissionais, sala de vacinação, inalação, curativos, medicação e reidratação, além de sanitários acessíveis.

O andar superior será destinado a 10 consultórios clínicos e áreas específicas para especialidades como ginecologia, obstetrícia, odontologia, pediatria e enfermagem. Também haverá sala de reuniões, vestiários, cozinha para funcionários, sanitários funcionais e sala de espera infantil.

Compromisso com a saúde pública

Segundo a administração municipal, a nova unidade reforça o compromisso da Prefeitura de Barueri com a melhoria contínua da rede pública de saúde, oferecendo uma estrutura mais ampla, acessível e confortável para atender a população com mais qualidade.

A entrega da UBS do Jardim Graziela deve beneficiar diretamente os moradores da região do Engenho Novo, desafogando outras unidades próximas e contribuindo para um atendimento mais ágil e eficiente.

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Foto: Ana Guice/PMB

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Frente Parlamentar da Alesp debate uso da cannabis em tratamentos dentários

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A Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial, coordenada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo pelo deputado estadual Caio França (PSB), ouviu especialistas nesta quinta-feira (29) sobre o uso terapêutico de canabinoides, substâncias extraída da cannabis, em tratamentos dentários. Em síntese, os cirurgiões-dentistas apontaram avanços promissores trazidos pela cannabis no alívio de dores orofaciais e de inflamações nas gengivas, no combate de bactérias e na controle da ansiedade em atendimentos odontológicos.

“No Brasil, a regulamentação desse uso avançou significativamente com a [Resolução de Diretoria Colegiada] RDC 660/22 da Anvisa que autorizou cirurgiões-dentistas a prescreverem produtos à base de cannabis. “Apesar do progresso ainda existem desafios”, salientou o coordenador. Diante das evidências relatadas pelos dentistas, França afirmou que é preciso “democratizar o acesso, principalmente para as pessoas que não têm condição de pagar”, ressaltou o parlamentar paulista, referindo-se ao alto custo dessas terapias odontológicas à base dos compostos químicos da cannabis.

França é autor da Lei 17.618/2023 que regula o fornecimento gratuito no estado de São Paulo de medicamentos oriundos de canabidiol, os quais ainda estão restritos a epilepsias de difícil controle, a exemplo das síndromes de Dravet, de Lennox-Gastaut e o Complexo da Esclerose Tuberosa (CET). “Nossa luta é ampliar as patologias contempladas”, disse.

Alvos terapêuticos

Os especialistas pontuaram que a dor orofacial (a que atinge face, pescoço, boca ou mandíbula) foi a grande porta de entrada da cannabis na odontologia, especialmente pelo fato de que até 40% da população mundial vive com dor crônica. “Sem dúvida nenhuma a dor aproximou o cirurgião-dentista do uso dos canabinóides”, relatou Alethéia Pablos, diretora da Associação Panamericana de Medicina Canabinoide (APMC).

Aletheia sublinhou que o uso da cannabis na odontologia avançou ainda mais quando o sistema endocanabinoide, responsável por regular funções fisiológicas como dor, inflamação, sono e ansiedade, passou a ser visto como foco da terapêutica canabinoide. Ela ressaltou, por exemplo, que todas as células do conjunto funcional da boca apresentam receptores canabinoides. “Isso significa que praticamente todos os tecidos e todas as células são alvos terapêuticos para a cannabis”, explicou a especialista.

Pacientes na dianteira

O cirurgião-dentista João Paulo Tanganeli destacou o comportamento dos pacientes em face dos resultados “que fazem sentido cientificamente” da cannabis na odontologia. “Os pacientes estão procurando a terapia. A gente já passou daquela etapa em que você tinha que convencê-lo. Agora o paciente já vem informado”, declarou o especialista que lidera um grupo de trabalho sobre canabinoides do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP). Apesar do entusiasmo social, Tanganeli incentivou a continuidade das pesquisas científicas em torno do tema. “A gente precisa de mais estudos”, frisou.

Caso clínico

A dentista Rafaela da Rosa, autora do primeiro livro no Brasil sobre cannabis na odontologia, compartilhou o caso clínico de um paciente com bruxismo (hábito de ranger os dentes) obteve melhora clínica significativa com o uso de um produto rico em canabidiol (CBD) e tetrahidrocanabinol (THC), prescrito pela profissional e importado via RDC 660. Ela defendeu a eficácia dos medicamentos feitos a partir de que apresentam “menos efeitos adversos, devolvendo qualidade de vida com perfil de segurança altíssimo”.

Evidências científicas

Por fim, o cirurgião-dentista Fábio Bibancos, fundador da ONG Turma do Bem, enfatizou que a discussão em torno do tratamento dentário com produtos da planta cannabis deve ser movida pela ciência e não por dogmas religiosos. Também criticou a ignorância institucionalizada que impede o avanço da cannabis medicinal no Brasil, enquanto “nossos vizinhos [os países da América] regulam, pesquisam e faturam com cannabis”.

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Fonte: Alesp – Foto: Bruna Sampaio/Alesp

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CEJAM assume gestão do Pronto-Socorro do Parque dos Camargos em Barueri

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O Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (CEJAM) passou a administrar, desde maio, o Pronto-Socorro Arnaldo Figueiredo de Freitas, localizado no Parque dos Camargos, em Barueri. A gestão ocorre por meio de um contrato firmado com a Prefeitura Municipal e representa um novo marco para os serviços de saúde pública da cidade.

A unidade, que funciona 24 horas por dia com atendimentos de urgência e emergência, é certificada com a acreditação ONA Nível I, concedida pela Organização Nacional de Acreditação, que atesta a qualidade e segurança assistencial dos serviços prestados.

De acordo com o diretor técnico do pronto-socorro, Dr. Eduardo Luna, a expectativa com a chegada do CEJAM é de melhorias significativas. “Estamos adaptando os fluxos e reforçando o quadro de profissionais para garantir um atendimento mais ágil e direcionado. Além disso, já estamos trabalhando em toda a infraestrutura da unidade”, afirmou.

A parceria se baseia na experiência do CEJAM, que atua há mais de 30 anos em apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição filantrópica e sem fins lucrativos é responsável atualmente por mais de 100 unidades e serviços de saúde distribuídos em 18 municípios nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

“O CEJAM tem uma vasta experiência em administração de serviços públicos e contribuirá com um atendimento mais eficiente e humanizado à população”, completou Dr. Eduardo.

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Foto: Reprodução

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Jandira: Nova UBS no Jardim Nossa Senhora de Fátima entra na fase final de obras

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A cidade de Jandira está prestes a receber um importante reforço na área da saúde. As obras da nova Unidade Básica de Saúde (UBS), localizada na Rua Igaro, nº 171, no Jardim Nossa Senhora de Fátima, entraram na fase final de conclusão. A expectativa é de que a unidade seja entregue à população nos próximos dias.

Com dois pavimentos e uma área total de 306 m², a nova UBS foi projetada para oferecer conforto, agilidade e qualidade no atendimento aos moradores da região. O térreo, com 153 m², contará com recepção, banheiros adaptados para todos os públicos, consultórios médicos, salas de vacinação, procedimentos, curativos e expurgo. Já o primeiro andar, também com 153 m², abrigará consultórios odontológicos e médicos, sala de espera, espaços para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), administração, arquivo, vestiários, despensa, cozinha, área de serviço e o Dormitório de Medicamentos e Leites (D.M.L.).

O prefeito de Jandira, Dr. Sato, destacou a relevância da obra para a cidade. “A saúde de Jandira está em pleno avanço. A nova UBS no Fátima é uma necessidade vital para a nossa população. Ver esse sonho se tornando realidade é motivo de grande alegria para todos nós. Essa conquista é o resultado do incansável esforço em mobilizar todos os recursos disponíveis para aprimorar significativamente a qualidade de vida das pessoas, com um foco especial na área da saúde”, afirmou.

A entrega da UBS representa mais um passo no processo de modernização da rede municipal de saúde, ampliando o acesso a serviços essenciais para milhares de jandirenses.

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Internações por inflamações intestinais cresceram 61% em dez anos

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As doenças inflamatórias intestinais são enfermidades que afetam o trato gastrointestinal e que resultaram, nos últimos dez anos, em 170 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Os dados são de um levantamento da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), com base no Sistema de Informações Hospitalares do SUS, do Ministério da Saúde.

Esses dados mostram ainda um crescimento de 61% nas internações em 2024 (23.825), na comparação com 2015 (14.782). 

As principais formas de doenças inflamatórias intestinais são a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. São condições crônicas para as quais ainda não há uma cura definitiva, segundo a SBCP.

“O número de internações aumentou exponencialmente nos últimos anos não só pela severidade dos casos, mas também pelo aumento da incidência, isto é, aparecimento de novos pacientes sem tratamento”, destaca a diretora de comunicação da SBCP, a coloproctologista Ana Sarah Portilho.

Ana ressalta que há um número maior de casos em capitais e em regiões com maior industrialização e urbanização. 

As doenças inflamatórias intestinais, também conhecidas como DIIs, são o alvo de uma campanha de conscientização realizada pela SBCP neste mês, apelidado de Maio Roxo. O dia 19 de maio, aliás, é o Dia Mundial das Doenças Inflamatórias Intestinais.

De acordo com a SBCP, é importante ter um diagnóstico correto e iniciar um tratamento o mais cedo possível. 

“Nosso objetivo é alertar para a importância do diagnóstico precoce e em seguida do tratamento adequado, a fim de proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente e até mesmo remissão dos sintomas”, afirma o presidente da SBCP, Sergio Alonso Araújo.

Doenças

Segundo a coloproctologista Mariane Savio, as DIIs “podem acometer pessoas de todas as idades, mas são muito comuns em adultos jovens, que estão em uma fase produtiva da vida. Então, são doenças que, se não forem tratadas adequadamente e controladas, podem tirar a qualidade de vida do paciente, causar faltas ao trabalho e prejudicar muito esses pacientes e a família deles. São doenças que exigem um diagnóstico e um acompanhamento médico contínuos.”

Entre os principais sintomas das DIIs estão diarreia crônica (podendo haver sangue, muco ou pus), dor abdominal, urgência de evacuar, falta de apetite, cansaço e perda de peso. 

Em casos mais graves, as doenças podem provocar anemia, febre e distensão abdominal, além de afetar outras partes do corpo, como as articulações (artrite), a pele (dermatite e piodermas) e oftalmológicas (uveítes).

A retocolite atinge a mucosa do intestino grosso. Já a doença de Crohn pode atingir todo o trato gastrointestinal, ou seja, da boca até o ânus, mas é mais comum no intestino, onde afeta todas as camadas desse órgão: os revestimentos interno (mucosa) e externo (serosa), além dos tecidos internos (submucosa e músculo).

Os mecanismos que levam ao surgimento dessas doenças ainda não foram esclarecidos, mas sabe-se que elas são resultado de uma conjunção de fatores genéticos, ambientais e imunológicos. 

O fumo, por exemplo, é um fator que agrava essas enfermidades.

O diagnóstico é feito através da análise do histórico clínico da pessoa e de exames como endoscopia, colonoscopia, tomografia e ressonância magnética.

“O tratamento precoce da doença, ou seja, nos primeiros dois anos de sintomas, reduz muito o risco de o paciente vir a precisar de cirurgias, por exemplo, e melhora a resposta dele aos tratamentos. Os estudos mostram que os tratamentos, quando são instituídos mais precocemente, têm uma resposta muito melhor do que quando tardiamente”, afirma Mariane.

Como ainda não há cura para essas condições, o tratamento envolve controlar os sintomas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, através de medidas como adotar uma alimentação saudável, parar de fumar e praticar exercícios físicos. 

Medicamentos como aminossalicilatos, imunossupressores e imunobiológicos podem ser usados, dependendo do caso.

Mariane destaca que, nos últimos, anos houve muitos avanços no tratamento dessas doenças e que a aprovação de novas terapias amplia as opções para os pacientes. A campanha da SBCP envolverá publicações e vídeos em suas redes sociais [LINK: https://www.instagram.com/portaldacoloproctologia], que esclarecem sobre as principais dúvidas relacionadas às DIIs.

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