Maioria dos brasileiros apoia reeleição e ampliação dos mandatos, aponta Datafolha

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A maioria dos brasileiros é favorável à manutenção da reeleição para cargos no Executivo e à ampliação dos mandatos eletivos, segundo pesquisa Datafolha divulgada pelo Jornal Folha de S. Paulo.

O levantamento mostra que 57% dos entrevistados defendem que presidentes, governadores e prefeitos possam disputar um novo mandato, enquanto 41% são contrários. O resultado vai na contramão da proposta de reforma política que tramita no Senado, que pretende pôr fim à reeleição.

Por outro lado, 59% dos brasileiros apoiam a ampliação dos mandatos de quatro para cinco anos, medida prevista na mesma proposta de emenda à Constituição (PEC 12/2022), aprovada no mês passado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Já 37% se dizem contrários à mudança.

A PEC, de relatoria do senador Marcelo Castro (MDB-PI), também prevê unificação das eleições, mas ainda precisa passar por dois turnos de votação no Senado e na Câmara dos Deputados. As mudanças seriam gradativas e não afetariam as eleições de 2026.

O Datafolha destaca que o apoio à reeleição voltou aos patamares de 2007, quando o índice era de 58%, após a reeleição do ex-presidente Lula (PT). Em 2015, durante o segundo governo Dilma Rousseff (PT) e em meio à crise política e econômica, apenas 30% eram favoráveis à reeleição presidencial.

A pesquisa atual ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 136 municípios de todas as regiões do país, entre os dias 10 e 11 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

O apoio à reeleição é maior entre os jovens de 16 a 24 anos, os menos escolarizados, os mais pobres e entre os eleitores que aprovam o atual governo Lula (74%) ou se identificam com o PT (71%). Já entre simpatizantes do PL, o índice cai para 48%.

Quanto ao mandato de cinco anos, o apoio cresceu em relação à última pesquisa sobre o tema, realizada em 2019, quando 53% eram favoráveis. O índice é maior entre os homens (63%), os mais instruídos (65%) e quem tem renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (68%).

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Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

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Polícia prende dupla em flagrante por tentativa de golpe com “chupa-cabra” em banco de Osasco

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Dois homens foram presos em flagrante na tarde deste sábado (21) por tentativa de estelionato em uma agência do Banco Santander, localizada na Avenida Marechal Rondon, região central de Osasco. A ação foi realizada por policiais militares após denúncia recebida via COPOM (Centro de Operações da Polícia Militar).

Segundo informações da corporação, a dupla teria instalado um dispositivo conhecido como “chupa-cabra” em um dos caixas eletrônicos da agência. O equipamento é utilizado para reter o cartão bancário da vítima, enquanto um adesivo com um número de telefone falso — pertencente aos golpistas — é colado no terminal. A intenção é induzir o usuário a ligar para o suposto suporte e, assim, fornecer dados sigilosos.

No local, os policiais identificaram um suspeito saindo de um veículo estacionado nas proximidades da agência, enquanto o outro permanecia no interior do carro. Ambos foram abordados. Durante a revista pessoal e a vistoria no veículo, nada de ilícito foi localizado, mas os homens foram conduzidos ao 5º Distrito Policial de Osasco devido à suspeita e às informações recebidas.

Na delegacia, uma representante do banco apresentou imagens das câmeras de segurança que confirmaram a participação de um dos suspeitos na instalação do dispositivo fraudulento.

Com as evidências, os dois foram autuados por tentativa de estelionato e permaneceram à disposição da Justiça.

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Foto: Reprodução/Google Maps

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Prefeito Beto Piteri propõe e Câmara aprova uso de faixas exclusivas por transporte escolar em Barueri

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A Câmara Municipal de Barueri aprovou, na terça-feira (17), o Projeto de Lei 033/2025, que autoriza veículos de transporte escolar a utilizarem as faixas exclusivas de ônibus durante os horários de pico, com o objetivo de melhorar a mobilidade e garantir mais pontualidade e segurança no trajeto dos estudantes.

De acordo com a proposta, os veículos devidamente cadastrados e identificados junto à Secretaria de Mobilidade Urbana (Semurb) poderão circular pelas faixas das 6h às 8h e das 16h às 20h, de segunda a sexta-feira, desde que estejam transportando alunos. A medida não permite o uso das vias exclusivas por veículos descaracterizados ou sem passageiros.

A liberação busca enfrentar um dos principais desafios das regiões metropolitanas: o trânsito intenso. A expectativa é de que a nova regra contribua para reduzir o tempo de deslocamento, minimizar riscos no trânsito e evitar atrasos na entrada dos alunos nas escolas.

Segundo o prefeito Beto Piteri (Republicanos), autor do projeto, a proposta busca “aliar o direito de ir e vir à proteção da vida” e garantir “maior fluidez no deslocamento dos estudantes”. O texto também proíbe o embarque e desembarque de alunos durante o trajeto nas faixas exclusivas, como medida de segurança.

O presidente da Câmara, Wilson Zuffa (Republicanos), destacou a importância da medida: “Todo ganho de tempo é bem-vindo. Evitar atrasos na escola é também uma forma de garantir o direito à educação”.

A nova regra só entrará em vigor após sanção do prefeito e publicação no Jornal Oficial do Município.

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Foto: Marco Miatelo/CMB

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Câmara de Jandira aprova projeto que cria Programa de Proteção à Passageira em transportes por aplicativo

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A Câmara Municipal de Jandira aprovou, na 20ª Sessão Ordinária realizada na terça-feira (17), o Projeto de Lei nº 73/25, que institui o Programa Municipal de Proteção à Passageira (PMPP) no transporte por aplicativo. A proposta, de autoria do presidente da Casa, vereador Silvio Cabeleireiro (PP), foi aprovada por nove votos favoráveis e segue agora para sanção ou veto do prefeito Dr. Sato (PSD).

A iniciativa tem como foco principal ampliar a segurança de mulheres que utilizam esse tipo de transporte na cidade. “Diante do crescimento acelerado dessas plataformas e do aumento de relatos de assédio e condutas inadequadas por parte de motoristas, torna-se necessária uma regulamentação municipal que promova segurança e dignidade, especialmente para as mulheres”, destacou o vereador Silvio Cabeleireiro durante a votação.

Entre os principais objetivos do programa estão a criação de protocolos de segurança, campanhas educativas e ações de conscientização sobre assédio e violência de gênero. O texto também prevê o estímulo a parcerias com empresas de transporte por aplicativo para a oferta de treinamentos obrigatórios a motoristas, além da implementação de canais diretos de denúncia de assédio e má conduta, integrados com a Guarda Civil Municipal (GCM) e outros órgãos de proteção à mulher.

A proposta ainda estabelece o reforço da fiscalização sobre a regularidade de veículos e condutores cadastrados nas plataformas, por meio dos setores competentes da administração municipal.

Com a aprovação no Legislativo, o projeto aguarda agora a análise do Executivo para ser transformado em lei. Caso sancionado, o PMPP poderá representar um avanço significativo na proteção das passageiras e no combate à violência de gênero no transporte urbano de Jandira.

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Foto: CMJ

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Brasil lidera América Latina em número de milionários, mas é campeão global em desigualdade

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O Brasil atingiu em 2024 a marca de 433 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,5 milhões), segundo o relatório Global Wealth Report, elaborado pelo banco suíço UBS. Com esse número, o país se consolida como o líder em milionários na América Latina e ocupa a 19ª colocação no ranking global.

O levantamento analisou a dinâmica da riqueza em 56 países responsáveis por mais de 92% da riqueza mundial. No Brasil, o número de milionários cresceu 1,6% entre 2023 e 2024. O país está à frente de economias como Rússia e México, mas ainda distante de líderes como os Estados Unidos (23,8 milhões de milionários), China (6,3 milhões), França (2,8 milhões), Japão (2,7 milhões) e Alemanha (2,6 milhões).

Na América Latina, o México aparece em segundo lugar, com 399 mil milionários.

Patrimônio médio cresce, mas desigualdade se mantém alta

Além do aumento no número de milionários, o Brasil também registrou crescimento no patrimônio da população em geral. A média de riqueza por adulto subiu 6,4% em 2024, enquanto a mediana cresceu 9%, ambos os índices ajustados pela inflação. Desde o início da década, a média acumulou alta de 23%, e a mediana, de 28%.

Apesar dos avanços, o relatório chama atenção para a alta concentração de riqueza no Brasil. O país divide com a Rússia o maior índice de Gini patrimonial do mundo: 0,82 — em uma escala de 0 a 1, em que quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade.

Outros países com altos níveis de concentração são África do Sul (0,81), Emirados Árabes Unidos (0,81) e Arábia Saudita (0,80). Nações com economias igualmente avançadas, como Alemanha (0,68), Suíça (0,67) e China (0,62), exibem índices consideravelmente menores.

Ranking global de milionários em 2024

(quantidade de pessoas com mais de US$ 1 milhão):

  1. Estados Unidos
  2. China
  3. França
  4. Japão
  5. Alemanha
  6. Reino Unido
  7. Canadá
  8. Austrália
  9. Itália
  10. Coreia do Sul
  11. Brasil
  12. Rússia
  13. México

Países com maior desigualdade patrimonial (Índice de Gini):

  1. Brasil – 0,82
  2. Rússia – 0,82
  3. África do Sul – 0,81
  4. Emirados Árabes Unidos – 0,81
  5. Arábia Saudita – 0,80
  6. Suécia – 0,77
  7. Estados Unidos – 0,77

Apesar do crescimento econômico e do avanço patrimonial, o estudo do UBS reforça que a concentração de riqueza continua sendo um dos principais entraves ao desenvolvimento social no Brasil, exigindo políticas públicas mais eficazes para promover maior equidade.

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Foto: C. Fernandes/Getty Images

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Barueri cria Censo Qualificado para mapear pessoas com autismo e aprimorar políticas públicas

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A Câmara Municipal de Barueri aprovou, nesta terça-feira (17), a criação do Censo Qualificado das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A nova medida tem como objetivo mapear, identificar e cadastrar de forma mais precisa a população com autismo no município, servindo como base para a formulação de políticas públicas mais eficazes nas áreas de saúde, educação, assistência social e empregabilidade.

De acordo com o texto aprovado, o levantamento será feito periodicamente — preferencialmente de forma anual — e o cadastro poderá ser realizado tanto pela internet quanto presencialmente em postos de saúde indicados pela Prefeitura.

Autor do projeto, o vereador Allan Miranda (União Brasil) afirmou que a proposta responde à carência de dados concretos sobre a população com TEA em Barueri. “A falta de informações detalhadas dificulta o planejamento e a implementação de serviços adequados. O levantamento permitirá garantir o acesso a direitos básicos e promover uma inclusão social mais efetiva”, destacou.

O censo irá além da contagem de pessoas diagnosticadas com autismo, incluindo informações sobre o grau do transtorno e outras características relevantes, com o objetivo de assegurar um atendimento mais individualizado e eficiente.

A iniciativa está respaldada por legislações federais como a Lei Berenice Piana (Lei nº 12.764/2012), que reconhece os direitos das pessoas com TEA, e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).

Com a sanção da lei, a expectativa é que Barueri avance como referência em inclusão e atendimento à população autista, adotando ações baseadas em dados atualizados e condizentes com a realidade local.

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Foto: Lourivaldo Fio/PMB

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Baratas sobreviveriam ao fim do mundo? Todas voam e dormem? Veja curiosidades sobre o inseto

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Por mais que não sejam bem-vindas entre os humanos, as baratas têm uma função importante na natureza e são bastante resistentes. De acordo com o Instituto Butantan, esses pontos são fundamentais para entender mais sobre esses insetos.

O Portal do Butantan consultou a bióloga e pesquisadora científica do Laboratório de Bioquímica do Instituto Butantan Adriana Rios Lopes, que respondeu perguntas como se as baratas têm casca dura, se dormem e se sobreviveriam ao fim do mundo.

1.    O que são as baratas?

As baratas pertencem à ordem Blattodea, termo que vem da palavra blatta (“barata” em latim), e à superordem de insetos Dictyoptera, termo vindo do grego antigo diktuon (rede) e pteron (asa). Os primeiros registros de baratas datam de mais de 300 milhões de anos e, atualmente, há mais de 5.000 espécies no mundo. 

Por possuírem um esqueleto formado por quitina, conhecido como exoesqueleto, seis pernas e um par de antenas, são caracterizadas como artrópodes. Todas as baratas são voadoras, ainda que suas asas só se formem na fase adulta.

Apesar disso, elas tendem a voar somente em caso de fuga ou quando precisam fazer deslocamentos maiores. Por isso, é mais comum encontrá-las no chão ou escalando alguma parede. 

2.    Como funciona a alimentação das baratas?

As baratas são insetos onívoros, ou seja, comem de tudo, especialmente matéria orgânica em decomposição – por isso, desempenham um papel fundamental no processamento de matéria orgânica na natureza. Elas adoram restos de plantas e pequenos animais porque deles extraem gorduras, amido, açúcar, bactérias e fungos – além de alimentá-las, esses materiais mantêm suas reservas energéticas em dia e permitem que elas fiquem muitos dias sem se alimentar.

Baratas que vivem nas cidades preferem locais úmidos e com resíduos de lixo e, por isso, costumam perambular pelos esgotos e lixeiras. 

As baratas também servem de alimento para diversos animais como aves, quelônios e escorpiões; e, por serem tão resistentes às bactérias e fungos, costumam ser objeto de pesquisa de cientistas, que estudam seu sistema de defesa.

3.    É verdade que se o mundo acabasse só sobrariam as baratas?

As baratas vivem na Terra há muito mais tempo que a humanidade, o que indica que possuem uma incrível resistência a diferentes eras geológicas. Mas como elas conseguiram sobreviver por tanto tempo? Por uma série de fatores. 

O primeiro deles é porque se proliferam rapidamente, graças a um ciclo de reprodução curto: de dois a nove meses entre a eclosão dos ovos, a formação das ninfas (a barata adolescente) e a fase adulta. A depender da espécie de barata, elas podem por ovos de cinco a 20 vezes ao longo da vida, colocando até 50 ovos por vez. Enquanto algumas morrem, outras tantas estão nascendo por aí. 

Outro ponto importante é que as baratas conseguem passar dias sem comer e beber, porque acumulam uma espécie de gordura que serve de reserva metabólica – aquela gosma branca fedida que surge quando ela é esmagada. Essa característica permite a elas sobreviver em locais secos e sem alimentos. Uma curiosidade um tanto assustadora sobre o metabolismo das baratas: elas podem continuar caminhando por dias, mesmo sem a cabeça. 

O fato de preferirem viver em locais escuros e úmidos, para permanecerem hidratadas e longe de predadores, também as ajudam a se manter vivas. Como são insetos grandes e escuros, que não voam com facilidade, as baratas ficam expostas em locais com luminosidade, se tornando presas fáceis para serem engolidas ou pisadas. 

Por fim, as baratas tendem a ser resistentes a produtos químicos, inseticidas, bactérias e fungos capazes de adoecer os humanos. Ou seja: patógenos que podem dizimar a humanidade podem nem fazer “cócegas” nas baratinhas.

4.    A barata tem saias?

As asas da barata seriam o mais próximo de uma saia, principalmente quando levantam voo. Mas, diferente da música, as baratas têm quatro asas, divididas em dois pares – um de asas maiores e mais duras e outro de asas menores, que ficam embaixo das maiores, todas formadas de quitina. 

5.    As baratas têm a casca dura?

Todos os artrópodes têm um exoesqueleto, uma estrutura rígida que protege seus órgãos, feito de quitina. A estrutura dá sustentação ao corpo das baratas, e pode ser considerada uma “casca dura”. É ela que garante o isolamento da reserva energética e da água retida pela barata, evitando seu contato com o ambiente. O exoesqueleto confere ainda uma resistência mecânica, que funciona como uma armadura protegendo a integridade das baratas.

6.    As baratas dormem em locais fofos?

As baratas fogem de ambientes claros para não serem vistas por predadores, e é nestes mesmos lugares que preferem dormir. Sim, as baratas dormem! Por serem animais noturnos, elas dormem antes do anoitecer nos locais onde se mantêm escondidas durante o dia: dentro de caixas, guarda-roupas, galpões, covas de cemitério. Um exemplo clássico desse comportamento é o da barata-americana (Periplaneta americana), comum em áreas urbanas de países tropicais, como o Brasil. Há, porém, baratas que vivem em locais de mata, como a barata-de-madagascar (Gromphadorhina portentosa), entre outras.

7.    As pernas das baratas são peludas?

As pernas das baratas contêm estruturas pontiagudas e fininhas que até parecem, mas não são, pelos. São pequenas deformações, semelhantes a espinhos bem estreitinhos, que elas usam para se defender dos predadores. As estruturas também ajudam as baratas a se fixar melhor no solo. Inclusive, suas pernas são dotadas de músculos porque elas precisam de pernas fortes para fazer o esforço de locomoção e levantar voo.

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Fonte/foto: GESP

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Pirapora do Bom Jesus reforça oposição à instalação de aterro sanitário na Fazenda Cacique

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A Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus reforçou oficialmente sua oposição à instalação de um aterro sanitário de grande porte na região da Fazenda Cacique. Nesta semana, a Administração Municipal protocolou na Justiça um pedido para ingressar como parte autora em uma Ação Civil Pública que já tramita contra o projeto, sob responsabilidade da empresa Ecoparque Pirapora Ambiental S.A.

O empreendimento tem gerado forte preocupação entre autoridades e moradores locais, principalmente pelos riscos ambientais, sociais e urbanísticos que representa. Segundo a Prefeitura, a área prevista para o aterro é rural, de difícil acesso e ambientalmente sensível, o que, na visão do Executivo, agrava os impactos negativos do projeto.

Entre os principais pontos destacados pela gestão municipal estão:

  • Risco de contaminação do solo e das águas por chorume;
  • Tráfego pesado de caminhões em zonas urbanas do município;
  • Danos potenciais a nascentes e à fauna silvestre da região;
  • Falta de estrutura técnica da Prefeitura para fiscalizar e acompanhar um projeto dessa dimensão.

A Administração também aponta a ausência de audiência pública prévia — etapa essencial em processos ambientais dessa natureza — e uma grave irregularidade fundiária: o terreno onde se pretende instalar o aterro não pertence à empresa responsável, mas sim a terceiros.

Diante desse cenário, a Prefeitura solicita que a CETESB suspenda imediatamente a análise de viabilidade do empreendimento, apoiando a concessão de liminar nesse sentido. O Município está alinhado com os argumentos da ONG Ação Ambiental, autora da ação judicial, e caso o pedido de inclusão como parte autora não seja aceito, já declarou formalmente apoio integral aos pedidos da ONG.

Para a Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus, a combinação de riscos ambientais, ausência de consulta pública, falta de capacidade técnica local e irregularidades na posse do terreno torna inviável a implantação do aterro sanitário no município.

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Foto: Gilberto Labriola/PMPBJ

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Estudo aponta GCM de São Paulo como maior do país, mas com efetivo abaixo do ideal para população

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Um levantamento inédito realizado pela Associação Nacional de Guardas Municipais (AGM Brasil) revelou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo possui o maior efetivo do país, com 7.360 agentes. Apesar do número expressivo, a proporção em relação à população da capital paulista está bem abaixo do recomendado pela entidade.

Segundo a AGM, o ideal seria uma média de um guarda municipal para cada 250 habitantes. Na cidade de São Paulo, a proporção atual é de um agente para cada 1.616 moradores — mais de seis vezes inferior ao recomendado. O estudo mapeou os efetivos das guardas municipais em 23 capitais brasileiras, apontando o Rio de Janeiro em segundo lugar, com 7.276 agentes, seguido por Fortaleza, com 2.814.

Para o presidente da AGM Brasil, Reinaldo Monteiro, os dados reforçam a urgência de políticas públicas voltadas à contratação de novos guardas. “Esses números não são suficientes para dar conta das demandas atuais das capitais. Por isso fizemos essa pesquisa: para deixar claro aos prefeitos que é necessário repor os quadros com a contratação de novos servidores, além de substituir aqueles que faleceram ou se aposentaram”, afirmou.

Para Reinaldo Monteiro, os dados reforçam a urgência de políticas públicas voltadas à contratação de novos guardas. – Foto: Reprodução

O estudo também chama atenção para a baixa representatividade feminina nos quadros da GCM paulistana. Das 7.360 vagas, apenas 1.791 são ocupadas por mulheres, o que corresponde a 24,33% do total. Neste quesito, Fortaleza se destaca entre as capitais com maior presença feminina, com 33,01% do efetivo formado por mulheres.

Para Monteiro, a baixa participação feminina é reflexo de uma ausência de políticas inclusivas nas administrações municipais. “A maioria dos prefeitos não trabalha com esse foco. O ideal é que ao menos 40% do efetivo seja formado por mulheres. Estamos desenvolvendo um trabalho para que a mulher tenha maior participação, não apenas nas equipes, mas também em cargos de chefia e gestão”, pontuou.

A AGM já planeja ampliar o levantamento para outras regiões do país. O próximo passo será mapear os efetivos das guardas municipais na Região Metropolitana de São Paulo, especialmente nos municípios que integram o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana (CIOESTE).

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Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Mais de 1,7 tonelada de maconha é apreendida em caminhão estacionado em Barueri

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Em uma grande operação realizada na quarta-feira (28), policiais civis do Departamento Estadual de Repressão e Prevenção ao Narcotráfico (Denarc) apreenderam mais de 1,7 tonelada de maconha em Barueri. A droga estava escondida em meio a uma carga de soja transportada por um caminhão que seria utilizado para abastecer pontos de tráfico na capital paulista.

Após um trabalho de inteligência e campanas, os investigadores localizaram o veículo estacionado em um pátio no município. Com a permissão dos funcionários do local, a equipe entrou e encontrou o caminhão destrancado e com a chave na ignição, mas sem sinal do motorista.

Foram recolhidos mais de 1,7 mil tijolos de maconha. – Foto: SSP-SP

Apesar de, inicialmente, não encontrarem nada suspeito além da soja a granel, o forte odor de maconha levou os policiais a realizarem uma busca mais minuciosa. Eles localizaram diversas caixas e embalagens com os entorpecentes — mais de 1,7 mil tijolos da droga foram apreendidos.

Além da droga, foram encontradas notas fiscais e uma carteira de habilitação em nome de um homem que agora é investigado por tráfico. Todo o material foi encaminhado para perícia.

O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) do Denarc, que prossegue com as investigações para identificar e prender os responsáveis pela carga ilícita.

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Fotos: Divulgação/SSP-SP

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