A força da presença midiática na construção de autoridade das marcas – por Adriana Vasconcellos Soares

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Em um mercado cada vez mais competitivo, estar presente nas redes sociais já não é uma escolha. É uma necessidade estratégica para qualquer empresa que busca relevância, reputação digital e relacionamento com o público. No entanto, um ponto decisivo ainda passa despercebido por muitos negócios. A presença qualificada dos seus líderes nos meios de comunicação tradicionais como jornais, revistas, rádio e TV.

A figura do porta-voz tornou-se um ativo estratégico. Quando o responsável pela marca assume esse papel e se posiciona nos veículos de comunicação, sua empresa se apresenta ao mercado com mais clareza, propósito e credibilidade. Essa visibilidade não acontece por acaso. Ela exige método, relacionamento e narrativa. É nesse cenário que a assessoria de imprensa ganha protagonismo.

Uma assessoria especializada vai além da divulgação. Ela estrutura reputação, desenvolve autoridade, orienta o porta-voz, define mensagens-chave, aproxima a marca dos jornalistas e coloca o negócio nas pautas certas, nos momentos certos e nos veículos adequados. O resultado aparece na construção de presença consistente e na percepção de valor do mercado. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) revela que 82,2% das empresas seguem investindo fortemente em assessoria de imprensa. Esse número mostra que as organizações reconhecem que autoridade não se compra por meio de anúncios. Ela se conquista com estratégia, narrativa e presença contínua.

Por que estar na mídia também é essencial para aparecer nas IAs

Com a evolução das ferramentas de inteligência artificial generativa, a presença midiática passou a ter impacto direto na visibilidade digital. Isso ocorre porque assistentes de IA e mecanismos avançados de busca cruzam dados públicos e confiáveis para gerar respostas. Eles priorizam conteúdos de meios jornalísticos, entrevistas, reportagens e portais reconhecidos.

Quando uma empresa ou porta-voz aparece na imprensa, a informação se torna registrável, verificável e rastreável. Isso aumenta as chances de ser citada pelos sistemas de IA em respostas, análises de mercado e recomendações automáticas. A imprensa funciona como uma camada de validação que reforça a reputação digital perante algoritmos que buscam fontes seguras. Ou seja, presença na mídia é sinônimo de presença nos ambientes que influenciam a tomada de decisão dos consumidores. Marcas que não investem nessa construção ficam menos visíveis e menos citadas nos mecanismos baseados em IA, que hoje formam parte relevante do processo de descoberta de produtos, serviços e especialistas.

Benefícios diretos de contar com assessoria de imprensa

Uma estratégia bem conduzida traz avanços sólidos como:
– Reconhecimento no mercado
– Visibilidade estratégica
– Presença nos principais portais
– Reputação duradoura
– Apoio ao posicionamento do porta-voz
– Narrativa estruturada e alinhada ao propósito da marca
– Relação contínua com jornalistas e veículos
– Aumento das menções orgânicas por IA

A assessoria fortalece a marca e abre portas que não se conquistam apenas com marketing digital. Enquanto anúncios impulsionam a presença imediata, a comunicação estratégica gera valor permanente.

Contar com especialistas em comunicação aumenta a precisão da mensagem e amplia as oportunidades de exposição qualificadas. Uma assessoria de imprensa experiente identifica pautas relevantes, orienta o porta-voz, prepara o conteúdo e posiciona a marca nos veículos certos. Esse trabalho cria um ciclo contínuo de autoridade que se reflete em visibilidade, percepção de credibilidade e fortalecimento institucional.

Em um ambiente marcado por excesso de informação, conquistar espaço na mídia e ser reconhecido por sistemas de IA se tornou um diferencial competitivo. Empresas que compreendem esse movimento ganham destaque e ampliam sua força no mercado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Dia das Mulheres expõe avanços e desigualdades na vida das brasileiras

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Empreender, cuidar da família e lidar com desigualdades que ainda marcam o mercado de trabalho fazem parte da rotina de milhões de brasileiras. Para muitas delas, a busca por autonomia profissional também nasce do desejo de equilibrar carreira e maternidade.

Maria Joana Darc Paulino Gomes Barbosa, proprietária da Sapataria Ophicina Dos Calçados, divide o dia entre a gestão de um negócio no setor de serviços e os cuidados com os filhos. A decisão de empreender surgiu justamente da necessidade de ter mais flexibilidade para acompanhar o crescimento da família, levá-los à escola e participar mais de perto do cotidiano deles. Joana afirma que organização e uma rede de apoio formada pelo marido e pela família foram fundamentais para tornar essa rotina possível.

Maria Joana Darc Paulino Gomes Barbosa
Foto: Arquivo Pessoal

A trajetória da empresária reflete um movimento crescente no país. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, indicam que cerca de 48,1 milhões de mulheres fazem parte da força de trabalho brasileira, considerando a população com 14 anos ou mais. Apesar disso, a participação feminina no mercado ainda é menor que a masculina. Enquanto a taxa de participação dos homens supera 70%, entre as mulheres fica pouco acima de 50%. No mesmo período, o Brasil registrou cerca de 103 milhões de pessoas ocupadas, um dos maiores patamares da série histórica, mas a desigualdade permanece visível.

O desemprego segue mais elevado entre mulheres. Levantamentos da PNAD Contínua mostram que, em alguns períodos recentes, a taxa de desocupação feminina superou 8%, enquanto entre os homens ficou próxima de 5% a 6%. A diferença é ainda maior no recorte racial, já que mulheres negras continuam registrando taxas mais altas de desocupação e informalidade.

Outro fator relevante nesse cenário é a dupla jornada. Além das atividades profissionais, as mulheres seguem dedicando mais tempo aos cuidados da casa e da família. A consultora e professora de Comércio Exterior Marcia Hashimoto afirma que o desafio exige disciplina e organização constantes. “Administrar o tempo é uma habilidade essencial para quem concilia família e carreira. Aprender a organizar a rotina ajuda a minimizar a culpa que muitas mães sentem ao dividir as responsabilidades entre o trabalho e os cuidados com os filhos”, explica.

Marcia Hashimoto – Foto: Arquivo pessoal

Empreendedorismo cresce entre mulheres

Diante dessas dificuldades, o empreendedorismo tem surgido como alternativa para muitas brasileiras. Levantamento do Sebrae com base na PNAD Contínua mostra que o Brasil possui cerca de 10,4 milhões de mulheres à frente do próprio negócio, número recorde e equivalente a aproximadamente 34% dos empreendedores do país. O crescimento é significativo nas últimas décadas, mas ainda convive com obstáculos como acesso mais restrito a crédito e menor faturamento médio.

A corretora de seguros e criadora do Empodera, grupo de empresárias que aposta no networking e na colaboração feminina para o crescimento de mulheres no empreendedorismo, Fatima Cossolin já conciliou a maternidade com a gestão de um negócio próprio e afirma que organização e capacitação profissional são fundamentais nesse processo. Segundo ela, quando existe preparo e planejamento, é possível administrar as demandas da família e do trabalho. “A presença feminina no empreendedorismo evoluiu nos últimos anos, embora ainda exista espaço para maior valorização e respeito às mulheres no ambiente profissional”, diz.

Fatima Cossolin – Foto: Arquivo Pesoal

A experiência de outras empreendedoras reforça esse cenário. Michelle Magalhães Costa, fundadora da Pulse Estratégia, decidiu estruturar o próprio negócio para conseguir permanecer mais próxima da família. Sem rede de apoio familiar e sem babá, precisou reorganizar a rotina e priorizar escolhas que permitissem conciliar maternidade e carreira. “O maior desafio é o tempo. Muitas vezes precisamos dizer não a projetos interessantes porque sabemos que não conseguiremos assumir naquele momento”, afirma. Para Michelle, a maternidade também exige mudanças de mentalidade e mais clareza sobre os próprios limites. “Não existe romantismo. A carga para a mulher é maior, mas seguimos trabalhando e buscando crescer”, resume.

Michelle Magalhães Costa. – Foto: Arquivo Pessoal

A experiência de Maria Joana Darc Paulino Gomes Barbosa também ilustra essa realidade. Ela afirma que eliminar o sentimento de culpa foi um passo importante para equilibrar vida pessoal e profissional. Apesar da satisfação com a escolha, reconhece que os desafios são constantes, especialmente na administração do tempo e nas cobranças internas provocadas pela dupla jornada. Ela também percebe dificuldades no acesso a crédito e financiamentos para mulheres empreendedoras, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à educação financeira e a linhas de financiamento mais acessíveis. Para outras mães que pensam em empreender, deixa uma mensagem baseada na própria experiência. “É preciso resiliência e perseverança, porque os dias difíceis existem, mas quem tem clareza sobre seus objetivos não deve desistir”, incentiva.

Violência, desigualdade e saúde ainda desafiam políticas públicas

No campo da violência, os números continuam alarmantes. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.492 feminicídios em 2024, o maior número desde que esse tipo de crime passou a ser tipificado na legislação brasileira. A maioria das vítimas é mulher negra e grande parte dos assassinatos ocorre dentro da própria residência, geralmente cometidos por parceiros ou ex-parceiros.

A violência sexual também permanece elevada. O relatório aponta mais de 87 mil registros de estupro em um ano, o equivalente a uma ocorrência aproximadamente a cada seis minutos no país. Especialistas alertam que os números podem ser ainda maiores devido à subnotificação desses crimes.

No âmbito das políticas públicas, o enfrentamento à violência contra a mulher envolve diferentes iniciativas federais e estaduais. O Ministério das Mulheres coordena programas voltados à prevenção da violência, fortalecimento da rede de proteção e ampliação de serviços de atendimento às vítimas. Entre os principais canais de apoio está a Central de Atendimento à Mulher, conhecida como Ligue 180, que funciona como serviço nacional de orientação e denúncia.

Já na área da saúde, as ações são orientadas pela Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, conduzida pelo Ministério da Saúde. O sistema público garante exames preventivos para câncer de mama e de colo do útero, acompanhamento pré-natal e assistência durante o parto e o puerpério. Propostas em discussão também buscam ampliar políticas específicas voltadas à menopausa e ao climatério.

O conjunto desses dados mostra que o Dia das Mulheres no Brasil representa ao mesmo tempo um momento de reconhecimento das conquistas e um alerta para desafios que ainda persistem. Avançar na igualdade de oportunidades depende de políticas públicas consistentes, mudanças culturais e de uma sociedade que reconheça a participação feminina como parte essencial do desenvolvimento econômico e social do país.

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Como os links nas legendas do Instagram podem transformar engajamento e conversão – por Adriana Vasconcellos Soares

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O Instagram iniciou uma mudança importante na dinâmica do feed ao testar links clicáveis diretamente nas legendas das publicações. Antes disso, links funcionavam quase sempre na bio, nos stories ou em anúncios pagos, o que criava barreiras entre o interesse do usuário e a ação desejada. Agora, o caminho pode ficar mais curto, mais fluido e mais estratégico para quem cria e consome conteúdo.

A novidade já começou a ser liberada, mas por enquanto apenas para assinantes do programa Meta Verified. A opção aparece no momento da criação da postagem e o acesso está sendo distribuído aos poucos. Isso permite que alguns perfis direcionem o público de forma imediata para um site, WhatsApp, página de vendas ou matéria jornalística sem depender do famoso “link na bio”. Para quem trabalha com conteúdo e conversão, essa simplificação reduz etapas e tende a aumentar cliques, visitas e compras.

O movimento acompanha uma tendência global. Plataformas como TikTok e YouTube já investem há algum tempo em formatos que aproximam conteúdo e ação rápida, competindo por retenção e transações dentro da própria sessão de uso. Com isso, a Meta sinaliza uma estratégia clara: tornar seus produtos mais atrativos para criadores e marcas que dependem de resultados diretos no digital.

A legenda sempre foi o espaço com mais profundidade no Instagram. É ali que entram contexto, argumentos e storytelling. Com o link incorporado, a legenda deixa de ser apenas narrativa e passa a funcionar como ponto de conversão. Isso favorece criadores, profissionais autônomos, empreendedores e empresas que precisam gerar ações imediatas como cadastro, compra ou acesso a conteúdos externos.

Há também impacto direto nas estratégias orgânicas. Durante anos, a limitação dos links dividiu o fluxo de navegação e reduziu taxas de clique. Agora, conteúdos jornalísticos, lançamentos de produtos, páginas de venda e formulários passam a competir em igualdade com formatos antes restritos aos anúncios. Isso pode ajudar veículos de comunicação, que ganham uma porta de entrada mais rápida entre post e matéria, e também criadores que oferecem materiais complementares, newsletters e comunidades.

Ainda assim, especialistas alertam para um ponto de atenção pouco discutido. Como o clique leva o usuário para fora do Instagram, ainda está em análise o impacto sobre alcance e entrega. O algoritmo prioriza retenção e permanência dentro da plataforma. Posts que geram saída imediata podem ser interpretados de forma diferente pelo sistema. Essa resposta só ficará clara com testes e monitoramento constante.

Outro efeito esperado é a mudança progressiva no comportamento do público. Produtos vistos no feed podem ser comprados na hora. Postagens informativas podem virar portas de aprofundamento imediato. Criadores podem direcionar para páginas específicas sem exigir navegação extra. Tudo isso transforma o feed em uma etapa mais estratégica dentro do funil de decisão.

Para quem trabalha com dados, este é um momento de observação ativa. É essencial acompanhar métricas como CTR das legendas, variação no tempo médio de visualização, impressões e diferenças de entrega entre posts com e sem link. O período inicial deve ser experimental e orientado por ajustes finos.

Ainda não há data confirmada para liberação geral. Mas o avanço dos testes indica um Instagram cada vez mais focado em agilidade, integração entre conteúdo e ação e redução de fricção na jornada do usuário. Se o recurso se consolidar, marcas, criadores e empresas terão novas possibilidades de resultado e precisarão adaptar a escrita, a estratégia e o planejamento de conteúdo para aproveitar esse potencial.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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A responsabilidade no processo de vendas – por Adriana Vasconcellos Soares

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A dinâmica de vendas em 2026 exige clareza absoluta sobre o papel de cada área que compõe o funil. Muitas empresas misturam funções, criam expectativas equivocadas e, quando o resultado não vem, responsabilizam setores que nunca tiveram a atribuição de vender. Essa confusão prejudica equipes, desgasta relações e desorganiza investimentos. Por isso, entender a responsabilidade de marketing, assessoria de imprensa e comercial não é apenas necessário. É estratégico.

O marketing tem a missão de gerar demanda qualificada. Ele posiciona a marca, comunica diferenciais, cria presença digital e atrai pessoas que têm potencial real para comprar. Quando existe planejamento, consistência e leitura correta de público, o marketing entrega visibilidade, interesse e tráfego. Ele aproxima o cliente, mas não conduz a negociação. Sua função é criar condições para que a venda aconteça.

A assessoria de imprensa atua em outra esfera. Ela constrói reputação, fortalece a imagem institucional e abre portas na mídia. Também é responsável por relacionamentos com jornalistas e influenciadores, criação de pautas, envio de releases, organização de coletivas e monitoramento de notícias. Além disso, passa a exercer um papel estratégico no ecossistema das inteligências artificiais, já que as citações feitas por esses sistemas têm origem em fontes confiáveis e amplamente referenciadas. Quando uma marca aparece com frequência em veículos qualificados, em sites institucionais bem estruturados e em bases respeitadas, aumenta suas chances de ser reconhecida como entidade por algoritmos e, consequentemente, mencionada nas respostas geradas por IA. Esse reconhecimento não é imediato. Ele se forma por meio de visibilidade contínua, consistência informativa e presença em fontes externas verificáveis. A assessoria também auxilia no gerenciamento de crises e no posicionamento público. A imprensa entrega autoridade, credibilidade e percepção de valor. Esses fatores impactam vendas no médio e longo prazo, mas não substituem a atuação comercial.

O comercial é quem fecha. É quem aborda, qualifica, conduz a conversa e transforma oportunidade em contrato. É no comercial que o processo encontra seu ponto decisivo. Quando leads chegam em volume e qualidade adequados, mas a conversão não avança, o problema não está na comunicação. Está na forma de abordar, no momento escolhido, na ausência de acompanhamento, na falta de conhecimento sobre o produto ou em técnicas ainda pouco desenvolvidas. Culpar o marketing ou a assessoria quando o comercial não executa sua parte é transferir responsabilidade.

É papel da comunicação alinhar essa expectativa desde a primeira reunião. Quando o cliente entende quem faz o quê, reduz frustrações e toma decisões mais inteligentes sobre investimentos. Reuniões iniciais claras evitam conflitos futuros, protegem profissionais e fortalecem parcerias de longo prazo. Marcas que compreendem essa diferença conseguem mensurar resultados com mais transparência e evoluir com mais rapidez.

Marketing e assessoria ampliam alcance, reputação e oportunidades. O comercial transforma isso em receita. Cada área opera em um estágio diferente da jornada do cliente e todas são necessárias. O erro está em esperar que uma substitua a outra.

Se você quer atrair clientes mais qualificados em 2026, estou aqui para ajudar.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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O comportamento do consumidor em 2026 – por Adriana Vasconcellos Soares

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O consumidor de 2026 busca facilidade em todos os pontos da jornada. Ele não quer percorrer etapas longas, mudar de ambiente ou lidar com processos que exigem atenção total. Pesquisas da Euromonitor mostram que o público valoriza conforto, simplicidade e experiências que se encaixem no cotidiano, sem esforço extra. A tendência se confirma em estudos do RBC Capital Markets, que apontam maior sensibilidade ao valor e preferência por soluções diretas e funcionais.

Esse cenário desloca a lógica de presença digital. A compra deixa de depender da loja e passa a acontecer no ambiente onde o consumidor já está. Direct, WhatsApp e comentários se tornam locais naturais de conversão. A jornada é fluida e deve acompanhar o usuário de forma integrada. Plataformas como Instagram e TikTok aceleram esse processo ao estimular consumo imediato, o que torna arriscada a dependência de um único canal. Segundo o Jobspace, o comportamento híbrido é padrão e exige múltiplos pontos de contato funcionando de forma coerente.

Outro aspecto relevante é a busca por continuidade. O público não se envolve mais com conteúdos isolados. Ele procura narrativas que avancem, formatos reconhecíveis e entregas frequentes. Essa mudança impulsiona a lógica de canal, em que marcas e criadores trabalham quadros fixos, rotinas editoriais e identidade visual consistente. A Euromonitor aponta que quase metade dos consumidores desejam experiências personalizadas e com sensação de familiaridade. Postagens avulsas geram atenção momentânea. Séries criam hábito.

A tecnologia acelera essa transformação. Processos que antes exigiam grandes equipes agora podem ser estruturados por meio de planejamento e recursos de automação e inteligência artificial. Isso permite escala sem perder qualidade. Estudos da Consumidor Moderno indicam que o público aceita bem o uso de IA, desde que aplicado de forma transparente e realmente útil. O consumidor de 2026 também rejeita barreiras. Caminhos engessados, obrigatoriedade de aplicativos próprios ou etapas desnecessárias geram abandono imediato. Experiências conectadas, e não apenas multicanais, são as que se destacam. O cliente espera que uma conversa iniciada em um canal continue em outro sem perda de contexto. Quando a marca simplifica, a conversão cresce.

Outro movimento importante é a transformação do conteúdo em experiência. Quando marcas estruturam sua presença como um programa, com linguagem própria e entregas recorrentes, a audiência passa a voltar de forma espontânea. Essa dinâmica já aparece em grupos de mídia que adaptam formatos tradicionais para vídeos verticais e narrativas episódicas pensadas para consumo mobile. O conteúdo nasce no digital e para o digital.

Em 2026, presença digital eficiente depende mais de estratégia do que de volume. A construção de séries, estilos definidos e rotinas consistentes fortalece a relação. Marcas que entendem o comportamento atual deixam de disputar atenção e começam a desenvolver vínculo de longo prazo.

As previsões se alinham em diferentes estudos. A Euromonitor destaca o desejo por conforto. O RBC aponta a busca por valor real. A Consumidor Moderno reforça a importância do bem-estar e do uso consciente de tecnologia.

O Jobspace evidencia a preferência por jornadas integradas. Em conjunto, esses dados mostram um consumidor que busca facilidade, continuidade e conexão. Marcas que se adaptam a esse movimento conquistam vantagem competitiva, porque atendem não apenas a um desejo imediato, mas a um padrão de consumo que tende a se fortalecer nos próximos anos.

Por fim, a assessoria de imprensa ganha um papel ainda mais relevante nesse cenário. Com consumidores que valorizam clareza, confiança e experiências contínuas, torna-se essencial construir presença institucional sólida, visibilidade qualificada e reputação bem estruturada. A imprensa atua como ponte entre marca e sociedade, ampliando autoridade, fortalecendo narrativas e garantindo que a empresa seja encontrada, citada e reconhecida nos ambientes onde o público busca informação. Enquanto o conteúdo do dia a dia cria relação, a assessoria sustenta credibilidade, contextualiza a marca no setor e reforça sua relevância no longo prazo. Essa combinação coloca as empresas em posição de vantagem em 2026, unindo conexão imediata e reputação consistente.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Por que copiar trends afasta clientes e prejudica sua marca – por Adriana Vasconcellos Soares

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Hoje vamos falar sobre a ideia de que, se todo mundo do nicho está fazendo determinada trend, vale simplesmente copiar. Essa percepção parece inofensiva. Ela diverte, chama atenção e passa a sensação de que basta reproduzir o formato para alcançar mais pessoas. Só que, quando uma trend é   copiada sem análise do público, o resultado costuma ser o oposto do esperado. Em vez de gerar conexão, pode afastar justamente quem deveria se aproximar.

Um exemplo comum acontece com lojistas que entram em trends sobre clientes que experimentam vários produtos e não levam nada. Outra pessoa do setor pode achar graça, mas a cliente real interpreta de outro jeito. Ela pode lembrar de um dia em que não encontrou o tamanho certo, se sentiu constrangida por não comprar ou simplesmente pensar que está sendo criticada. Isso enfraquece a relação, diminui a confiança e pode até afastar um possível comprador.

Esse comportamento se repete em várias áreas. Corretores que usam termos que só outros corretores entendem, advogados que produzem trends cheias de jargão jurídico, profissionais de saúde que repetem vídeos técnicos porque viram colegas fazendo. A motivação é sempre a mesma. O conteúdo funcionou para alguém do nicho e foi replicado sem avaliar se fazia sentido para o cliente ideal. Grande parte desses erros surge porque muitos criadores consomem o Instagram como usuários e não como marcas. Assistem conteúdos de colegas, gostam e repetem. Só que quem precisa gostar é o cliente. É ele quem define se a mensagem é clara, útil e relevante. Quando o público não entende a linguagem ou não se sente parte da conversa, o vídeo perde força e a plataforma reduz o alcance nas publicações seguintes.

As redes sociais funcionam como ambiente de descoberta e relacionamento. Textos e vídeos curtos pedem clareza, identificação e mensagens que despertam interesse rápido. Não é espaço para críticas indiretas, aulas longas ou conteúdo técnico demais. É possível provocar reflexão e chamar atenção para comportamentos que merecem cuidado, mas sempre com foco em conexão real e não em ironia.

Antes de entrar em uma trend, vale observar alguns pontos simples. A mensagem conversa com a dor do meu cliente ideal? Corre o risco de ser interpretada como crítica? Está alinhada ao posicionamento da minha marca? Ajuda a reforçar a proposta de valor da minha marca? Se a resposta a estas perguntas for não, é melhor adaptar a ideia ou buscar uma linha própria.

Trends podem ser úteis quando fortalecem a identidade da marca e fazem sentido para quem realmente importa, mas deixam de ser estratégia quando são copiadas apenas porque o mercado está fazendo. Quando a criação passa a olhar primeiro para as necessidades do cliente, a comunicação ganha precisão, propósito e consistência.

Ao trocar indiretas vazias por conteúdos que geram identificação verdadeira, a marca evolui de quem segue o fluxo para quem lidera a conversa. Essa mudança simples já coloca qualquer perfil no caminho certo.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Por que ser citado por inteligências artificiais virou ativo estratégico – por Adriana Vasconcellos Soares

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Já tratei desse tema anteriormente nesta coluna, mas vale retomar. Durante muito tempo, o SEO operou dentro de uma lógica previsível. Produzir conteúdo, conquistar posições nos buscadores, atrair tráfego e converter. Mesmo com mudanças constantes de algoritmo, a regra era clara. Quem aparecia mais, tinha mais chances de ser escolhido.

Esse cenário começou a mudar de forma estrutural. Hoje, uma parcela crescente dos usuários inicia sua jornada informacional dentro das inteligências artificiais. Em vez de buscar links, eles fazem perguntas, pedem comparações e recebem respostas prontas. Em muitos casos, essas respostas não geram cliques. Elas formam percepções.

Enquanto empresas seguem focadas apenas em métricas tradicionais, um novo tipo de visibilidade se consolida. A visibilidade por citação. Perguntas que antes movimentavam topo e meio de funil, como o que é, como funciona ou vale a pena, agora são respondidas diretamente pelas IAs. O usuário recebe contexto e alternativas sem acessar um site. O SEO não acaba, mas muda de papel. O topo de funil deixa de ser medido apenas por sessões e passa a ser medido por exposição dentro das respostas algorítmicas.

Não aparecer nesse ambiente significa deixar de existir em um momento decisivo da jornada.

Tráfego zero não é impacto zero. Um erro comum é associar impacto digital apenas a visitas. Na prática, a influência pode estar sendo construída fora do funil tradicional. Quando uma IA cita repetidamente a mesma marca ao longo de diferentes perguntas, o usuário cria familiaridade e confiança, mesmo sem clicar. No momento da conversão, a decisão já foi parcialmente construída. A citação não gerou tráfego, mas gerou consideração.

O princípio da familiaridade segue válido. Pessoas tendem a escolher o que reconhecem. As IAs ampliam esse efeito ao repetir referências em contextos distintos. Muitas empresas só percebem essa mudança nos números finais. As vendas continuam, mas os caminhos tradicionais de atribuição já não explicam tudo. Parte do convencimento aconteceu antes.

Outra consideração relevante é a substituição de pontos de contato. Antes, a jornada passava por blogs, reviews, vídeos e comparadores. Hoje, grande parte desse processo é sintetizada em uma conversa. Isso reduz interações diretas, mas aumenta o peso de cada menção. Uma citação em uma resposta pode valer mais do que várias impressões isoladas. Ser citado por uma IA é gerar influência. Ao mencionar uma marca, a IA sinaliza relevância e confiabilidade. Esse reconhecimento é cumulativo. Quanto mais contexto consistente uma empresa oferece, maiores as chances de continuar sendo referenciada.

A ausência tem custo. Não aparecer é não ser considerado.

O papel da assessoria de imprensa nesse cenário

Nesse contexto, a assessoria de imprensa ganha uma nova camada estratégica. É por meio de pautas relevantes, fontes qualificadas, presença editorial consistente e reputação construída em veículos confiáveis que as marcas se tornam referências reutilizáveis pelas IAs.

Conteúdos jornalísticos bem-posicionados, entrevistas, artigos de opinião, menções em matérias e presença institucional sólida aumentam a probabilidade de citação algorítmica. A IA aprende a partir de fontes confiáveis e recorrentes. A assessoria atua justamente nesse terreno.

Ser citado por inteligências artificiais deixou de ser curiosidade e passou a ser ativo estratégico. Não por gerar cliques diretos, mas por influenciar decisões antes mesmo da intenção explícita de compra. Visibilidade já não é apenas sessão. É presença recorrente, associação clara a temas e soluções, construção de autoridade reaproveitável. Quem entende essa mudança deixa de competir apenas por posição no ranking e passa a disputar espaço mental. Em um ambiente cada vez mais mediado por algoritmos, ser lembrado pode valer mais do que ser clicado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Como construir marcas fortes para quem realmente manda na internet – por Adriana Vasconcellos Soares

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Durante anos, o mercado concentrou esforços em falar com o jovem. Linguagem acelerada, estética efêmera, tendências passageiras e a busca constante pelo que parecia novo dominaram estratégias de marketing e comunicação. Enquanto isso, um movimento silencioso ganhou força. Quem sustenta o consumo, o capital e a estabilidade migraram de forma consistente para o centro do debate digital.

Os dados já não deixam margem para dúvida. As gerações maduras concentram a maior fatia da renda, tomam decisões de compra mais estruturadas e permanecem mais fiéis às marcas. Ainda assim, por muito tempo, foram tratadas como público secundário. O resultado foi um descompasso estratégico que começa a ser corrigido agora.

A internet deixou de ser território exclusivo da juventude. Plataformas envelheceram, comportamentos mudaram e o consumo digital se tornou intergeracional. Hoje, enquanto o jovem experimenta, testa e troca com rapidez, o público maduro observa, compara, valida e permanece. Essa diferença de comportamento muda completamente a lógica de construção de marca. Marcas fortes, nesse contexto, não se constroem por volume de aparições, mas por consistência. Quem realmente manda na internet busca clareza, utilidade, coerência e profundidade. Não se trata de rejeitar inovação, mas de exigir sentido. A estética do maduro, cada vez mais presente, valoriza longevidade, patrimônio simbólico e experiências que resistem ao tempo.

Outro ponto central é a redefinição do conceito de luxo e status. Ostentação perde espaço para estabilidade, conhecimento e qualidade percebida. Produtos, serviços e marcas passam a ser escolhidos não pelo ruído que fazem, mas pelo que representam. Comunicação vazia não se sustenta. Promessas exageradas geram desconfiança. Narrativas bem construídas geram vínculo.

Construir marcas fortes para esse público exige mudança de postura. É preciso sair do impulso e entrar na estratégia. Mostrar história, explicar processos, dar contexto e assumir posicionamentos claros. A autoridade nasce quando a marca demonstra que entende o mundo em que atua e respeita a inteligência de quem consome. A integração entre assessoria de imprensa, conteúdo e presença digital se torna decisiva. Estar em ambientes editoriais confiáveis, produzir informação relevante e manter uma narrativa coerente ao longo do tempo fortalece a reputação. Para as gerações maduras, confiança não se constrói em uma campanha, mas em uma sequência de escolhas bem-feitas.

A disputa por atenção continua intensa, mas o jogo mudou. Quem insiste em falar apenas com quem faz mais barulho corre o risco de ignorar quem realmente decide. Marcas que compreendem essa virada passam a investir em profundidade, escuta e estratégia. E, ao fazer isso, não apenas acompanham a mudança, mas se posicionam à frente dela.

No cenário atual, construir marca é construir sentido. E quem manda na internet hoje é quem valoriza exatamente isso.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Entender para atender – por Adriana Vasconcellos

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Na semana passada participei de dois encontros aqui em Alphaville/Barueri, o Ativa Experience e o Elevate Minds. Temas distintos, palestrantes diferentes e experiências únicas, mas um ponto central emergiu em ambos. Para que exista conexão verdadeira é preciso estabelecer um diálogo que ultrapasse a superfície. A comunicação só ganha força quando há intenção, escuta e disposição para compreender o que o outro realmente deseja transmitir.

Essa ideia não é nova, mas permanece atual. Stuart Hall, um dos principais teóricos da comunicação, já alertava que nenhuma mensagem existe sozinha. Ela depende da interpretação do receptor. Ou seja, comunicar não é apenas emitir informação, mas garantir que ela seja compreendida dentro do contexto, das expectativas e das experiências de quem a recebe.

No campo das relações humanas e profissionais essa lógica é ainda mais evidente. Entender para atender se tornou um princípio de convivência. Serve para a família, para colegas de trabalho e, acima de tudo, para a relação entre marcas e clientes. Sem proximidade e escuta ativa não existe construção de valor. Peter Drucker também reforçava que o objetivo da comunicação é gerar entendimento. Quando não há entendimento, não há impacto.

Vivemos em uma era em que a informação de qualidade se tornou um ativo estratégico. Como jornalista e assessora de imprensa vejo que ouvir continua sendo a ferramenta mais poderosa para acessar informação. É na escuta que surgem nuances, dores, necessidades e oportunidades que muitas vezes passam despercebidas no discurso unilateral. É ouvindo que conseguimos traduzir expectativas em estratégias e transformar percepção em resultado.

Essa troca não é apenas útil. É indispensável. No ambiente corporativo a escuta ativa representa uma vantagem competitiva. Philip Kotler, conhecido como o pai do marketing moderno, afirma que empresas orientadas para o cliente não partem do que querem vender, mas do que o público precisa. Para descobrir essas necessidades é preciso abrir espaço para o diálogo e cultivar relações que permitam entender tanto comportamentos quanto motivações. No fim, comunicar bem é menos sobre falar muito e mais sobre ouvir para falar certo.

O diálogo com propósito fortalece vínculos, constrói confiança e cria relevância. Quando uma empresa se dedica a compreender antes de responder, ela se torna mais eficiente, mais humana e mais presente na vida das pessoas.

A comunicação deixa de ser uma mensagem isolada e passa a ser uma experiência compartilhada. É aí que reside sua força.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Redes sociais no Brasil em 2026, o panorama e como se destacar – por Adriana Vasconcellos

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O Brasil segue entre os países mais conectados e ativos nas redes sociais globalmente. Segundo levantamento recente da DataReportal – Global Digital Insights, há cerca de 150 milhões de “identidades” usando redes sociais no país, equivalente a 70,4% da população total. Além disso, mais de 81% dos usuários de internet acessavam pelo menos uma rede social em outubro/2025.

Com esse nível de penetração, as redes sociais continuam sendo peças fundamentais para marcas, negócios, serviços e criadores de conteúdo, sendo decisivo saber em quais plataformas estar e como atuar.

Por que esse contexto torna a escolha da rede ainda mais estratégica

  • Um levantamento global do Ecommerce Update aponta que o Brasil é um dos países onde as pessoas passam mais tempo conectadas a redes sociais. Em um estudo de 2024/2025, a combinação de tempo online e diversidade de uso reforça que estar presente já não é suficiente: é preciso aparecer no lugar certo, com a mensagem certa.
  • Plataformas consolidadas seguem dominando: Segundo o site Statista, em 2024, mais de 93% dos internautas usavam o WhatsApp; já o Instagram e o Facebook também mantêm penetrações muito altas, reforçando a importância de estar nessas redes.

Esses dados mostram que o ambiente digital no Brasil permanece vibrante, competitivo e em constante expansão, o que exige estratégia, consistência e adaptação.

Principais redes em 2026 e como se destacar em cada uma

WhatsApp

Ainda de acordo com dados do Statista, a penetração entre os internautas é próxima a 94% no Brasil. Ideal para: atendimento, vendas diretas, relacionamento com clientes e comunidade.

Para se destacar

  • Forme listas segmentadas para clientes, leads, parceiros.
  • Use linguagem clara, direta e humana.
  • Ofereça atendimento ágil e personalizado.
  • Produza conteúdos leves, objetivos, com mensagens de valor, sem “ruído”.
  • Organize comunidades ou grupos para fomentar engajamento e fidelização.

YouTube

Plataforma consolidada para consumo de vídeo. Com grande penetração entre usuários de internet, ideal para conteúdos mais longos e educativos.

Para se destacar

  • Produza vídeos que respondam perguntas reais do seu público.
  • Aposte em títulos claros, miniaturas atraentes e conteúdo bem estruturado.
  • Organize séries ou playlists, que geram expectativa e retenção.
  • Use Shorts para alcançar audiência que prefere consumo rápido.
  • Tenha consistência: publique com regularidade.

Instagram

Com um público muito expressivo no Brasil, o Instagram continua sendo essencial para marcas visuais. Dados recentes do DataReportal – Global Digital Insights indicam que a plataforma alcançava cerca de 147 milhões de usuários no país no fim de 2025.

Para se destacar

  • Invista em Reels dinâmicos e envolventes.
  • Use Stories para aproximar, mostrar bastidores, humanizar a marca.
  • Carrosséis com conteúdo útil funcionam bem para engajar.
  • Mantenha uma identidade visual consistente.
  • Teste formatos simples e publique com frequência.

Facebook

Embora tenha perdido espaço entre os mais jovens, continua relevante para públicos mais maduros. Grupos e o Marketplace mantêm a utilidade da rede no Brasil.

Para se destacar

  • Atue em grupos ativos da sua área, participe, comente, ajude.
  • Produza conteúdo voltado a públicos 35+.
  • Mantenha página atualizada.
  • Use anúncios segmentados com foco local ou de nicho.

TikTok

Com forte crescimento entre jovens e adultos jovens, o TikTok permanece relevante para conteúdos curtos, criativos e virais.

Para se destacar

  • Crie vídeos diretos e com começo impactante.
  • Aposte em autenticidade, cotidiano, tendências e humor.
  • Use músicas, desafios e colaborações para maximizar alcance.
  • Foque em identidade própria, não apenas seguir fórmulas.

Telegram, Messenger, Kwai, LinkedIn, X e outros

Redes menores ou de nicho também têm espaço, especialmente quando você conhece bem seu público ou seu objetivo.

  • Telegram: ótimo para comunidade, informação segmentada, conteúdo exclusivo.
  • Messenger: bom canal de atendimento rápido, suporte e automação.
  • Kwai: similar ao TikTok, com bom potencial de viralização em nichos específicos.
  • LinkedIn: ideal para marca pessoal, autoridade, networking e conteúdos mais profissionais.
  • X (antigo Twitter): útil para debates, posicionamento rápido, notícias e presença em tempo real.

Cada plataforma exige linguagem e estratégia específica. Escolher bem depende de quem você quer atingir e como.

Como escolher a(s) rede(s) ideal(is) para o seu negócio

1. Conheça seu público

Idade, interesses, hábitos de consumo digital. Tudo isso define onde vale estar.

Por exemplo:

produto para jovens – TikTok/Instagram;

serviço profissional ou corporativo – LinkedIn/Facebook;

suporte ou atendimento – WhatsApp/Telegram.

2. Entenda o formato do conteúdo que você produz

Vídeos longos → YouTube.

Vídeos curtos → TikTok, Instagram Reels, Kwai.

Informação rápida e direta → WhatsApp ou Stories.

Debate e posicionamento → X ou LinkedIn.

3. Defina objetivos claros

Seu objetivo é reconhecimento de marca, tráfego para site, vendas diretas, autoridade, relacionamento? Cada meta demanda redes diferentes.

4. Consistência e presença constante

Não adianta publicar esporadicamente. Quem se mantém presente e entrega valor tende a ganhar mais relevância. Plataformas priorizam consistência.

5. Mensure resultados

Acompanhe métricas: alcance, engajamento, conversão, retorno sobre investimento. Dados ajudam a ajustar foco e estratégia. Use para decidir onde vale seguir investindo.

Tendências que definirão 2026

  • A influência da inteligência artificial nas recomendações, priorizando conteúdos bem estruturados, relevantes e otimizados para algoritmos, favorecendo quem produz com consistência e clareza.
  • Crescimento contínuo da penetração de redes sociais com aumento da base de usuários e maior diversidade demográfica.
  • A combinação de mídia social, mensagem direta, vídeo, comunidade e automação convergindo como parte de um ecossistema unificado de comunicação.

O Brasil em 2026 permanece como um dos mercados digitais mais promissores do mundo. Redes como WhatsApp, YouTube, Instagram e TikTok seguirão dominando, mas outras plataformas e mídias complementares continuarão importantes. A diferença estará em quem entende o funcionamento de cada rede, quem fala com clareza para seu público, mantém consistência e mede resultados.

Para profissionais, marcas e empresas, a mensagem é clara: não basta estar presente em muitas redes. É preciso estar nas redes certas, com estratégia, propósito e qualidade. Quem fizer isso vai conquistar visibilidade, autoridade e resultados reais, mesmo em meio a tanta competição.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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