Canetas emagrecedoras oferecem benefícios para a saúde, mas exigem acompanhamento médico

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O crescimento do uso das chamadas canetas emagrecedoras mudou a forma como a obesidade é tratada. Medicamentos como semaglutida e tirzepatida deixaram de ser vistos apenas como aliados da perda de peso e passaram a ocupar espaço importante no tratamento de uma doença crônica que aumenta o risco de diabetes, hipertensão, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Ao mesmo tempo em que os medicamentos demonstram resultados expressivos, especialistas alertam que seu uso indiscriminado, motivado principalmente pela busca de emagrecimento rápido, pode provocar efeitos adversos e comprometer os resultados a longo prazo. “O principal efeito desses medicamentos não é simplesmente fazer o paciente comer menos. Eles atuam sobre mecanismos hormonais e cerebrais relacionados à fome e à saciedade”, explica o médico Igor Viana, especialista em Clínica Médica com atuação em endocrinologia e metabologia.

Segundo ele, muitos pacientes relatam uma redução importante do desejo constante por comida, fenômeno conhecido entre especialistas como “food noise”. Além da perda de peso, pesquisas também apontam melhora no controle da glicemia, redução da resistência à insulina, diminuição da gordura no fígado e benefícios cardiovasculares.

Tratamento vai muito além da medicação

Apesar dos avanços, médicos reforçam que as canetas emagrecedoras não representam uma solução isolada. “O melhor resultado acontece quando a medicação está inserida em um plano terapêutico que inclui alimentação equilibrada, atividade física, acompanhamento nutricional e mudanças permanentes no estilo de vida”, afirma o médico Bruno Vianei, do Kurotel.

A indicação também não é universal. O tratamento costuma ser recomendado para pessoas com obesidade ou sobrepeso associado a fatores de risco metabólicos, sempre após avaliação individualizada.

Sandra Demétrio Lara, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, ressalta que utilizar esses medicamentos apenas por objetivos estéticos pode trazer riscos desnecessários. “Cada paciente precisa ser avaliado de forma individual. É necessário considerar o histórico de saúde, doenças associadas e outros fatores antes de iniciar o tratamento.”

Quais são os principais riscos

Embora sejam considerados seguros quando utilizados corretamente, os medicamentos podem provocar efeitos colaterais, principalmente nas primeiras semanas de tratamento.

Entre os sintomas mais frequentes estão náuseas, vômitos, diarreia, constipação, refluxo, desidratação e perda importante do apetite. Outro cuidado envolve a alimentação. A redução excessiva da ingestão de alimentos pode favorecer perda de massa muscular e deficiências nutricionais, especialmente quando não há consumo adequado de proteínas nem prática de exercícios de força. Também existem efeitos menos frequentes, como pancreatite, cálculos na vesícula e episódios de hipoglicemia em pacientes predispostos.

Especialistas ainda alertam para o crescimento da venda de medicamentos sem procedência, adquiridos pela internet ou em canais não autorizados, aumentando os riscos para a saúde.

Interromper o tratamento pode favorecer o reganho de peso

Outro ponto de atenção é a suspensão da medicação. Estudos mostram que parte dos pacientes recupera peso após interromper o tratamento sem acompanhamento médico. Segundo Igor Viana, esse processo faz parte da própria fisiologia da obesidade. “Depois da perda de peso, o organismo aumenta os hormônios responsáveis pela fome e reduz o gasto energético. O cérebro passa novamente a estimular a busca por alimentos. Não se trata de falta de disciplina, mas de uma resposta biológica.”

Por isso, especialistas defendem que a obesidade seja tratada da mesma forma que outras doenças crônicas, com planejamento de longo prazo e acompanhamento contínuo.

Além dos efeitos gastrointestinais, estudos recentes passaram a investigar a relação entre os agonistas de GLP-1 e a queda de cabelo. Uma pesquisa conduzida pela Universidade George Washington, que analisou aproximadamente 550 mil pacientes acompanhados entre 2014 e 2024, encontrou associação entre o uso desses medicamentos e maior risco de perda dos fios.

Segundo o dermatologista Hudson Dutra Rezende, a queda de cabelo não está necessariamente relacionada apenas ao medicamento, mas também ao emagrecimento acelerado e às possíveis deficiências nutricionais provocadas pela redução da ingestão alimentar. O acompanhamento nutricional durante o tratamento ajuda a reduzir esse risco.

Emagrecimento rápido também muda o planejamento das cirurgias

Os efeitos das canetas emagrecedoras já começam a ser percebidos também nos consultórios de cirurgia plástica. Com perdas importantes de peso em períodos relativamente curtos, cresce o número de pacientes que procuram procedimentos para corrigir excesso de pele e flacidez.

Segundo especialistas, a cirurgia deve ser considerada apenas após a estabilização do peso, recuperação da massa muscular e avaliação clínica completa. Outro aspecto observado pelos médicos é a adaptação emocional ao novo corpo. Em alguns casos, o emagrecimento acontece mais rapidamente do que a mudança na percepção da própria imagem, tornando necessária uma avaliação cuidadosa antes da indicação cirúrgica.

Para os especialistas, a popularização das canetas emagrecedoras reforça a importância da educação em saúde. Embora esses medicamentos representem um dos maiores avanços recentes no tratamento da obesidade, eles não substituem hábitos saudáveis nem dispensam acompanhamento profissional. Quando utilizados com indicação médica, monitoramento e mudanças no estilo de vida, podem contribuir para o controle da obesidade e de outras doenças associadas. Já o uso indiscriminado, motivado por promessas de emagrecimento rápido ou por influência das redes sociais, aumenta o risco de complicações e reduz as chances de sucesso do tratamento.

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O cliente não vai embora apenas por causa do preço

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Quando um empresário perde um cliente, a primeira explicação costuma ser o preço. Em seguida, vem a concorrência. Embora esses fatores realmente influenciem a decisão de compra, eles nem sempre explicam por que uma empresa perde espaço no mercado. Em muitos casos, o problema está na comunicação.

Não me refiro à publicidade ou à frequência das publicações nas redes sociais. Falo da maneira como a empresa se apresenta, constrói sua reputação, transmite confiança e se relaciona com clientes, parceiros e fornecedores. Um dos erros mais comuns é comunicar apenas produtos e serviços. A empresa explica o que vende, destaca características, divulga promoções e apresenta novidades, mas deixa de responder à pergunta que realmente importa para o cliente. Por que escolher esta empresa e não outra?

Outro erro frequente é a falta de coerência. O site transmite uma imagem, as redes sociais apresentam outra e o atendimento reforça uma terceira percepção. Quando a comunicação perde consistência, a confiança também se enfraquece. E confiança é um dos principais fatores que influenciam uma decisão de compra.

Também é comum encontrar empresas que falam apenas sobre si mesmas. Contam sua história, destacam sua experiência e descrevem seus diferenciais, mas esquecem de mostrar como ajudam o cliente a resolver problemas reais. O foco deixa de ser quem compra para se concentrar em quem vende.

Existe ainda um erro silencioso, mas bastante comum. Muitas empresas só se comunicam quando querem vender. Permanecem meses sem produzir conteúdo, sem compartilhar conhecimento e sem manter qualquer diálogo com o mercado. Depois reaparecem anunciando promoções e esperam que o cliente continue lembrando da marca. A comunicação deixa de construir relacionamento e passa a existir apenas como ferramenta de venda.

Comunicação estratégica não significa falar mais. Significa comunicar melhor. É definir como a empresa deseja ser reconhecida, construir mensagens coerentes, compartilhar conhecimento e gerar confiança antes mesmo da necessidade de compra.  No fim, clientes não escolhem apenas produtos. Escolhem empresas nas quais acreditam. E essa confiança não nasce no momento da venda. Ela é construída, pouco a pouco, por cada mensagem, cada atendimento e cada experiência oferecida ao mercado.

Empresas que tratam a comunicação apenas como divulgação disputam atenção. Empresas que tratam a comunicação como estratégia conquistam confiança e permanecem na escolha dos clientes.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista, assessora de imprensa e consultora em comunicação estratégica, posicionamento de marca e construção de autoridade para pequenos e médios negócios. Há mais de 26 anos desenvolve estratégias para fortalecer a reputação, ampliar a visibilidade e posicionar empresas, produtos e especialistas como referência em seus segmentos. É sócia da Six Comunicação Integrada.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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O cliente não compra porque é rico ou pobre. Compra porque enxerga valor – por Adriana Vasconcellos Soares

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Existe uma ideia bastante difundida no marketing de que a classe A compra exclusividade enquanto a classe C compra preço. Embora essa lógica contenha parte da realidade, ela simplifica um comportamento muito mais complexo. As pessoas não compram apenas de acordo com sua renda, elas compram de acordo com aquilo que faz sentido para suas necessidades, valores, estilo de vida e percepção de valor.

É verdade que consumidores de maior renda costumam ter mais liberdade para escolher experiências personalizadas, serviços premium e produtos exclusivos. Da mesma forma, consumidores com orçamento mais limitado tendem a comparar preços com maior frequência e avaliar cuidadosamente o custo-benefício, mas essa não é uma regra absoluta.

Há empresários milionários que pesquisam preços antes de qualquer compra e negociam cada detalhe. Também existem consumidores de renda média que fazem sacrifícios financeiros para adquirir uma bolsa de luxo, um celular recém-lançado ou uma viagem internacional porque enxergam nesses bens uma forma de expressar identidade ou conquistar reconhecimento.

A renda explica quanto uma pessoa pode gastar, mas o comportamento explica por que ela decide gastar.

É justamente essa diferença que muitos pequenos empresários ignoram. Ao definir seu público apenas pela classe econômica, acabam construindo uma comunicação baseada em estereótipos. Enquanto isso, empresas que realmente conhecem seus clientes procuram entender perguntas muito mais importantes:

– O que faz essa pessoa confiar em uma marca?

– Ela procura segurança ou inovação?

– Busca praticidade ou exclusividade?

– Valoriza preço ou atendimento?

– Compra pela emoção ou pela lógica?

Essas respostas influenciam muito mais a decisão de compra do que a renda mensal. Consumidores de alta renda costumam avaliar aspectos como exclusividade, acesso antecipado, personalização e escassez. Já consumidores mais sensíveis ao orçamento tendem a priorizar utilidade, comprovação de valor, condições de pagamento e segurança na decisão.

Essas tendências existem, mas continuam sendo tendências, não regras.

Há consumidores de alta renda extremamente pragmáticos, e consumidores de menor renda altamente motivados por status, pertencimento e reconhecimento social. Por isso, a pergunta mais importante não deveria ser “qual classe social meu cliente pertence?”. A pergunta correta é “o que gera valor para ele?”.

Essa mudança de perspectiva transforma completamente a comunicação. Em vez de adaptar o discurso apenas ao poder aquisitivo, a empresa passa a construir mensagens alinhadas às motivações reais de compra. E é exatamente aí que entra o posicionamento. Empresas fortes não tentam agradar todo mundo, elas desenvolvem uma identidade clara, consistente e reconhecível. Sabem quem são, quais valores defendem e como desejam ser percebidas. Essa identidade funciona como um filtro natural e atrai pessoas que compartilham daquela visão e afasta quem procura outra proposta. O resultado é uma comunicação muito mais eficiente.

No fim das contas, pequenos negócios raramente deixam de crescer porque escolheram o nicho errado. Na maioria das vezes, eles deixam de crescer porque não conseguem comunicar claramente o valor que entregam.

Quem compra luxo procura confiança.

Quem compra economia também procura confiança.

Quem compra inovação procura confiança.

Quem compra tradição procura confiança.

O que muda é a forma como cada pessoa percebe esse valor.

Por isso, o sucesso não depende apenas do público escolhido, mas sim da capacidade de construir uma marca coerente, transmitir credibilidade e ocupar um posicionamento que faça sentido para as pessoas que você deseja atender.

No mercado atual, identidade vale mais do que generalizações e empresas que entendem isso deixam de disputar apenas preço ou status para disputar aquilo que realmente influencia qualquer decisão de compra: a percepção de valor.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista, assessora de imprensa e consultora em comunicação estratégica, posicionamento de marca e construção de autoridade para pequenos e médios negócios. Há mais de 26 anos desenvolve estratégias para fortalecer a reputação, ampliar a visibilidade e posicionar empresas, produtos e especialistas como referência em seus segmentos. É sócia da Six Comunicação Integrada.


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Sua comunicação nas redes sociais pode estar afastando clientes – por Adriana Vasconcellos Soares

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“Eu publico com frequência, mas quase ninguém entra em contato.” Essa é uma das reclamações mais comuns entre pequenos empresários, médicos, advogados, consultores e profissionais liberais. Em muitos casos, o problema não está na qualidade do serviço oferecido, nem na falta de competência. O que falha é a comunicação.

As redes sociais deixaram de ser apenas um espaço para divulgar produtos ou compartilhar o dia a dia. Hoje, elas fazem parte do processo de decisão de compra. Antes de contratar um profissional, é comum que o cliente visite o Instagram, pesquise no Google, procure avaliações e tente entender se aquela pessoa transmite confiança. Se a comunicação não responde às principais dúvidas do público, dificilmente ela ajudará a gerar negócios.

O primeiro erro costuma aparecer logo na apresentação. Muitos perfis não deixam claro o que fazem, para quem trabalham ou qual problema ajudam a resolver. A bio é genérica, faltam informações de contato, os destaques estão desorganizados e o visitante precisa fazer esforço para entender os serviços oferecidos. Em poucos segundos, ele perde o interesse e procura outra opção.

Outro problema frequente é produzir conteúdo pensando apenas no algoritmo. Há quem publique frases motivacionais, datas comemorativas ou imagens bonitas todos os dias, mas raramente responde às dúvidas reais dos clientes. Curtidas podem aumentar a sensação de que a estratégia está funcionando, mas nem sempre representam geração de oportunidades.

O conteúdo precisa responder perguntas, explicar processos, esclarecer objeções e demonstrar conhecimento. Quando um empresário compartilha sua experiência, comenta situações do mercado, publica artigos, participa de entrevistas com a imprensa ou apresenta bastidores do trabalho, ele deixa de apenas aparecer e começa a construir autoridade.

A falta de consistência também prejudica os resultados. É comum encontrar perfis que publicam diariamente durante algumas semanas e depois passam meses sem qualquer atualização. Para quem visita a página, essa ausência pode transmitir a impressão de abandono ou falta de organização. Mais importante do que publicar todos os dias é manter uma frequência compatível com a rotina da empresa. Um calendário de conteúdo bem planejado costuma gerar resultados melhores do que ações intensas seguidas de longos períodos de silêncio.

Outro aspecto pouco valorizado é a reputação. Muitos empresários concentram todos os esforços apenas nas redes sociais e deixam de investir na construção de credibilidade. Reportagens, entrevistas, artigos publicados, participação em eventos, prêmios e depoimentos de clientes funcionam como importantes sinais de confiança para quem está pesquisando antes de contratar um serviço. Além de influenciar pessoas, esses conteúdos também fortalecem a presença digital da marca perante buscadores e sistemas de inteligência artificial.

O site também continua desempenhando um papel importante. Apesar do crescimento das redes sociais, muitos consumidores ainda procuram informações mais completas antes de tomar uma decisão. Um site desatualizado, lento ou com informações incompletas pode comprometer a imagem construída em outros canais. Ele deve explicar claramente quem é a empresa, quais serviços oferece e por que merece a confiança do cliente.

Um outro erro está na linguagem está em profissionais que utilizam termos excessivamente técnicos, enquanto outros adotam uma comunicação informal que não transmite segurança. O equilíbrio está em falar de forma simples, acessível e profissional, permitindo que qualquer pessoa compreenda o valor do serviço oferecido.

Existe ainda um detalhe que costuma passar despercebido. Muitas empresas produzem bons conteúdos, mas esquecem de orientar o próximo passo. O visitante lê o texto, concorda com a informação e simplesmente vai embora porque não sabe como entrar em contato, solicitar um orçamento ou agendar uma consulta. Uma comunicação eficiente facilita esse caminho e convida o público a continuar a conversa.

No cenário atual, marcado pelo crescimento da inteligência artificial e pela mudança no comportamento dos consumidores, estar presente nas redes sociais já não é suficiente. É preciso comunicar de forma estratégica. Isso significa integrar Instagram, LinkedIn, site, blog, assessoria de imprensa e outros canais para construir uma presença consistente, capaz de gerar reconhecimento e confiança ao longo do tempo.

No fim das contas, clientes não contratam apenas quem publica mais. Eles escolhem quem transmite segurança, demonstra conhecimento e consegue mostrar, por meio da comunicação, que é a pessoa certa para resolver determinado problema.

Se, ao analisar sua presença digital, você percebe que sua comunicação não responde às dúvidas do público, não demonstra autoridade ou não facilita o contato, talvez o problema não seja a falta de clientes. Talvez seja a forma como sua empresa está se apresentando ao mercado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista, assessora de imprensa e consultora em comunicação estratégica, posicionamento de marca e construção de autoridade para pequenos e médios negócios. Há mais de 26 anos desenvolve estratégias para fortalecer a reputação, ampliar a visibilidade e posicionar empresas, produtos e especialistas como referência em seus segmentos. É sócia da Six Comunicação Integrada.


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Dia Mundial do Chocolate celebra paixão dos brasileiros e destaca benefícios do cacau para a saúde

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Celebrado em 7 de julho, o Dia Mundial do Chocolate marca a trajetória de um dos alimentos mais apreciados no planeta. Consumido em sobremesas, lanches, presentes e até em versões voltadas à alimentação equilibrada, o chocolate conquistou espaço definitivo na rotina dos brasileiros e vem registrando crescimento tanto no consumo quanto na produção nacional.

Segundo dados da Kantar Worldpanel, a presença do chocolate nos lares brasileiros passou de 85,5% em 2020 para 92,9% em 2024. No mesmo período, a frequência de consumo semanal aumentou de 56% para 65%, indicando que o produto deixou de ser reservado para datas comemorativas e passou a fazer parte do dia a dia das famílias.

A indústria também acompanha esse movimento. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), a produção nacional alcançou 806 mil toneladas em 2024. O consumo per capita chegou a 3,9 quilos por habitante ao ano, o maior índice dos últimos anos, refletindo a consolidação do chocolate como um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros.

Uma história que atravessa séculos
A origem da data remete à chegada do chocolate à Europa, por volta de 1550. Antes disso, o cacau era consumido principalmente por civilizações mesoamericanas, como maias e astecas, que utilizavam a bebida em rituais religiosos e cerimônias.

Com a introdução do ingrediente no continente europeu, a receita passou por adaptações, ganhou açúcar, leite e novos processos de fabricação até se transformar no alimento conhecido atualmente. Ao longo dos séculos, o chocolate tornou-se um dos produtos mais populares do mundo e passou a integrar diferentes culturas e hábitos alimentares.

Nem todo chocolate é igual

Apesar da fama de vilão das dietas, especialistas afirmam que a qualidade do chocolate faz diferença para a saúde. O principal ingrediente do chocolate, o cacau, é naturalmente rico em flavonoides, compostos antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres, responsáveis pelo estresse oxidativo das células e pelo envelhecimento precoce. Quanto maior a concentração de cacau, maior tende a ser a quantidade desses compostos benéficos.

Segundo a dermatologista Dra. Natasha Crepaldi, o problema não está no cacau, mas na composição de muitos produtos disponíveis no mercado.

“O cacau não deve ser visto como o vilão. Ele concentra flavonoides com importante ação antioxidante, que ajudam a reduzir o estresse oxidativo relacionado ao envelhecimento cutâneo. O que merece atenção é a quantidade de açúcar e, em alguns produtos, de derivados do leite, que podem estimular alterações hormonais e processos inflamatórios capazes de favorecer o aumento da oleosidade e agravar a acne em pessoas com predisposição”, explica.

Chocolate amargo leva vantagem
Entre as diferentes versões encontradas nas prateleiras, o chocolate amargo costuma ser apontado como a alternativa mais interessante do ponto de vista nutricional. Produtos com 70% ou mais de cacau normalmente apresentam menor quantidade de açúcar e maior concentração de compostos antioxidantes. O chocolate ao leite ocupa uma posição intermediária, enquanto o chocolate branco praticamente não contém massa de cacau, sendo produzido principalmente com manteiga de cacau, leite e açúcar.

Especialistas ressaltam, porém, que nenhum alimento, isoladamente, determina a saúde da pele ou do organismo. Predisposição genética, qualidade da alimentação, exposição solar, sono e prática de atividade física exercem influência muito maior sobre o bem-estar geral.

O excesso de açúcar permanece como um dos principais fatores de preocupação. Dietas ricas em alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados favorecem processos inflamatórios, aumentam a produção de sebo e podem contribuir para o agravamento da acne em pessoas predispostas. Além disso, o consumo excessivo de açúcar está relacionado ao processo de glicação, que compromete as fibras de colágeno e elastina, acelerando o envelhecimento da pele.

Para a dermatologista, não há motivo para eliminar o chocolate da alimentação.
“Não existe motivo para eliminar completamente o chocolate da alimentação. O segredo está no equilíbrio e na escolha. Sempre que possível, vale priorizar versões com maior teor de cacau, consumir com moderação e manter hábitos que realmente fazem diferença para a saúde da pele, como uma alimentação equilibrada, proteção solar diária e uma rotina adequada de cuidados”, orienta.

Neste Dia Mundial do Chocolate, a data vai além da celebração de um dos doces mais populares do mundo. Ela também serve como um convite para conhecer melhor a origem do alimento, compreender suas diferenças nutricionais e aproveitar seus benefícios de forma consciente, aliando prazer, equilíbrio e saúde.

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Férias escolares em São Paulo oferecem opções para todos os estilos de família

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De parques temáticos e atrações aquáticas a oficinas gratuitas, espetáculos infantis e atividades culturais, o mês de julho reúne uma programação diversificada para quem pretende aproveitar as férias escolares sem sair do estado de São Paulo. A agenda contempla desde passeios ao ar livre até experiências educativas e imersivas, atendendo crianças de diferentes faixas etárias e interesses.

A variedade de atrações reflete uma tendência cada vez mais presente no setor de entretenimento. Em vez de oferecer apenas diversão, espaços culturais, parques e centros de lazer investem em experiências que combinam aprendizado, interação e momentos compartilhados entre pais e filhos.

Para quem gosta de aventura e movimento

As famílias que procuram atividades mais dinâmicas encontram opções tanto em ambientes fechados quanto ao ar livre. Uma das novidades da temporada é o combo criado pelo PopHaus e o Wet’n Wild, que reúne ingresso para os dois parques por um valor promocional durante o mês de julho. A proposta permite combinar as atrações indoor do PopHaus, como trampolins, escorregadores gigantes, paredes de escalada e circuitos de aventura, com a programação especial do Wet’n Wild, em Itupeva.

No parque aquático, a temporada Super Férias 2026 inclui piscinas aquecidas entre 26°C e 28°C, recreação diária, festa da espuma, encontros com personagens da Turma da Mônica e uma experiência inédita de piquenique com a Mônica e a Magali, disponível mediante compra de ingresso específico.

Cultura também entra na programação

Quem prefere passeios culturais encontra uma programação gratuita no Museu da Língua Portuguesa, na região da Luz. Entre os dias 9 e 19 de julho, o espaço promove a Estação Férias, iniciativa voltada para crianças de todas as idades com oficinas de poesia, brincadeiras, apresentações musicais, teatro e atividades interativas que estimulam a criatividade por meio das palavras. A programação foi concebida para aproximar o público infantil da literatura de maneira lúdica e participativa.

Além das oficinas diárias, os fins de semana contam com apresentações circenses, shows musicais e intervenções artísticas gratuitas, ampliando as opções para famílias que buscam atividades educativas durante o recesso escolar.

Universo infantil ganha espaço nos shoppings

Os centros de compras também reforçaram a programação de férias.

No Shopping Frei Caneca, o espaço infantil Frei Canequinha recebe oficinas inspiradas na Galinha Pintadinha entre os dias 3 de julho e 2 de agosto. As atividades incluem pintura, confecção de dedoches, quebra-cabeças, personalização de acessórios e outras oficinas criativas, sempre com participação gratuita. Quem participa ainda recebe benefícios para assistir ao espetáculo “TOP 10 da Galinha Pintadinha”, em cartaz no Teatro Sabesp Frei Caneca.

Já o SuperShopping Osasco aposta em uma programação voltada aos fãs da cultura sul-coreana. Durante todo o mês de julho, o festival Férias K-pop oferece workshops de dança, shows cover de grupos como BTS e Blackpink, desafios, oficinas temáticas, gincanas e atividades interativas gratuitas para crianças, adolescentes e famílias.

Imagem: Divulgação

Viagem ao universo do Sítio do Picapau Amarelo

Para quem pretende fazer um passeio de um dia fora da capital, o Parque Temático do Sítio do Picapau Amarelo, em Atibaia, apresenta uma programação baseada no conceito de edutenimento, que une educação e entretenimento.

Inspirado na obra de Monteiro Lobato, o parque reúne atrações como a Gruta da Cuca, o Reino das Águas Claras, o Laboratório de Invencionices do Visconde de Sabugosa, brinquedos interativos e apresentações com personagens clássicos da literatura infantil brasileira. O espaço foi planejado para proporcionar uma experiência compartilhada entre crianças, pais e avós, valorizando tanto a diversão quanto as memórias afetivas.

Tradição e cultura popular

Outra opção para toda a família é a Festa Julina do Clube Atlético Juventus, na Mooca. Realizado aos fins de semana de julho, o evento reúne comidas típicas, parque de diversões, brincadeiras, bingo, apresentações musicais e uma exposição sobre a história do bairro da Mooca, além de um espaço cenográfico inspirado na literatura de cordel. A proposta combina lazer, gastronomia e valorização da cultura popular brasileira.

Diversão para diferentes perfis

A programação das férias de julho mostra que as opções vão muito além dos parques tradicionais. Oficinas criativas, atividades culturais, festivais temáticos, atrações esportivas e experiências educativas ampliam as possibilidades para famílias que desejam aproveitar o período de descanso com crianças. Independentemente da escolha, a tendência é que os passeios privilegiem cada vez mais experiências capazes de reunir entretenimento, aprendizado e convivência, transformando as férias em oportunidades para criar memórias em família.

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Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

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O mercado que muitos pequenos negócios ainda ignoram – por Adriana Vasconcellos Soares

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Durante muito tempo, boa parte das estratégias de marketing concentrou seus esforços em conquistar consumidores mais jovens. Afinal, acreditava-se que inovação, consumo e crescimento estavam diretamente ligados às novas gerações. Mas os números mostram que essa lógica já não explica completamente o mercado brasileiro. Uma parcela cada vez mais ativa da economia é formada por pessoas com mais de 50 anos. Conhecida como “geração prateada” ou “economia prateada”, essa população reúne profissionais experientes, consumidores com maior poder aquisitivo e pessoas que permanecem economicamente ativas por muito mais tempo do que ocorria décadas atrás.

Dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que, somente em 2024, brasileiros entre 50 e 79 anos produziram cerca de R$ 89 bilhões por mês em renda do trabalho, o equivalente a 20% de toda a renda do trabalho do país. Além disso, essa parcela da população movimenta outros R$ 12 bilhões mensais provenientes de aposentadorias e pensões, ampliando significativamente sua capacidade de consumo.

Mais do que números, esse cenário revela uma mudança de comportamento. A ideia de que pessoas acima dos 50 anos estão encerrando a vida profissional já não reflete a realidade de uma parcela significativa da população. Muitos permanecem no mercado por escolha, ocupando cargos de liderança, atuando como consultores, empreendedores, professores e profissionais liberais. Outros iniciam uma segunda ou até uma terceira carreira, expressão utilizada para descrever profissionais que, após anos de experiência em uma área, decidem empreender ou seguir um novo caminho profissional. Há ainda quem permaneça trabalhando simplesmente porque deseja continuar produzindo, aprendendo e participando da vida econômica e social.

Ao mesmo tempo, trata-se de um público mais escolarizado, com maior expectativa de vida, mais autonomia financeira e disposição para investir em qualidade de vida, viagens, saúde, educação, tecnologia, lazer e experiências. Apesar disso, muitas pequenas empresas continuam direcionando praticamente toda sua comunicação para públicos mais jovens. Esse talvez seja um dos maiores erros estratégicos de posicionamento.

Quem conversa apenas com um perfil de consumidor pode deixar de enxergar um mercado altamente qualificado, fiel e disposto a consumir produtos e serviços que atendam suas necessidades reais.

Mas conquistar esse público não depende apenas de adaptar campanhas publicitárias, o maior desafio é construir confiança. É justamente nesse contexto que a comunicação estratégica e a assessoria de imprensa assumem um papel fundamental.

Consumidores mais maduros costumam valorizar reputação, credibilidade e histórico antes de tomar decisões. Eles pesquisam, comparam informações, procuram referências e tendem a confiar mais em empresas que demonstram autoridade no mercado.

Nesse contexto, entrevistas, reportagens, artigos assinados e presença recorrente na imprensa funcionam como importantes elementos de validação. Quando uma empresa aparece em veículos de comunicação explicando tendências, compartilhando conhecimento ou oferecendo orientações ao mercado, ela deixa de ser apenas mais uma opção comercial e passa a ser percebida como referência.

Esse movimento ganha ainda mais importância com o avanço da inteligência artificial. Ferramentas como Google AI Overviews, ChatGPT, Gemini e Perplexity passaram a utilizar conteúdos publicados em fontes confiáveis para construir respostas aos usuários. Isso significa que uma estratégia consistente de assessoria de imprensa fortalece não apenas a reputação perante as pessoas, mas também aumenta a presença digital em ambientes utilizados pelas inteligências artificiais.

Para pequenos negócios, essa pode ser uma oportunidade importante. Enquanto grandes empresas disputam investimentos elevados em mídia paga, negócios locais podem conquistar espaço produzindo conteúdo útil, compartilhando conhecimento especializado e construindo autoridade por meio da imprensa. Mais do que vender produtos, trata-se de construir relacionamento com um público que valoriza experiência, consistência e confiança.

O envelhecimento da população brasileira costuma ser apresentado como um desafio econômico. No entanto, especialistas defendem que ele também representa uma oportunidade de desenvolvimento, desde que empresas e governos saibam aproveitar o potencial produtivo e consumidor dessa geração.

Para quem atua com pequenos negócios, a mensagem é clara, talvez o próximo grande mercado para sua empresa não esteja nas novas gerações. Ele pode estar justamente entre consumidores que acumulam experiência, renda, tempo e disposição para continuar investindo em qualidade de vida. A diferença é que essas pessoas não procuram apenas preço. Elas procuram confiança. E a confiança continua sendo construída por meio de comunicação, reputação e autoridade.

A disputa não acontece apenas por visibilidade, ela acontece por confiança. E confiança continua sendo um dos ativos mais valiosos para qualquer negócio. No ambiente digital atual, ser encontrado é importante, mas ser reconhecido como uma fonte confiável pode fazer toda a diferença quando um cliente, um parceiro ou até mesmo uma inteligência artificial precisa escolher quem merece ser lembrado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista, assessora de imprensa e consultora em comunicação estratégica, posicionamento de marca e construção de autoridade para pequenos e médios negócios. Há mais de 26 anos desenvolve estratégias para fortalecer a reputação, ampliar a visibilidade e posicionar empresas, produtos e especialistas como referência em seus segmentos. É sócia da Six Comunicação Integrada.


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Como pequenos negócios podem ganhar autoridade em um mundo dominado pela inteligência artificial – por Adriana Vasconcellos Soares

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Durante muitos anos, a visibilidade de pequenas empresas dependia principalmente de publicidade, indicação de clientes e presença nas redes sociais. Hoje, a lógica da comunicação está mudando rapidamente. A inteligência artificial está transformando a forma como as pessoas pesquisam informações, escolhem fornecedores e tomam decisões de compra.

Nesse novo cenário, a assessoria de imprensa deixa de ser uma ferramenta utilizada apenas por grandes empresas e passa a ocupar um papel estratégico também para pequenos negócios. A mudança acontece porque a inteligência artificial alterou o caminho da informação.

Ferramentas como ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity e os próprios resumos gerados pelo Google passaram a responder perguntas dos usuários antes mesmo que eles visitem um site. Quando alguém procura por um profissional, uma empresa ou uma solução para determinado problema, muitas vezes recebe uma resposta pronta, baseada em conteúdos considerados confiáveis pelos sistemas de inteligência artificial. E é justamente nesse ponto que a imprensa ganha relevância.

Credibilidade passa a valer mais do que alcance

As redes sociais continuam importantes, mas enfrentam um desafio crescente. O volume de conteúdo produzido diariamente é tão grande que conquistar atenção se tornou cada vez mais difícil. Além disso, alcance não significa necessariamente confiança. Uma publicação pode alcançar milhares de pessoas e ainda assim gerar pouco impacto na percepção do público. Já uma reportagem, uma entrevista ou um artigo publicado em um veículo de comunicação costuma carregar um elemento que nenhuma rede social consegue reproduzir integralmente, a credibilidade editorial.

Quando uma empresa é citada por um veículo de imprensa, ela passa por um processo de validação que fortalece sua reputação perante clientes, parceiros e mercado. Na era da inteligência artificial, esse reconhecimento ganha uma dimensão adicional, já que as IAs tendem a utilizar fontes consideradas confiáveis para construir respostas e recomendações. Isso significa que a presença em veículos de comunicação pode contribuir para aumentar a autoridade digital de uma marca.

Pequenas empresas também podem ser referência

Existe uma percepção equivocada de que assessoria de imprensa é um recurso exclusivo para grandes corporações. Na prática, pequenos negócios possuem algo extremamente valioso para a imprensa, que são histórias reais, conhecimento especializado e conexão direta com problemas que afetam a vida das pessoas.

Empresas familiares, profissionais liberais, clínicas, escritórios, consultorias e prestadores de serviço acumulam experiências que podem gerar pautas relevantes para veículos locais, regionais e até nacionais. O desafio não está na falta de conteúdo, mas na capacidade de transformar conhecimento em informação de interesse público.

É exatamente esse o papel da assessoria de imprensa.

Mais do que divulgar produtos ou serviços, ela identifica oportunidades de posicionamento, constrói narrativas relevantes e conecta especialistas aos temas que estão em discussão na sociedade.

Autoridade digital não se constrói apenas com algoritmos

Muitas empresas concentram seus esforços exclusivamente nas redes sociais. Embora essas plataformas sejam importantes, elas estão sujeitas a mudanças constantes de algoritmo, alcance e comportamento do usuário. Por isso, uma estratégia baseada apenas em redes sociais cria dependência de plataformas que a empresa não controla.

A assessoria de imprensa ajuda a diversificar essa presença.

Entrevistas, reportagens, artigos de opinião e participações em pautas jornalísticas geram ativos de reputação que permanecem disponíveis por muito mais tempo. Além disso, fortalecem a presença da marca em ambientes que podem ser utilizados como referência por buscadores e sistemas de inteligência artificial. Em outras palavras, a empresa deixa de depender apenas da própria comunicação e passa a contar também com reconhecimento externo.

A nova disputa é por confiança

A inteligência artificial está tornando a informação mais acessível, mas também está ampliando a necessidade de fontes confiáveis. Quanto maior o volume de conteúdo disponível, maior a importância da credibilidade. Nesse contexto, pequenas empresas que investem em reputação, relacionamento com a imprensa e construção de autoridade tendem a ganhar vantagem competitiva.

A disputa não acontece apenas por visibilidade, ela acontece por confiança. E confiança continua sendo um dos ativos mais valiosos para qualquer negócio. No ambiente digital atual, ser encontrado é importante, mas ser reconhecido como uma fonte confiável pode fazer toda a diferença quando um cliente, um parceiro ou até mesmo uma inteligência artificial precisa escolher quem merece ser lembrado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Como aparecer nos resumos do Google e nos chats de IA – por Adriana Vasconcellos Soares

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A inteligência artificial mudou a forma como as pessoas pesquisam informações na internet. As buscas não estão diminuindo. Elas estão se expandindo. O que mudou foi o comportamento do usuário e a maneira como o conteúdo é consumido.

Apesar do crescimento de ferramentas como ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity, o Google continua sendo a principal porta de entrada para a informação digital. Embora a empresa não divulgue números detalhados por país, o Brasil é atualmente o segundo maior mercado de buscas do mundo, atrás apenas da Índia. Dados de mercado indicam que mais de 90% dos brasileiros conectados utilizam o buscador regularmente. Considerando que o Google processa mais de 16 bilhões de pesquisas por dia em todo o mundo, estima-se que os brasileiros realizem bilhões de buscas diariamente, impulsionados pela alta penetração da internet e pelo uso massivo de dispositivos móveis.

O que está mudando não é a importância das buscas, mas a forma como elas acontece.

Hoje, parte das respostas já aparece pronta nos resumos do Google, nos AI Overviews e em plataformas de inteligência artificial. Em vez de acessar vários links para encontrar uma informação, o usuário faz uma pergunta e recebe uma síntese pronta com recomendações, explicações, comparações e caminhos para tomada de decisão.

Segundo estudos recentes do mercado de SEO, os resumos gerados por IA aumentaram significativamente as impressões nas buscas, mas reduziram os cliques para os sites. Isso revela uma transformação importante. A visibilidade digital não depende mais apenas de gerar tráfego. Ela passa a depender também da capacidade de aparecer nas respostas produzidas pelas inteligências artificiais.

Nesse novo cenário, empresas, marcas e profissionais de diferentes segmentos precisam adaptar sua comunicação. A seguir, veja oito passos para aumentar as chances de aparecer nos resumos do Google e nos chats de IA.

1 – Entenda como as pessoas pesquisam

As buscas ficaram mais conversacionais e específicas. O usuário não pesquisa apenas “consultoria financeira” ou “advogado trabalhista”. Agora ele pergunta:

“Qual a melhor estratégia para reduzir custos na empresa?”

“Como escolher um advogado para revisão contratual?”

“Qual plataforma vale mais a pena para pequenas empresas?”

As inteligências artificiais trabalham exatamente em cima desse modelo de pergunta e resposta. Quanto mais sua comunicação refletir a linguagem real do público, maiores serão as chances de relevância.

2 – Transforme dúvidas reais em conteúdo

Um dos caminhos mais eficientes é usar as perguntas frequentes dos clientes como pauta de conteúdo. Toda empresa acumula dúvidas recorrentes no atendimento, nas reuniões comerciais e nas redes sociais. Essas perguntas mostram exatamente o que o mercado quer entender. Conteúdos que respondem questões práticas tendem a performar melhor tanto nos buscadores quanto nas respostas geradas por IA.

3 – Use linguagem simples e objetiva

Muitas marcas ainda produzem conteúdos excessivamente técnicos, longos e difíceis de interpretar. As inteligências artificiais priorizam clareza, contexto e objetividade. Isso significa que a linguagem precisa ser acessível sem perder profundidade. Em vez de tentar impressionar com termos complexos, o ideal é explicar de forma clara, direta e útil.

4 – Tenha presença em fontes confiáveis

As IAs tendem a priorizar informações provenientes de fontes recorrentes e consideradas confiáveis. Por isso, presença digital não significa apenas ter um site. Significa construir reputação em diferentes ambientes. Perfis completos em plataformas relevantes do setor, avaliações positivas, participação em eventos, entrevistas, entrevistas e artigos publicados na imprensa e presença institucional consistente ajudam a fortalecer a autoridade digital.

5 – Produza conteúdos focados em uma única resposta

Conteúdos muito amplos dificultam a interpretação e o reaproveitamento pelas inteligências artificiais. Materiais mais objetivos costumam funcionar melhor. Um artigo, vídeo ou postagem que responda claramente uma única dúvida tende a ter maior potencial de reutilização nos resumos automáticos e isso não significa superficialidade, significa organização da informação.

6 – Use vídeos como ferramenta de descoberta

YouTube, Instagram, TikTok e outras plataformas deixaram de ser apenas redes sociais. Elas também funcionam como mecanismos de busca. Muitas pessoas pesquisam diretamente nesses ambientes antes de tomar decisões.

Vídeos curtos, explicativos e educativos ajudam a ampliar a presença digital e aumentam as chances de descoberta tanto nas plataformas sociais quanto nos resultados do Google.

7 – Produza conteúdo para quem está decidindo

Grande parte das empresas ainda concentram produção apenas no topo do funil, focando conteúdos genéricos e informativos, mas as inteligências artificiais também valorizam materiais ligados à tomada de decisão. Comparativos, análises, perguntas frequentes, estudos de caso, provas sociais e demonstrações de resultados ajudam a construir confiança e relevância. Esses conteúdos influenciam diretamente a percepção do usuário antes da escolha final.

8 – Use a inteligência artificial como apoio estratégico

A IA pode ajudar na identificação de pautas, organização de ideias, simplificação da linguagem e estruturação de conteúdos, mas existe um ponto importante, que precisa ser considerado: a tecnologia apoia a produção, ela não substitui experiência, repertório, estratégia e conhecimento humano. O diferencial continua sendo a capacidade da marca de gerar contexto, credibilidade e interpretação qualificada.

O papel da assessoria de imprensa na era das respostas por IA

Nesse novo ambiente digital, a assessoria de imprensa passa a exercer uma função ainda mais estratégica. Mais do que gerar visibilidade em veículos de comunicação, ela ajuda a construir autoridade em fontes consideradas confiáveis por buscadores e sistemas de inteligência artificial.

Quando uma empresa aparece de forma consistente em entrevistas, reportagens, artigos de opinião e matérias especializadas, aumenta sua relevância não apenas para o público, mas também para os mecanismos que organizam a informação online. As inteligências artificiais tendem a priorizar conteúdos com lastro editorial, recorrência e credibilidade.

Isso significa que a presença na imprensa pode ampliar as chances de uma marca ser citada em respostas geradas por IA. A assessoria deixa de atuar apenas como uma ferramenta de relacionamento com jornalistas e passa a contribuir diretamente para o posicionamento digital e para a construção de reputação.

A nova lógica da visibilidade

O comportamento digital mudou, o usuário quer respostas rápidas, claras e contextualizadas. Nesse cenário, aparecer nos resumos do Google e nas respostas das inteligências artificiais se tornou parte estratégica da construção de autoridade. A disputa não acontece apenas pelo clique, ela acontece pela presença na resposta. Empresas que conseguem unir conteúdo útil, linguagem acessível, reputação, autoridade e consistência aumentam significativamente suas chances de serem lembradas antes mesmo da decisão de compra.

Hoje, ser encontrado continua importante, mas ser citado pelas inteligências artificiais passou a ter peso estratégico na construção de influência, credibilidade e relevância digital. A inteligência artificial está transformando a comunicação, mas não substitui a confiança construída por empresas, especialistas e veículos de comunicação.

Nesse contexto, produzir conteúdo de qualidade, manter presença consistente e investir em reputação tornou-se tão importante quanto aparecer nas primeiras posições do Google.

No novo ambiente digital, quem conquista espaço nas respostas conquista também espaço na decisão.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Você domina sua profissão. Mas o mercado sabe disso? – por Adriana Vasconcellos Soares

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Durante muito tempo, ser um excelente profissional seria suficiente para conquistar reconhecimento no mercado. A lógica parecia simples. Quem tinha mais conhecimento, mais experiência e melhores resultados acabaria naturalmente sendo encontrado pelos clientes. Essa realidade mudou.

Hoje, milhares de profissionais altamente qualificados disputam atenção em um ambiente digital saturado de informações. O conhecimento continua sendo fundamental, mas deixou de ser suficiente. Se ele não for transformado em comunicação estratégica, corre o risco de permanecer invisível.

Esse desafio é especialmente evidente entre médicos, advogados, consultores, engenheiros, psicólogos e outros especialistas que dedicam grande parte do seu tempo ao exercício da profissão. Na maioria das vezes, o problema não é falta de conteúdo, pelo contrário, existe um enorme patrimônio intelectual acumulado em anos de estudo, experiência e prática profissional. A dificuldade está em transformar esse conhecimento em presença.

Muitos profissionais começam a produzir conteúdo com entusiasmo, publicam por algumas semanas, compartilham informações relevantes e tentam manter frequência nas redes sociais. Depois, a rotina se impõe, as demandas aumentam, os compromissos se acumulam e a produção perde consistência.

Outros conseguem manter uma frequência razoável, mas esbarram em outra frustração. Descobrem que alcance não significa autoridade, curtidas não representam necessariamente confiança e visualizações nem sempre se convertem em negócios. Esse é um dos principais equívocos da comunicação digital atual, confundir atividade com posicionamento.

Publicar muito não significa construir reputação, o que gera autoridade não é a quantidade de conteúdo, mas a capacidade de transformar conhecimento em narrativas relevantes, consistentes e alinhadas aos objetivos profissionais. A construção de autoridade exige estratégia e cada conteúdo precisa cumprir uma função. Alguns ajudam a educar o público, outros fortalecem credibilidade. Alguns esclarecem dúvidas recorrentes, outros demonstram experiência prática.

Quando existe planejamento, cada publicação passa a fazer parte de um sistema maior de posicionamento, além disso, cresce a importância da diversificação de canais. Muitos profissionais concentram toda sua comunicação em uma única rede social. O problema é que dependem integralmente dos algoritmos para serem vistos e uma mudança na plataforma pode reduzir drasticamente alcance, visibilidade e engajamento. Por isso, a construção de presença digital precisa ser mais ampla.

O LinkedIn fortalece posicionamento profissional. O Instagram amplia proximidade e relacionamento. O blog ou site próprio consolida autoridade e cria um patrimônio digital permanente, independente das mudanças nas redes sociais.

A inteligência artificial reforça ainda mais essa necessidade com ferramentas como ChatGPT, Gemini e Perplexity, que estão mudando a forma como as pessoas encontram informações e escolhem profissionais. Cada vez mais, sistemas de IA utilizam conteúdos publicados em diferentes fontes para construir respostas e recomendações, nesse contexto, a consistência da presença digital ganha um novo significado. Não basta apenas existir nas redes sociais, é preciso construir relevância em múltiplos canais.

O profissional que consegue transformar sua experiência em conteúdo estruturado aumenta suas chances de ser encontrado, lembrado e considerado quando uma decisão importante precisa ser tomada.

A boa notícia é que ninguém precisa produzir conteúdo todos os dias para construir autoridade. O que faz diferença é a qualidade do conteúdo, a estratégia, organização e coerência empregadas. Porque, no ambiente digital atual, o mercado não reconhece apenas quem sabe mais, ele reconhece quem consegue transformar conhecimento em presença, presença em autoridade e autoridade em confiança.

O Instagram mudou. Hoje, crescer na plataforma depende menos de “hackear algoritmo” e mais de construir relevância consistente. No fim, o algoritmo não recompensa perfis zerados. Ele recompensa conteúdo que faz sentido para pessoas reais.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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