Dia das Mães nas redes sociais: Como transformar indecisão em vendas – por Adriana Vasconcellos Soares

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O Dia das Mães segue como uma das datas mais relevantes para o varejo, mas em 2026 há um fator que exige atenção estratégica: a indecisão do consumidor. Dados do Google indicam que 9 em cada 10 brasileiros pretendem comemorar a data, porém 75% têm dificuldade para escolher o presente. Esse cenário muda a lógica da comunicação. O desafio não é apenas atrair. É ajudar o cliente a decidir.

E é justamente nas redes sociais que essa decisão começa a ser construída. Indecisão não é problema, é oportunidade. Quando o consumidor não sabe o que comprar, ele se torna mais aberto à influência. Marcas que assumem o papel de facilitadoras da escolha saem na frente.

O erro mais comum é focar apenas na divulgação de produto. Postar foto, preço e esperar conversão não resolve a dor de quem está perdido. O que funciona é assumir o papel de curadoria. Em vez de mostrar produtos, mostre soluções. Em vez de anunciar, oriente. Conteúdo que ajuda a decidir vende mais.

As redes sociais precisam funcionar como guia de compra, principalmente na semana que antecede a data, período em que metade das compras acontece. Algumas abordagens aumentam a eficiência:

  • Listas práticas
    Sugestões como “presentes até R$100”, “presentes úteis” e “presentes criativos” reduzem o esforço do cliente.
  • Comparações simples
    Mostrar opções lado a lado facilita a decisão e diminui a insegurança.
  • Indicação por perfil
    Presentes para mãe prática, vaidosa, tecnológica ou caseira geram identificação imediata.
  • Combos e kits
    Agrupar produtos reduz a dúvida e aumenta o ticket médio. O consumidor não quer pensar demais. Ele quer escolher rápido e com segurança. Por isso, preço e condições precisam estar claros.

Outro ponto crítico é o orçamento. Mais da metade dos consumidores pretende gastar até R$300. Por isso, a comunicação precisa ser direta. Esconder preço ou dificultar o acesso à informação reduz a conversão. Quanto mais claro o custo-benefício, maior a chance de venda. Além disso, parcelamento, desconto e frete grátis influenciam diretamente a decisão, principalmente nas compras de última hora.

  • Rapidez também vende
    A logística se tornou argumento comercial. Entrega rápida e frete facilitado pesam na escolha, especialmente nos dias finais. Se sua marca oferece isso, precisa comunicar com destaque. Silenciar esse tipo de informação é perder venda pronta.
  • Categorias com maior potencial
    Moda e beleza seguem como as categorias mais procuradas e com maior alinhamento entre desejo e intenção de compra. Já eletrônicos e itens para casa aparecem como desejo das mães, mas com menor intenção de compra por parte dos filhos. Aqui existe uma oportunidade. Cabe à marca traduzir valor e justificar a escolha. Não basta oferecer. É preciso explicar por que vale a pena.
  • Redes sociais como canal de decisão
    As redes sociais deixaram de ser apenas vitrine. Hoje, são parte ativa do processo de escolha. Quando bem utilizadas, reduzem dúvidas, encurtam o caminho até a compra e aumentam a confiança. Mas isso só acontece quando o conteúdo é planejado com estratégia. Quem apenas publica disputa atenção. Quem orienta influencia decisão.

No Dia das Mães, a diferença entre vender pouco e faturar mais está no direcionamento. Menos exposição. Mais estratégia. Quem ajuda o cliente a escolher, vende antes.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Divulgar muito e vender pouco, o erro que trava o crescimento de empresas – por Adriana Vasconcellos Soares

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A maior dor do empreendedor hoje não é a falta de esforço. É o excesso de esforço sem resultado. Produz conteúdo, investe em anúncios, publica com frequência e, ainda assim, as vendas não acompanham. A sensação é clara. Muito trabalho para pouco retorno.

Esse cenário é mais comum do que parece e não está ligado a um único fator. Ele surge da combinação de falhas estratégicas que comprometem a conversão.

A primeira delas é a baixa visibilidade orgânica. Redes sociais reduziram o alcance natural das publicações, tornando mais difícil ser visto sem investimento. Quando a marca não aparece, não entra no radar do cliente. Em paralelo, cresce a dependência de anúncios, muitas vezes sem segmentação adequada. O resultado é um custo de aquisição de cliente elevado. Quando esse custo se aproxima ou supera o valor gerado por cada venda, a operação perde eficiência e compromete a margem.

Outro ponto crítico está na sobrecarga. O “eu-preendedorismo” ainda domina boa parte dos negócios. O empreendedor acumula funções e o marketing perde consistência. Sem consistência, não há construção de marca, apenas ações isoladas.

A falta de direção estratégica completa o problema. É comum ver empresas dividindo esforços entre Instagram, Google, anúncios, conteúdo orgânico e outras frentes, sem clareza de papel para cada canal. O resultado é dispersão de investimento e baixa performance. O problema, portanto, não está nas ferramentas. Está na ausência de estratégia.

O primeiro ajuste é entender que visibilidade sem posicionamento não gera venda. Não basta aparecer. É preciso ser percebido como uma opção confiável. Isso exige clareza na comunicação, coerência na mensagem e alinhamento com a proposta de valor.

Nesse contexto, o marketing de conteúdo deixa de ser volume e passa a ser construção de percepção. Conteúdos bem direcionados educam, reduzem objeções e preparam o cliente antes do contato comercial.  A inteligência artificial também pode contribuir para ganho de produtividade e organização, mas não substitui estratégia. Quando usada sem critério, apenas acelera erros já existentes.

A escolha dos canais também precisa ser mais precisa. Redes sociais atraem e despertam interesse. O Google valida e reforça credibilidade. O WhatsApp facilita o fechamento. Quando esses pontos não se conectam, o processo de decisão do cliente se interrompe.

A assessoria de imprensa atua em outra camada desse processo. Ela não gera venda direta, mas constrói reputação e credibilidade. A presença em veículos de comunicação fortalece a percepção de autoridade, amplia a confiança e posiciona a marca como fonte relevante. Esse movimento impacta diretamente a forma como a empresa aparece nas buscas e nas respostas de inteligências artificiais, que tendem a priorizar fontes recorrentes, citadas e confiáveis. Na prática, isso reduz a resistência do cliente e encurta o caminho até a decisão.

Outro ponto decisivo está na relação entre marketing e comercial. Muitas empresas geram demanda, mas não convertem por falhas na abordagem, demora no atendimento, falta de acompanhamento ou dificuldade em apresentar valor com clareza. Nesses casos, o problema não está na divulgação, mas na execução da venda.

Por fim, é necessário olhar para a estrutura do negócio. Margens apertadas, precificação incorreta e dependência de descontos inviabilizam o crescimento, mesmo quando há volume de vendas.

Resolver a baixa conversão exige integração. Marketing, assessoria de imprensa e comercial precisam atuar de forma coordenada. Um atrai, outro constrói confiança e o terceiro transforma interesse em venda.

Quando essa estrutura funciona, divulgar deixa de ser tentativa e passa a ser estratégia. E é nesse momento que o resultado deixa de ser instável e começa a ganhar previsibilidade.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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A assessoria de imprensa como alavanca para pequenos e médios negócios – por Adriana Vasconcellos Soares

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Pequenos e médios negócios enfrentam um desafio comum no ambiente atual. Precisam ganhar visibilidade, construir credibilidade e gerar vendas em um mercado cada vez mais competitivo. O problema é que muitos ainda concentram esforços apenas em redes sociais e anúncios, ignorando um ativo estratégico que pode acelerar esse processo: a assessoria de imprensa.

Diferente da publicidade, que depende de investimento contínuo para gerar alcance, a assessoria de imprensa atua na construção de reputação. Ela posiciona a empresa como fonte confiável de informação, conecta o negócio a veículos de comunicação e amplia sua presença em ambientes onde a percepção de valor é mais elevada.

Para empresas menores, isso faz diferença direta na forma como são percebidas. Quando um negócio aparece em um jornal ou portal relevante, em uma matéria jornalística ou como fonte especializada, ele deixa de ser apenas mais uma opção no mercado e passa a ser visto como referência. Esse movimento impacta decisões de forma silenciosa. Antes de comprar, contratar ou entrar em contato, o cliente pesquisa. E, nesse momento, não avalia apenas preço ou portfólio. Ele observa sinais de confiança. Onde essa empresa já apareceu, quem já falou sobre ela, qual é o nível de exposição institucional. É nesse ponto que muitos negócios perdem oportunidades sem perceber. Não por falta de qualidade, mas por ausência de reputação construída de forma estratégica.

A assessoria de imprensa atua exatamente nesse espaço. Por meio de pautas bem estruturadas, relacionamento com jornalistas e presença recorrente na mídia, ela constrói autoridade ao longo do tempo. Não é uma ação pontual. É um processo contínuo de posicionamento.

Outro ponto relevante é o impacto nas buscas e nas inteligências artificiais. Sistemas de IA tendem a priorizar informações provenientes de fontes confiáveis e recorrentes. Na semana passada, a Folha de S. Paulo e o Google firmaram um acordo que sinaliza uma mudança na forma como a informação circula e influencia decisões no ambiente digital. A parceria prevê o uso de conteúdos jornalísticos para aprimorar as respostas do Gemini e reforça um movimento que já vinha sendo alertado nesta coluna há alguns meses. De forma silenciosa, as inteligências artificiais estão cada vez mais conectadas a fontes confiáveis. Quando uma empresa é citada em veículos de comunicação, ela amplia sua relevância nesse ecossistema e aumenta suas chances de ser considerada nas respostas e recomendações.

Na prática, isso significa que a marca passa a ter mais chances de ser mencionada em respostas, comparações e recomendações feitas por IAs. Mesmo sem gerar clique direto, essa presença influencia na percepção e decisão.

Para pequenos e médios negócios, isso representa uma vantagem competitiva real. Enquanto muitos concorrentes disputam atenção apenas com anúncios, empresas que investem em reputação passam a ocupar um espaço mais sólido na mente do consumidor.

Além disso, a assessoria de imprensa contribui para reduzir o custo de aquisição de clientes ao longo do tempo. Quanto maior a credibilidade percebida, menor a resistência na decisão de compra. O processo comercial se torna mais fluido, e a conversão tende a acontecer com menos esforço. Outro benefício está na construção de marca. Redes sociais geram visibilidade rápida, mas a imprensa constrói memória. É ela que consolida posicionamento, reforça narrativa e sustenta crescimento de forma mais consistente.

Isso não significa substituir outras estratégias, mas integrar. O marketing atrai. O comercial fecha. E a assessoria de imprensa fortalece a percepção que conecta esses dois pontos. Para pequenos e médios negócios que querem crescer de forma estruturada, ignorar esse processo é limitar o próprio potencial. Visibilidade isolada não sustenta crescimento. Credibilidade sim. No cenário atual, não basta aparecer. É preciso ser reconhecido, lembrado e validado. E é justamente nesse ponto que a assessoria de imprensa deixa de ser um diferencial e passa a ser uma estratégia necessária para quem quer crescer com consistência.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Acordo entre Folha e Google reforça novo papel da imprensa na era das inteligências artificiais – por Adriana Vasconcellos Soares

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O recente acordo entre a Folha de S. Paulo e o Google marca uma mudança relevante na forma como a informação circula e influencia decisões no ambiente digital. A parceria prevê o uso de conteúdos jornalísticos do veículo para aprimorar as respostas do Gemini e reforça um movimento que já vinha sendo alertado nesta coluna há alguns meses. De forma silenciosa, as inteligências artificiais estão cada vez mais conectadas a fontes confiáveis de informação.

Na prática, isso significa que parte do acervo e da produção contínua da Folha passa a alimentar diretamente um sistema que responde perguntas, orienta escolhas e molda percepções. Não se trata apenas de distribuição de conteúdo, mas de influência estruturada.

Durante anos, o SEO seguiu uma lógica clara. Produzir conteúdo, ganhar posições nos buscadores, atrair tráfego e converter. Mesmo com mudanças frequentes, o princípio era estável. Quem aparecia mais, tinha mais chances de ser escolhido.

Esse modelo começa a mudar de forma consistente. Hoje, uma parcela crescente dos usuários inicia sua jornada dentro de inteligências artificiais. Em vez de buscar links, fazem perguntas. Em vez de navegar por páginas, recebem respostas prontas, organizadas e contextualizadas. Muitas vezes, sem clicar em nenhum site.

Essa mudança desloca o centro da estratégia digital. O topo do funil deixa de ser medido apenas por visitas e passa a ser medido por exposição dentro das respostas geradas por IA. É o que se consolida como visibilidade por citação.

Se antes a disputa era por posição no Google, agora passa a ser também por presença nas respostas das inteligências artificiais.

Tráfego zero não é ausência de impacto

Um erro comum é avaliar desempenho apenas por métricas tradicionais. Nem toda influência gera clique. E nem toda decisão começa em um site. Um usuário pode fazer diversas perguntas ao longo de dias ou semanas. Se uma mesma marca aparece repetidamente nas respostas, mesmo sem gerar acesso direto, ela constrói familiaridade. Quando chega o momento da decisão, essa marca já ocupa espaço na mente do consumidor.

A conversão acontece, mas o caminho até ela não aparece de forma clara nas ferramentas tradicionais de análise.

Nesse novo cenário, a jornada se encurta. Antes, o consumidor passava por blogs, vídeos, comparadores e avaliações. Agora, grande parte desse processo pode acontecer dentro de uma única interação com IA. Isso reduz os pontos de contato, mas aumenta o peso de cada menção.

Uma citação relevante pode valer mais do que dezenas de impressões dispersas.

Citação é influência

Quando uma inteligência artificial menciona uma marca, ela não está apenas informando. Está validando. Está sinalizando que aquela empresa faz parte do conjunto de opções confiáveis para determinado tema.

Esse reconhecimento tende a se acumular. Quanto mais uma marca aparece com contexto claro, maior a probabilidade de continuar sendo referenciada. O contrário também é verdadeiro. Não aparecer significa, muitas vezes, não ser considerado. Esse movimento já começa a impactar a leitura interna das empresas. Em alguns casos, campanhas pagas apresentam melhor desempenho enquanto o tráfego orgânico parece estagnar. Na prática, o conteúdo orgânico continua relevante, mas seu papel mudou. Ele alimenta a base de conhecimento que sustenta as respostas das Ias, enquanto outros canais capturam a conversão.

O acordo entre Folha e Google torna esse processo mais explícito. Mostra que as plataformas estão estruturando parcerias com fontes confiáveis para qualificar suas respostas. E, nesse contexto, a origem da informação passa a ser ainda mais relevante.

O papel estratégico da assessoria de imprensa

É nesse ponto que a assessoria de imprensa ganha protagonismo. Mais do que gerar visibilidade em veículos tradicionais, ela passa a atuar como ponte entre marcas e os sistemas que organizam a informação no ambiente digital. Ao posicionar empresas em veículos relevantes, produzir conteúdo editorial consistente e fortalecer a presença institucional, a assessoria contribui diretamente para que essas marcas se tornem fontes confiáveis. E são essas fontes que alimentam as inteligências artificiais.

Entrevistas, artigos, menções em reportagens e presença recorrente na mídia aumentam a probabilidade de uma marca ser citada em respostas algorítmicas. Não por acaso, as IAs tendem a priorizar conteúdos com lastro editorial, frequência e credibilidade.

Nesse cenário, a assessoria deixa de ser apenas uma ferramenta de relacionamento com a imprensa e passa a ser um ativo estratégico de posicionamento digital. O impacto não está apenas na exposição, mas na construção de autoridade reutilizável. Uma vez consolidada, essa autoridade pode ser continuamente referenciada em diferentes contextos, perguntas e jornadas de consumo.

O novo jogo da visibilidade

O acordo entre a Folha de S. Paulo e o Google deixa claro que a disputa por atenção mudou de lugar. Ela não acontece mais apenas nos buscadores ou nas redes sociais. Ela acontece dentro das respostas das inteligências artificiais, que passaram a filtrar, organizar e indicar quais marcas merecem ser consideradas.

Nesse cenário, ser encontrado continua importante, mas já não é suficiente. O que realmente pesa é ser citado com frequência, com contexto e dentro de fontes confiáveis. É isso que constrói percepção, reduz dúvida e influencia decisões antes mesmo do clique.

Visibilidade, agora, é ser lembrado antes de ser procurado. E é exatamente nesse ponto que a assessoria de imprensa faz a diferença no negócio. Ao posicionar a marca em veículos relevantes, fortalecer sua reputação e garantir presença consistente em conteúdos de qualidade, ela amplia as chances de citação nas inteligências artificiais e consolida a empresa como referência no mercado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Redes sociais para saúde, produtos e serviços como escolher as melhores plataformas em 2026 – por Adriana Vasconcellos Soares

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A presença digital deixou de ser opcional. Em 2026, empresas, profissionais e marcas disputam atenção em um ambiente cada vez mais fragmentado e competitivo. Ainda assim, um erro comum continua se repetindo. Usar as mesmas redes sociais para qualquer tipo de negócio, sem considerar o comportamento do consumidor.

Produtos, serviços e saúde seguem lógicas diferentes de decisão. Quando essa diferença não é respeitada, a comunicação perde eficiência, o conteúdo não conecta e o resultado não aparece. Antes de escolher a plataforma, é preciso entender um ponto básico:

  • Produto vende por desejo.
  • Serviço vende por confiança.
  • Saúde exige segurança e autoridade.

A partir disso, a escolha das redes sociais deixa de ser tendência e passa a ser estratégia.

Redes sociais para divulgar produtos

Quando falamos de produtos como roupas, cosméticos, papelaria ou ferramentas, o principal gatilho de compra é visual e emocional. O consumidor não quer apenas informação. Ele quer ver, se identificar e desejar. Por isso, as redes mais eficientes são aquelas que estimulam descoberta e impacto rápido.

Instagram segue como a principal vitrine digital. Com forte apelo visual, permite apresentar produtos em fotos, vídeos curtos, bastidores e provas sociais. Além disso, recursos como loja integrada e marcação de produtos encurtam o caminho até a compra.

TikTok cresce como canal de alcance. É onde produtos viralizam, ganham escala e entram no radar de novos públicos. Funciona bem para demonstrações rápidas, tendências e conteúdos espontâneos.

Facebook continua relevante, principalmente para campanhas pagas e segmentação. Embora tenha perdido protagonismo orgânico, ainda entrega alcance consistente para públicos mais amplos.

WhatsApp é o ponto de conversão. Depois do interesse, é ali que a venda acontece. Atendimento rápido, envio de catálogo e proximidade fazem diferença.

Nesse cenário, o erro mais comum é tratar produto como catálogo estático. O que funciona é contexto, uso real e identificação.

Redes sociais para divulgar serviços

Serviços como advocacia, contabilidade, mecânica ou limpeza seguem outra lógica. Aqui, a decisão não é impulsiva. O cliente busca confiança, clareza e segurança antes de contratar. Isso muda completamente a estratégia.

Google é o principal ponto de partida. É onde o cliente pesquisa, compara e decide. Estar bem-posicionado, com avaliações, fotos e informações atualizadas, influencia diretamente a escolha.

Instagram funciona como canal de proximidade. Mostra bastidores, explica processos, responde dúvidas e humaniza o serviço. Ajuda a transformar uma marca em alguém confiável.

LinkedIn ganha força em serviços técnicos e B2B. É onde a autoridade profissional se consolida, principalmente em áreas como consultoria, jurídico e financeiro.

WhatsApp novamente aparece como canal de fechamento. Depois da confiança estabelecida, é ali que o contato se torna conversa e a conversa vira contrato.

O erro mais comum aqui é falar difícil demais. Quando o conteúdo é feito para outros profissionais e não para o cliente, a comunicação se perde.

Redes sociais para divulgar saúde

Na área da saúde, a lógica é ainda mais sensível. Não se trata apenas de atrair, mas de gerar segurança.

E o Instagram é a principal plataforma. Permite educar, aproximar e construir autoridade por meio de conteúdos simples, acessíveis e consistentes.

O YouTube é essencial para aprofundamento. Vídeos mais longos ajudam a explicar temas complexos e posicionar o profissional como referência.

Já o LinkedIn fortalece a credibilidade institucional e o relacionamento entre profissionais.

Google é indispensável para busca local. É onde o paciente procura clínicas, avalia reputação e toma decisão.

Aqui, além da estratégia, entra a responsabilidade e a credibilidade. Conteúdo precisa ser ético, informativo e sem promessas.

Tendências

Alguns movimentos são claros e impactam todos os segmentos:

  • Vídeos curtos seguem como principal formato de descoberta.
  • Conteúdo precisa ser rápido, direto e relevante.
  • A inteligência artificial passa a apoiar produção e personalização. Mas o diferencial continua sendo humano.
  • A comunicação se torna mais simples.
  • Quem complica perde atenção.
  • A jornada de compra encurta.
  • O cliente quer resolver rápido, sem fricção.

O papel da estratégia

Não existe uma única rede social ideal. Existe combinação estratégica. Lembre-se:

  • O Instagram atrai
  • O Google valida
  • O WhatsApp converte
  • O LinkedIn posiciona
  • E o YouTube aprofunda

Quando cada canal cumpre sua função, o resultado aparece de forma consistente. O problema não está na escolha da plataforma, mas na falta de clareza sobre o comportamento do cliente. Empresas que entendem isso deixam de apenas postar e passam a construir presença com intenção. E isso muda completamente o jogo.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Estar no Google virou condição para existir no mercado – por Adriana Vasconcellos Soares

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O comportamento do consumidor mudou de forma silenciosa, mas definitiva. Antes de entrar em contato com uma empresa, o cliente pesquisa no Google. Em poucos segundos, forma uma percepção e decide se confia ou não. Essa análise acontece sem aviso, sem interação e, muitas vezes, sem que a empresa perceba que perdeu uma oportunidade de venda.

Esse hábito não é pontual. Ele acontece em escala massiva. O Google processa cerca de 8,5 bilhões de buscas por dia no mundo, o equivalente a aproximadamente 99 mil pesquisas por segundo. No Brasil, as estimativas indicam algo em torno de 380 milhões de buscas diárias. Mais do que volume, esses números mostram um padrão. O Google continua sendo o principal ponto de partida para decisões.

Não por acaso, cerca de 93% dos brasileiros afirmam que pesquisam no buscador antes de realizar uma compra. Ou seja, a decisão começa muito antes do contato com a empresa.

Nesse cenário, a escolha não está baseada apenas em preço ou qualidade. Ela passa, principalmente, pela percepção. Fotos, avaliações, comentários, frequência de atualização, respostas aos clientes e organização do perfil se tornaram critérios determinantes. Não se trata apenas de estar presente, mas de como a empresa é encontrada e interpretada. Muitas empresas ainda concentram seus esforços apenas nas redes sociais. Isso é um erro estratégico. Se a marca não aparece nas pesquisas do Google ou aparece de forma desorganizada, ela simplesmente deixa de ser considerada. O buscador se consolidou como o principal ambiente de descoberta, validação e comparação.

Outro dado reforça essa mudança. Cerca de 70% das buscas no Brasil já são feitas por dispositivos móveis. Isso significa que a decisão acontece de forma rápida, muitas vezes quando o cliente precisa de uma solução imediata. Quem aparece bem-posicionado e transmite confiança tem mais chances de ser escolhido.

Nesse contexto, o perfil no Google, especialmente por meio do Google Meu Negócio, deixou de ser um recurso complementar e passou a ser um ativo estratégico. Ele influencia diretamente a visibilidade local e pode determinar se uma empresa será encontrada ou ignorada. Os impactos da falta de otimização são mais profundos do que parecem. Perda de ligações, menos visitas, redução no fluxo de clientes e enfraquecimento da autoridade digital. E o ponto mais crítico é que isso acontece sem sinais claros. A empresa não recebe o contato, mas também não percebe que foi descartada no processo de escolha.

Por outro lado, empresas que estruturam sua presença de forma estratégica constroem vantagem competitiva. Estar bem-posicionado não garante resultado por si só, mas aumenta significativamente a chance de ser considerado. E, em um cenário de decisão rápida, ser considerado já faz diferença.

A otimização envolve mais do que técnica. Passa por organização das informações, uso correto de palavras-chave, gestão de avaliações, atualização constante e coerência no posicionamento. É comunicação aplicada ao ambiente de busca.

Com o avanço da inteligência artificial, esse cenário ganha ainda mais relevância. Ferramentas de IA utilizam informações disponíveis na internet para construir respostas e recomendações. O Google segue como uma das principais fontes desse processo. Empresas com presença estruturada, consistência de dados e reputação consolidada têm mais chances de serem corretamente interpretadas e citadas.

É nesse ponto que a assessoria de imprensa atua como facilitadora. Ao posicionar a empresa em veículos de comunicação de grande influência, gerar conteúdo relevante e ampliar a presença institucional, ela fortalece a reputação e cria sinais externos de credibilidade. Esses sinais ajudam não apenas na percepção do público, mas também na leitura dos sistemas digitais, aumentando as chances de associação correta da marca aos temas em que atua.

No cenário atual, não basta existir. É preciso ser encontrado, compreendido e considerado confiável em poucos segundos.

Um passo simples é fazer um teste direto. Pesquise o nome da sua empresa no Google e observe o que aparece. As informações estão completas? A imagem transmite profissionalismo? As avaliações reforçam a confiança?

Se houver dúvidas, há espaço para evolução. E, nesse ambiente altamente competitivo, quem se posiciona melhor tende a ser lembrado primeiro.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Email marketing não morreu – por Adriana Vasconcellos Soares

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O e-mail marketing segue relevante em 2026, com alto alcance, engajamento consistente e retorno sobre investimento superior à maioria dos canais digitais. Longe de desaparecer, ele se consolida como um dos ativos mais estáveis da comunicação. Apesar da percepção de que as redes sociais dominam o ambiente digital, os dados mostram outro cenário. Estimativas da Statista e do The Radicati Group indicam que cerca de 4,73 bilhões de pessoas utilizam e-mail no mundo em 2026, com aproximadamente 392 bilhões de mensagens enviadas todos os dias. Trata-se de um dos maiores ecossistemas de comunicação digital em operação.

A ideia de que o e-mail perdeu relevância costuma estar associada ao uso pouco estratégico. Quando mal aplicado, o canal perde eficiência. Quando bem estruturado, continua sendo um dos mais consistentes em alcance, relacionamento e conversão. Outro mito recorrente envolve o comportamento dos jovens. Existe a percepção de que novas gerações não utilizam e-mail, mas os dados indicam o contrário. Levantamentos de mercado apontam alta adesão entre a geração Z, além de uma preferência clara pelo canal para comunicação com marcas. Segundo a HubSpot e a Mailjet, 57% da geração Z e 79% dos millennials preferem receber comunicações por e-mail, e não por mensagens diretas em redes sociais.

Entre públicos mais maduros, o desempenho é ainda mais relevante. Estudos compilados por plataformas como Campaign Monitor e Mailchimp mostram que faixas etárias mais altas apresentam taxas de abertura superiores à média, além de maior propensão à leitura completa e à conversão.

No comportamento diário, o e-mail segue integrado à rotina. Dados da OptinMonster indicam que 99% dos usuários verificam a caixa de entrada pelo menos uma vez ao dia, e mais da metade faz isso antes de acessar redes sociais ou portais de notícia. Isso mostra que o canal continua sendo um dos primeiros pontos de contato digital do dia.

A relação com marcas também é mais positiva do que se imagina. Pesquisas de mercado apontam que mais de 60% dos consumidores gostam de receber e-mails promocionais com frequência semanal. O problema raramente está no canal, mas na relevância da mensagem.

Do ponto de vista de resultado, o e-mail marketing segue liderando. Relatórios da Litmus e da HubSpot indicam retorno médio de até US$36 para cada US$1 investido, podendo variar conforme o setor. Em alguns cenários, esse desempenho supera com folga campanhas pagas, especialmente quando há segmentação e personalização.

A frequência, outro ponto frequentemente criticado, também depende de estratégia. Usuários não cancelam inscrições apenas por volume de envios, mas principalmente por falta de relevância. Conteúdos bem direcionados mantêm o engajamento mesmo com maior frequência. O formato também influencia. E-mails em texto simples frequentemente apresentam desempenho igual ou superior a layouts complexos, justamente por se aproximarem de uma comunicação mais direta e pessoal. Essa característica reduz a percepção de publicidade e aumenta a taxa de resposta.

O comportamento mobile reforça essa tendência. Dados da Campaign Monitor mostram que a maior parte dos acessos ocorre via smartphone, com taxas de clique significativamente superiores às registradas em desktop. O e-mail acompanha, portanto, o padrão atual de consumo digital.

Outro fator estratégico diferencia o canal de qualquer outro. A base de e-mails é um ativo próprio. E creio que atualmente, este seja o ponto mais importante sobre o e-mail marketing.

Diferentemente das redes sociais, onde o alcance e a visibilidade dependem de algoritmos e mudanças nas plataformas, a lista de contatos de e-mail marketing permanece sob controle da empresa. Alterações nas redes podem reduzir o alcance de forma imediata, enquanto o e-mail mantém previsibilidade. Casos recentes reforçam esse cenário. Mudanças de algoritmo, instabilidades e até o encerramento de plataformas ao longo dos anos mostram que a audiência nas redes sociais é um ativo condicionado. Já o e-mail segue como um canal direto e próprio.

O crescimento das newsletters ilustra esse movimento. Relatórios como o State of Newsletters 2026, da plataforma beehiiv, mostram aumento consistente nas taxas de abertura, crescimento acelerado de audiências e expansão de modelos de assinatura. Em muitos casos, a primeira conversão ocorre em poucas semanas, demonstrando o potencial do canal como ativo de longo prazo. A percepção de que o e-mail marketing não funciona está menos ligada ao canal e mais à forma como ele é utilizado. Listas desqualificadas, mensagens genéricas e falta de estratégia comprometem resultados. Por outro lado, quando há segmentação, consistência e entrega de valor, o e-mail se mantém como uma das ferramentas mais eficientes do marketing digital. A conclusão é objetiva. O e-mail marketing não morreu. Ele evoluiu, se adaptou ao comportamento mobile, incorporou automação e inteligência de dados e segue como um dos poucos canais que oferecem alcance, controle e previsibilidade em um ambiente digital cada vez mais instável.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Uso massivo de inteligência artificial levanta debate sobre autenticidade na comunicação – por Adriana Vasconcellos Soares

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A inteligência artificial deixou de ser uma promessa tecnológica para se tornar parte da rotina de milhões de brasileiros. Aplicativos que organizam ideias, respondem perguntas e produzem textos já fazem parte do cotidiano em celulares, computadores e ambientes de trabalho. Esse avanço também levanta uma discussão importante. Até que ponto a conveniência dessas ferramentas pode influenciar a forma como as pessoas pensam, se expressam e constroem sua própria identidade?

Dados recentes indicam que o Brasil está entre os países que mais adotam a tecnologia. Um estudo da Fundação Itaú em parceria com o Datafolha, divulgado em fevereiro de 2026, revelou que 93% dos brasileiros utilizam alguma ferramenta com inteligência artificial. Apesar disso, apenas 54% afirmam entender de fato o que é a tecnologia. O levantamento mostra que a IA já está presente em diferentes atividades do dia a dia, desde aplicativos de celular até sistemas de atendimento e ferramentas profissionais.

Outras pesquisas divulgadas entre 2025 e o início de 2026 reforçam essa tendência. Os estudos indicam que entre 56% e 63% dos brasileiros já incorporaram a inteligência artificial em atividades cotidianas, como trabalho, estudo ou entretenimento. O país também aparece em posição de destaque no cenário global. Segundo levantamento da Cisco em parceria com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o Brasil ocupa a segunda posição entre os países que mais utilizam inteligência artificial generativa no mundo.

Na prática, isso significa que milhões de pessoas recorrem diariamente a sistemas capazes de gerar textos, responder perguntas, sugerir ideias ou auxiliar na produção de conteúdo. Entre os usos mais comuns estão atividades relacionadas ao aprendizado e ao trabalho. Cerca de 75% dos brasileiros afirmam utilizar ferramentas de inteligência artificial para aprender algo novo ou apoiar tarefas profissionais. Outro comportamento que começa a se tornar frequente envolve a comunicação pessoal. Mais de 60% das pessoas já utilizaram inteligência artificial para escrever mensagens em aplicativos ou redes sociais.

Facilidade que pode alterar hábitos de comunicação

A popularização dessas ferramentas ocorre principalmente pela facilidade de uso. Em poucos segundos, a inteligência artificial pode sugerir respostas, corrigir textos ou ajudar a organizar ideias. Esse tipo de recurso torna a comunicação mais rápida e prática, mas especialistas começam a analisar possíveis impactos desse comportamento no longo prazo.

Quando uma ferramenta participa diretamente da construção de mensagens, e-mails ou textos pessoais, parte do processo de elaboração do pensamento pode ser transferida para a tecnologia. Com o tempo, esse hábito pode reduzir o esforço individual na formulação de ideias ou na escolha das palavras, estimulando a delegação de tarefas cognitivas à máquina. Pesquisadores que estudam comportamento digital observam que essa dinâmica pode criar uma dependência gradual. É fácil se acostumar a utilizar inteligência artificial para resolver tarefas do cotidiano. O desafio pode surgir quando a pessoa precisa retomar processos de reflexão e escrita sem o apoio da tecnologia.

Outro ponto que chama atenção é a possível padronização da linguagem. Ferramentas de inteligência artificial são treinadas com grandes volumes de dados e tendem a produzir textos claros e organizados. Esse padrão pode melhorar a qualidade da comunicação em muitos contextos. Por outro lado, quando muitas pessoas passam a utilizar as mesmas ferramentas, as mensagens podem começar a apresentar estruturas semelhantes, reduzindo marcas pessoais de estilo e expressão. Esse fenômeno levanta um debate sobre autenticidade na comunicação digital.

Em uma pesquisa realizada com 600 brasileiros, 63% afirmaram já ter utilizado inteligência artificial para escrever mensagens pessoais. Curiosamente, o mesmo percentual acredita que as pessoas eram mais autênticas e diferentes entre si no passado. A percepção sugere que a transformação tecnológica não está apenas modificando ferramentas, mas também a forma como a sociedade enxerga a própria comunicação.

Um outro dado relevante envolve a confiança nas decisões tomadas por sistemas digitais. Estudo divulgado em outubro de 2025 aponta que cerca de 51% dos brasileiros afirmam confiar mais em decisões baseadas em inteligência artificial do que em decisões humanas em determinados contextos. O resultado indica que a tecnologia vem ganhando espaço não apenas como ferramenta de apoio, mas também como referência para tomada de decisão.

Especialistas alertam, no entanto, que essa confiança precisa ser acompanhada de pensamento crítico e compreensão sobre como esses sistemas funcionam.

O papel das empresas na cultura digital

O crescimento do uso da inteligência artificial também está ligado ao ambiente corporativo. Muitas empresas já utilizam ferramentas automatizadas para otimizar processos, produzir relatórios, organizar dados e apoiar atividades de comunicação. Levantamentos já indicam que cerca de 80% das organizações planejam ampliar investimentos em inteligência artificial nos próximos anos.

A tecnologia pode contribuir para aumentar a produtividade e agilizar tarefas. No entanto, especialistas em comportamento e comunicação defendem que o uso precisa ser acompanhado de uma reflexão sobre criatividade, autonomia e pensamento crítico. Nem todas as atividades exigem necessariamente o apoio de sistemas automatizados. Em muitos casos, o desenvolvimento de ideias próprias continua sendo essencial. Por isso, as empresas também têm um papel importante na construção de uma cultura digital equilibrada, incentivando o uso consciente da tecnologia e estimulando a capacidade de análise dos profissionais.

O avanço da inteligência artificial abre espaço para uma discussão que vai além da inovação tecnológica. A forma como as pessoas se comunicam sempre foi uma expressão direta da identidade, da personalidade, da visão de mundo e da cultura de cada sociedade. Quando ferramentas digitais passam a participar desse processo, surge a necessidade de refletir sobre equilíbrio.

A tecnologia pode ampliar a capacidade humana de aprender, produzir e resolver problemas. Ao mesmo tempo, preservar a autenticidade e a diversidade de ideias continua sendo fundamental. Com a inteligência artificial cada vez mais presente na rotina, o desafio passa a ser utilizar esses recursos de forma consciente, sem renunciar àquilo que torna cada pessoa única na forma de pensar, escrever e se expressar.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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A força da presença midiática na construção de autoridade das marcas – por Adriana Vasconcellos Soares

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Em um mercado cada vez mais competitivo, estar presente nas redes sociais já não é uma escolha. É uma necessidade estratégica para qualquer empresa que busca relevância, reputação digital e relacionamento com o público. No entanto, um ponto decisivo ainda passa despercebido por muitos negócios. A presença qualificada dos seus líderes nos meios de comunicação tradicionais como jornais, revistas, rádio e TV.

A figura do porta-voz tornou-se um ativo estratégico. Quando o responsável pela marca assume esse papel e se posiciona nos veículos de comunicação, sua empresa se apresenta ao mercado com mais clareza, propósito e credibilidade. Essa visibilidade não acontece por acaso. Ela exige método, relacionamento e narrativa. É nesse cenário que a assessoria de imprensa ganha protagonismo.

Uma assessoria especializada vai além da divulgação. Ela estrutura reputação, desenvolve autoridade, orienta o porta-voz, define mensagens-chave, aproxima a marca dos jornalistas e coloca o negócio nas pautas certas, nos momentos certos e nos veículos adequados. O resultado aparece na construção de presença consistente e na percepção de valor do mercado. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) revela que 82,2% das empresas seguem investindo fortemente em assessoria de imprensa. Esse número mostra que as organizações reconhecem que autoridade não se compra por meio de anúncios. Ela se conquista com estratégia, narrativa e presença contínua.

Por que estar na mídia também é essencial para aparecer nas IAs

Com a evolução das ferramentas de inteligência artificial generativa, a presença midiática passou a ter impacto direto na visibilidade digital. Isso ocorre porque assistentes de IA e mecanismos avançados de busca cruzam dados públicos e confiáveis para gerar respostas. Eles priorizam conteúdos de meios jornalísticos, entrevistas, reportagens e portais reconhecidos.

Quando uma empresa ou porta-voz aparece na imprensa, a informação se torna registrável, verificável e rastreável. Isso aumenta as chances de ser citada pelos sistemas de IA em respostas, análises de mercado e recomendações automáticas. A imprensa funciona como uma camada de validação que reforça a reputação digital perante algoritmos que buscam fontes seguras. Ou seja, presença na mídia é sinônimo de presença nos ambientes que influenciam a tomada de decisão dos consumidores. Marcas que não investem nessa construção ficam menos visíveis e menos citadas nos mecanismos baseados em IA, que hoje formam parte relevante do processo de descoberta de produtos, serviços e especialistas.

Benefícios diretos de contar com assessoria de imprensa

Uma estratégia bem conduzida traz avanços sólidos como:
– Reconhecimento no mercado
– Visibilidade estratégica
– Presença nos principais portais
– Reputação duradoura
– Apoio ao posicionamento do porta-voz
– Narrativa estruturada e alinhada ao propósito da marca
– Relação contínua com jornalistas e veículos
– Aumento das menções orgânicas por IA

A assessoria fortalece a marca e abre portas que não se conquistam apenas com marketing digital. Enquanto anúncios impulsionam a presença imediata, a comunicação estratégica gera valor permanente.

Contar com especialistas em comunicação aumenta a precisão da mensagem e amplia as oportunidades de exposição qualificadas. Uma assessoria de imprensa experiente identifica pautas relevantes, orienta o porta-voz, prepara o conteúdo e posiciona a marca nos veículos certos. Esse trabalho cria um ciclo contínuo de autoridade que se reflete em visibilidade, percepção de credibilidade e fortalecimento institucional.

Em um ambiente marcado por excesso de informação, conquistar espaço na mídia e ser reconhecido por sistemas de IA se tornou um diferencial competitivo. Empresas que compreendem esse movimento ganham destaque e ampliam sua força no mercado.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo.

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Dia das Mulheres expõe avanços e desigualdades na vida das brasileiras

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Empreender, cuidar da família e lidar com desigualdades que ainda marcam o mercado de trabalho fazem parte da rotina de milhões de brasileiras. Para muitas delas, a busca por autonomia profissional também nasce do desejo de equilibrar carreira e maternidade.

Maria Joana Darc Paulino Gomes Barbosa, proprietária da Sapataria Ophicina Dos Calçados, divide o dia entre a gestão de um negócio no setor de serviços e os cuidados com os filhos. A decisão de empreender surgiu justamente da necessidade de ter mais flexibilidade para acompanhar o crescimento da família, levá-los à escola e participar mais de perto do cotidiano deles. Joana afirma que organização e uma rede de apoio formada pelo marido e pela família foram fundamentais para tornar essa rotina possível.

Maria Joana Darc Paulino Gomes Barbosa
Foto: Arquivo Pessoal

A trajetória da empresária reflete um movimento crescente no país. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, indicam que cerca de 48,1 milhões de mulheres fazem parte da força de trabalho brasileira, considerando a população com 14 anos ou mais. Apesar disso, a participação feminina no mercado ainda é menor que a masculina. Enquanto a taxa de participação dos homens supera 70%, entre as mulheres fica pouco acima de 50%. No mesmo período, o Brasil registrou cerca de 103 milhões de pessoas ocupadas, um dos maiores patamares da série histórica, mas a desigualdade permanece visível.

O desemprego segue mais elevado entre mulheres. Levantamentos da PNAD Contínua mostram que, em alguns períodos recentes, a taxa de desocupação feminina superou 8%, enquanto entre os homens ficou próxima de 5% a 6%. A diferença é ainda maior no recorte racial, já que mulheres negras continuam registrando taxas mais altas de desocupação e informalidade.

Outro fator relevante nesse cenário é a dupla jornada. Além das atividades profissionais, as mulheres seguem dedicando mais tempo aos cuidados da casa e da família. A consultora e professora de Comércio Exterior Marcia Hashimoto afirma que o desafio exige disciplina e organização constantes. “Administrar o tempo é uma habilidade essencial para quem concilia família e carreira. Aprender a organizar a rotina ajuda a minimizar a culpa que muitas mães sentem ao dividir as responsabilidades entre o trabalho e os cuidados com os filhos”, explica.

Marcia Hashimoto – Foto: Arquivo pessoal

Empreendedorismo cresce entre mulheres

Diante dessas dificuldades, o empreendedorismo tem surgido como alternativa para muitas brasileiras. Levantamento do Sebrae com base na PNAD Contínua mostra que o Brasil possui cerca de 10,4 milhões de mulheres à frente do próprio negócio, número recorde e equivalente a aproximadamente 34% dos empreendedores do país. O crescimento é significativo nas últimas décadas, mas ainda convive com obstáculos como acesso mais restrito a crédito e menor faturamento médio.

A corretora de seguros e criadora do Empodera, grupo de empresárias que aposta no networking e na colaboração feminina para o crescimento de mulheres no empreendedorismo, Fatima Cossolin já conciliou a maternidade com a gestão de um negócio próprio e afirma que organização e capacitação profissional são fundamentais nesse processo. Segundo ela, quando existe preparo e planejamento, é possível administrar as demandas da família e do trabalho. “A presença feminina no empreendedorismo evoluiu nos últimos anos, embora ainda exista espaço para maior valorização e respeito às mulheres no ambiente profissional”, diz.

Fatima Cossolin – Foto: Arquivo Pesoal

A experiência de outras empreendedoras reforça esse cenário. Michelle Magalhães Costa, fundadora da Pulse Estratégia, decidiu estruturar o próprio negócio para conseguir permanecer mais próxima da família. Sem rede de apoio familiar e sem babá, precisou reorganizar a rotina e priorizar escolhas que permitissem conciliar maternidade e carreira. “O maior desafio é o tempo. Muitas vezes precisamos dizer não a projetos interessantes porque sabemos que não conseguiremos assumir naquele momento”, afirma. Para Michelle, a maternidade também exige mudanças de mentalidade e mais clareza sobre os próprios limites. “Não existe romantismo. A carga para a mulher é maior, mas seguimos trabalhando e buscando crescer”, resume.

Michelle Magalhães Costa. – Foto: Arquivo Pessoal

A experiência de Maria Joana Darc Paulino Gomes Barbosa também ilustra essa realidade. Ela afirma que eliminar o sentimento de culpa foi um passo importante para equilibrar vida pessoal e profissional. Apesar da satisfação com a escolha, reconhece que os desafios são constantes, especialmente na administração do tempo e nas cobranças internas provocadas pela dupla jornada. Ela também percebe dificuldades no acesso a crédito e financiamentos para mulheres empreendedoras, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à educação financeira e a linhas de financiamento mais acessíveis. Para outras mães que pensam em empreender, deixa uma mensagem baseada na própria experiência. “É preciso resiliência e perseverança, porque os dias difíceis existem, mas quem tem clareza sobre seus objetivos não deve desistir”, incentiva.

Violência, desigualdade e saúde ainda desafiam políticas públicas

No campo da violência, os números continuam alarmantes. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.492 feminicídios em 2024, o maior número desde que esse tipo de crime passou a ser tipificado na legislação brasileira. A maioria das vítimas é mulher negra e grande parte dos assassinatos ocorre dentro da própria residência, geralmente cometidos por parceiros ou ex-parceiros.

A violência sexual também permanece elevada. O relatório aponta mais de 87 mil registros de estupro em um ano, o equivalente a uma ocorrência aproximadamente a cada seis minutos no país. Especialistas alertam que os números podem ser ainda maiores devido à subnotificação desses crimes.

No âmbito das políticas públicas, o enfrentamento à violência contra a mulher envolve diferentes iniciativas federais e estaduais. O Ministério das Mulheres coordena programas voltados à prevenção da violência, fortalecimento da rede de proteção e ampliação de serviços de atendimento às vítimas. Entre os principais canais de apoio está a Central de Atendimento à Mulher, conhecida como Ligue 180, que funciona como serviço nacional de orientação e denúncia.

Já na área da saúde, as ações são orientadas pela Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, conduzida pelo Ministério da Saúde. O sistema público garante exames preventivos para câncer de mama e de colo do útero, acompanhamento pré-natal e assistência durante o parto e o puerpério. Propostas em discussão também buscam ampliar políticas específicas voltadas à menopausa e ao climatério.

O conjunto desses dados mostra que o Dia das Mulheres no Brasil representa ao mesmo tempo um momento de reconhecimento das conquistas e um alerta para desafios que ainda persistem. Avançar na igualdade de oportunidades depende de políticas públicas consistentes, mudanças culturais e de uma sociedade que reconheça a participação feminina como parte essencial do desenvolvimento econômico e social do país.

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