Família, nada é mais importante. – por Celso Tracco

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A família foi o primeiro núcleo da organização humana. Ela foi e sempre será, o ambiente onde se manifesta o que o ser humano tem de mais belo: o amor fraterno, o amor doado sem limites. Todas as sociedades humanas conhecidas, sempre tiveram na família, o centro do desenvolvimento social da nossa espécie, a humanização dos relacionamentos. A família proporciona a base afetiva que é responsável pela estabilidade frente às mais diversas tribulações que ocorrem em nossa vida. Todos nós precisamos, para o bom desenvolvimento psíquico e intelectual, deste amor que primeiro vem de nossos pais, naturais ou adotivos, e na sequência da convivência com nossos irmãos, irmãs e demais integrantes do núcleo familiar.

No entanto, com a evolução social, o papel e atribuições do pai e da mãe foram se modificando. Tradicionalmente o homem era o provedor da sua prole e da esposa. Ele deveria alimentar e proteger sua família. À esposa cabia cuidar do lar e educar seus filhos.  Hoje não é mais assim. Vivemos uma época de transformações sociais. A mulher pode e deve trabalhar fora de casa, procurando sua realização pessoal e independência financeira. O homem deve partilhar as tarefas do lar e o cuidado com os filhos. O casal, mais do que nunca, precisa formar uma união para a manutenção do lar, se ocupar da vida dos filhos, além de seus outros afazeres, e tornar a convivência mais solidária, participativa e humanizada.

Atualmente, é fato que vivemos sob o império das comunicações on-line. O mundo está apenas a um click em seu smart-phone. Isso, por um lado é bom, a tecnologia digital oferece oportunidades de aprendizado, conhecimento, conforto, inimagináveis há apenas 5 anos. Porém ela não é, e nem pode ser controladora de nossa vida. Ela deve ocupar o lugar que lhe cabe: o de uma simples ferramenta, tais como os livros impressos, o rádio, a tv, que pode, dependendo do uso e do conteúdo, ser útil. 

O lugar dos pais é o de orientação e ensinamento para a vida e o das crianças é de aprendizes. Não se pode falar em amizade porque não há simetria ou reciprocidade nesta etapa da vida. É uma relação hierárquica. A missão dos pais é construir e transmitir valores, éticos e morais aos filhos, e com carinho apoiar a afetividade. Dar e receber amor, é uma parte essencial desse processo. Saber dizer não para os filhos na hora certa, ser firme e convincente, demandam respeito e obediência incompatíveis com uma relação de amizade. Mas, quando os filhos crescerem e esses valores estiverem incorporados ao seu jeito de ser e de agir, aí sim, poderão ser para os pais, seus melhores amigos.

Em certos casos, os pais, no seu trabalho de cuidar dos filhos, podem e devem colocar limites no uso da ferramenta, e chegar a dizer não. Marcar limites é muito importante para formar o caráter dos filhos. Não fazer isto é um risco grande para uma correta formação dos filhos. Quando as crianças têm o que querem, não aprendem a valorizar o que recebem, e mais tarde, quando tiverem de enfrentar qualquer dificuldade na vida, o custo para elas poderá ser muito alto.

Lembre-se: não há uma família perfeita. Cuide de sua família. Não deixe faltar o amor incondicional entre todos os familiares, aquele amor que com afeto, supera todas as turbulências que afetam nosso viver. Aproveite seu dia, sempre junto a sua linda família.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Zero Hora Digital.

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A força da assessoria de imprensa nos pequenos negócios – por Adriana Vasconcellos

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Ainda é comum que pequenos empreendedores pensem que a assessoria de imprensa é um recurso reservado às grandes empresas. No entanto, é justamente entre os pequenos negócios que esse serviço revela seu maior potencial de transformação. Em um mercado cada vez mais competitivo, a visibilidade conquistada por meio da imprensa pode ser o diferencial entre ser mais um ou se tornar uma referência no seu segmento.

A imprensa tem um poder que vai além da divulgação, pois valida o que você faz. Quando um pequeno negócio conquista espaço em portais de notícias, revistas, rádios ou programas de TV, não está apenas promovendo um produto ou serviço. Está construindo reputação e credibilidade, dois pilares fundamentais para o crescimento sustentável. A exposição em um veículo de comunicação reconhecido desperta confiança no público, atrai novas oportunidades e posiciona a marca como autoridade no assunto.

Os resultados mostram claramente o alcance e o impacto dessa estratégia. Em outubro de 2025, o médico ortopedista Dr. Guilherme Falótico, cliente da Six Comunicação Integrada, teve matérias publicadas em veículos como Boa Forma, Zero Hora Digital, Webrun e Diário do Noroeste, alcançando juntos centenas de milhares de leitores e uma equivalência publicitária que ultrapassa R$ 23 mil em mídia espontânea. Já a psicóloga Sirlene Ferreira, também cliente da Six Comunicação Integrada, foi destaque em uma matéria no UOL, veículo com mais de 84 milhões de visitantes mensais, o que representa um retorno estimado de R$ 2,4 milhões em visibilidade, tudo isso sem investir em anúncios pagos.

Esses resultados mostram o quanto a assessoria de imprensa é uma ferramenta de excelente custo-benefício. Diferente da publicidade tradicional, que exige investimento direto para gerar alcance, a assessoria trabalha com credibilidade editorial, construindo pontes entre marcas e jornalistas. Quando um profissional ou empresa se torna fonte de informação, passa a ocupar um espaço de confiança junto ao público e à mídia.

Outro ponto importante é que a assessoria de imprensa se adapta ao porte e ao momento de cada negócio. Pequenas empresas e profissionais autônomos podem contar com estratégias sob medida, alinhadas à sua realidade e aos seus objetivos. É possível começar com ações pontuais, como o envio de releases e artigos assinados, e avançar para planejamentos mais amplos que envolvem relacionamento contínuo com a imprensa e fortalecimento da imagem pública.

Mais do que divulgar produtos, a assessoria ajuda o empreendedor a contar boas histórias, reais e com propósito, que despertam identificação e interesse. Pequenas empresas e profissionais liberais com propósito claro e posicionamento coerente têm mais chances de se destacar, conquistar espaço na mídia e transformar visibilidade em crescimento.

Em um cenário em que a atenção do público é disputada por milhares de marcas e profissionais de valor, aparecer na imprensa não é mais um luxo. É uma estratégia inteligente e acessível para quem quer crescer com consistência, construir autoridade e consolidar sua presença no mercado. Pequenas empresas com grandes histórias são as que mais têm potencial para ganhar espaço na mídia. Basta transformar propósito em pauta e deixar que a comunicação trabalhe a seu favor. Por isso, a assessoria de imprensa é um investimento estratégico que gera resultados reais de visibilidade, credibilidade e crescimento, especialmente para quem ainda está construindo sua marca.

Quer entender como aplicar isso na prática e fortalecer a presença da sua marca? Fale comigo. Juntos, podemos construir uma comunicação que gera resultados de verdade.


Adriana Vasconcellos Soares é jornalista formada pela Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduada em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Atua desde 2000 no desenvolvimento de estratégias para divulgar empresas, produtos e serviços. É sócia da Six Comunicação Integrada, agência especializada em criar mecanismos de comunicação para fortalecer marcas, gerar novos negócios e construir reputação sólida nos meios de comunicação.


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Homenagem aos Professores (as) – por Celso Tracco

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Um professor de filosofia, em determinada aula e sem dizer uma só palavra aos seus alunos, pegou um pote de vidro, grande e vazio, colocou sobre sua mesa e começou a enchê-lo, até a boca, com bolas de tênis. Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e imediatamente todos disseram que sim. O professor então pegou uma caixa de bolinhas de gude e esvaziou-a dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de tênis.

O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.

Imediatamente, pegou um saco com areia e esvaziou-a dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora sim, estava cheio. O professor então de modo teatral e ainda sem dizer nada, pegou sua garrafa térmica, que continha o café que ele tomava durante as aulas e derramou sobre o pote umedecendo a areia.

Os estudantes observavam a situação, esperando a pergunta do professor. Mas, sem nada perguntar o professor ensinou:

Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de tênis são os elementos mais importantes: a família, seus verdadeiros amigos, sua vocação profissional, sua espiritualidade, suas crenças, Deus. Elas representam o que é essencial em nossas vidas. Nelas estão contidas nossos princípios e valores. Valores e princípios que devemos cuidar em primeiro lugar, pois elas nos conduzem à felicidade plena. Sem elas nossas vidas serão vazias, sem um propósito definido.

As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, um bom lugar onde morar, o carro novo, o estudo que satisfaz, como ocupo minhas horas livres. São importantes, mas não são determinantes na vida.

A areia representa todas as pequenas coisas, agradáveis e desagradáveis que acontecem todos os dias na vida de qualquer ser humano: cervejinha de sexta-feira, passeios na natureza, contas para pagar, compromissos chatos e obrigatórios, contratempos e momentos de prazer. Sua importância é relativa, não determinante portanto, devemos tratá-los com a significância que eles têm, quase nula.

Mas atenção, o professor elevou a voz provocando a atenção dos alunos, se a areia fosse colocada em primeiro lugar no pote, não haveria espaço para todas as bolas de tênis e nem para as de gude. O mesmo ocorre com nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas não teremos espaço e tempo para as coisas realmente importantes.

Assim devemos prestar atenção nas coisas que são primordiais para a nossa felicidade. Brincar com os nossos filhos, sair para se divertir com a família e com os amigos, dedicar um tempo a nós mesmos, buscar conhecimento, estudar sempre, cuidar da saúde, viajar, ser fiel a nossa crença.

Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas devemos nos ocupar primeiro das bolas de tênis, depois das de gude, pois o resto é areia.

Um aluno se levantou e perguntou: professor, o que representa o café?

Com um sorriso contido, o professor respondeu: Excelente pergunta. O café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo.

Um grande e forte abraço e até nosso próximo café. Aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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“Menas” não existe! – por Tom Moisés

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Meu tímpano está doendo até agora. Ontem um colega chegou pra mim e disse:

  • “Ano que vem tem Copa do Mundo, “to pricisano” de “aprendê” “ingrês””.
  • “O quê?” Eu perguntei, pois claro que ele não falaria inglês com “r”.
  • “Eu disse que “to pricisano” de “aprendê” “ingrês””.

Nossa! E não foi que ele repetiu, pensei.

  • “Acho que primeiro você deveria aprender o português”. Eu o adverti.
  • Não, não! “Nu portugues eu já sô bão. “Tô “pricisano mesmo é de falá ingrês”.

Tudo bem que “herrrar é Umano” mas, como dói os nossos tímpanos ao ouvirmos certas expressões erradas, hein?!

Muita utopia da minha parte sonhar que um dia as pessoas irão ler mais, saber mais e utilizarem melhor a língua (refiro-me ao uso correto do idioma).

Mas, errar não é “privilégio” apenas dos mortais que falam. Muitas vezes, os que escrevem também cometem erros quase que imperdoáveis. Aquele que ao escrever nunca errou, que atire a primeira caneta; se encontrarem alguma, né? Pois até as canetas estão desaparecendo.

Outro dia ouvir alguém dizer “menas gente”. Fiquei tão preocupado que resolvi escrever a respeito, para informar e esclarecer aos que ainda não sabem que a palavra “menas” não existe. É uma expressão incorreta, errada e que agride os ouvidos. É tão errada que até o computador não deixou eu escrevê-la. Ele corrigia sozinho. Eu tentava escrever “menas” e ele sozinho corrigia para “menos”.

A palavra “menos” significa o contrário de “mais”, em menor quantidade, comparativo de pouco. A palavra “menas” não existe. Não existe “menas gente, menas palavras, menas coisas”. O que existe são menos gente, menos palavras e menos coisas. Para alguns pode até parecer estranho, mas é assim que é o certo, pode pesquisar. E também podem confiar nesta informação. Em matemática eu “num sô bão não; mais nu portugueis eu agarato”.

E você? Tem algum erro de português que quando você ouve te incomoda?


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Bom, ruim e terrível – por Tom Moisés

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BOM: É natal!
RUIM: Você está duro, quebrado e sem dinheiro para comprar presentes.
TERRÍVEL: Para piorar não vai ganhar nada de ninguém.

BOM: Sua esposa está grávida.
RUIM: São trigêmeos.
TERRÍVEL: Você fez vasectomia no ano passado e não contou para ninguém.

BOM: Sua esposa não fala mais com você.
RUIM: Ela quer o divórcio.
TERRÍVEL: Ela é advogada.

BOM: Seu filho passou da puberdade.
RUIM: Ele está envolvido com uma vizinha.
TERRÍVEL: Você também está.

BOM: Seu namorado entende de moda feminina.
RUIM: Ele usa a sua roupa.
TERRÍVEL: Fica melhor nele do que em você.

BOM: Você decide dar aula sexual para seus filhos.
RUIM: Eles te interrompem várias vezes.
TERRÍVEL: Eles te corrigem o tempo todo.

BOM: Sua namorada arranjou um emprego.
RUIM: Ela sempre vai trabalhar vestida de “piriguete”.
TERRÍVEL: Seus colegas de futebol dizem que são clientes dela.

BOM: Você conheceu uma gata na internet, pelo menos a foto era linda.
RUIM: Você resolve se revelar e ela diz que te conhece.
TERRÍVEL: Era sua sogra.

MORAL DA HISTÓRIA: Tá ruim? Não reclama! Aprenda a viver, superar e sorrir dos problemas. Loucura mesmo é fazermos sempre as mesmas coisas e esperarmos resultados diferentes.


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Atividade física é o melhor remédio para prevenir dores e lesões ortopédicas – por Dr. Guilherme Falótico

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Você sabia que a chave para evitar dores nas costas, lesões no joelho e desgaste articular pode estar mais próxima do que se imagina? A resposta não está necessariamente em remédios ou procedimentos complexos, mas em um hábito simples e acessível: a prática regular de atividade física.

Embora ainda exista a ideia de que se movimentar pode “gastar” as articulações, estudos mostram justamente o contrário. O corpo humano foi feito para se movimentar e o exercício cumpre papel fundamental na manutenção da saúde musculoesquelética.

Explico abaixo por que a atividade física é a sua maior aliada na prevenção de problemas ortopédicos em todas as fases da vida.

Por que o movimento é essencial

A atividade física regular atua como uma forma de “manutenção preventiva” do sistema ortopédico:

  • Fortalece a musculatura: músculos fortes funcionam como suporte para ossos e articulações, absorvendo impactos e reduzindo a sobrecarga.
  • Melhora a densidade óssea: exercícios com carga controlada, como caminhada e musculação, estimulam a formação de massa óssea, ajudando a prevenir a osteoporose.
  • Nutre as articulações: o movimento favorece a circulação do líquido sinovial, responsável por lubrificar e nutrir as cartilagens.
  • Mantém a flexibilidade: alongamentos e exercícios de amplitude preservam a elasticidade muscular e a mobilidade articular.

Sedentarismo e seus impactos

Os efeitos da falta de movimento atingem diferentes perfis:

  • Adultos que passam muitas horas sentados: a inatividade enfraquece a musculatura lombar, aumentando os casos de dor nas costas.
  • Pessoas acima do peso: o excesso de carga sobre joelhos, quadril e tornozelos acelera o desgaste das articulações e favorece a artrose.
  • Idosos: a perda natural de massa muscular (sarcopenia) e óssea (osteoporose) torna o exercício ainda mais decisivo para manter independência e qualidade de vida.

Qual a dose ideal de exercício

A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, como caminhada rápida, natação ou ciclismo, além de duas a três sessões semanais de fortalecimento muscular, incluindo modalidades como musculação, pilates ou treino funcional. A regularidade é mais importante que a intensidade.

E quem já sente dores?

Mesmo em casos de dores ou condições ortopédicas, o movimento continua sendo aliado. A prática orientada é parte essencial do tratamento, desde que respeite os limites de cada paciente. Um ortopedista especializado pode indicar quais atividades são seguras e, muitas vezes, a fisioterapia especializada utiliza o exercício/movimento como ferramenta de reabilitação, fortalecendo a região afetada sem agravar a lesão.

A mensagem central é clara: movimentar-se é uma estratégia eficaz e acessível para preservar a saúde ortopédica em todas as fases da vida. Cada passo dado hoje representa um investimento valioso na qualidade de vida do futuro.

Consulte um ortopedista para uma avaliação personalizada e orientações sobre quais atividades são mais indicadas para o seu biotipo, idade e objetivos. Agende uma consulta e comece hoje mesmo a transformar sua saúde ortopédica. Seu futuro agradecerá por cada passo que você der agora!


Dr. Guilherme Falótico – Ortopedista especialista em cirurgia do quadril (CRM 128925). Formado e professor adjunto na Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, é mestre e doutor em Ciências, com Fellowship no Rothman Institute (EUA), onde se especializou em via anterior do quadril e infecções em artroplastias. Certificado em cirurgia robótica (Robô Mako) e membro da SBOT e SBQ, é reconhecido pela atuação de excelência aliada à ciência e à inovação na ortopedia.


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Às voltas com a adolescência – por Dra. Vera Resende

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A adolescência é apenas uma das fases do desenvolvimento humano. No entanto, família, escola e sociedade tendem a colocá-la no centro das discussões sempre que problemas sérios envolvem jovens. Em vez de olharem para o indivíduo que rompeu alguma norma, regra ou entrou em conflito com a lei, fazem referências a uma geração inteira, como se todos os adolescentes agissem da mesma forma. Isso não acontece com os adultos. Se o infrator estiver na faixa dos 30 ou 40 anos, não se atribui rebeldia, irresponsabilidade ou agressividade à sua geração.

Há inúmeras hipóteses para explicar esse tipo de atitude. Não pretendo explorá-las em detalhe neste espaço, mas convido o leitor a refletir sobre o universo de pessoas que ainda percebem a adolescência como um símbolo de liberdade. Muitos suspiram de saudade ao lembrar da própria juventude; entretanto, no papel de pais ou educadores, mostram-se ansiosos e até hostis diante da inquietação e dos questionamentos característicos dessa fase.

A expressão “aborrecente”, a meu ver, é agressiva. Ela traduz o descompasso entre as necessidades emocionais do jovem e a predisposição do adulto para acolhê-las, tornando a convivência mais difícil. Além disso, denuncia a dificuldade de muitos pais em assumir seu papel. Mas afinal, qual seria esse papel?

Enquanto etapa do desenvolvimento psicoafetivo, a adolescência exige o acolhimento de um luto: a perda do lugar na infância, do corpo infantil que rapidamente se transforma, da referência dos pais que oscilam entre manter a costumeira proteção e cobrar responsabilidades. A insegurança aumenta porque nada é oferecido em troca: a tão sonhada liberdade de escolha ainda não é plenamente concedida.

Diante disso, o adolescente se sente incompleto, inadequado e, por vezes, incapaz. Sem encontrar seu lugar, pode reagir de forma ruidosa e quase histérica ou, em outras situações, de modo depressivo e silencioso.

Que tal começarmos a ouvir, de fato, nossos adolescentes?


Dra. Vera Resende – Psicóloga clínica (CRP 06-2353), mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Com sólida trajetória acadêmica, foi professora e supervisora de estágio clínico na Unesp, ministrou aulas na pós-graduação, orientou teses, integrou grupos de pesquisa e coordenou cursos de especialização e extensão. Atuou no Instituto Sedes Sapientiae, participando de seminários e publicações na área de psicanálise da criança. Atualmente, mantém consultório próprio, oferecendo atendimentos, supervisão clínica e aperfeiçoamento para psicólogos iniciantes.


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Ser político – por Celso Tracco

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A palavra política vem do grego politikós e tem como origem o termo polis, o qual podemos traduzir por comunidade/agrupamento de pessoas. Portanto toda pessoa que vive em comunidade e se interessa pelas coisas públicas desta comunidade, é, por definição, um ser político.

A manifestação política de todos os habitantes de uma comunidade, de uma cidade, estado, região ou país deveria ser frequente e contínua. Dentro de um sistema político democrático, esta prática é assegurada pelas eleições regulares e constitucionais, nas quais legítimos representantes do povo são eleitos para exercerem seus mandatos nos poderes executivo e legislativo.

Entretanto, se lançarmos um olhar mais criterioso para a história de nosso país, facilmente verificamos que a efetiva participação política de nosso povo é mínima. Podemos enumerar várias razões que justificam esse desinteresse, tais como: imposições de vontades autoritárias e absolutistas, baixa escolaridade da população, centralização e concentração do poder em mãos de pequenos grupos familiares, uma sociedade elitizada, baixíssima experiência democrática com uma sucessão de golpes e tentativas de golpes de estado.

Sem dúvida, os fatores citados acima, além de reiterados e contínuos casos de corrupção, trouxeram ao longo do tempo, a percepção de que o exercer político, em especial a política partidária, é um mal social. O povo não confia nos representantes que ele próprio elegeu. Uma tragédia. Tem-se a sensação de que os partidos políticos apenas agem de acordo com os seus próprios objetivos, ou dos objetivos pessoais de seus dirigentes. Eles não estão preocupados em promover o bem-estar dos seus eleitores. Deste modo o povo em geral, não se interessa em sequer debater sobre política. Há um sentimento de inutilidade e até de desprezo, quando se fala sobre política partidária.

Mas, a não participação dos eleitores na política, em que pesem as várias restrições sistêmicas e estruturais, é um grave erro da sociedade brasileira. Temos o dever de participar, cobrar e fiscalizar o trabalho dos eleitos. Nossa recente experiência democrática tem apenas 35 anos, e parece que já estamos cansados e desiludidos com a prática democrática. Continuamos aguardando um “salvador da pátria”, alguém que resolva de imediato, todos os problemas estruturais acumulados em séculos de nossa história. Não vai acontecer. Apenas a livre, plural e democrática manifestação de todos os segmentos de uma comunidade irá aprimorar e solidificar as instituições políticas, evitando o personalismo anacrônico e nefasto em que ainda vivemos. Uma sociedade só será forte, segura, próspera, se a maioria de seus integrantes forem conscientemente participantes ativos, trabalhando para o bem comum.

Pode parecer utópico, mas encaremos a utopia como algo muito difícil, mas possível de ser realizado. Se não trabalharmos duramente, nada irá mudar, e a sensação real de uma classe política inepta, corrupta, servil aos seus próprios interesses só irá aumentar. A manifestação política dos cidadãos, através das inúmeras entidades da sociedade civil requer muita abnegação, mudança de hábitos, de posturas e certamente sacrifícios, mas ainda assim, será o melhor caminho para construirmos uma sociedade mais justa, mais igualitária, mais solidária e humanizada para todos. Exercite sua cidadania, faz bem e não tem contra indicação.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


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Violência doméstica em alta e prevenção em baixa – por Ramon Soares

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Os telejornais diários de fim de tarde nos remetem àqueles jornais impressos das décadas de 1980 e 1990, famosos por causarem impacto com suas manchetes sensacionalistas a ponto de se dizer que, “se fossem torcidos, sairia sangue”, não apenas pelos textos, mas principalmente pelas fotos, muitas vezes sem qualquer tipo de censura.

Poderia ser apenas uma comparação nostálgica, mas, infelizmente, é a realidade. Todos os dias, sobram matérias nos noticiários sobre mulheres assassinadas por seus companheiros ou ex-companheiros homens que se julgam donos dessas mulheres e as sentenciam à morte pelo simples fato de não aceitarem o fim de um relacionamento. Esse triste “espetáculo” é exibido em horário nobre na televisão brasileira, como se fosse apenas mais uma notícia. Mas, está lá, “mais um corpo estendido no chão”.

Em pleno 2025, no estado mais rico da federação, São Paulo, dados da Secretaria de Segurança Pública revelam uma média de 21 feminicídios por mês. E isso sem contar os casos em que as vítimas sobrevivem ou aqueles que sequer são registrados — seja por medo, por fatores culturais, pela ausência de aparato policial ou pela ineficiência do sistema em muitos locais.

Este texto não tem a pretensão de apresentar uma solução definitiva para esse tipo de crime. A complexidade do problema exige uma abordagem personalizada de acordo com as características de cada região do país, tanto no que diz respeito à prevenção quanto à repressão. O que se pretende aqui é escancarar a ausência de uma política pública de prevenção estruturada e contínua.

Atualmente, existe um trabalho relevante realizado pelas Guardas Municipais e Polícias Militares, conhecido como Patrulha Maria da Penha. Trata-se de uma ação que visa proteger mulheres que já possuem medidas protetivas, muitas delas em risco real de serem assassinadas por seus agressores. As instituições policiais, nesse caso, atuam na manutenção dessas medidas, com empenho e dedicação — um trabalho que, de fato, salva vidas.

Apesar disso, há uma falha evidente por parte dos governos: a ausência de uma política de Estado voltada à prevenção da violência doméstica.

A prevenção deveria começar cedo, talvez ainda na pré-escola (dependendo das diretrizes pedagógicas), seguir no ensino fundamental, médio, nas universidades, empresas, comunidades e até em condomínios — inclusive os de alto padrão.

Existe uma urgente necessidade de mudança cultural, de transformação dos padrões sociais. Não se pode mais aceitar essa realidade como algo “normal”. Uma sociedade que permite a morte sistemática de suas mulheres está inevitavelmente condenada ao colapso moral.

Não se trata de acreditar em uma solução mágica ou imediata, mas é evidente que pouco ou, quase nada tem sido feito de forma concreta.

Talvez no futuro surja alguma nova campanha, um mês temático para colorir o calendário, como já acontece com o Março Lilás ou o Outubro Rosa. Mas, provavelmente, será apenas mais um mês “colorido”, sem ações efetivas que mudem a realidade de fato.


Ramon Soares é Guarda Municipal em Barueri, bacharel em Direito pela UNIFIEO e vice-presidente da AGM Brasil. Palestrante e instrutor, coautor do projeto “Segurança Pública Básica” e possui certificado internacional em Segurança Escolar, obtido em Indianápolis (EUA).


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Comissão Especial na Câmara dos Deputados para debater PEC da Segurança Pública – por Reinaldo Monteiro

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Com o objetivo de avançar no aprimoramento do arcabouço constitucional sobre segurança pública, foi instalada uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados para análise da Proposta de Emenda Constitucional nº 18 de 2025 que visa fortalecer o papel da União na formulação de normas gerais em segurança pública.

Principais objetivos da Comissão:

  1. Aprimorar a adequação institucional — debater a alteração constitucional para atribuir expressamente à União competência para estabelecer normas gerais sobre segurança pública, preenchendo uma omissão histórica desde 1988.
  2. Garantir participação ampla — envolver parlamentares de diversos partidos e estados, entidades do setor, sociedade civil e especialistas, por meio de audiências públicas, seminários e sessões técnicas.
  3. Promover análise técnica e legislativa — avaliar o impacto federativo da PEC, com fundamentação jurídica sólida; discutir efeitos financeiros, possibilidade de integração ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e sinergias com outras políticas sociais.
  4. Constitucionalização dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública de forma a proporcionar repasses aos entes federativos sem qualquer tipo de contingenciamento irrigando todo o sistema de segurança pública para que ente possa desenvolver políticas públicas em conformidade com o plano nacional de segurança pública respeitando as peculiaridades de cada região.

Relevância da PEC para a segurança pública:

  • A Constituição Federal de 1988 não atribuiu à União competência expressa para legislar sobre segurança pública, criando lacunas normativas e dificultando a uniformização das diretrizes no SUSP.
  • A PEC busca corrigir essa ausência, alinhando a regra ao que já ocorre em áreas como educação, saúde e previdência social, em que a União atua definindo normas gerais.
  • A adequação visa permitir uma coordenação normativa eficiente, promover soluções baseadas em evidência, garantir padrões mínimos e fortalecer a governança compartilhada entre os entes federativos.

Abertura dos trabalhos

Foi designada presidência e relatoria à Comissão, e já estão previstos prazos para apresentação de emendas, realização de audiências públicas e elaboração do relatório final. A expectativa é de que o texto aprovado seja votado em plenário até o final do semestre legislativo.

Continuidade do processo

Importante ressaltar que a tramitação da PEC na Comissão Especial é apenas a primeira etapa. Após aprovação — com possível substitutivo — o texto seguirá para votação em dois turnos no plenário da Câmara. Em seguida, passará pelo Senado, conforme previsto no Regimento Interno e na Constituição Federal. Vale destacar que dos 33 deputados titulares que compõem a comissão especial, 13 deputados são oriundos das forças de segurança, ou seja, em tese temos uma comissão com muitos membros que entendem do assunto.

Segurança Pública Básica – o papel das câmaras municipais na elaboração da legislação no âmbito da segurança pública

Diante da Proposta de Emenda Constitucional nº 18 de 2025 de autoria do Governo Federal, o Brasil tem a oportunidade de discutir de forma ampla e aprofundada o nosso atual sistema constitucional de segurança pública. Com esse debate temos a oportunidade de trazer a tona o papel das Câmaras Municipais na elaboração da legislação local no âmbito da segurança pública, o que irá exigir uma melhor preparação dos parlamentares municipais e um maior comprometimento com a segurança do cidadão e com as demandas locais que são de competência do ente federado municipal, até hoje muitas vezes ignoradas pelos Nobres Edis.

O SUSP – Sistema Único de Segurança Pública foi criado em 2018 com o advento da Lei Federal 13.675 e regulamentou o parágrafo 7° do artigo 144 da CF disciplinando o funcionando dos órgãos de segurança pública, e para que o sistema funcione corretamente cada ente federado precisa cumprir com seu papel constitucional, e uma grande dúvida e motivo de muitas controvérsias é: QUAL O PAPEL DOS MUNICÍPIOS NA SEGURANÇA PÚBLICA?

De acordo com artigos 5º e  6° da Constituição Federal a SEGURANÇA é um direito fundamental individual e social do povo, já no artigo 30 da Constituição Federal, o constituinte originário elencou as diversas competências dos municípios e dentre elas cito algumas “legislar sobre assuntos de interesse local; organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local; promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local”, no capítulo da segurança pública artigo 144 Caput, o legislador deixou claro que a SEGURANÇA PÚBLICA é dever do Estado enquanto ente federado, ou seja, União, Estados, Distrito Federal e Municípios, cada um dentro da sua competência constitucional.

Em fevereiro de 2025 no julgamento do RE 608.588 com repercussão geral (Tema 656) o Supremo Tribunal Federal – STF decidiu que os municípios têm competência para legislar sobre guardas municipais e que estas podem atuar em ações de segurança urbana, incluindo o policiamento preventivo e ostensivo. Essa decisão visa garantir que as guardas municipais possam exercer funções de segurança, dentro dos limites legais e sem se sobrepor às funções específicas da Polícia Militar e da Polícia Civil.

A decisão do STF reforça a autonomia dos municípios em legislar sobre as guardas municipais, permitindo que eles definam as atribuições e o âmbito de atuação dessas corporações. 

  • As guardas municipais podem atuar em ações de segurança pública, como o policiamento preventivo, comunitário e ostensivo, contribuindo para a segurança nas cidades. 
  • A atuação das guardas municipais deve ser exercida dentro dos limites legais e sem usurpar as atribuições da Polícia Militar e da Polícia Civil, como as atividades de investigação criminal. 
  • A decisão do STF tem repercussão geral, o que significa que ela deve ser seguida por todas as instâncias da justiça em casos semelhantes, estabelecendo um entendimento uniforme sobre o tema. 
  • A decisão do STF é um marco importante para as guardas municipais em todo o Brasil, permitindo que elas reforcem a segurança nas cidades e desempenhem um papel mais relevante no Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). 

Diante de todo o exposto é de fundamental importância a participação das Câmaras Municipais na elaboração de leis municipais de interesse local no âmbito da segurança pública em alinhamento com a atual legislação sobre as guardas municipais, em alinhamento com as recentes decisões da Suprema Corte e, em especial em alinhamento com os seguintes eixos temáticos:

  • Proteção e Defesa da Mulher – redução da violência doméstica;
  • Policiamento e Defesa da Comunidade Escolar;
  • Proteção e Defesa da Criança e Adolescente;
  • Proteção e Defesa da Pessoa Idosa;
  • Segurança viária e educação no trânsito;
  • Palestras Educativas;
  • Proteção Ambiental, Cultural e Arquitetônica;
  • Pacificação de Conflitos;
  • Política de prevenção a crimes violentos; e
  • Política de preservação da tranquilidade da sociedade (perturbação do sossego)

Conclusão

A Proposta de Emenda Constitucional nº 18 de 2025 conhecida como PEC da Segurança Pública, é uma excelente oportunidade para os nossos parlamentares saírem da omissão legislativa que perdura mais de 36 anos e dar uma resposta madura e responsável em prol da segurança do povo brasileiro.

Infelizmente estamos vivenciando tempos difíceis no Congresso Nacional onde alguns parlamentares estão mais preocupados em “lacrar” nas redes sociais e defender seus próprios discursos e narrativas, porém, nesse momento temos uma janela de oportunidade para mudarmos essa realidade.

A PEC da Segurança Pública tem condições para ser um verdadeiro marco na segurança pública, criando condições mínimas para uma verdadeira integração, mas não apenas entre as forças de segurança, mas em especial entre os entes federados de modo a organizar a base do Sistema Único de Segurança Pública – SUSP. Considerando o papel fundamental dos municípios na atenção primária, seja na educação, na saúde ou na segurança pública, precisamos cobrar dos parlamentares mais agilidade e responsabilidade para que os município, por meio de suas guardas municipais, possam atuar com segurança jurídica, receber os repasses do fundo nacional de segurança pública e de forma coordenada e organizada prestar diretamente serviços de segurança pública de interesse local garantindo o direito social do cidadão à segurança, conforme já preconiza nossa Carta Magna, porém, devido a falta de entendimento correto e da leitura rasa de alguns especialistas, se faz necessário essa atualização da Constituição Federal para que não haja dúvidas sobre o papel de cada ente federado no sistema de segurança pública.


Reinaldo Monteiro, GCM de Barueri-SP, Presidente da AGM BRASIL, Bacharel em Direito com especialização em Direito Constitucional e Administrativo, Consultor em Segurança Pública, Palestrante e ex-Diretor da Secretaria Nacional de Direitos Humanos.


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