Anvisa mantém veto contra produtos da Ypê após detectar bactéria

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter a proibição da fabricação e venda de diversos produtos da Ypê após a identificação de falhas graves no processo de produção da empresa. A decisão foi confirmada nesta sexta-feira (15) e mantém fora do mercado os lotes com final 1 de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca.

O caso ganhou repercussão nacional porque envolve uma das marcas de limpeza mais populares do país e a suspeita de contaminação por uma bactéria resistente a antibióticos, considerada perigosa principalmente para pessoas com baixa imunidade.

Segundo a Anvisa, inspeções identificaram “descumprimentos relevantes” em etapas consideradas críticas da fabricação dos produtos. Entre os problemas apontados estão falhas nos sistemas de controle de qualidade, produção e garantia sanitária.

A restrição havia sido anunciada no início do mês, mas acabou temporariamente suspensa após recurso apresentado pela fabricante. Pela legislação sanitária, o recurso interrompe automaticamente os efeitos da decisão até nova análise da diretoria da agência.

Na reunião extraordinária realizada nesta sexta, a Diretoria Colegiada da Anvisa decidiu retomar parte da resolução e voltou a proibir a fabricação, comercialização e uso dos produtos atingidos pela medida.

Apesar disso, a agência recuou em relação ao recolhimento obrigatório dos itens já distribuídos. A medida foi suspensa temporariamente até que uma proposta apresentada pela empresa seja analisada pelas áreas técnicas da Anvisa.

O principal alerta envolve a bactéria Pseudomonas aeruginosa, encontrada durante as análises. O microrganismo é conhecido pela alta resistência a antibióticos e pode provocar infecções urinárias, respiratórias e complicações severas em pacientes vulneráveis, especialmente pessoas internadas, com doenças pulmonares crônicas ou submetidas ao uso de cateter.

Entre os produtos atingidos pela suspensão estão linhas bastante conhecidas pelos consumidores, como Lava Louças Ypê, Tixan Ypê e desinfetantes Bak Ypê e Atol. A restrição vale exclusivamente para os lotes identificados com numeração final 1.

A Anvisa ainda deverá analisar o mérito do recurso apresentado pela fabricante. Até que haja uma decisão definitiva, os produtos listados continuam proibidos no país.

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Foto: Joédson Alves/Ag. Brasil

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Ypê recorre da decisão da Anvisa, mas alerta sanitário continua

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A suspensão da fabricação e venda de produtos da Ypê foi interrompida temporariamente após a empresa apresentar recurso administrativo à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Apesar disso, o órgão manteve o alerta sanitário e orienta consumidores a não utilizarem 23 produtos de lotes terminados em número 1.

A decisão envolve itens das linhas lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes produzidos pela unidade da Química Amparo, localizada em Amparo, no interior de São Paulo. Segundo a Anvisa, o recurso apresentado pela fabricante suspende automaticamente os efeitos da medida até uma nova análise da diretoria colegiada da agência.

Com isso, os produtos afetados podem continuar sendo fabricados e comercializados temporariamente. Em nota, a Ypê informou que o recurso foi protocolado para reforçar o plano de ação e apresentar novos esclarecimentos técnicos sobre os problemas apontados pelo órgão regulador.

Mesmo com a suspensão da medida, a Anvisa afirmou que mantém o entendimento técnico sobre os riscos sanitários identificados na linha de produção da empresa. Entre os problemas encontrados estão falhas no controle de qualidade, descumprimentos em etapas críticas da fabricação e inconsistências nos sistemas de garantia sanitária.

A agência informou que o julgamento definitivo do recurso deve ocorrer nos próximos dias. Até lá, o órgão recomenda que consumidores evitem utilizar os produtos atingidos pela decisão “por segurança”.

Segundo a Anvisa, cabe à fabricante orientar os consumidores sobre recolhimento, troca, devolução, ressarcimento e demais medidas necessárias por meio dos canais oficiais de atendimento.

O caso ganhou repercussão nacional após a agência determinar, na quinta-feira (7), a suspensão da fabricação, distribuição e comercialização dos produtos fabricados pela unidade da Química Amparo. A medida foi tomada após avaliação de risco sanitário apontar falhas consideradas graves no processo de produção.

A situação também reacendeu discussões porque a empresa já havia iniciado, em novembro de 2025, um recall voluntário de alguns lotes de lava-roupas líquidos após identificar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos específicos.

A Anvisa informou ainda que vigilâncias sanitárias estaduais e municipais foram orientadas a intensificar a fiscalização para impedir a circulação de lotes considerados irregulares. Consumidores devem conferir a numeração antes de utilizar os produtos.

Veja os produtos afetados pela Anvisa

  • Lava Louças Ypê Clear Care
  • Lava Louças com enzimas ativas Ypê
  • Lava Louças Ypê
  • Lava Louças Ypê Clear Care
  • Lava Louças Ypê Toque Suave
  • Lava Louças concentrado Ypê Green
  • Lava Louças Ypê Clear
  • Lava Louças Ypê Green
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green
  • Lava Roupas Líquido Ypê Express
  • Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT
  • Lava Roupas Líquido Ypê Premium
  • Lava Roupas Tixan Maciez
  • Lava Roupas Tixan Primavera
  • Desinfetante Bak Ypê
  • Desinfetante de uso geral Atol
  • Desinfetante Perfumado Atol
  • Desinfetante Pinho Ypê
  • Lava roupas Tixan Power ACT

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Foto: Divulgação/Ypê

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Rodrigo Garcia autoriza concurso para 229 profissionais da Vigilância Sanitária do Estado

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O Governador Rodrigo Garcia autorizou no último sábado (5) a realização de concurso público para a contratação de 229 profissionais para o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) da Secretaria de Estado da Saúde.

Serão disponibilizadas 109 vagas efetivas para Agente Técnico de Assistência à Saúde, 83 para enfermeiro, 35 para médico e duas para cirurgião-dentista.

Leia mais:

Os profissionais vão auxiliar o CVS a proteger a saúde da população e promover qualidade de vida por meio do controle dos riscos sanitários decorrentes de produtos, serviços, meio ambiente e processos de trabalho, coordenando o Sistema Estadual de Vigilância Sanitária (Sevisa), composto por 645 equipes municipais e 28 estaduais de vigilância sanitária em todo o estado de São Paulo.

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Fonte: TV Cultura

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Zoonoses aponta medidas para manter escorpiões longe de residências

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O Departamento Técnico de Controle de Zoonoses (DTCZ), ligado à Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde de Barueri, em antecipação aos períodos sazonais, realiza ações preventivas para manter escorpiões longe de residências e evitar acidentes. O município está inserido em uma região de meio ambiente, com morros e pedras, propício à infestação de tais animais peçonhentos da classe dos aracnídeos. 

A campanha do DTCZ se dá em razão do período de chuvas, de novembro a março, ser o mais indicado para o aumento de escorpiões Tityus serrulatus (amarelos) e Tityus bahiensis (marrons), espécies que habitam no meio urbano e se alimentam principalmente de baratas. São animais que não atacam, mas se defendem quando ameaçados. A picada pode causar sérios problemas de saúde.

De acordo com o DTCZ, a Vigilância Epidemiológica notificou 14 acidentes de janeiro a setembro deste ano com moradores e não residentes em Barueri. Na contagem anual, o município computou 21 casos em 2021, mesmo número em 2020, e doze em 2019. Em âmbito nacional, o Brasil registrou mais de 154 mil acidentes.

Em caso de picada por escorpiões, o paciente deve procurar atendimento médico imediato e não realizar procedimentos caseiros. Em São Paulo tem uma rede de atendimento de referência com soro antiescorpiônico a cada 100 km para atendimento de casos graves. O medicamento é disponibilizado apenas no Sistema Único de Saúde (SUS). Informe-se na unidade de saúde e se possível leve o escorpião para identificação em frasco com tampa com álcool 70%.

Sinais e sintomas da picada
A picada por escorpião provoca imediata em praticamente todos os casos, além da sensação de formigamento, vermelhidão e suor no local. Após alguns minutos ou horas, principalmente em crianças, que são mais vulneráveis ao envenenamento, pode aparecer outros sintomas, como tremores, náuseas, vômitos, agitação incomum, produção excessiva de saliva e hipertensão. Há risco de óbito. Deve-se procurar assistência médica imediatamente após a ocorrência.

Principais cuidados
Algumas espécies estão adaptadas ao ambiente urbano e se multiplicam nos grandes centros. No verão, a atenção deve ser redobrada, pois o clima úmido e quente favorece o aparecimento de escorpiões, que se abrigam em esgotos e entulhos. Os referidos animais também podem causar acidentes em qualquer estação do ano, inclusive no inverno. Para evitar encontros indesejados, é importante estratégia que consistam em cuidados, como:

– Conhecer a biologia e os hábitos do animal (alimento, abrigo, e formas de acesso);

– Priorizar limpeza e organização do próprio quintal e terrenos baldios vizinhos. Manter jardins e quintais limpos;

– Evitar acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico e materiais de construção nas proximidades das residências;

– Manter lixos bem fechados para evitar baratas, moscas e outros insetos que sejam alimento dos escorpiões;

–  Respeitar sempre a regra de descarte regular de resíduos sólidos nos dias e horários de coleta de lixo municipal;

– Não jogar lixo, entulho e materiais inservíveis pelas ruas e passeios do seu bairro;

– Em casas e apartamentos, utilizar soleiras nas portas e janelas, telas em ralos do chão, pias e tanques. Afastar camas e berços das paredes;

– Evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem-se ao chão.

Produtos ineficazes
O Ministério da Saúde não recomenda a utilização de produtos químicos (pesticidas) para o controle de escorpiões. Tais produtos, além de não possuírem, até o momento, eficácia comprovada para o controle do animal em ambiente urbano, podem fazer com que eles deixem seus esconderijos, aumentando o risco de acidentes.

Acione o DTCZ!
Em caso de infestação e/ou avistamento de escorpiões e outros animais peçonhentos em Barueri, a população pode acionar o Departamento Técnico de Controle de Zoonoses pelo telefone (11) 4198-5679 para vistoria, coleta de amostras e orientação. Pode também entrar em contato pelo e-mail saú[email protected]. O DTCZ tem interesse, coleta e identifica amostras de várias espécies sinantrópicas e peçonhentas de interesse a saúde.

Leia também:


Fonte: SECOM-Barueri – Foto: Laboratório de Toxinas Animais/FCFRP

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Laudo Técnico de Avaliação emitido pela Vigilância já será on-line a partir do dia 2

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Na próxima segunda-feira (2), o LTA (Laudo Técnico de Avaliação), emitido pela Vigilância em Saúde, da Secretaria de Saúde de Barueri, passa a ser exclusivamente na forma on-line.

O LTA é necessário para empresas que vão iniciar atividades com alimentação, cosméticos, serviços em laboratórios clínicos, manipulação de fármacos, entre outros. A Coordenadoria de Vigilância em Saúde realiza uma avaliação física funcional do projeto de edificação onde funcionará a atividade em questão.  

Com o processo realizado on-line, a documentação necessária para a emissão do LTA impressa em papel deverá ser digitalizada (transformada no formato PDF).   

Outros documentos integrantes do processo, contudo, já serão gerados digitalmente pelo sistema, inclusive com assinatura digital.   

O novo procedimento é parte do programa “Barueri Sem Papel”, implementado pela Prefeitura de Barueri por meio do Centro de Inovação e Tecnologia (CIT). Ele prevê a digitalização dos serviços públicos, como processos, atos e documentos (até então realizados em papel e arquivados), passando a ser eletrônicos.  

Acompanhe o passo a passo para obter o LTO: 
1. Acesse o Portal de Atendimento.  

2. Caso seja o primeiro acesso, será necessário realizar o cadastro de novo usuário. O processo é simples e conduzido pelo próprio portal. Após fazer o cadastro, o portal enviará um e-mail para ativá-lo. 

3. Faça o login no portal 

4. No lado esquerdo da tela, clique no ícone “Busca de Serviços” na coluna à esquerda. Em seguida, no quadro “Serviços e Informações de Interesse do Cidadão”, pesquise o serviço selecionando “Saúde” no campo “Qual a área de interesse”, digitando a expressão “laudo técnico” (sem as aspas) no campo ou localize por palavras-chave, clicando no botão azul “Localizar”; 

5. Na resposta dessa pesquisa, o portal deve mostrar o resultado “SS – Laudo técnico de avaliação da Vigilância Sanitária (LTA)”. Clique nesse resultado, e será mostrado um quadro com um resumo de informações do serviço; 

6. Para solicitar o serviço, basta clicar na opção “Abrir processo”. O portal exibirá então o formulário que deve ser preenchido para solicitar o laudo técnico de avaliação; 

7. Você também pode encontrar o serviço clicando no ícone “Abertura de processos”, na coluna esquerda do portal. A partir daí, procure o serviço na lista suspensa do campo “Tipo de serviço” e clique nele, e será exibido o formulário para solicitação do laudo técnico de avaliação; 

8. Preste atenção às instruções e alertas contidos no formulário, preencha as informações, anexe os documentos solicitados e faça o seu envio através do próprio portal; 

9. O portal cadastrará a sua solicitação e atribuirá um número de processo a ela. Esse processo poderá ser consultado clicando-se no ícone “Meus processos” na coluna esquerda do portal; 

10. Fique atento ao portal e ao endereço de email que informou no seu cadastro, pois todas as ações, notificações e solicitações do processo lhe serão sinalizadas por email e na seção “Minhas pendências” do portal; 

11. Através do portal, você poderá acompanhar, a qualquer momento, a situação do seu processo. Basta clicar no ícone “Meus processos”, clicar no número de processo que deseja acessar, e verificar todos os anexos e tramitações executados até o momento.


Fonte/foto: SECOM-Barueri

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Laudo Técnico da Vigilância Sanitária passará a ser on-line em maio

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A partir do dia 2 de maio, a Vigilância em Saúde, da Secretaria de Saúde, vai passar a emitir o LTA (Laudo Técnico de Avaliação) na forma on-line por meio do Portal de Atendimento da Prefeitura de Barueri. Hoje o serviço é solicitado presencialmente no Ganha Tempo

Temp
Foto: Divugação/SECOM-Barueri

O LTA é necessário para empresas que vão iniciar atividades com alimentação, cosméticos, serviços em laboratórios clínicos, manipulação de fármacos, entre outros. A Coordenadoria de Vigilância em Saúde realiza uma avaliação física funcional do projeto de edificação onde funcionará a atividade em questão. 

Com o processo realizado on-line, a documentação necessária para a emissão do LTA impressa em papel deverá ser digitalizada (transformada no formato PDF).  

Outros documentos integrantes do processo, contudo, já serão gerados digitalmente pelo sistema, inclusive com assinatura digital.  

É importante frisar que o Laudo Técnico visa garantir a adequação da estrutura física e funcional da edificação onde será realizada a atividade em questão. Trata-se de assegurar a eficiência para o desempenho das atividades e a salubridade dos ambientes construídos. 

Modernização e agilidade nos processos 
A coordenadora da Vigilância em Saúde de Barueri, Rosana Perri Andrade Ambrogini, afirma que o processo realizado de forma on-line é mais um passo em relação à modernização da gestão pública.  

“A dinâmica de desenvolvimento do trabalho passará a ser mais ágil, resultando em aumento na produtividade. Os processos poderão ser facilmente localizados e acompanhados pelos interessados, que não terão mais que aguardar atendimento presencial”, ressalta a coordenadora. 

Rosana lembra ainda que o novo procedimento reflete também a preocupação com a sustentabilidade e preservação do meio ambiente, visto que não será mais necessária a impressão de nenhuma folha de papel durante todo o procedimento de avaliação e aprovação. 

O novo procedimento é parte do programa “Barueri Sem Papel”, da Prefeitura de Barueri. Ele prevê a digitalização dos serviços públicos, como processos, atos e documentos (até então realizados em papel e arquivados), passando a ser eletrônicos. A partir de 2 de maio, o LTA não será mais emitido na forma presencial. 


Fonte/Foto: SECOM-Barueri

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População não deve alimentar nem matar pombos

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Por Rodrigo Tammaro/Jornal da USP – Foto: Couleur/Pixabay

Os pombos-comuns (Columba livia) são originários da Europa e do norte da África, na região do Mediterrâneo. Essas aves foram trazidas ao Brasil como animais domésticos e ornamentais durante a colonização portuguesa. 

Terezinha Knöbl – Foto: Arquivo Pessoal

Desde então, a espécie se adaptou muito bem ao ambiente das cidades e passou a constituir uma fauna sinantrópica, que se beneficia de condições criadas pelos seres humanos. Mas, por serem transmissores de certas doenças, sua proliferação pode representar alguns riscos à saúde pública.

A professora Terezinha Knöbl, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, explica que são as fezes desses animais que exigem maior atenção. Essas fezes servem de substrato para alguns fungos que, caso inalados, podem acarretar micoses profundas e possivelmente fatais, como criptococose e histoplasmose, assim como a clamidiose, causada por uma bactéria.

“Precisa tomar muito cuidado para não colocar essas fezes em suspensão”, orienta Terezinha. “Normalmente, quando a gente se aproxima de uma população de pombos, eles voam e colocam toda aquela poeira, aquelas fezes ressecadas, em suspensão e isso pode ser inalado.”

Por serem relativamente corrosivas, essas fezes também podem trazer danos materiais, como o entupimento de calhas e a danificação de obras e estruturas.

A proliferação de pombos em ambientes de produção ou armazenamento de alimentos representa um risco ainda maior, acrescentada a possibilidade de transmissão de salmonelose pela ingestão de alimentos contaminados.

Ácaros de pombos também podem causar dermatites e alergias, mas doenças como toxoplasmose, raiva e leptospirose não são transmitidas por essas aves.

Controle

Sem predadores naturais e com alimento e abrigo em abundância, os pombos se proliferam com certa facilidade. Para conter as superpopulações, a cidade de São Paulo adotou uma lei que proíbe “alimentar e/ou manter abrigo para alojamento de pombos urbanos”.

Os proprietários de imóveis com infestação também devem providenciar obstáculos para dificultar o pouso e a nidificação. O descumprimento dessas determinações acarreta uma multa de R$ 200, mas a falta de regulamentação dificulta que a lei seja aplicada.

De acordo com Terezinha, os pombos se alimentam de uma variedade muito grande de alimentos e não morrerão de fome caso não sejam alimentados por humanos. Por isso, restringir a oferta de comida ajuda a reduzir a taxa de reprodução dessas aves e evitar superpopulações.

“O risco de ficar jogando alimento para os pombos é ir aumentando progressivamente o tamanho dessa colônia e, consequentemente, aumentam a quantidade de fezes e o risco de transmissão de doenças”, explica a professora.

Salvo exceções, como áreas produtoras de alimentos, em que medidas de controle devem ser adotadas, o ideal é intervir o mínimo possível, sem alimentá-los nem reduzir drasticamente sua população. “Quando você tem uma área com muito resto de alimento, se você reduz a população de pombos, pode aumentar a população de ratos”, afirma Terezinha, ao comentar uma espécie de equilíbrio entre as populações desses animais.

Alguns países usam métodos contraceptivos, mas, segundo a professora, além de esses produtos não serem licenciados no Brasil, seu uso não é totalmente eficaz, ainda que ajude no controle populacional. As principais estratégias consistem na instalação de telas e barreiras físicas em locais que servem de abrigo a esses animais, como vãos de telhados e ar-condicionado.

A professora ressalta que alternativas que causem dor e sofrimento aos animais, como armadilhas e cola, não devem ser utilizadas e são enquadradas como crime ambiental. “Esse controle é feito pelas autoridades sanitárias com avaliação de caso a caso e a população não deve adotar estratégias próprias que envolvam a morte dos animais.”

Dados fornecidos ao Jornal da USP pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo indicam que, em 2021, foram registradas mais de 900 denúncias de infestação de pombos no município, uma média de quase três denúncias por dia. Vistorias podem ser solicitadas através da central telefônica SP156 ou pelo site sp156.prefeitura.sp.gov.br/portal.


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