Dormir só à noite ou tirar cochilos ao longo do dia, o que é melhor para a saúde? USP responde

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O sono polifásico, caracterizado por múltiplos períodos de repouso distribuídos ao longo do dia, desafia o modelo monofásico convencional – aquele em que se dorme uma única vez ao longo da noite. Geraldo Lorenzi Filho, professor e coordenador do Laboratório de Investigação Médica do Sono da Faculdade de Medicina da USP estuda os diferentes padrões de sono.

O professor explica: “A verdade é que o sono é muito individual, não existe uma regra geral, a grande regra geral é que o mais fácil é manter esse padrão monofásico, de dormir à noite quando está tudo escuro e de dia ter atividade como a maior parte das pessoas, mas existem possibilidades de outros arranjos temporais em relação ao sono que em geral levam a um estresse da pessoa e do organismo como um todo.”

Natureza e evolução dos padrões de sono

O desenvolvimento humano apresenta uma trajetória natural de variação nos padrões de sono. Recém-nascidos exemplificam o modelo polifásico primário, com ciclos curtos e frequentes de sono intercalados por breves períodos em que acordam. Essa configuração vai se transformando gradualmente, evoluindo para o padrão bifásico comum em crianças pequenas – que inclui o sono de tarde – até consolidar-se no modelo monofásico predominante na idade adulta.

Curiosamente, o envelhecimento traz de volta tendências polifásicas, com muitos idosos recuperando o hábito de cochilos ao longo do dia. Essa flutuação ao longo da vida desafia a noção de um padrão “correto” de sono, sugerindo que a nossa biologia permite diversas configurações de repouso.

Estudos históricos apontam que, antes da invenção da luz elétrica, os seres humanos provavelmente seguiam um ritmo bifásico noturno: um primeiro sono ao anoitecer, seguido por um período de vigília noturna dedicado a atividades sociais ou de vigilância, e finalmente um segundo sono até o amanhecer. Essa adaptação às condições naturais de iluminação revela como os padrões de sono foram moldados por fatores ambientais e culturais.

Sono polifásico na sociedade moderna

A adoção consciente do sono polifásico na vida contemporânea enfrenta obstáculos fisiológicos significativos. O professor Lorenzi Filho explica que nosso sistema circadiano – regulado por hormônios, como o cortisol, e influenciado por fatores como temperatura corporal – cria janelas temporais ideais para o sono. Tentar dormir fora desses períodos naturais equivale a nadar contra a corrente biológica.

Profissionais submetidos a turnos noturnos ou horários irregulares experimentam na pele essas dificuldades. A irregularidade entre seus horários de trabalho e os ritmos circadianos internos pode levar a uma série de problemas de saúde: desde distúrbios metabólicos como obesidade e diabetes até condições cardiovasculares e transtornos de humor. A luz solar durante o dia, o barulho ambiental e as demandas sociais funcionam como fatores adicionais que sabotam a qualidade do repouso diurno.

Casos extremos, como o do navegador Amyr Klink, demonstram que adaptações polifásicas radicais são possíveis em situações específicas. Durante suas travessias polares, Klink adotou um regime de cochilos de 15 minutos a cada hora – estratégia necessária para manter a vigilância constante em meio a geleiras perigosas. No entanto, tais exemplos representam exceções que confirmam a regra: “Existem algumas pessoas que se adaptam a horários diferentes, que ficam acordados à noite, de dia dormem e se sentem bem nesse novo ritmo, mas isso é muito raro, a maior parte das pessoas tem um sofrimento físico e biológico”, explica o professor.

Cochilos estratégicos

Dentro do espectro polifásico, os cochilos diurnos emergem como prática particularmente relevante para a sociedade moderna. Quando bem executados, esses períodos curtos de repouso – idealmente limitados a 20 minutos – podem oferecer benefícios mensuráveis: restauração da atenção, melhoria no humor e complementação do sono noturno insuficiente. No entanto, o professor Lorenzi Filho alerta “o mais comum é a gente considerar que o ideal é não dormir mais do que 20 minutos, para evitar que nesse cochilo você entre em sono profundo (REM) e aí quando você acorda tem a inércia do sono, que resulta em às vezes acordar pior do que foi dormir”.

O desafio contemporâneo reside em encontrar equilíbrios personalizados que respeitem tanto as necessidades fisiológicas quanto as demandas profissionais e sociais. Para alguns, isso pode significar a inclusão estratégica de breves cochilos reparadores; para outros, a manutenção rigorosa de um ciclo noturno contínuo. O critério fundamental, segundo o professor, deve ser sempre a qualidade do repouso obtido e seu impacto positivo no funcionamento diurno. Enquanto o modelo monofásico noturno permanece como a configuração mais harmoniosa com nossa biologia e organização social, variações individuais são não apenas possíveis, mas em muitos casos necessárias.

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Fonte/foto: GESP

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Sem Bolsonaro e Tarcísio, ato bolsonarista na Paulista tem queda de público e reúne 37,6 mil pessoas, aponta USP

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A manifestação convocada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu 37,6 mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (3), segundo estimativa do Monitor do Debate Público do Meio Digital da Universidade de São Paulo (USP). O levantamento foi feito com base em fotos aéreas captadas em diferentes horários do ato e tem margem de erro de 12%, o que significa que o público pode ter variado entre 33,1 mil e 42,1 mil participantes.

Mesmo sem poder comparecer por estar cumprindo medidas cautelares, que incluem a proibição de sair de casa, Bolsonaro foi o principal motivo da mobilização. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também não esteve presente porque passou por um procedimento médico.

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Entre as lideranças políticas que participaram do ato estavam o pastor Silas Malafaia, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), que subiu no trio elétrico, mas não discursou. Malafaia assumiu o papel de principal orador e direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A contagem de público feita pelo Monitor da USP foi alvo de críticas do líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), que ironizou a capacidade da universidade em calcular o número de manifestantes. Segundo ele, na sua percepção, este teria sido o maior protesto bolsonarista já realizado.

Apesar disso, os números apontam para uma queda significativa de participação nos atos pró-Bolsonaro. Em fevereiro de 2024, uma manifestação na mesma Avenida Paulista havia reunido mais de 125 mil pessoas. Em 29 de junho, outro ato teve 12,4 mil participantes. Com as investigações e processos envolvendo tentativa de golpe de Estado, da qual Bolsonaro é réu, a presença em eventos do tipo caiu mais de 90%.


Foto: Cadu Pinotti/Agência Brasil

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USP oferece mais de 5 mil vagas em cursos gratuitos para público 60+ no segundo semestre

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A USP (Universidade de São Paulo) abre a partir desta segunda-feira (21) as inscrições para o segundo semestre de 2025 do programa USP 60+. A iniciativa gratuita chega a 60ª edição com mais de 31 anos de atuação. Realizada na capital e nos campi do interior, disponibiliza mais de 5 mil vagas divididas entre disciplinas regulares, cursadas com alunos de graduação da USP, e atividades complementares, que englobam cursos, palestras, excursões, práticas esportivas e didático-culturais. 

A consulta das vagas já está disponibilizada no site do programa (clique aqui). Os interessados não precisam ter vínculo com a universidade e devem ter mais de 60 anos. Cada unidade da USP segue uma data diferenciada de término das inscrições e para atividades complementares o período pode variar ao longo do semestre.

São mais de 350 atividades em diversas áreas do conhecimento. O médico Egidio Lima Dórea, coordenador do programa USP 60+, explica a importância da iniciativa. “A ideia do programa USP 60+ é fornecer à população acima de sessenta anos oportunidades para o aprendizado continuado, um dos pilares do envelhecimento ativo e saudável. Outro fator relevante para envelhecer bem é o encontro de gerações”.

Na edição 94 do programa Cultura na USP, da Rádio USP, veiculada na última quinta-feira (17), Dórea fala sobre a importância das trocas com alunos da graduação e do aprendizado continuado.

Empreendedorismo; marketing; música popular brasileira; gestão da qualidade; jornalismo esportivo; direito constitucional; inteligência artificial; psicologia social; nutrição e atividade motora; e fundamentos de oceanografia física são alguns exemplos de disciplinas regulares ministradas em diversos campi da USP nas cidades de Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto, São Carlos e São Paulo. Alguns cursos exigem pré-requisito, mas para a maioria nada é exigido.

Também estão previstas atividades físicas exclusivas para idosos como dança sênior, lian gong, yoga, pilates, condicionamento físico e capoeira bem como ações culturais com especialistas de diversas áreas, como oficina de teatro, coral, mundo digital, oficina de jogos e visitas guiadas ao Museu de Zoologia e ao Parque Ciência e Tecnologia da USP. Para algumas destas atividades complementares as inscrições são realizadas ao longo do semestre.

Criado pela professora Ecléa Bosi em 1994, o programa, que completou 31 anos de atividades, é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP.

Serviço

USP 60+ abre inscrições para o segundo semestre de 2025

O programa USP 60+ abre em 21 de julho as inscrições para as atividades do segundo semestre de 2025. A 60ª edição da iniciativa disponibiliza mais de 5 mil vagas na capital e nos campi do interior para mais de 350 atividades distribuídas entre disciplinas regulares, cursadas com alunos de graduação da USP, e atividades complementares, que englobam cursos, palestras, excursões, práticas esportivas e didático-culturais. Todas as atividades são gratuitas e as inscrições são abertas para os interessados acima de 60 anos. 

A relação completa de atividades está disponível no site do programa USP 60+. Clique aqui!

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Foto: Reprodução

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Como as vacinas contra a Covid-19 agem no sistema imunológico? Pesquisa da USP responde

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As vacinas contra a Covid-19 foram essenciais para barrar a disseminação do sars-cov-2 durante a pandemia. Estudos apontam que, em apenas um ano após o início da vacinação, mais de 14 milhões de mortes foram prevenidas. Para entender o impacto das imunizações em humanos, um grupo de pesquisadores da USP, em colaboração com outras instituições nacionais e internacionais, desenvolveram o Atlas de Vacinação contra a Covid-19.

Por meio da análise do transcriptoma – uma técnica que permite examinar a quantidade e as sequências de RNA, indicando quais genes estão ativados ou desativados – de 245 pacientes, pertencentes a cinco estudos de longa duração diferentes, foi mostrado que regimes vacinais heterólogos, ou seja, com vacinas de distintos fabricantes, induzem maior diversificação imunológica quando comparados a regimes homólogos. 

O estudo demonstrou que um esquema de vacinação completo limitou, de forma acentuada, a mudança das respostas imunes durante a infecção pelo sars-cov-2, restringindo a progressão da doença. Além disso, foram identificados marcadores imunológicos específicos para cada estratégia de vacinação, para os diversos tipos de vacinas e diferentes condições de infecção. 

Os resultados foram publicados no artigo Covid-19 vaccination atlas using an integrative systems vaccinology approach, na revista científica NPJ Vaccines, do grupo Nature

Wasim Syed, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e primeiro autor do artigo, disse ao Jornal da USP que a criação do atlas pode servir como um guia de comparação para novos imunizantes contra a doença. “Se uma vacina em desenvolvimento for para teste clínico, será que ela está tendo a mesma assinatura de expressão gênica das que já foram aprovadas para uso, e, assim, pode ter uma eficácia semelhante?”, diz.

Análise das vacinas

Foram analisadas informações de RNA-seq de 562 amostras de sangue periférico de 245 pacientes disponíveis em bancos de dados. Os participantes haviam sido vacinados com um ou mais de um dos quatro tipos diferentes de vacinas, em regime homólogo e heterólogo, com uma, duas ou três doses. Havia, também, pacientes infectados com vacinação prévia ou sem imunização. Os imunizantes analisados foram: Covilo, Zifivax, Vaxzevria ou Covishield, Spikevax e Comirnaty. A maioria dos participantes era do sexo feminino, com idade média de 35 anos.

ImunizanteFabricanteClassificação
CoviloSinopharm GroupVacina de vírus inativado
ZifivaxAnhui Zhifei LongcomVacina de subunidade proteica
VaxzevriaAstraZenecaVacina de vetor viral
CovishieldSerum Institute of IndiaVacina de vetor viral
SpikevaxModernaVacina de mRNA
ComirnatyPfizerVacina de mRNA

Os cientistas fizeram várias investigações, entre elas a análise de expressão gênica diferencial, que identifica os genes que mais se diferenciam estatisticamente do tempo pré-vacinação ou de indivíduos saudáveis, no caso das infecções. Os genes, chamados DEGs (differential expressed genes) ajudam a entender como essas condições são reguladas e como suas alterações podem influenciar processos biológicos. Os resultados mostraram que cada tipo de regime de vacinação – além da infecção – possuem assinaturas imunológicas distintas. 

A infecção modificou significativamente as contagens de DEGs em indivíduos vacinados e não vacinados, com os pacientes hospitalizados apresentando as alterações mais pronunciadas. Pacientes vacinados com duas doses de uma determinada vacina, por exemplo, apresentaram níveis totais de DEG mais elevados após a infecção em comparação com os controles não vacinados, impulsionados por mais de 200 genes com atividade aumentada. Já os pacientes reinfectados, no entanto, apresentaram menos DEGs aumentadas.

No acompanhamento de pacientes hospitalizados, as contagens de DEGs atingiram o pico no 10º dia após a admissão em pacientes parcialmente vacinados, mas diminuíram posteriormente, coincidindo com a idade avançada (71-90 anos) — um fator de risco conhecido para desfechos graves.

Uma maior representação de genes relacionados ao sistema imunológico foi observada no grupo de vacinados quando comparados ao grupo infectado. Especificamente, genes associados à inflamação, ao sistema do complemento (uma cascata de enzimas que ajuda na defesa contra a infecção, à função dos neutrófilos, às vias de respostas antivirais e às vias de interferon (proteína produzida pelos leucócitos), que exibem ativação prolongada durante a infecção. Por outro lado, a vacinação desencadeia a ativação de quimiocinas (proteínas que direcionam células do sistema imune) e genes relacionados ao sistema imune adaptativo.

As vacinas de mRNA exibiram diferenças específicas de plataforma. A Cominarty induziu picos transitórios de DEGs após a segunda dose, enquanto a Spikevax apresentou respostas mais fortes após a terceira dose. Regimes heterólogos, particularmente com Covishield/Vaxzevria, seguido de reforço com Comirnaty, diversificaram as assinaturas imunológicas, superando potencialmente as limitações da imunidade específica do vetor observadas com doses repetidas de vacinas de vetores virais.

Já um regime de vacinação incompleto foi associado à infecção, sugerindo uma proteção limitada da vacinação administrada imediatamente antes da infecção. Em 488 pacientes infectados sem vacinação prévia ou com vacinação incompleta, os genes relacionados a células e processos imunes inatos foram altamente ativados e persistiram por vários dias. 

“Sabemos agora como as vacinas funcionam, inclusive em nível gênico. Isso vale para aquelas pessoas que hesitam em se vacinar por não saberem o que estão tomando”, diz Wasim Syev.

Covid-19

Syed, que também é integrante da União Pró-Vacina do Instituto de Estudos Avançados da USP – Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) disse ao Jornal da USP que a ideia de produzir um atlas de vacinação contra a Covid-19 veio após a finalização de outro trabalho semelhante, que avaliou 13 vacinas contra diferentes doenças. Esse tipo de abordagem é conhecida como vacinologia de sistemas, que combina a vacinologia tradicional com tecnologias ômicas e modelagem computacional para compreender melhor a resposta do sistema imunológico a vacinas. O artigo sobre o estudo pode ser lido aqui


Fonte: GESP – Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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USP oferece mais de 4,3 mil vagas em cursos gratuitos para público 60+

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A USP abre a partir do dia 3 de fevereiro as inscrições para o primeiro semestre de 2025 do programa USP 60+. Em sua 59ª edição, a iniciativa gratuita completa 31 anos de atuação. Realizada na capital e nos campi do interior, disponibiliza mais de 4,3 mil vagas divididas entre disciplinas regulares, oferecidas nos cursos de graduação da USP, e atividades complementares, que englobam cursos, palestras, excursões, práticas esportivas e didático-culturais. 

A consulta das vagas já está disponibilizada no site do programa (clique aqui). Os interessados não precisam ter vínculo com a universidade e devem ter mais de 60 anos. Cada unidade da USP segue uma data diferenciada de término das inscrições e para atividades complementares o período pode variar ao longo do semestre.

São mais de 300 atividades em diversas áreas do conhecimento. O médico Egidio Dórea, coordenador do programa USP 60+, explica a importância da iniciativa: “A ideia do programa USP 60+ é fornecer à população acima de sessenta anos oportunidades para o aprendizado continuado, um dos pilares do envelhecimento ativo e saudável”.

Para Dórea, outro fator relevante para envelhecer bem é o encontro de gerações. “Nós inovamos quando acrescentamos a intergeracionalidade, essa troca de experiências dentro de sala de aula com os alunos da graduação.” Ele acrescenta que o aprendizado continuado é relevante para prevenir diversos problemas de saúde. “Temos condições de melhorar a nossa cidadania, a auto-estima, a participação, a socialização, diminuindo os riscos de isolamento social e solidão, grandes problemas de saúde pública mundial”.

Empreendedorismo; história da música; redação publicitária; direito constitucional; produção audiovisual em comunicação digital; cultura e educação afro-brasileira e indígena; introdução à programação de computadores; psicologia social; fisiologia da atividade motora; e estudo da defesa do consumidor são alguns exemplos de disciplinas regulares ministradas em diversos campi da USP nas cidades de Lorena, Piracicaba, Ribeirão Preto, São Carlos e São Paulo. Alguns cursos exigem pré-requisito, mas para a maioria nada é exigido.

Também estão previstas atividades físicas exclusivas para idosos como dança sênior, lian gong, yoga, condicionamento físico e capoeira, bem como ações culturais com especialistas de diversas áreas, como oficina de teatro, coral, baleias e golfinhos para 50+ e visitas guiadas ao Museu de Zoologia e ao Parque Ciência e Tecnologia da USP. Para algumas destas atividades complementares as inscrições são realizadas ao longo do semestre.

Serviço

USP 60+ abre inscrições para o primeiro semestre de 2025

O programa USP 60+ abre em 3 de fevereiro as inscrições para as atividades do primeiro semestre de 2025. A 59ª edição da iniciativa disponibiliza mais de 4,3 mil vagas na capital e nos campi do interior para mais de 300 atividades distribuídas entre disciplinas regulares, oferecidas nos cursos de graduação da USP, e atividades complementares, que englobam cursos, palestras, excursões, práticas esportivas e didático-culturais. Todas as atividades são gratuitas e as inscrições são abertas para os interessados acima de 60 anos. 

A relação completa de atividades está disponível no site do programa USP 60+. Clique aqui!


Fonte/Foto: Governo de SP

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Vacinas com células dentríticas da USP são esperança no tratamento de câncer cerebral

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A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo realizou uma audiência pública, na tarde desta quinta-feira (5), sobre o desenvolvimento de vacinas com células dentríticas para o tratamento de pacientes com tumores que se originam no cérebro. A realização atende ao Requerimento 2098/23, de autoria da presidente da comissão, deputada Bruna Furlan (PSDB).

O evento contou com a presença do neurocirurgião Guilherme Alves Lepski, livre-docente de Neurocirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FCMUSP) e pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Cirurgia Experimental, vinculado ao Hospital das Clínicas.

O especialista explanou aos parlamentares sobre a importância do tratamento do câncer cerebral, que atualmente representa 3% das mortes com câncer na pessoa adulta, a nível mundial. No Brasil, a cada ano, são cerca de 10.500 novos casos por ano.

Causa

O médico lembrou que a maioria dos casos são benignos, já as ocorrências malignas correspondem a cerca de 7 para cada 100 mil habitantes. Sobre as causas, a medicina trabalha com ocorrências esporádicas. “É o dito azar mesmo, não existe uma causa específica”. Ele ainda explica que o único fator específico é exposição à radiação, o que só compromete pessoas que estiveram em acidentes radioativos, por exemplo.

Tratamento

Quando diagnosticado, o tratamento ao câncer cerebral se resume à cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Infelizmente, mesmo com o tratamento, a sobrevida máxima estatística é de 15 meses. “É o pior câncer da humanidade”.

Esperança

Neste cenário, o grupo de pesquisa liderado pelo Dr. Alves Lepski trabalha olhando para o sistema de defesa do doente, diferentemente do que era aplicado na medicina do passado, que tinha como foco estudos em relação ao tumor.

Ele ressaltou a pesquisa da USP usando células dentríticas. No primeiro estudo, com grupo de 37 doentes, o médico destacou o caso de uma brasileira que teve boa resposta ao tratamento. “Essa doente nos trouxe muito conhecimento sobre a doença”. O caso dela apresentava tumor grave e, à medida que foi processada a vacinação, o tumor praticamente desapareceu, dando a ela uma grande sobrevida. Contudo, no final do tratamento, o tumor teve retorno com mais intensidade e a paciente veio a óbito.

Um segundo caso que a equipe acompanhou, de um rapaz de 28 anos com expectativa de 15 meses, também teve progresso na diminuição do tumor. “Esse rapaz está vivo até hoje, são 43 meses de observação após o início da vacinação. A gente considera ele curado”, informou.

O pesquisador ressaltou a importância do estudo e os resultados da primeira fase, quando sobreviveram 7 dos 37 pacientes. “Dezenove por cento de taxa de remissão completa da doença. E vocês lembram que a gente começou com a história dos 15 meses ao máximo? É aí que a gente pensa em aquela sementinha virar uma floresta no meio do deserto. É para isso que estamos trabalhando”, disse.

Apoio do Parlamento

O médico agradeceu ao apoio do Parlamento Paulista para a fase 3 do projeto desenvolvido pela (USP) Universidade de São Paulo, que, de acordo com ele, é previsto em R$ 6 milhões e tem prazo de três anos para a realização.

A deputada Bruna Furlan (PSDB) destacou o esforço do colegiado em apoiar os estudos científicos de setor de Saúde. “[Queremos] conversar com os deputados de como nós temos a intenção de colaborar com as pesquisas produzidas pela USP e por outras instituições”, concluiu.

Leia também: Santana de Parnaíba abre 900 vagas para auxiliar de logística


Fonte: Alesp

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Estudo da USP sobre autismo e TDAH busca voluntários

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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estão em busca de voluntários para um estudo que busca compreender melhor o desenvolvimento inicial do autismo e do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Podem participar do estudo bebês de até 10 meses de idade com um irmão mais velho, o pai ou a mãe com diagnóstico ou suspeita de autismo ou de TDAH; bem como bebês de até 10 meses de idade com familiares que não sofrem com esses transtornos.

O projeto é coordenado por Elizabeth Shephard, professora do Instituto de Psiquiatria da USP, e recebe financiamento da FAPESP.

A equipe pretende conduzir um ensaio clínico randomizado para avaliar a eficácia de uma intervenção pré-sintomática para bebês mais propensos a atender aos critérios diagnósticos do autismo e do TDAH na infância.

Também será testada uma intervenção psicossocial para apoiar o neurodesenvolvimento dos bebês, que deve ser aplicada no primeiro ano de vida, antes do aparecimento de qualquer sintoma de autismo ou TDAH.

Com foco na interação do bebê com seus pais, a pesquisa busca prevenir em alguma medida as dificuldades associadas ao autismo e ao TDAH nas crianças, além de ser útil para que as mães e os pais se sintam seguros e confiantes na criação de seus filhos. Outro objetivo é observar de que modo os fatores biológicos e ambientais (por exemplo, nível de inflamação e estresse materno) afetam a trajetória de desenvolvimento dos bebês.

As avaliações consistirão de sessões de eletroencefalograma, testes e atividades estruturadas que avaliarão as habilidades cognitivas, de linguagem, motoras, de comunicação social e atenção. Os pais deverão responder a questionários e entrevistas. Além disso, eles serão filmados brincando com o bebê. Os pesquisadores coletarão uma amostra de cabelo e saliva do seu bebê na primeira visita.

Os interessados em participar devem se inscrever pelo site do projeto.

Mais informações: www.projetofloreah.com.br.

Leia também:  MIS Experience: exposição “Michelangelo: O Mestre da Capela Sistina” vai até dia 31


Fonte: Governo de SP – Foto: Shutterstock

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Santana de Parnaíba é a primeira do Estado em Finanças Públicas

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É o que aponta o Núcleo de Estudos das Cidades (NEC) em pesquisa realizada por professores da USP, UFSCar e Fatec

Confirmando o que já havia sido apontado por indicadores como o Índice Firjan e CLP, em estudo divulgado no final de abril pelo Núcleo de Estudos das Cidades (NEC), composto por professores da USP, UFSCar e Fatec, Santana de Parnaíba aparece ao lado de Cubatão, Paulínia e São Caetano do Sul na primeira colocação no Ranking de Finanças Públicas com nota máxima, entre as cidades com até 200 mil habitantes. 

O levantamento mede a capacidade e sustentabilidade econômico-financeira dos municípios, possibilitando um diagnóstico da real situação financeira e da utilização dos recursos nas cidades avaliadas. 

Para se obter o resultado foram considerados os dados da Receita Per Capita (2019 a 2021), que reflete a quantidade e o valor de atividade econômica no município, a política fiscal no âmbito local e o montante de repasses dos governos federal e estadual e o resultado da Execução Orçamentária (2019 a 2021), que mede a diferença entre a receita e despesa expressa em porcentagem da receita.

No indicador de Receita Per Capita a cidade aparece com nota máxima (10,00) na 4ª colocação com uma receita por habitante de R$ 8.707,85, atrás dos municípios como Paulínia, São Caetano do Sul e Cubatão. 

Já no indicador de Execução Orçamentária a cidade também aparece com nota máxima (10,00) e uma taxa percentual de 10,58 sobre a receita, sendo superada em valores pelas cidades de Valinhos (13,85), Várzea Paulista (11,24), Jandira (10,90) e Itu (10,77). 

A pesquisa desenvolvida pelos núcleos universitários tem o objetivo de evidenciar a situação dos municípios no presente momento, considerando a situação média dos últimos anos e avaliar a condição de desenvolvimento humano das cidades. 

Vale lembrar que não é de hoje que Santana de Parnaíba é reconhecida pelo desempenho na área fiscal. Em 2019, o município foi eleito pelo Índice Firjan como o melhor do Brasil em gestão fiscal, entre as cidades com mais de 100 mil habitantes. 

No ano seguinte, quem apontou o município como referência na área fiscal foi o Centro de Liderança Pública – CLP, por meio do Ranking de Competitividade dos Municípios, onde a cidade figurou como a primeira do país em Sustentabilidade Fiscal.

Já em 2021, além de se manter na primeira colocação no ranking do CLP, o município ainda conquistou outra importante marca no cenário nacional, sendo o vencedor do Prêmio Band Cidades Excelentes, na categoria Eficiência Fiscal e transparência. 

Fora os indicadores de saúde financeira, o estudo ainda fez o levantamento de outras áreas como saúde, educação, segurança, meio ambiente, mobilidade, economia e Índice de Desenvolvimento Humano. 

Na classificação Global do NEC, a cidade aparece na 9ª colocação e entre os indicadores analisados o município figura como destaque na “Mortalidade Infantil”, “Produto Interno Bruto Per Capita”, “Porcentagem da população ocupada”, “Riqueza no Índice Paulista de Responsabilidade Social” e “Economia” onde aparece com nota máxima e nas categorias “Longevidade” e“Saúde geral” onde fica na primeira colocação.

Leia também: Com baixa cobertura, Instituto Butantan alerta para a necessidade da vacinação contra a gripe


Fonte: SECOM-Santana de Parnaíba

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Aumento da temperatura vai afetar a produção de feijão no Brasil

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Até 2050, o Brasil precisa aumentar em 44% a produção nacional de feijão para atender a demanda do mercado. Isso significa 1,5 milhão a mais por ano. É o que mostra pesquisa desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Universidade de São Paulo.

Mas, para dificultar essa tarefa, os produtores terão de enfrentar uma elevação na temperatura de até 2,8ºC nas próximas duas décadas, prevista pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas

A região Centro-Oeste e os estados de Minas Gerais e da Bahia podem ser as áreas mais afetadas, e podem inclusive ter que alterar o calendário para plantio.

Segundo Alexandre Bryan, pesquisador da Embrapa, a concentração de gás carbônico prejudica, especialmente, a fase reprodutiva da lavoura, impedindo a formação de vagens e grãos de feijão. Por isso, a tendência é cair a produtividade nos próximos anos. Mas os produtores podem se adaptar às novas condições plantio com a escolha de grãos mais resistentes. “O feijão tipo preto apresenta uma tolerância maior a situações adversas. Então, quer dizer, a gente sabe que o preto sobressai em algumas condições. Então, tem diferença entre os tipos de feijão. A questão toda é que o mercado é restrito. Feijão preto, basicamente, é consumido no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro e, no resto do Brasil, é o carioca e esse é um problema”.

Alexandre Bryan destaca também que a queda de produtividade e aumento de demanda é um assunto que deve passar por políticas públicas, tanto em relação ao investimento em pesquisa para a geração de plantas mais adaptadas, quanto em relação à agricultura familiar. “Então, é interessante ter uma política pública para a agricultura familiar, na qual ela possa produzir feijão em conjunto com outras culturas, ou em rotação com outras culturas, tendo também floresta no meio, tendo um planejamento que tenha diversidade. Porque se você tem diversidade tem maior, tem também maior sustentabilidade. A gente sabe que diversidade diminui, é uma forma minimizar o impacto das mudanças climáticas.”

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, hoje, a produção anual de feijão no país é de R$ 12 bilhões por ano, chegando a 2,8 milhões toneladas.

Leia também: Tarcísio proíbe equipe de falar sobre chances de ele concorrer à Presidência


Fonte: Ag. Brasil – Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

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Janaina Paschoal voltará a dar aulas na Faculdade de Direito da USP após não se eleger

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A deputada estadual de São Paulo Janaina Paschoal (PRTB) se prepara para voltar à Faculdade de Direito da USP, na capital, como professora. Licenciada da instituição para exercer o seu mandato, ela demonstrou interesse em retomar as aulas logo após as eleições de 2022, quando não se elegeu para o Senado.

Janaina propôs ministrar disciplinas de segurança pública, conflitos religiosos ou bioética, mas elas já haviam sido distribuídas entre outros docentes. Ela, agora, aguarda uma resposta da faculdade sobre qual aula poderá assumir.

Com o término do mandato como deputada estadual previsto para 15 de março, Janaina se diz tranquila em relação à mudança de rotina. “Eu tenho o plenário [da Assembleia Legislativa] como uma sala de aula. Todo dia falo de um tema, sempre com uma abordagem técnica. A minha realidade sempre foi ser professora e advogada”, diz à coluna.

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Fonte: Mônica Bergamo/FolhaPress – Foto: Arquivo/Alesp

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