Uma notícia. Um clone. Uma reflexão – por Celso Tracco

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Notícia recentemente divulgada por um dos principais veículos de impressa de nosso país, informava que pesquisadores do Instituto de Zootecnia da Universidade de São Paulo, sediado em Piracicaba – SP, tiveram sucesso em clonar um porco. “O porquinho nasceu saudável com 2,5 kg. Esse primeiro porco clonado no Brasil faz parte de uma pesquisa que vai ajudar a salvar 48 mil brasileiros que precisam de transplantes de órgãos. O projeto é do Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante da USP. Xenotransplanteé a transferência de órgãos entre espécies diferentes. E os órgãos dos suínos são muito parecidos com os dos seres humanos”. A notícia também esclarece que “os estudos começaram há mais de 30 anos. A eficácia dos laboratórios que já têm essa técnica estabelecida, é de apenas 1% a 5%. O próximo passo é clonar embriões geneticamente modificados para começar os estudos de transplantes em seres humanos e em futuro breve, os estudos pré-clínicos e clínicos para o fornecimento de órgãos. O coordenador do centro de pesquisa da USP explica que o sucesso na clonagem do porco foi um grande avanço, mas ainda existem desafios para que o xenotransplante faça parte da rotina da medicina” (cf. Portal G1; Jornal Nacional 03/04/2026).

Refletindo. Em primeiro lugar devemos aplaudir e enaltecer a pesquisa brasileira por esse feito. Isto coloca o Brasil em um estado avançado na técnica de clonagem de animais para não depender de outros países e dar soberania ao Brasil nesta área. Mais importante ainda ser feita pela USP, uma universidade pública. Sem dúvida um fato que deve ser aplaudido. Porém, independente de números, parece ser claro que o número de transplantes aumenta ano a ano no Brasil e a maioria deles é feita pelo S.U.S. o nosso sistema público de saúde. Também é fato que existe uma longa fila para transplantes. O principal impedimento para a obtenção de mais órgãos está na recusa, por parte das famílias dos falecidos, em permitir a retirada de órgãos que poderiam ser transplantados. Parece lógico que deveríamos ter mais campanhas educativas promovendo a doação de órgãos. Entendo, também, que se deve respeitar os sentimentos e desejos de cada família, mesmo sabendo que os órgãos de seu ente querido podem salvar vidas. Por último e não menos importante, penso que as questões éticas e sociais de se transplantar órgãos de outra espécie devem ser exaustivamente debatidas com a sociedade.  Sem dúvida a clonagem conseguida na USP, é um marco histórico que abre portas para uma revolução no transplante de órgãos. Porém o necessário desenvolvimento da pesquisa precisa ser equilibrado e cauteloso pois, os desafios técnicos, éticos e regulatórios são enormes. A sociedade civil deveria se mobilizar para obter políticas públicas garantindo que esse avanço tecnológico beneficie a população como um todo, de forma segura e justa. Assim sendo, a clonagem de porcos, ou de qualquer outro animal para fins de xenotransplante é um avanço promissor, louvável, podendo trazer esperança para milhares de doentes, mas na minha opinião, só deverá ser socialmente legítima se entre tantos outros pontos, respeitar limites éticos claros e bem conhecidos; garantir o bom tratamento aos animais em todos os procedimentos; a regulamentação, por parte do S.U.S., da chamada fila de transplante deve ser de amplo conhecimento da população e auditada por entidade respeitada, evitando a desigualdade social ao acesso; e o importantíssimo envolvimento de toda a sociedade no debate sobre necessidade ou não da clonagem.

Qual é a sua opinião sobre clonagem de animais? Deixe seu comentário e aproveite seu dia.


Celso Tracco é economista, mestre em Teologia Sistemática, escritor, consultor e palestrante (www.celsotracco.com.br). Com ampla experiência como executivo em empresas nacionais e internacionais, é especialista em marketing, vendas e comportamento humano. Atuou como professor universitário e tem três livros publicados. Em sua coluna, abordará temas como política, economia e sociedade.


*Os textos, análises e opiniões publicados nesta coluna são de responsabilidade exclusiva de seu(sua) autor(a) e não refletem, necessariamente, a posição editorial do portal Hora de S. Paulo

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Foto destaque: Sandy Millar/Unsplash

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USP identifica medicamento promissor contra excesso de ferro

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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram que dois medicamentos usados no tratamento da osteoporose — etidronato e tiludronato — podem ajudar a combater doenças associadas ao acúmulo excessivo de ferro no organismo. Os resultados foram publicados na revista científica BioMetals.

Os testes, realizados em culturas de células humanas, mostraram que os fármacos conseguiram se ligar ao ferro em excesso, reduzir o estresse oxidativo e evitar danos celulares. A pesquisa ainda está em estágio inicial e não envolve testes clínicos em humanos.

Atualmente, existem apenas três medicamentos aprovados para tratar a sobrecarga de ferro, conhecidos como quelantes. Eles atuam se ligando ao metal para facilitar sua eliminação pelo organismo, mas podem causar efeitos colaterais relevantes, como náuseas e enjoos, o que compromete a adesão ao tratamento.

Segundo Breno Pannia Espósito, professor do Instituto de Química da USP e autor do estudo, os bisfosfonatos — classe de medicamentos que inclui etidronato e tiludronato — possuem grupos fosfato em sua estrutura química, com afinidade por íons de ferro. A partir dessa hipótese, os pesquisadores decidiram investigar o potencial dessas substâncias como agentes quelantes.

O estudo é resultado do mestrado de Julia Tiemy Leal Konno, bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), sob orientação de Espósito.

O ferro é essencial para funções como transporte de oxigênio e produção de energia nas células. A deficiência pode causar anemia ferropriva, mas o excesso torna-se tóxico, pois favorece a formação de radicais livres que danificam estruturas celulares. Esse processo está relacionado a doenças de sobrecarga de ferro, como a hemocromatose, condição genética caracterizada pela absorção excessiva do metal.

Pacientes com talassemia, por exemplo, também podem desenvolver acúmulo crônico de ferro em razão de transfusões de sangue frequentes, necessárias para o tratamento da doença.

Nos experimentos, os testes foram realizados na presença de níveis fisiológicos normais de cálcio, já que cálcio e ferro competem no organismo. A presença do mineral reduziu parcialmente a ação dos compostos, mas não anulou sua capacidade de se ligar ao ferro.

Além de etidronato e tiludronato, outros bisfosfonatos foram avaliados e demonstraram eficácia na inibição da oxidação provocada pelo ferro. No entanto, apresentaram maior toxicidade celular, o que exigiria cautela em eventual reposicionamento terapêutico. O desempenho geral foi semelhante ao de um quelante padrão.

Outro medicamento testado, o ranelato de estrôncio, não apresentou capacidade de quelação.

De acordo com Espósito, os resultados representam uma prova de conceito. Como os experimentos foram feitos apenas em culturas celulares, ainda são necessários estudos adicionais antes que os medicamentos possam ser considerados para uso clínico no tratamento da sobrecarga de ferro.

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Foto: GESP

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Uso de canetas emagrecedoras sem prescrição acende alerta em estudo da USP

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Um estudo internacional liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) acendeu um sinal de alerta sobre o uso crescente de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras” por pessoas sem indicação clínica. A pesquisa, publicada na revista científica Obesity, aponta a falta de evidências sobre a segurança e a eficácia desses fármacos quando utilizados por indivíduos que não têm obesidade nem diabetes tipo 2.

O trabalho foi conduzido por especialistas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e da Faculdade de Saúde Pública (FSP-USP), em parceria com universidades dos Estados Unidos, Dinamarca e Japão. A análise vai além dos efeitos biológicos e examina impactos sociais, culturais, emocionais e comportamentais associados ao uso desses medicamentos fora das recomendações médicas.

Segundo o estudo, os agonistas de GLP-1 — substâncias que atuam no controle do apetite, da saciedade e da glicose — passaram a ser vistos não apenas como tratamentos de saúde, mas também como ferramentas de modificação estética. Esse deslocamento de função tem sido impulsionado principalmente pelas redes sociais, onde influenciadores e celebridades difundem a ideia de que emagrecer é sinônimo de sucesso e autocuidado.

Os pesquisadores classificam o fenômeno como uma “medicalização da magreza”. Embora o uso off-label — emprego de medicamentos fora das indicações da bula — seja permitido em situações específicas e sob rigoroso acompanhamento médico, o estudo aponta que isso nem sempre ocorre na prática. “As narrativas digitais apresentam essas drogas como soluções rápidas, sem expor riscos ou limites, o que pressiona pessoas sem necessidade clínica a recorrerem ao medicamento”, afirma a professora Fernanda Scagliusi, da FMUSP, primeira autora do artigo.

Outro ponto de preocupação é a velocidade com que o consumo cresce em comparação à produção de evidências científicas. De acordo com o professor Bruno Gualano, presidente do Centro de Medicina do Estilo de Vida da FMUSP, ainda não há dados suficientes sobre os efeitos psicológicos e de longo prazo desse uso em pessoas sem obesidade. Entre os possíveis impactos estão alterações no comportamento alimentar, dependência emocional, medo de reganho de peso e mudanças na relação com o corpo.

O estudo também identificou diferenças culturais na adoção dessas práticas. No Brasil, o uso está fortemente ligado a padrões estéticos influenciados por gênero, raça e classe social. Nos Estados Unidos, prevalece o discurso de responsabilidade individual e produtividade. Já no Japão, o debate se aproxima mais da vigilância em saúde, enquanto na Dinamarca aparece associado a maior confiança nas instituições e no controle regulatório.

Para os autores, o fenômeno é global, mas exige respostas adaptadas a cada contexto. “Não existe uma explicação única. Cada país revela como saúde, cultura e mercado se misturam nesse novo uso das canetas emagrecedoras”, conclui Scagliusi.

O artigo completo está disponível na revista científica Obesity.

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Foto: Reprodução/Freepik

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USP abre 27ª Festa do Livro com descontos a partir de 50% e mais de 200 editoras

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A 27ª Festa do Livro da USP começou nesta quarta-feira (26) e segue até domingo (30), oferecendo obras com no mínimo 50% de desconto. O evento, realizado em uma tenda de 5.500 m² na Travessa C da Cidade Universitária, reúne 222 editoras e tem entrada gratuita.

A feira é organizada pela Editora da USP (Edusp) e reúne desde grandes casas editoriais, como Companhia das Letras e Record, até editoras universitárias de várias regiões do país, incluindo Edunesp, Edunicamp, Edufscar e Edufba. No total, 28 editoras ligadas a universidades participam, tornando o evento o maior encontro desse segmento no Brasil.

Para garantir diversidade, cada editora pode ocupar até 12 mesas entre as 482 disponíveis. Pequenas editoras também podem alugar apenas um terço do espaço, ampliando a presença de projetos independentes. Entre os participantes estão a Selin Trovoar, voltada à produção de autores periféricos, a Seiva, do Rio Grande do Sul, e o selo infantil Caveirinha, da DarkSide.

Criada em 1999 pelo professor Plinio Martins Filho, a Festa do Livro começou no vão da FFLCH. – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Além de oferecer descontos ao público, a Festa também contribui para o acervo da USP: cada mesa resulta na doação de cinco livros para as bibliotecas da Universidade, somando cerca de 2.800 exemplares distribuídos entre unidades acadêmicas e a Creche da USP.

Criada em 1999 pelo professor Plinio Martins Filho, a Festa do Livro começou no vão da FFLCH como uma ponte entre editoras e a comunidade acadêmica. Com o crescimento contínuo, migrou para espaços maiores e hoje recebe entre 10 mil e 12 mil visitantes por dia. A edição deste ano conta ainda com praça de alimentação e banheiros instalados especialmente para o público.

Serviço

27ª Festa do Livro da USP
26 a 30 de novembro, das 9h às 21h
Travessa C da Cidade Universitária, São Paulo
Entrada gratuita.


Fotos: Marcos Santos/USP Imagens

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Evento pré-COP em SP deve reunir 10 mil pessoas e ter mais de 500 palestrantes nos dias 4 e 5 de novembro

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Nos dias 4 e 5 de novembro, o Parque Villa-Lobos, na capital paulista, se transformará no centro do debate sobre desenvolvimento sustentável com a realização do Summit Agenda SP + Verde, evento pré-COP organizado pelo Governo de São Paulo, Prefeitura de São Paulo e USP. A expectativa é reunir 10 mil participantes e 500 palestrantes em dois dias de programação intensa, com entrada gratuita.

A abertura, no palco principal “Economia Verde”, patrocinado pelo grupo Cosan, contará com o governador Tarcísio de Freitas e moderação do ex-ministro do Meio Ambiente Joaquim Leite, no painel “Nova Visão da Economia Verde”. O espaço abrigará debates sobre descarbonização, infraestrutura sustentável e inteligência artificial, com a presença de CEOs de grandes empresas e prefeitos de municípios paulistas, como Ricardo Nunes (São Paulo), Dário Saadi (Campinas), Rogério Santos (Santos) e Rafael Piovezan (Santa Bárbara d’Oeste).

Entre os nomes internacionais confirmados estão Jennie Cato (TRATON/Scania), Luz Stella (Colombian Natural Gas Association), Katerina Elias-Trostmann (Salesforce), Wolfgang Dieker (SAP) e Alberto Mina (MIND Milão), que apresentarão soluções para descarbonização, inovação tecnológica e regeneração urbana.

No campo corporativo, participam Natália Resende (Secretária de Meio Ambiente e Logística de SP), Brendon Ramos (Via Appia/Rodoanel), Carlos Piani (Sabesp), João Brito Martins (EDP South America), Gustavo Estrella (CPFL), Miguel Setas (Motiva) e Gilberto Peralta (Airbus Brasil). O debate sobre infraestrutura sustentável, energia limpa e aviação verde será um dos destaques do encontro.

A agenda também trará painéis sobre financiamento climático, economia circular e indústria sustentável, com nomes como Gustavo Montezano (YvY Capital), Alvaro Lorenz (Votorantim Cimentos) e Joaquim Levy (FIESP). Representantes da indústria do cimento, vidro e papel discutirão os caminhos para a descarbonização industrial.

Entre os acadêmicos, participam Carlos Nobre, Paulo Nobre, Suely Mara Vaz Guimarães de Araújo e Alexander Turra, que abordarão temas como sustentabilidade urbana, mudanças climáticas e oceanos.

O Summit também valoriza histórias inspiradoras e diversidade social. A chef Laura Braga, liderança quilombola de Ubatuba, ministrará o workshop de culinária sustentável “Caponata do Coração da Banana”. A montanhista Aretha Duarte, primeira mulher negra brasileira a escalar o Everest, participa do painel sobre protagonismo feminino e mudanças climáticas. Já Cíntia Sanchez, chef e ativista alimentar, falará sobre segurança nutricional e combate à desigualdade.

Outras participações incluem a estilista Heloisa Faria, referência em moda sustentável, o cineasta e ambientalista David Schurmann (ONG Voz dos Oceanos) e o empreendedor social Hermes de Sousa, do Instituto Cacimba, que atua em comunidades da zona leste paulistana.

Com quatro eixos temáticos — Finanças Verdes; Resiliência e Futuro das Cidades; Justiça Climática e Sociobiodiversidade; e Transição Energética e Descarbonização —, o Summit terá ainda uma trilha de economia circular, o Hub da Circularidade e uma rodada de negócios internacional com 70 empresas de oito países.

Além dos debates, o público poderá participar de 20 workshops de gastronomia e circularidade, assistir a apresentações artísticas da OSESP, Coral Baccarelli, coral indígena e shows de Zizi Possi, Grupo Street Dance e Baile do Simonal, além de visitas guiadas a cases de economia verde e turismo sustentável.

O evento conta com patrocínio de grandes corporações, como Cosan, Sabesp, Itaú, Amazon, Toyota, EDP, CPFL e Votorantim Cimentos, e apoio institucional de mais de 40 entidades, entre elas FIESP, Senai, Pacto Global e SOS Mata Atlântica.

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Foto: Divulgação/GESP

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Dormir só à noite ou tirar cochilos ao longo do dia, o que é melhor para a saúde? USP responde

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O sono polifásico, caracterizado por múltiplos períodos de repouso distribuídos ao longo do dia, desafia o modelo monofásico convencional – aquele em que se dorme uma única vez ao longo da noite. Geraldo Lorenzi Filho, professor e coordenador do Laboratório de Investigação Médica do Sono da Faculdade de Medicina da USP estuda os diferentes padrões de sono.

O professor explica: “A verdade é que o sono é muito individual, não existe uma regra geral, a grande regra geral é que o mais fácil é manter esse padrão monofásico, de dormir à noite quando está tudo escuro e de dia ter atividade como a maior parte das pessoas, mas existem possibilidades de outros arranjos temporais em relação ao sono que em geral levam a um estresse da pessoa e do organismo como um todo.”

Natureza e evolução dos padrões de sono

O desenvolvimento humano apresenta uma trajetória natural de variação nos padrões de sono. Recém-nascidos exemplificam o modelo polifásico primário, com ciclos curtos e frequentes de sono intercalados por breves períodos em que acordam. Essa configuração vai se transformando gradualmente, evoluindo para o padrão bifásico comum em crianças pequenas – que inclui o sono de tarde – até consolidar-se no modelo monofásico predominante na idade adulta.

Curiosamente, o envelhecimento traz de volta tendências polifásicas, com muitos idosos recuperando o hábito de cochilos ao longo do dia. Essa flutuação ao longo da vida desafia a noção de um padrão “correto” de sono, sugerindo que a nossa biologia permite diversas configurações de repouso.

Estudos históricos apontam que, antes da invenção da luz elétrica, os seres humanos provavelmente seguiam um ritmo bifásico noturno: um primeiro sono ao anoitecer, seguido por um período de vigília noturna dedicado a atividades sociais ou de vigilância, e finalmente um segundo sono até o amanhecer. Essa adaptação às condições naturais de iluminação revela como os padrões de sono foram moldados por fatores ambientais e culturais.

Sono polifásico na sociedade moderna

A adoção consciente do sono polifásico na vida contemporânea enfrenta obstáculos fisiológicos significativos. O professor Lorenzi Filho explica que nosso sistema circadiano – regulado por hormônios, como o cortisol, e influenciado por fatores como temperatura corporal – cria janelas temporais ideais para o sono. Tentar dormir fora desses períodos naturais equivale a nadar contra a corrente biológica.

Profissionais submetidos a turnos noturnos ou horários irregulares experimentam na pele essas dificuldades. A irregularidade entre seus horários de trabalho e os ritmos circadianos internos pode levar a uma série de problemas de saúde: desde distúrbios metabólicos como obesidade e diabetes até condições cardiovasculares e transtornos de humor. A luz solar durante o dia, o barulho ambiental e as demandas sociais funcionam como fatores adicionais que sabotam a qualidade do repouso diurno.

Casos extremos, como o do navegador Amyr Klink, demonstram que adaptações polifásicas radicais são possíveis em situações específicas. Durante suas travessias polares, Klink adotou um regime de cochilos de 15 minutos a cada hora – estratégia necessária para manter a vigilância constante em meio a geleiras perigosas. No entanto, tais exemplos representam exceções que confirmam a regra: “Existem algumas pessoas que se adaptam a horários diferentes, que ficam acordados à noite, de dia dormem e se sentem bem nesse novo ritmo, mas isso é muito raro, a maior parte das pessoas tem um sofrimento físico e biológico”, explica o professor.

Cochilos estratégicos

Dentro do espectro polifásico, os cochilos diurnos emergem como prática particularmente relevante para a sociedade moderna. Quando bem executados, esses períodos curtos de repouso – idealmente limitados a 20 minutos – podem oferecer benefícios mensuráveis: restauração da atenção, melhoria no humor e complementação do sono noturno insuficiente. No entanto, o professor Lorenzi Filho alerta “o mais comum é a gente considerar que o ideal é não dormir mais do que 20 minutos, para evitar que nesse cochilo você entre em sono profundo (REM) e aí quando você acorda tem a inércia do sono, que resulta em às vezes acordar pior do que foi dormir”.

O desafio contemporâneo reside em encontrar equilíbrios personalizados que respeitem tanto as necessidades fisiológicas quanto as demandas profissionais e sociais. Para alguns, isso pode significar a inclusão estratégica de breves cochilos reparadores; para outros, a manutenção rigorosa de um ciclo noturno contínuo. O critério fundamental, segundo o professor, deve ser sempre a qualidade do repouso obtido e seu impacto positivo no funcionamento diurno. Enquanto o modelo monofásico noturno permanece como a configuração mais harmoniosa com nossa biologia e organização social, variações individuais são não apenas possíveis, mas em muitos casos necessárias.

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Fonte/foto: GESP

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Sem Bolsonaro e Tarcísio, ato bolsonarista na Paulista tem queda de público e reúne 37,6 mil pessoas, aponta USP

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A manifestação convocada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu 37,6 mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (3), segundo estimativa do Monitor do Debate Público do Meio Digital da Universidade de São Paulo (USP). O levantamento foi feito com base em fotos aéreas captadas em diferentes horários do ato e tem margem de erro de 12%, o que significa que o público pode ter variado entre 33,1 mil e 42,1 mil participantes.

Mesmo sem poder comparecer por estar cumprindo medidas cautelares, que incluem a proibição de sair de casa, Bolsonaro foi o principal motivo da mobilização. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também não esteve presente porque passou por um procedimento médico.

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Entre as lideranças políticas que participaram do ato estavam o pastor Silas Malafaia, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), que subiu no trio elétrico, mas não discursou. Malafaia assumiu o papel de principal orador e direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A contagem de público feita pelo Monitor da USP foi alvo de críticas do líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), que ironizou a capacidade da universidade em calcular o número de manifestantes. Segundo ele, na sua percepção, este teria sido o maior protesto bolsonarista já realizado.

Apesar disso, os números apontam para uma queda significativa de participação nos atos pró-Bolsonaro. Em fevereiro de 2024, uma manifestação na mesma Avenida Paulista havia reunido mais de 125 mil pessoas. Em 29 de junho, outro ato teve 12,4 mil participantes. Com as investigações e processos envolvendo tentativa de golpe de Estado, da qual Bolsonaro é réu, a presença em eventos do tipo caiu mais de 90%.


Foto: Cadu Pinotti/Agência Brasil

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USP oferece mais de 5 mil vagas em cursos gratuitos para público 60+ no segundo semestre

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A USP (Universidade de São Paulo) abre a partir desta segunda-feira (21) as inscrições para o segundo semestre de 2025 do programa USP 60+. A iniciativa gratuita chega a 60ª edição com mais de 31 anos de atuação. Realizada na capital e nos campi do interior, disponibiliza mais de 5 mil vagas divididas entre disciplinas regulares, cursadas com alunos de graduação da USP, e atividades complementares, que englobam cursos, palestras, excursões, práticas esportivas e didático-culturais. 

A consulta das vagas já está disponibilizada no site do programa (clique aqui). Os interessados não precisam ter vínculo com a universidade e devem ter mais de 60 anos. Cada unidade da USP segue uma data diferenciada de término das inscrições e para atividades complementares o período pode variar ao longo do semestre.

São mais de 350 atividades em diversas áreas do conhecimento. O médico Egidio Lima Dórea, coordenador do programa USP 60+, explica a importância da iniciativa. “A ideia do programa USP 60+ é fornecer à população acima de sessenta anos oportunidades para o aprendizado continuado, um dos pilares do envelhecimento ativo e saudável. Outro fator relevante para envelhecer bem é o encontro de gerações”.

Na edição 94 do programa Cultura na USP, da Rádio USP, veiculada na última quinta-feira (17), Dórea fala sobre a importância das trocas com alunos da graduação e do aprendizado continuado.

Empreendedorismo; marketing; música popular brasileira; gestão da qualidade; jornalismo esportivo; direito constitucional; inteligência artificial; psicologia social; nutrição e atividade motora; e fundamentos de oceanografia física são alguns exemplos de disciplinas regulares ministradas em diversos campi da USP nas cidades de Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto, São Carlos e São Paulo. Alguns cursos exigem pré-requisito, mas para a maioria nada é exigido.

Também estão previstas atividades físicas exclusivas para idosos como dança sênior, lian gong, yoga, pilates, condicionamento físico e capoeira bem como ações culturais com especialistas de diversas áreas, como oficina de teatro, coral, mundo digital, oficina de jogos e visitas guiadas ao Museu de Zoologia e ao Parque Ciência e Tecnologia da USP. Para algumas destas atividades complementares as inscrições são realizadas ao longo do semestre.

Criado pela professora Ecléa Bosi em 1994, o programa, que completou 31 anos de atividades, é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP.

Serviço

USP 60+ abre inscrições para o segundo semestre de 2025

O programa USP 60+ abre em 21 de julho as inscrições para as atividades do segundo semestre de 2025. A 60ª edição da iniciativa disponibiliza mais de 5 mil vagas na capital e nos campi do interior para mais de 350 atividades distribuídas entre disciplinas regulares, cursadas com alunos de graduação da USP, e atividades complementares, que englobam cursos, palestras, excursões, práticas esportivas e didático-culturais. Todas as atividades são gratuitas e as inscrições são abertas para os interessados acima de 60 anos. 

A relação completa de atividades está disponível no site do programa USP 60+. Clique aqui!

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Foto: Reprodução

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Como as vacinas contra a Covid-19 agem no sistema imunológico? Pesquisa da USP responde

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As vacinas contra a Covid-19 foram essenciais para barrar a disseminação do sars-cov-2 durante a pandemia. Estudos apontam que, em apenas um ano após o início da vacinação, mais de 14 milhões de mortes foram prevenidas. Para entender o impacto das imunizações em humanos, um grupo de pesquisadores da USP, em colaboração com outras instituições nacionais e internacionais, desenvolveram o Atlas de Vacinação contra a Covid-19.

Por meio da análise do transcriptoma – uma técnica que permite examinar a quantidade e as sequências de RNA, indicando quais genes estão ativados ou desativados – de 245 pacientes, pertencentes a cinco estudos de longa duração diferentes, foi mostrado que regimes vacinais heterólogos, ou seja, com vacinas de distintos fabricantes, induzem maior diversificação imunológica quando comparados a regimes homólogos. 

O estudo demonstrou que um esquema de vacinação completo limitou, de forma acentuada, a mudança das respostas imunes durante a infecção pelo sars-cov-2, restringindo a progressão da doença. Além disso, foram identificados marcadores imunológicos específicos para cada estratégia de vacinação, para os diversos tipos de vacinas e diferentes condições de infecção. 

Os resultados foram publicados no artigo Covid-19 vaccination atlas using an integrative systems vaccinology approach, na revista científica NPJ Vaccines, do grupo Nature

Wasim Syed, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP e primeiro autor do artigo, disse ao Jornal da USP que a criação do atlas pode servir como um guia de comparação para novos imunizantes contra a doença. “Se uma vacina em desenvolvimento for para teste clínico, será que ela está tendo a mesma assinatura de expressão gênica das que já foram aprovadas para uso, e, assim, pode ter uma eficácia semelhante?”, diz.

Análise das vacinas

Foram analisadas informações de RNA-seq de 562 amostras de sangue periférico de 245 pacientes disponíveis em bancos de dados. Os participantes haviam sido vacinados com um ou mais de um dos quatro tipos diferentes de vacinas, em regime homólogo e heterólogo, com uma, duas ou três doses. Havia, também, pacientes infectados com vacinação prévia ou sem imunização. Os imunizantes analisados foram: Covilo, Zifivax, Vaxzevria ou Covishield, Spikevax e Comirnaty. A maioria dos participantes era do sexo feminino, com idade média de 35 anos.

ImunizanteFabricanteClassificação
CoviloSinopharm GroupVacina de vírus inativado
ZifivaxAnhui Zhifei LongcomVacina de subunidade proteica
VaxzevriaAstraZenecaVacina de vetor viral
CovishieldSerum Institute of IndiaVacina de vetor viral
SpikevaxModernaVacina de mRNA
ComirnatyPfizerVacina de mRNA

Os cientistas fizeram várias investigações, entre elas a análise de expressão gênica diferencial, que identifica os genes que mais se diferenciam estatisticamente do tempo pré-vacinação ou de indivíduos saudáveis, no caso das infecções. Os genes, chamados DEGs (differential expressed genes) ajudam a entender como essas condições são reguladas e como suas alterações podem influenciar processos biológicos. Os resultados mostraram que cada tipo de regime de vacinação – além da infecção – possuem assinaturas imunológicas distintas. 

A infecção modificou significativamente as contagens de DEGs em indivíduos vacinados e não vacinados, com os pacientes hospitalizados apresentando as alterações mais pronunciadas. Pacientes vacinados com duas doses de uma determinada vacina, por exemplo, apresentaram níveis totais de DEG mais elevados após a infecção em comparação com os controles não vacinados, impulsionados por mais de 200 genes com atividade aumentada. Já os pacientes reinfectados, no entanto, apresentaram menos DEGs aumentadas.

No acompanhamento de pacientes hospitalizados, as contagens de DEGs atingiram o pico no 10º dia após a admissão em pacientes parcialmente vacinados, mas diminuíram posteriormente, coincidindo com a idade avançada (71-90 anos) — um fator de risco conhecido para desfechos graves.

Uma maior representação de genes relacionados ao sistema imunológico foi observada no grupo de vacinados quando comparados ao grupo infectado. Especificamente, genes associados à inflamação, ao sistema do complemento (uma cascata de enzimas que ajuda na defesa contra a infecção, à função dos neutrófilos, às vias de respostas antivirais e às vias de interferon (proteína produzida pelos leucócitos), que exibem ativação prolongada durante a infecção. Por outro lado, a vacinação desencadeia a ativação de quimiocinas (proteínas que direcionam células do sistema imune) e genes relacionados ao sistema imune adaptativo.

As vacinas de mRNA exibiram diferenças específicas de plataforma. A Cominarty induziu picos transitórios de DEGs após a segunda dose, enquanto a Spikevax apresentou respostas mais fortes após a terceira dose. Regimes heterólogos, particularmente com Covishield/Vaxzevria, seguido de reforço com Comirnaty, diversificaram as assinaturas imunológicas, superando potencialmente as limitações da imunidade específica do vetor observadas com doses repetidas de vacinas de vetores virais.

Já um regime de vacinação incompleto foi associado à infecção, sugerindo uma proteção limitada da vacinação administrada imediatamente antes da infecção. Em 488 pacientes infectados sem vacinação prévia ou com vacinação incompleta, os genes relacionados a células e processos imunes inatos foram altamente ativados e persistiram por vários dias. 

“Sabemos agora como as vacinas funcionam, inclusive em nível gênico. Isso vale para aquelas pessoas que hesitam em se vacinar por não saberem o que estão tomando”, diz Wasim Syev.

Covid-19

Syed, que também é integrante da União Pró-Vacina do Instituto de Estudos Avançados da USP – Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) disse ao Jornal da USP que a ideia de produzir um atlas de vacinação contra a Covid-19 veio após a finalização de outro trabalho semelhante, que avaliou 13 vacinas contra diferentes doenças. Esse tipo de abordagem é conhecida como vacinologia de sistemas, que combina a vacinologia tradicional com tecnologias ômicas e modelagem computacional para compreender melhor a resposta do sistema imunológico a vacinas. O artigo sobre o estudo pode ser lido aqui


Fonte: GESP – Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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USP oferece mais de 4,3 mil vagas em cursos gratuitos para público 60+

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A USP abre a partir do dia 3 de fevereiro as inscrições para o primeiro semestre de 2025 do programa USP 60+. Em sua 59ª edição, a iniciativa gratuita completa 31 anos de atuação. Realizada na capital e nos campi do interior, disponibiliza mais de 4,3 mil vagas divididas entre disciplinas regulares, oferecidas nos cursos de graduação da USP, e atividades complementares, que englobam cursos, palestras, excursões, práticas esportivas e didático-culturais. 

A consulta das vagas já está disponibilizada no site do programa (clique aqui). Os interessados não precisam ter vínculo com a universidade e devem ter mais de 60 anos. Cada unidade da USP segue uma data diferenciada de término das inscrições e para atividades complementares o período pode variar ao longo do semestre.

São mais de 300 atividades em diversas áreas do conhecimento. O médico Egidio Dórea, coordenador do programa USP 60+, explica a importância da iniciativa: “A ideia do programa USP 60+ é fornecer à população acima de sessenta anos oportunidades para o aprendizado continuado, um dos pilares do envelhecimento ativo e saudável”.

Para Dórea, outro fator relevante para envelhecer bem é o encontro de gerações. “Nós inovamos quando acrescentamos a intergeracionalidade, essa troca de experiências dentro de sala de aula com os alunos da graduação.” Ele acrescenta que o aprendizado continuado é relevante para prevenir diversos problemas de saúde. “Temos condições de melhorar a nossa cidadania, a auto-estima, a participação, a socialização, diminuindo os riscos de isolamento social e solidão, grandes problemas de saúde pública mundial”.

Empreendedorismo; história da música; redação publicitária; direito constitucional; produção audiovisual em comunicação digital; cultura e educação afro-brasileira e indígena; introdução à programação de computadores; psicologia social; fisiologia da atividade motora; e estudo da defesa do consumidor são alguns exemplos de disciplinas regulares ministradas em diversos campi da USP nas cidades de Lorena, Piracicaba, Ribeirão Preto, São Carlos e São Paulo. Alguns cursos exigem pré-requisito, mas para a maioria nada é exigido.

Também estão previstas atividades físicas exclusivas para idosos como dança sênior, lian gong, yoga, condicionamento físico e capoeira, bem como ações culturais com especialistas de diversas áreas, como oficina de teatro, coral, baleias e golfinhos para 50+ e visitas guiadas ao Museu de Zoologia e ao Parque Ciência e Tecnologia da USP. Para algumas destas atividades complementares as inscrições são realizadas ao longo do semestre.

Serviço

USP 60+ abre inscrições para o primeiro semestre de 2025

O programa USP 60+ abre em 3 de fevereiro as inscrições para as atividades do primeiro semestre de 2025. A 59ª edição da iniciativa disponibiliza mais de 4,3 mil vagas na capital e nos campi do interior para mais de 300 atividades distribuídas entre disciplinas regulares, oferecidas nos cursos de graduação da USP, e atividades complementares, que englobam cursos, palestras, excursões, práticas esportivas e didático-culturais. Todas as atividades são gratuitas e as inscrições são abertas para os interessados acima de 60 anos. 

A relação completa de atividades está disponível no site do programa USP 60+. Clique aqui!


Fonte/Foto: Governo de SP

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