Curativo líquido da Unicamp pode reduzir tempo de cicatrização

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Tecnologia forma uma película transparente sobre a ferida em até 45 segundos e reduziu aproximadamente pela metade o tempo de cicatrização em testes pré-clínicos, segundo pesquisadores.

Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp desenvolveram um curativo líquido que forma uma película transparente sobre a ferida em até 45 segundos. A tecnologia foi criada para proteger o local lesionado sem a necessidade de gaze, esparadrapo ou outros materiais convencionais.

Segundo os pesquisadores, ensaios pré-clínicos realizados em animais indicaram uma redução de aproximadamente 50% no tempo de cicatrização em comparação com curativos tradicionais.

O material é aplicado diretamente sobre a região lesionada e, após a secagem, forma uma película que acompanha os movimentos da pele. A proposta pode ser especialmente útil em áreas de articulação, como cotovelos e joelhos, onde curativos convencionais podem causar atrito ou limitar os movimentos.

A tecnologia foi desenvolvida sob coordenação do professor Rubens Maciel Filho, com participação dos pesquisadores André Luiz Jardini Munhoz, Ana Flávia Pattaro e Maria Ingrid Rocha Barbosa Schiavon.

Curativo seca em até 45 segundos

Um dos desafios enfrentados durante o desenvolvimento foi encontrar uma forma de transformar o polímero utilizado na tecnologia em uma solução líquida sem recorrer a solventes tóxicos.

De acordo com os pesquisadores, a solução desenvolvida utiliza um sistema de solventes de origem renovável e não tóxico. Depois de aplicada sobre a pele, a solução seca em até 45 segundos e forma uma estrutura tridimensional que serve como suporte para a regeneração das células.

O polímero também é metabolizado naturalmente pelo organismo, segundo a equipe responsável pelo desenvolvimento. Com isso, não seria necessário retirar manualmente o curativo após sua aplicação.

Outra característica é a resistência à água. A película formada permite que a região seja molhada durante o banho sem a necessidade de retirar ou substituir o material.

Por ser transparente, o curativo também permite acompanhar visualmente a evolução da ferida sem remover a proteção.

Tecnologia ainda passa por etapas regulatórias

A pesquisa foi licenciada exclusivamente para a Dermbio Biotech, empresa criada a partir de pesquisas desenvolvidas na Unicamp. O processo de licenciamento contou com o suporte da Agência de Inovação Inova Unicamp.

A tecnologia já passou por ensaios pré-clínicos in vivo realizados em parceria com a Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ). Segundo os pesquisadores, os testes indicaram redução de aproximadamente metade do tempo de cicatrização em comparação com os curativos tradicionais.

O produto, porém, ainda não está disponível comercialmente. A Dermbio Biotech trabalha atualmente no avanço das etapas regulatórias exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e na estruturação comercial da tecnologia.

Aplicação também pode chegar a animais

Os pesquisadores identificaram ainda potencial de utilização do curativo no tratamento de ferimentos em animais. A proposta considera dificuldades comuns nos tratamentos convencionais, como a retirada de ataduras e o contato dos animais com a área lesionada.

A aplicação prevista é semelhante à planejada para uso humano, com formação de uma película aderente e resistente à água.

Além do tratamento de feridas, o grupo avalia outras possibilidades para a tecnologia, incluindo aplicações em dermocosméticos, recobrimento de implantes e próteses e sistemas de liberação controlada de medicamentos.

O desenvolvimento recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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USP, Unicamp, Unesp e Famerp têm vestibulares abertos; veja prazos

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Inscrições para processos seletivos de 2027 seguem abertas; veja prazos, taxas, número de vagas e datas das provas

Estudantes que pretendem ingressar no ensino superior em 2027 ainda podem se inscrever nos vestibulares da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). Juntas, as instituições oferecem mais de 16 mil vagas em cursos de graduação.

Os processos seletivos têm provas previstas entre outubro e dezembro, mas os prazos de inscrição são diferentes. O período mais próximo do fim é o da Unicamp, que recebe inscrições até esta terça-feira (8).

USP

A Fuvest oferece 8.147 vagas para ingresso na USP. Desse total, 4.888 são destinadas à ampla concorrência, 2.053 a candidatos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas e 1.206 a candidatos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas e se identificam como pretos, pardos ou indígenas.

As inscrições ficam abertas até 9 de outubro, pela área do candidato da Fuvest. A taxa é de R$ 228.

A primeira fase será realizada em 1º de novembro, com 80 questões de múltipla escolha. A segunda fase está marcada para os dias 6 e 7 de dezembro, enquanto as provas de competências específicas ocorrerão entre 8 e 11 de dezembro, conforme o curso.

A USP possui unidades em Bauru, Piracicaba, Pirassununga, Lorena, Ribeirão Preto, São Carlos e São Paulo.

Entre as leituras obrigatórias para o vestibular 2027 estão obras de Nísia Floresta, Narcisa Amália, Julia Lopes de Almeida, Rachel de Queiroz, Clarice Lispector, Sophia de Mello Breyner Andresen, Paulina Chiziane, Conceição Evaristo e Djaimilia Pereira de Almeida.

Unesp

A Unesp oferece 5.850 vagas distribuídas por 24 cidades do Estado. As inscrições começaram na sexta-feira (4) e seguem até 20 de outubro, pelo site da Fundação Vunesp.

A taxa é de R$ 210. Do total de vagas, 3.355 são destinadas à ampla concorrência, 867 a candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas que cursaram o ensino básico na rede pública e 761 a candidatos que fizeram o ensino básico na rede pública.

A primeira fase será aplicada em 22 de novembro, com 90 questões de múltipla escolha. A segunda fase ocorrerá nos dias 13 e 14 de dezembro, com questões discursivas e redação.

O resultado final está previsto para 29 de janeiro de 2027.

Unicamp

Na Unicamp, o prazo para inscrição termina nesta terça-feira (8). O vestibular oferece 2.523 vagas, distribuídas em 70 opções de cursos, e a taxa de inscrição é de R$ 230.

Os candidatos podem escolher até duas opções de curso, desde que pertençam à mesma área. As inscrições são realizadas pela área do candidato da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest).

A primeira fase será realizada em 18 de outubro, com 72 questões objetivas. A segunda fase está marcada para 29 e 30 de novembro, e a divulgação dos aprovados está prevista para 25 de janeiro.

A universidade possui cursos em Campinas, Limeira e Piracicaba.

Famerp

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto oferece 160 vagas no vestibular 2027: 80 para Medicina, 20 para Psicologia e 60 para Enfermagem.

As inscrições podem ser feitas até 5 de novembro, pelo site da Fundação Vunesp, com taxa de R$ 194.

Os candidatos também podem solicitar redução de 50% da taxa. O pedido deve ser feito até 10 de setembro, mediante comprovação dos requisitos previstos no edital.

As provas da Famerp serão realizadas nos dias 10 e 11 de dezembro, a partir das 13h. No primeiro dia, será aplicada a prova de conhecimentos gerais, com 80 questões objetivas. No segundo, os candidatos farão questões específicas de Biologia, Química e Física, além da redação.

A instituição reserva 20% das vagas para a política de cotas, destinada a candidatos que tenham cursado integralmente os ensinos Fundamental e Médio na rede pública brasileira. Dentro desse percentual, 65% são destinados a candidatos que cumpram esse requisito e 35% a candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas que também tenham estudado integralmente na rede pública.

Com prazos diferentes e provas concentradas entre outubro e dezembro, os candidatos precisam ficar atentos às datas específicas de cada instituição e aos critérios previstos nos respectivos editais.

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Deputada Bruna Furlan conduz audiência sobre projeto que cria nova autarquia da Unicamp na área da Saúde

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A deputada Bruna Furlan (PSDB), presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), conduziu nesta terça-feira (14) uma audiência pública sobre o projeto de autarquização da área da Saúde da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). A proposta foi apresentada pela reitoria da universidade e tem como objetivo aliviar o orçamento da instituição, ampliar o complexo hospitalar e aumentar o número de cursos e vagas oferecidos.

Atualmente, a Unicamp destina cerca de 25% de seu orçamento — aproximadamente R$ 1,1 bilhão — para o custeio da Saúde, o que, segundo a reitoria, compromete o crescimento da universidade. A criação da nova autarquia, que ficará vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES), prevê a gestão de oito unidades de atendimento, entre elas o Hospital de Clínicas (HC), o Caism, o Hemocentro e o Gastrocentro, mantendo o vínculo acadêmico com a universidade.

“Temos muito orgulho da nossa área da saúde. A autarquia não é privatização, mas uma forma de fortalecer o financiamento público”, afirmou o reitor Paulo Cesar Montagner, que destacou o potencial de expansão acadêmica com a medida.

Representantes da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) e da SES manifestaram apoio ao projeto. O coordenador da SCTI, Marcos Nogueira Martins, afirmou que “o processo é virtuoso: a universidade ganha, os estudantes ganham e os hospitais se fortalecem”. Já o diretor do DRS de Campinas, Jorge Curi, destacou que a mudança trará mais agilidade e eficiência no atendimento aos pacientes.

A deputada Bruna Furlan ressaltou a importância do diálogo entre as instituições para garantir que a proposta preserve o caráter público e o compromisso social da Unicamp. O projeto ainda será analisado pela Comissão de Saúde antes de seguir para votação no plenário da Alesp.

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Foto: Barbara Novaes/Alesp

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Alesp homenageia Diretor de Saúde da Unicamp com Colar de Honra ao Mérito; Bruna Furlan prestigia cerimônia

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Na noite da última segunda-feira (14), a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo realizou uma Sessão Solene para homenagear o médico Oswaldo da Rocha Grassiotto, diretor da Área de Saúde da Unicamp. A cerimônia contou com a presença da deputada estadual Bruna Furlan (PSDB), que preside a Comissão de Saúde da Alesp e fez questão de prestigiar o evento.

Grassiotto recebeu o Colar de Honra ao Mérito, maior condecoração do Parlamento Paulista, em reconhecimento à sua trajetória dedicada à Medicina, ao ensino superior e à construção de políticas públicas voltadas à saúde da mulher e à gestão hospitalar. A iniciativa da homenagem foi do deputado Barros Munhoz (PSDB), que destacou a importância da Unicamp para o sistema de saúde paulista.

Durante a cerimônia, Bruna Furlan exaltou a atuação de Grassiotto na formação médica e na ampliação da qualidade dos serviços prestados à população. “Oswaldo dedicou toda a vida para qualificar o processo, o aprendizado e a saúde. Tornou-se uma referência na Unicamp, dedicando-se à Medicina, à docência e ao exercício de cargos importantes, dando enorme contribuição às Ciências Médicas e à Universidade”, afirmou.

A deputada Bruna Furlan (PSDB), que preside a Comissão de Saúde da Alesp, presigiou a homenagem ao médico Oswaldo Grassiotto.
Foto: Rodrigo Costa/Alesp

O homenageado, por sua vez, rememorou marcos de sua carreira e destacou o papel fundamental da Unicamp no atendimento universalizado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). “Se o SUS não existisse, o Brasil seria uma barbárie”, declarou.

A presença da deputada Bruna Furlan na solenidade reforça o compromisso da Comissão de Saúde da Alesp com o reconhecimento de profissionais e instituições que impactam positivamente o sistema público de saúde no estado. Mesmo com tom institucional, o evento simbolizou também o apreço da Assembleia pela colaboração histórica da Unicamp na formação de profissionais e no atendimento à população.

Com uma trajetória marcada pelo trabalho em diversas frentes da saúde pública, Oswaldo Grassiotto segue atuando na Unicamp, coordenando um dos mais importantes complexos de saúde universitária do país, responsável por hospitais, centros especializados e ações regionais em várias cidades paulistas.

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Fotos: Rodrigo Costa/Alesp

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