Esse texto é para reflexão. Semana passada o Brasil celebrou o “Dia da Consciência Negra”. Foi feriado, para marcar e homenagear a história, luta e resistência da população negra no país. A data chama atenção para conscientização acerca do racismo e da desigualdade social.
Felizmente, ao longo dos anos, expressões racistas estão caindo em desuso e, graças a Deus, desaparecendo dos textos e vocabulários. Hoje em dia não se admite mais dizer ou ouvir coisas do tipo: “a coisa está preta”, “denegrir”, “ovelha negra”, “lista negra”, “serviço de preto”, “criado mudo”. Pelo amor de Deus, nunca diga ou escreva isso, a menos que seja para advertir ou orientar as pessoas a respeito. Todas essas expressões são deselegantes, inconvenientes e racistas; em alguns casos podem até ser consideradas como crime. Em Joinville, SC, a Câmara de Vereadores trocou as etiquetas nas garrafas de café após reclamações de um munícipe que viu racismo nas expressões “preto amargo” e “preto doce” que indicavam café puro e com açúcar. A sociedade está mudando.
Aí para divulgar uma data que marca a temporada de compras para o natal, com um movimento intenso de consumidores, chamam a data de “Black Friday” que traduzindo para o português significa “sexta-feira negra”. No passado, a palavra “negra” foi muito utilizada, incorretamente, para demonstrar coisas negativas. Segundo pesquisas, policiais americanos começaram a usar a expressão “Black Friday” para descrever o alvoroço de gente, tumulto, trânsito caótico, ruas lotadas e confusão geral causadas pelo grande volume de pessoas, carros e compras, com uma conotação bastante negativa.
Talvez a “Black Friday” pudesse ser chamada de “Green Friday” dando sinal verde para as compras. Ou de “Red Friday” advertindo os consumidores a terem cautela e não ficarem no vermelho. Independente do nome, até que surgem boas promoções. Eu pretendo aproveitar a data para comprar uma TV nova, já visando a Copa do Mundo do ano que vem. Embora quem tem criança em casa sabe que a gente nunca consegue assistir nada, pois as crianças têm preferência, cabendo aos pais decidirem os conteúdos, priorizando os educativos e de lazer. Enfim, vamos às compras?
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