5G deve alcançar 80% dos brasileiros até 2026 e chegar a mais de 2,2 mil cidades

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O Brasil caminha para uma das maiores expansões de conectividade já registradas no país. Até o fim de 2026, cerca de 80% da população brasileira deverá ter acesso à tecnologia 5G, segundo projeções do Ministério das Comunicações. A rede de internet móvel de alta velocidade deve alcançar aproximadamente 2.220 municípios, número que supera com folga a meta originalmente prevista para o período.

Pelo cronograma inicial, o país deveria chegar a 1.469 cidades com cobertura 5G até 2026. No entanto, o ritmo acelerado de implantação da infraestrutura tem antecipado os resultados. Atualmente, a tecnologia já está disponível em cerca de 1.420 municípios brasileiros, beneficiando milhões de usuários com conexões mais rápidas e estáveis.

A ampliação da rede integra a estratégia do governo federal para expandir o acesso à conectividade e levar o 5G também para municípios de pequeno e médio porte. A expectativa é que mais de 800 cidades com menos de 30 mil habitantes recebam a tecnologia até o final de 2026.

Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o avanço da rede representa uma mudança significativa na infraestrutura digital do país. Segundo ele, o 5G não se limita ao aumento da velocidade da internet, mas abre espaço para inovação tecnológica e novos modelos de desenvolvimento.

“Estamos atravessando a maior transformação de conectividade da nossa história. O 5G não é apenas mais velocidade de internet. Ele representa inovação, competitividade e novas oportunidades para milhões de brasileiros”, afirmou o ministro.

Expansão segue cronograma da Anatel

A implantação da tecnologia segue as diretrizes estabelecidas no leilão do 5G realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que definiu metas progressivas de cobertura em todo o país, com prioridade para cidades menores.

O planejamento prevê que a tecnologia alcance 30% dos municípios com menos de 30 mil habitantes até dezembro de 2026. A meta sobe para 60% em 2027, 90% em 2028 e chega à universalização em 2029.

A estratégia busca reduzir desigualdades regionais e garantir que o avanço da transformação digital também alcance localidades afastadas dos grandes centros urbanos.

Impacto em diferentes setores

A expansão do 5G deve impulsionar diversos setores da economia e da sociedade, incluindo agronegócio, educação, saúde, indústria, logística e segurança pública.

A tecnologia permite velocidades de conexão até 100 vezes superiores às do 4G e suporta a conexão simultânea de milhões de dispositivos. Isso abre espaço para soluções como cidades inteligentes, automação industrial, internet das coisas e aplicações baseadas em inteligência artificial.

“O 5G vai da sala de aula ao campo, do microempreendedor ao grande produtor rural. Estamos garantindo que essa revolução tecnológica chegue a todos os brasileiros”, destacou Frederico de Siqueira Filho.

Internet de alta velocidade chega ao interior

O avanço da infraestrutura digital também começa a transformar regiões mais afastadas dos grandes centros. Um exemplo recente é a instalação de uma antena 5G no distrito de Massaroca, em Juazeiro, na Bahia.

A chegada da tecnologia ampliou o acesso à internet de alta velocidade para moradores, estudantes, empreendedores e serviços públicos da região.

Durante a ativação da antena, o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Hermano Tercius, afirmou que a expansão da conectividade é fundamental para promover inclusão social e ampliar oportunidades em áreas remotas.

Segundo ele, programas de expansão da telefonia e da internet móvel ajudam a garantir acesso à educação, serviços públicos e novas possibilidades de desenvolvimento para comunidades do interior.

Com a aceleração da implantação da infraestrutura, o Brasil avança para consolidar uma rede 5G mais ampla e acessível, com potencial para impulsionar inovação tecnológica, desenvolvimento econômico e inclusão digital em todo o território nacional.

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Foto: Robinson Alvarenga/PMB

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Orelhões serão extintos em todo o Brasil até o fim de 2028

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Os últimos 30 mil telefones de uso público, popularmente conhecidos como orelhões, já têm data marcada para a aposentadoria: o final de 2028.

Lançados em 1972 em todo o Brasil, os orelhões têm design assinado pela arquiteta Chu Ming Silveira, chinesa radicada no país.

A rede, que já teve mais de 1,5 milhão de terminais, era mantida por concessionárias de telefonia fixa, como uma contrapartida obrigatória do serviço.

Concessões terminaram em 2025

Os contratos de concessão que incluiam a manutenção dos orelhões foram firmados em 1998 e chegaram ao fim em dezembro de 2025.

Adaptação desses contratos, no formato de autorizações de serviço, prevê a extinção gradual dos telefones públicos dentro do plano de universalização do acesso de telefonia no país.

Segundo a Anatel, com a proximidade do término dos contratos, “tornou-se oportuna uma discussão mais ampla sobre o atual modelo de concessão, com o fim de buscar estimular os investimentos em redes de suporte à banda larga”.

Nesse cenário, as concessionárias buscaram celebrar acordos com a administração pública para viabilizar a adaptação da concessão do sistema de telefonia fixa (STFC) para a modalidade de autorização, regida pelo regime privado, informou a Agência.

A mudança de regime teve um fator a mais de complexidade: uma das maiores concessionárias, a Oi, passa por crise financeira desde 2016, com processo de falência aberto.

Orelhões em funcionamento

Na prática, cerca de 9 mil telefones de uso coletivo permanecerão ativos em cidades onde não haja ao menos o sinal 4G para a rede móvel. Hoje a maior parte dos TUPs estão no estado de São Paulo, e sua localização pode ser consultada no site da Anatel.

“As empresas assumiram compromissos de manutenção da oferta de serviço de telecomunicações com funcionalidade de voz (incluindo os orelhões), em regime privado, por meio de quaisquer tecnologias, em localidades nas quais as empresas forem as únicas prestadoras presentes, até o prazo máximo de 31 de dezembro de 2028”, esclareceu a Anatel.

A agência reguladora acrescentou que as empresas se comprometeram ainda a realizar investimentos em infraestrutura de telecomunicações no país, tais como: implantação de fibra óptica em localidades sem tal infraestrutura, antenas da telefonia celular (tecnologia no mínimo 4G) em localidades sem tal infraestrutura, expansão da rede de telefonia celular em municípios, implantação de cabos submarinos e fluviais, conectividade em escolas públicas e construção de data centers.

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A base que está melhor adaptada é a da Oi, que, conta com 6.707 unidades. Vivo, Algar e Claro/Telefônica desligarão suas redes este ano, restando em torno de 2 mil orelhões operados por elas.

Os outros 500 TUPs são da empresa Sercomtel, nos municípios de Londrina e Tamarana, no Paraná, e só poderão ser retirados após a adaptação necessária. 

Há ainda, no país, orelhões cuja manuteção pelas operadoras não é obrigatória. Seu desligamento pode ser solicitado diretamente a elas, e caso não atendam à Anatel, por meio da central de atendimento (1331) ou no portal da agência na internet.

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Fonte: Ag. Brasil | Foto: Rafa Neddemeyer/Ag. Brasil

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Anatel libera sinal de 5G em Barueri, Itapevi, Santana de Parnaíba e outras cidades da região; veja lista completa

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Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) antecipou a autorização e liberou nesta terça-feira (24) sinal de 5G em 45 municípios paulistas. A maioria das cidades que receberão o sinal são aquelas que estão próximos da capital ou com mais de 500 mil habitantes.

As operadoras que compraram direito de operar na frequência da telefonia de quinta geração precisam solicitar à agência a ativação de estações.

Segundo a Anatel, a instalação antecipada da nova infraestrutura de internet móvel nessas cidades depende do planejamento individual de cada prestadora.

Para disponibilizar o sinal de 5G, será necessário a limpeza da faixa de frequência de 3,5. GHz, uma espécie de avenida no ar pela qual trafegam ondas de telefonia, televisão e rádio. Para funcionar sem interferência e garantir mais velocidade, apenas o sinal 5G deve ocupar esse espaço.

Até junho, o plano da Anatel é incluir a cobertura de 5G em mais de 1500 cidades em todo país. Atualmente, 140 municípios, que abrigam 38,5% da população, estão aptos a utilizar estações de “5G puro”.

Confira a lista completa de cidades no estado de São Paulo que tiveram o 5G liberado:

  • Alumínio
  • Araçoiaba da Serra
  • Arujá
  • Barueri
  • Caieiras
  • Cajamar
  • Carapicuíba
  • Cotia
  • Cravinhos
  • Embu das Artes
  • Embu-Guaçu
  • Ferraz de Vasconcelos
  • Francisco Morato
  • Franco da Rocha
  • Guararema
  • Hortolândia
  • Indaiatuba
  • Itapecerica da Serra
  • Itapevi
  • Itaquaquecetuba
  • Itu
  • Itupeva
  • Jacareí
  • Jaguariúna
  • Jambeiro
  • Jandira
  • Mairinque
  • Mairiporã
  • Mauá
  • Mogi das Cruzes
  • Monte Mor
  • Pirapora do Bom Jesus
  • Poá
  • Ribeirão Pires
  • Rio Grande da Serra
  • Santa Isabel
  • Santana de Parnaíba
  • São Lourenço da Serra
  • Serrana
  • Sumaré
  • Suzano
  • Taboão da Serra
  • Valinhos
  • Vargem Grande Paulista
  • Votorantim

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*Com informações TV Cultura – Foto: Arquivo/Ag. Brasil

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