A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira (29) o projeto de lei que garante o aumento de salário de 50% para o governador eleito do estado, o vice e os secretários da próxima gestão, que assumem em janeiro de 2023.
A votação contou com 63 deputados, apenas seis votaram contra o projeto. Ricardo Melão (Novo), Janaína Paschoal (PRTB), Carlos Gianazzi (PSOL), Mônica Seixas (PSOL), Patrícia Gama (PSDB) e Adriana Borgo (Agir) não aprovaram a proposta.
A proposta terá um impacto de cerca de R$ 1,5 bilhão nos cofres públicos do estado. Vale lembrar que o aumento de salário impacta no teto de todo funcionalismo público.
Dessa maneira, o governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) terá um salário de R$ 34,5 mil por mês. O vice, Felício Ramuth (PSD), passará a ganhar R$ 32.844,41, e os secretários estaduais R$ 31.115,58.
Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa passar pela sanção do governador.
Depois de férias nos EUA, Tarcísio de Freitas (Republicanos) se reunirá com Rodrigo Garcia (PSDB) nesta quarta (16) para tratar da transição e de assuntos impopulares que já rondam o futuro governo, como o aumento de salário que a Alesp quer dar ao governador eleito.
Sendo governado por um mesmo grupo político desde 1995, o estado de São Paulo inicia nesta quarta-feira (16) sua primeira transição de gestão em quase três décadas.
O atual governador, Rodrigo Garcia (PSDB), e o governador eleito, Tarcísio de Freitas (Republicanos), terão a primeira reunião da transição, em que devem iniciar as tratativas para a troca de comando no estado e conversar sobre assuntos políticos impopulares que já estão na pauta do dia, como o aumento de 50% nos salários do primeiro escalão do governo paulista e a alta de casos e internações por Covid-19 no estado.
Rodrigo e Tarcísio se reunirão com os dois coordenadores da transição já indicados por eles para gerenciar a passagem de bastão: Marcos Penido e Guilherme Afif Domingos.
Na ocasião, Tarcísio também deve anunciar outros nomes técnicos que vão compor a equipe de transição paulista.
Marcos Penido (PSDB) e Guilherme Afif Domingos (PSD), coordenadores da transição de governo de Rodrigo Garcia para Tarcísio de Freitas em São Paulo. — Foto: Montagem/g1/Divulgação
A reunião acontecerá no Complexo WTC, na Zona Sul de São Paulo, onde serão feitos os encontros da equipe até a posse, em 1º de janeiro.
Diferentemente do governo federal, a transição em São Paulo só começa agora porque o governador eleito tirou alguns dias de descanso com a família nos Estados Unidos, em virtude da campanha eleitoral em que saiu vitorioso após vencer o adversário Fernando Haddad (PT) no segundo turno.
Fonte: g1 São Paulo Matéria originalmente publicada em https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2022/11/16/sp-tera-1a-reuniao-de-transicao-de-governo-nesta-quarta-apos-quase-28-anos-aumento-salarial-de-50percent-para-1o-escalao-entrara-na-pauta.ghtml
O governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse neste domingo (30), durante entrevista coletiva concedida após a divulgação do resultado segundo turno das eleições, disse que vai governar para todos. Tarcísio agradeceu os mais de 13,4 milhões de votos que recebeu, e disse que, a partiu de agora, vai olhar para o interesse do estado de São Paulo.
“Agora nós fazemos um governo para 46 milhões de paulistas e vamos olhar sempre para o interesse do estado de São Paulo”, disse Tarcísio.
Tarcísio disse que para que se possa trazer políticas públicas para o estado será fundamental ter um entendimento com o governo federal. “São Paulo é o estado mais rico do Brasil, é o estado mais importante, eu tenho certeza que São Paulo pode ajudar muito o Brasil e o Brasil, obviamente, também pode ajudar São Paulo, então este entendimento nós vamos buscar”, disse.
O governador eleito disse que, a partir do momento em que houver uma convocação do governo federal para uma conversa ele vai participar, sempre buscando o melhor para o estado de São Paulo.
“Trazer o melhor no que diz respeito a habitação. Vendo a política pública do governo federal para habitação, a gente vai buscar parceria. Buscar o melhor na segurança pública. Eu sempre falei que a efetividade da segurança pública depende deste alinhamento com o governo federal, para que aja um compartilhamento de informações, compartilhamento de inteligências, ações integradas. Isso é fundamental, por exemplo, no combate ao crime organizado, no asfixiamento financeiro das quadrilhas, combate à lavagem de dinheiro. Então agora é olhar o que é melhor para São Paulo, melhor para os cidadãos. O governo é para todos”, disse.
Tarcísio disse que quer quebrar resistências e mostrar que seu governo está apto a ter um bom resultado também no campo social e obviamente promover um bom resultado no campo econômico. Ele agradeceu ao interior do estado, que disse ter sido fundamental para sua vitória, e disse que quer trabalhar muito em prol do interior. “Ao longo desse período a gente foi vendo problemas que a gente vai procurar resolver”, disse.
O governador eleito disse que recebeu uma ligação de Fernando Haddad, candidato do PT derrotado no segundo turno deste domingo, parabenizando-o pela vitória. Segundo Tarcísio, Haddad teria se disponibilizado em ajudar São Paulo na interlocução com o governo federal após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República.
“Tive uma conversa muito boa com o Haddad. Sempre tivemos uma boa relação, sempre houve diálogo. A conversa que tivemos foi bem nesse sentido. Ele me deu parabéns e se colocou à disposição para ajudar em Brasília”, disse Tarcísio.
Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi eleito, neste domingo (30), o novo governador de São Paulo, com 55,3% dos votos. Ele disputava o segundo turno no estado com Fernando Haddad (PT).
Tarcísio ganhou cerca de 12,6 milhões de votos, enquanto Haddad teve 10,2 milhões (44,7%). No primeiro turno, Freitas somou 9.881.995 votos, 42,32%. Haddad teve 8.337.139 votos, um percentual de 35,70%.
Um dos estados com segundo turno para governador é São Paulo. No maior colégio eleitoral do país, o estado de São Paulo tem 34.667.793 eleitores e eleitoras aptos a votar nas Eleições de 2022.
Com acréscimo de 1,1 milhão de eleitores em relação às eleições municipais de 2020, os paulistas representam 22,16% do eleitorado do país. A capital paulista concentra 26,8% do eleitorado paulista e possui o maior contingente entre os 5.570 municípios brasileiros, com 9.314.259 milhões de eleitores.
No Brasil, ao todo, são 82.373.164 de eleitoras (52,65%) e 74.044.065 de eleitores (47,33%).
O candidato Tarcísio de Freitas (Republicanos) teve de interromper uma agenda em Paraisópolis, comunidade na Zona Sul da cidade de São Paulo, por causa de um tiroteio. Ele estava no terceiro andar de um prédio quando ocorreram os disparos. Ainda não se sabe a origem dos tiros.
Nas redes sociais, Tarcísio afirmou que todos presentes na agenda estão bem. “Em primeiro lugar, estamos todos bem. Durante visita ao 1o Polo Universitário de Paraisópolis, fomos atacados por criminosos. Nossa equipe de segurança foi reforçada rapidamente com atuação brilhante da PM de São Paulo. Um bandido foi baleado. Estamos apurando detalhes sobre a situação”, escreveu.
Em primeiro lugar, estamos todos bem. Durante visita ao 1o Polo Universitário de Paraisópolis, fomos atacados por criminosos. Nossa equipe de segurança foi reforçada rapidamente com atuação brilhante da @PMESP. Um bandido foi baleado. Estamos apurando detalhes sobre a situação.
Após os disparos, tanto Tarcísio quanto os jornalistas que acompanhavam deixaram o local.
Osvaldo Nico Gonçalves, delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, afirmou ao portal g1 que foram enviadas viaturas ao local para apurar o que aconteceu. “Por enquanto ainda não temos informações oficiais do que ocorreu. A Polícia Civil está indo para lá saber o que houve”, declarou.
Aliado de Tarcísio, o atual governador, Rodrigo Garcia (PSDB), usou as redes sociais para comentar o caso. O tucano afirmou que determinou que o caso seja investigado. “Acabei de falar com Tarcísio de Freitas e ele e sua equipe estão bem. A polícia militar agiu rápido e garantiu a segurança de todos. Determinei a imediata investigação do ocorrido”, declarou.
Os eleitores brasileiros foram às urnas neste domingo (2) para votar em cinco cargos, sendo eles de deputado federal, deputado estadual, senador, governador e presidente.
Dois cargos serão decididos em segundo turno, de presidente e de governador. Para presidente o eleitor terá que decidir entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), já para o cargo de governador de São Paulo, disputam o voto Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT).
De acordo com a Constituição Federal, isso acontece quando ambos não conseguiram mais de 50% dos votos válidos, excluindo os nulos e brancos.
O segundo turno será no dia 30/10, último domingo do mês, das 8h às 17h, no horário de Brasília. O eleitor pode checar o local de votação no site do TSE ou por meio do aplicativo e-Título, acessando “onde votar”.
Todos os brasileiros alfabetizados, entre 18 e 70 anos, serão obrigados a votar. O voto é facultativo apenas para quem tem entre 16 e 18 anos, pessoas com mais de 70 anos e analfabetos.
Dados referentes à última pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), divulgados na manhã desta sexta-feira (30), mostram que Fernando Haddad (PT) segue na liderança da corrida pelo Governo do Estado de São Paulo, com 34% das intenções de voto para as eleições de 2022, que acontecem no próximo domingo (2).
Atrás do ex-prefeito da capital paulista, estão Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) e Rodrigo Garcia (PSDB). Enquanto o ex-ministro da Infraestrutura no Governo Bolsonaro conta com o apoio de 24% dos eleitores, o atual ocupante do Palácio dos Bandeirantes é a opção de 22% dos entrevistados.
Com a distância de apenas dois pontos percentuais, ambos se encontram tecnicamente empatados, já que a margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Para a realização do estudo, foram entrevistadas 1 mil pessoas nos dias 28 e 29 de setembro de 2022, o que garante um índice de confiança de 95%.
Vale lembrar que, desde a última pesquisa, o petista contava com o apoio de 36% dos eleitores paulistas. Ou seja, ele observou uma queda de dois pontos percentuais nos últimos sete dias. Já o bolsonarista e o tucano, que estavam com 23% e 21% das intenções de voto, respectivamente, avançaram um ponto percentual.
Os candidatos Vinicius Poit (Novo) e Elvis Cezar (PDT), com 2% e 1% das intenções de voto, correm por fora, assim como Altino Júnior (PSTU), Carol Vigliar (UP), Antonio Jorge (DC), Gabriel Colombo (PCB) e Edson Dorta (PCO), que não pontuaram. Enquanto brancos e nulos chegaram a 10%, 8% dos entrevistados não souberam responder.
As porcentagens destacadas são referentes à pesquisa estimulada, ou seja, quando os nomes dos concorrentes são apresentados às pessoas. No levantamento espontâneo, quando não há opções pré-definidas, Haddad obteve 25% dos votos, contra 20% de Tarcísio e 15% de Garcia. Nesse caso, aqueles que não sabem em quem votar chegaram a 30%.
Nova pesquisa da Genial/Quaest para a eleição do governo do estado de São Paulo divulgada nesta segunda-feira (26) aponta que o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) chega à última semana de campanha na liderança da disputa com 31% das intenções de voto no primeiro turno.
Em seguida aparece Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 21% tecnicamente empatado com o atual governador Rodrigo Garcia (PSDB), que tem 20%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou menos.
Entretanto, o cenário muda em eventual segundo turno. Agora, a Quaest indica o petista com 42% e o ex-ministro do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) com 39%.
Já em uma disputa direta entre Haddad e Rodrigo Garcia, pela primeira vez o tucano ganharia por 45% a 36%. Na pesquisa anterior o petista aparecia na frente, com placar de 40% a 32%.
Os eleitores que declaram ter a intenção de votar em branco ou nulo correspondem a 12% do eleitorado paulista, antes chegavam a 15%. Já os que se dizem indecisos passaram de 13% para 11%.
Dois mil eleitores de São Paulo entre 22 e 25 de setembro foram entrevistados para o estudo, que tem margem de erro de dois pontos percentuais e está inscrito no sistema do Tribunal Superior Eleitoral com o código SP-03475/2022.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) multou nesta sexta-feira (23) o candidato ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em R$ 20 mil por repetir uma campanha irregular contra o também candidato Rodrigo Garcia (PSDB).
Na última semana, TRE/SP já havia multado Tarcísio em R$ 5 mil por impulsionar no Google um “anúncio negativo” contra Garcia. No documento, os advogados alegam que o candidato bolsonarista contratou impulsionamento de conteúdo com o objetivo de prejudicar o adversário nas eleições.
Ainda de acordo com a ação, ao pesquisar o nome de Rodrigo Garcia no Google, o primeiro resultado que aparecia era o link que levava o internauta ao site de Tarcísio. Na descrição do conteúdo, estava escrito a expressão “fuja do candidato do Doria, Rodrigo Garcia”.
A juíza relatora Maria Cláudia Bedotti, que também julgou caso na semana passada, afirmou que o impulsionamento deve ser “contratado apenas e tão somente em benefício da candidatura contratante”.
“Demais disso, o prejuízo vedado pela lei eleitoral se constata pelo simples fato de a contratação do impulsionamento desviar o internauta eleitor, que fez uma busca em nome de um determinado candidato, para o site da candidatura adversária, tal como ocorre no caso em epígrafe”, argumentou a magistrada.
Pesquisa DataFolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostrou que Fernando Haddad (PT) segue na liderança da corrida eleitoral pelo governo de São Paulo. Principal mudança foi sobre a disputa do segundo lugar. Rodrigo Garcia (PSDB) subiu e está empatado tecnicamente com Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O petista registrou um leve aumento comparado a última pesquisa e subiu de 35% para 36%. Garcia estava com 15% e subiu para 19%, aumento expressivo de quatro pontos. Tarcísio variou dentro da margem de erro e foi de 21% para 22%.
Nesta rodada, Carol Vigliar (UP), Gabriel Colombo (PCB), Elvis Cezar (PDT), Vinicius Poit (Novo), Altino (PSTU) e Antonio Jorge (DC) marcam 1%. Edson Dorta (PCO) não pontua.
Como a pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 15 de setembro, ela capta parcialmente os efeitos do debate realizado na última terça-feira (14) pela TV Cultura, em parceria com o portal UOL e o jornal Folha de S.Paulo.
Brancos e nulos somam 11%, leve queda comparado a última pesquisa, quando estava em 12%, e os indecisos são 7% (antes eram 10%).
A pesquisa Datafolha ouviu 1.808 pessoas em 74 cidades do estado entre terça-feira (13) e esta quinta (15). A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número SP-06078/2022.
Segundo turno
O levantamento também simulou dois cenários no segundo turno: Haddad contra Tarcisio e Haddad contra Garcia. Na primeira situação, Haddad venceria por 54% contra 36%. Na última pesquisa, a diferença era de 15 pontos, agora é de 18.
Na segunda simulação, o petista vence o tucano por 47% contra 41%. A distância já foi de 19 pontos e agora está apenas em seis.
Rejeição
Haddad é o candidato mais rejeitado pelos eleitores paulistas, mas também é o mais conhecido. 35 % das pessoas declararam que não votariam nele de jeito nenhum. Na última pesquisa era 36%.
O segundo mais rejeitado é Tarcísio, com 27% (eram 24%). Ele é seguido de Altino (21%), Elvis (18%), Antonio (18%), Rodrigo (17%), Gabriel (17%), Carol (16%), Poit (16%) e Edson (7%).
Os que rejeitam todos são 4%, enquanto 4% não rejeitam nenhum e 12% não sabem.