A campanha da poliomielite, que se encerraria no próximo domingo (30) na cidade de São Paulo, foi prorrogada por tempo indeterminado pela Secretaria Municipal de Saúde.
A cobertura vacinal da pólio na cidade está em 79,20%, abaixo da meta estipulada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) que é de 95%.
A pasta informou que a prorrogação tem como principal objetivo atualizar a situação vacinal e aumentar o número de crianças imunizadas contra essa e outras doenças como meningocócicas C e ACWY, HPV, BCG, hepatites A e B, rotavírus, pentavalente (DTP+Hib+HB), pneumocócica, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, difteria/tétano e influenza (vírus causador da gripe).
A recomendação da secretaria é de que pais e responsáveis levem os menores de cinco anos de idade para atualizar a caderneta de vacinação e receber o imunizante contra a poliomielite, devido ao risco de reintrodução da doença no país.
Em 2021, as internações de bebês com menos de 1 ano de idade chegaram ao maior nível em 13 anos, segundo estudo divulgado hoje (26) pelo Observatório de Saúde da Infância (Observa Infância), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os pesquisadores se basearam em dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), que apontam 2.979 hospitalizações nessa faixa etária ao longo do ano passado, o que equivale a oito por dia.
A pesquisa alerta ainda para um possível agravamento da situação este ano, já que até 30 de agosto a taxa média diária de hospitalizações era de 8,7 por dia, o que representa um crescimento de 7% em relação ao patamar atingido no ano passado.
O coordenador do Observa Infância e pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Cristiano Boccolini, aponta diversas causas que podem estar ligadas a essa piora na desnutrição de bebês, como a alta acumulada no preço dos alimentos, o aumento da informalidade no trabalho e a redução da renda dos trabalhadores. Ele avalia que esses problemas afetam o acesso aos alimentos e o aleitamento materno.
“Às vezes, a mulher tem que conseguir um bico ou um trabalho, um subemprego, ou um trabalho em condições informais ou mesmo formais, mas que não dispõe mais da licença maternidade de 4 meses, férias etc, ou não dispõe de nenhuma rede de proteção que ampare ela a manter o aleitamento materno, e acaba tendo que comprar leites ou fórmulas”, explica o pesquisador.
“Tem uma situação também que é ambiental, de acesso a saneamento básico e a água potável, que não vem melhorando no país. Então, essas crianças estão expostas a esgoto a céu aberto, água em condições inadequadas para consumo, e isso expõe elas a infecções. E infecções como pneumonias e diarreias podem agravar um quadro já existente ou instalar um quadro de desnutrição”,disse o pesquisador.
O estudo mostra ainda que, a cada três internações de bebês menores de 1 ano por desnutrição, duas são de bebês negros. Esse dado considera apenas as internações em que foi informada a raça/cor dos bebês e as hospitalizações que ocorreram entre janeiro 2018 e agosto de 2022. A pesquisa alerta que há problemas no registro dessa informação, já que uma em cada três internações não informa a raça/cor do bebê.
“Ainda precisamos melhorar muito a identificação por raça e cor nos nossos sistemas de informação, mas, com os dados que temos, é possível afirmar que temos uma proporção maior de crianças pretas e pardas internadas por desnutrição”, disse Boccolini.
O pesquisador lembra que a taxa de hospitalizações por desnutrição a cada 100 mil bebês nascidos vivos tem aumentado no Brasil desde 2016, e a alta acumulada em 2021 já representa um aumento de 51% em relação a 2011. Em 2021, o Brasil teve 113 internações para cada 100 mil bebês nascidos vivos, proporção que era de 75 por 100 mil em 2011.
A alta na taxa de hospitalizações é mais acentuada na Região Centro-Oeste, onde houve aumento de 30% de 2020 para 2021. Mesmo assim, o Nordeste é a parte do Brasil onde há mais internações por desnutrição no primeiro ano de vida, com 171 hospitalizações a cada 100 mil bebês nascidos vivos.
Apesar da alta na taxa nacional de internações, a taxa de mortalidade por desnutrição na mesma faixa etária está em queda constante desde 2009 e chegou à menor marca em 2020, último ano com dados consolidados. Boccolini explica que, ainda que haja essa queda nas mortes que tem a desnutrição como causa básica, o quadro pode contribuir para outros óbitos evitáveis, o que está sendo avaliado em uma segunda rodada da pesquisa.
O pesquisador ressalta que, ao ser internada no Sistema Único de Saúde, uma criança nessa faixa etária se recupera daquele ciclo de desnutrição que poderia levá-la a morte, mas pode carregar prejuízos por ter passado por carências nutricionais em um momento crucial para a formação de seu organismo.
“As consequências a médio e longo prazo são praticamente irreversíveis. Tem um impacto considerável na capacidade cognitiva dessa criança, que pode ser afetada por quadros de desnutrição grave, na formação dos órgãos internos que mais à frente, na idade adulta, podem levar a doenças como hipertensão, diabetes e até obesidade”, exemplifica Boccolini, acrescentando que, com a persistência do quadro de desnutrição ao longo da vida, a criança estará mais exposta a quadros graves de doenças infecciosas.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite (para crianças menores de 5 anos) e de Multivacinação para atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes (menores de 15 anos de idade) foi prorrogada até 31 de outubro. Todas as Unidades Básicas de Saúde de Vargem Grande Paulista estão vacinando de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a ampliação do prazo tem o objetivo de aumentar as coberturas vacinais e a adesão da população à vacinação. Em Vargem Grande Paulista, das 3.051 crianças na faixa etária de 1 ano a menores de 5 anos apenas 46% foram imunizadas contra a poliomielite.
“Precisamos ampliar o público alvo a ser vacinado, para isso é importante que os pais levem seus filhos para vacinar e mantenham a carteirinha de vacina sempre atualizada, só assim vamos manter doenças já erradicadas longe da criançada”, destacou o secretário de Saúde, Caio Dolfini.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a Secretaria Municipal de Saúde alertam sobre a importância e o benefício da vacinação para evitar a reintrodução do vírus da poliomielite, uma vez que o Brasil recebeu o certificado de eliminação da doença em 1994.
Um projeto criado por três moradoras de Barueri realiza procedimentos estéticos para mulheres que passaram por tratamento contra o câncer.
A ação é realizada pelas amigas Graziely Amilai, Emanuelle Monteiro e Sabrina Santos e visa atender pacientes que passaram por tratamento de câncer e tiveram sua autoestima abalada pela doença.
“Mulheres que se submeteram à mastectomia, cirurgia de retirada da mama por conta do câncer, podem desenvolver baixa autoestima e uma tendência a limitar suas interações sociais, assim, iremos realizar seu procedimento de Reconstrução Areolar gratuita”, declaram as amigas.
O projeto é totalmente sem fins lucrativos, totalmente gratuito para mulheres que passaram pelo processo de luta contra o Câncer de Mama.
Os procedimentos serão realizados em Barueri no espaço Euphoria Tatto no endereço: Av. José Dias da Silva, 462 – Votupoca, Barueri – SP. Para obter maiores informações, entrar em contato pelos números (11) 96188-5095 / (11) 97805-0018.
Reconstrução Areolar:
A reconstrução de aréola é o nome dado à técnica que pode melhorar a autoestima de muitas mulheres que venceram o câncer de mama. Trata-se de um procedimento que reconstrói a região dos mamilos. Além disso, ele disfarça as cicatrizes, de modo que a pele fique mais próxima da sua cor natural.
Em meio às reações contra a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que estabelece novas regras para a prescrição de medicamentos à base do canabidiol, um derivado da Cannabis, a autarquia federal decidiu nesta quinta-feira (20) abrir consulta pública à população sobre o assunto. Em nota, o CFM informou que esta etapa ocorrerá de 24 de outubro a 23 de dezembro deste ano.
A Resolução 2324 de 2022 restringe o uso do canabidiol apenas ao tratamento de epilepsias da criança e do adolescente que não respondem às terapias convencionais nas síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut, e no Complexo de Esclerose Tuberosa. A norma também proíbe médicos de prescreverem Cannabis in natura para uso medicinal, bem como quaisquer outros derivados que não o canabidiol. Fica vedada ainda a prescrição de canabidiol para indicação terapêutica diversa da prevista na resolução, com exceção de estudos clínicos previamente autorizados pelo sistema formado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e Conselhos de Ética em Pesquisa (CEP/Conep).
Além disso, a resolução proíbe médicos de ministrarem palestras e cursos sobre uso do canabidiol, ou produtos derivados da Cannabis, fora do ambiente científico, nem fazer sua divulgação publicitária. Médicos que não observarem as determinações da resolução estarão sujeitos a responder processos no CFM que, no limite, podem levar à cassação do registro e o direito de exercer a profissão no país.
Na nota em que anuncia a consulta pública, a entidade médica reafirmou e defendeu o conteúdo da resolução, destacando que foram avaliados quase 6 mil artigos científicos publicados em “importantes periódicos nacionais e internacionais”, além do recebimento de contribuições de médicos e instituições durante consulta pública anterior, ocorrida no mês de julho.
“As conclusões apontam para evidências ainda frágeis sobre a segurança e a eficácia do canabidiol para o tratamento da maioria das doenças, sendo que há trabalhos científicos com resultados positivos confirmados apenas para os casos de crises epiléticas relacionadas às Síndromes de Dravet, Doose e Lennox-Gastaut”, argumenta o CFM. “Diante desse quadro, o plenário do CFM considera prudente aguardar o avanço de estudos em andamento, cujos resultados vão ampliar – ou não – a percepção de eficácia e segurança do canabidiol, evitando expor a população a situações de risco”, acrescenta.
MPF
No início da semana, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento preparatório para apurar a legalidade da resolução. De acordo com o procurador da República Ailton Benedito de Souza, responsável pelo procedimento, a investigação vai apurar se há compatibilidade entre a resolução do CFM com o direito social à saúde, nos termos da Constituição Federal, e outros regulamentos oficiais, como os da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que em 2019 autorizou a fabricação e a importação de produtos com Cannabis para fins medicinais. Sobre isso, o CFM respondeu que encaminhará todas as informações solicitadas.
De acordo com dados da Anvisa, estima-se que mais de 100 mil pacientes façam algum tipo de tratamento usando Cannabis. Além disso, mais de 66 mil medicamentos à base de Cannabis foram importados em 2021. Cerca de 50 países já regulamentaram o uso medicinal e industrial da Cannabis e do Cânhamo.
“Os pacientes prometem entregar artigos científicos sobre medicina canabinoide baseada em evidências em mãos ao CFM e esperam ser recebidos por um representante do colegiado. Além disso, vamos entregar abaixo assinado com mais de 100 mil assinaturas pedindo a revogação da resolução”, afirma a jornalista Manuela Borges, paciente e fundadora da InformaCANN, uma rede de apoio aos pacientes que usam Cannabis medicinal.
Protesto
Pacientes que usam a Cannabis medicinal também marcaram um protesto silencioso nesta sexta-feira (21), na sede do CFM, em Brasília, contra a resolução. Segundo a Associação Pan-Americana de Medicina Canabinoide, as supostas evidências científicas listadas pelo CFM na norma se restringiram a estudos publicados há mais de 8 anos e não atualizou os achados da academia mais recentes, citando a PubMed, uma das maiores bases de dados da biomedicina do mundo.
“Atualmente, há quase 30 mil pesquisas sobre o uso medicinal da Cannabis só na PubMed, sem mencionar outras bases de dados científicos. No site é possível verificar que entre 2018 e 2022, foram produzidos cerca de 10 mil artigos científicos sobre o uso medicinal da Cannabis. Mas, ao que tudo indica, as pesquisas que embasam a regulamentação da Cannabis em mais de 50 países ainda são desconhecidas pelos conselheiros do CFM”, diz nota de pacientes e representantes de entidades da sociedade civil.
Com o intuito de fortalecer a campanha Outubro Rosa, a Prefeitura de Cajamar, através das Secretarias de Saúde, Esportes e Fundo Social de Solidariedade, irá realizar uma caminhada de conscientização à prevenção e ao combate do câncer de mama.
A atividade irá acontecer no próximo sábado (22). A concentração inicial será na praça do Parque São Roberto, a partir das 8h. A saída do local está programada para as 9h, e o percurso será realizado até o Parque Cajamar Feliz, em Jordanésia.
Os participantes poderão retirar a camiseta da campanha na sede do Fundo Social, mediante doação de 1 litro de leite. A distribuição das camisetas será feita no dia 21 de outubro (sexta-feira), das 8 horas às 17 horas na sede do fundo social de solidariedade,localizada na Av. Arnaldo Rojek nº 403, em Jordanésia.
IMPORTANTE: Após a caminhada, haverá um Aulão de Ritmos no Parque Cajamar Feliz. O Aulão que seria realizado nesta quarta-feira (19), foi transferido para o dia 22 .
Na tarde dessa segunda-feira (17/10), uma viatura da Guarda Civil de Cotia, que estava em patrulhamento na região do km 34 da rodovia Raposo Tavares, foi abordada por uma mulher informando que sua filha, gestante, estava tentando chegar ao Hospital Regional de Cotia, com fortes dores, mas o trânsito estava completamente parado.
Os guardas Adelson e Saldanha fizeram a transferência da gestante para a viatura, ligaram a sirene e tomaram o caminho do hospital. Apesar dos esforços para a criança nascer na maternidade, o parto aconteceu na própria viatura.
Ainda a caminho do hospital, os guardas chegaram a solicitar apoio e uma viatura se deslocou para a unidade de saúde e fez contato com a equipe médica avisando da emergência a caminho. Mas, quando chegaram ao local, a gestante já tinha dado à luz uma menina. A equipe médica foi até a viatura, realizou alguns procedimentos, como corte do cordão umbilical, limpeza e levou mãe e filha para o interior do hospital. Ambas receberam atendimento e passam bem.
Os guardas Adelson e Saldanha fizeram a transferência da gestante para a viatura e tomaram o caminho do hospital. – Foto: Divulgação/SECOM-Cotia
Os guardas Adelson e Saldanha contaram com o apoio dos colegas de corporação: Modesto, Fonseca, Kleberson, Hugo e Reginaldo Lima.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta terça-feira (18) a proibição de comercialização, distribuição e uso de dois lotes da marca de chocolates Garoto. A medida determinou o recolhimento voluntário dos lotes 225212941G e 225312941G que podem conter pequenos fragmentos de vidros.
Os produtos são barras de chocolates (tabletes) de 80g sabor chocolate ao leite com Castanhas de Caju e chocolate ao leite com Castanhas de Caju e Uvas Passas.
De acordo com a Anvisa, o procedimento de recolhimento foi iniciado pela empresa, tendo em vista a constatação de avaria em um dos equipamentos de produção da fábrica com risco de conter pequenos fragmentos de vidro em produtos dos dois lotes, podendo causar lesões na boca ou mucosas.
A Anvisa informa que, com base nos registros da empresa, há possibilidade de contaminação apenas nos dois lotes específicos e que não há restrição de uso dos demais produtos da marca.
De acordo com a documentação apresentada pela empresa no comunicado de recolhimento voluntário, a maior parte dos produtos dos lotes implicados não foi comercializada. No entanto, alguns produtos foram distribuídos em. Vila Velha, no Espírito Santo, e no estado de Santa Catarina.
*Até momento a empresa Garota não apresentou posicionamento sobre o caso.
A prefeitura de Praia Grande, no litoral paulista, confirmou a morte de um morador do município devido a varíola dos macacos (monkeypox). O homem, de 37 anos, faleceu na cidade de Santos, na madrugada desse sábado (15).
De acordo com a prefeitura de Praia Grande, a vítima havia sido diagnosticada com a doença no início de agosto. Em setembro foi internada em um hospital particular da cidade em razão de infeções secundárias. Posteriormente, foi transferida para um hospital particular em Santos, onde morreu.
“Em todo o período em que esteve internado, o paciente foi acompanhado pelo serviço Acolhe Praia Grande da Secretaria de Saúde de Praia Grande e monitorado pela Divisão de Vigilância Epidemiológica”, diz texto de nota da prefeitura.
No último dia 12, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo já havia confirmado a primeira morte no estado de um paciente vítima da doença. Ele tinha 26 anos, morava na capital paulista e apresentava diversas comorbidades. O paciente estava internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas desde o dia 1º de agosto.
Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil – Foto: Dado Ruvic/Reuters
O uso de máscaras de proteção respiratória continua obrigatório nos serviços de saúde do município de São Paulo, tanto públicos quanto privados. O alerta é da Secretaria de Saúde da capital paulista. A determinação vale para hospitais, unidades básicas de Saúde (UBS), Assistências Médicas Ambulatoriais (AMA) e prontos-socorros.
“As máscaras são comprovadamente eficazes como barreira para o coronavírus, além de outros patógenos que podem circular em um ambiente hospitalar ou mesmo de UBS. Se de um lado existem pessoas que são assintomáticas para várias doenças, de outro existem aquelas que são imunossuprimidas, ou seja, possuem o sistema de defesa do organismo enfraquecido e estão mais sujeitas a infecções com agravamento do quadro”, destacou o órgão, em nota.
A secretaria ressaltou ainda que o uso das máscaras no transporte coletivo não é mais obrigatório, mas é recomendado, especialmente nos horários de pico e para os grupos considerados vulneráveis, como idosos a partir dos 60 anos de idade e pessoas imunossuprimidas.
O órgão ainda lembra que, após o uso por duas a três horas, é importante descartar corretamente as máscaras descartáveis. Elas não devem ser jogadas na rua ou lixeiras públicas. O procedimento correto, para evitar contato com patógenos, é descartar em um saco plástico, que deve ser fechado e só então colocado junto com o lixo doméstico.