IPVA 2026 em SP tem carro avaliado em R$ 18,2 milhões; valores já podem ser consultados online

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Os proprietários de veículos no estado de São Paulo já podem consultar o valor venal que servirá de base para o cálculo do IPVA 2026. A consulta está disponível no Sistema de Veículos (Sivei), ferramenta simplificada da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, na qual basta informar a placa do automóvel. Nas próximas semanas, o imposto estará liberado para pagamento na rede bancária.

De acordo com levantamento divulgado pelo Governo do Estado de São Paulo, o maior valor venal registrado para 2026 é de um automóvel Ferrari Daytona SP3, ano 2023, avaliado em R$ 18.291.927. O IPVA desse veículo chega a R$ 731.677,08, o maior do estado. Já o menor valor de IPVA para automóveis é de R$ 217,16, referente a um veículo avaliado em R$ 5.429.

Os dados constam em pesquisa encomendada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, que analisou 13.571 modelos e versões de veículos, com base nos preços praticados no varejo nos meses de setembro e outubro de 2025. Em comparação com o mesmo período de 2024, houve valorização média de 2,51% nos preços de mercado.

Atualmente, a frota paulista soma cerca de 30,1 milhões de veículos. Desse total, aproximadamente 19,2 milhões estão sujeitos ao pagamento do IPVA, enquanto 9,9 milhões são isentos por terem mais de 20 anos de fabricação. Outros cerca de 1 milhão de veículos são isentos, imunes ou dispensados, como os pertencentes a taxistas, pessoas com deficiência, entidades sem fins lucrativos e veículos oficiais.

As alíquotas permanecem inalteradas em 2026: 4% para carros de passeio; 2% para motocicletas e similares, caminhonetes cabine simples, ônibus, micro-ônibus e maquinário pesado; 1,5% para caminhões; e 1% para veículos de locadoras registrados no estado.

Uma das principais novidades para 2026 é a proposta do governo estadual que prevê a isenção do IPVA para motocicletas, ciclomotores e motonetas de até 150 cilindradas pertencentes a pessoas físicas, desde que estejam em situação regular. O projeto foi enviado à Assembleia Legislativa em regime de urgência e, se aprovado, deve beneficiar milhões de paulistas, especialmente trabalhadores que utilizam a moto como instrumento de renda.

O calendário de pagamento prevê desconto de 3% para quem quitar o imposto em cota única no mês de janeiro. Também será possível pagar em cota única em fevereiro, sem desconto, ou parcelar em até cinco vezes, de janeiro a maio, conforme o final da placa. Caminhões possuem calendário diferenciado, com prazos que se estendem até setembro.

O pagamento pode ser feito com o número do Renavam, pela rede bancária credenciada. O Pix, gerado exclusivamente no site da Sefaz-SP, é apontado como a forma preferencial, com confirmação imediata. Também seguem disponíveis os pagamentos via internet banking, terminais de autoatendimento, casas lotéricas e cartão de crédito em empresas credenciadas.

Em caso de atraso, o contribuinte fica sujeito a multa diária de 0,33% e juros pela taxa Selic. Após 60 dias, a multa chega a 20%, e a dívida pode ser inscrita na Dívida Ativa, além de impedir o licenciamento do veículo.

Todas as informações detalhadas sobre valores venais, calendário e formas de pagamento do IPVA 2026 podem ser consultadas diretamente no portal da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

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Foto: Joédson Alves/Ag. Brasil

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Natal e Ano Novo devem movimentar mais de 40 milhões de veículos nas rodovias estaduais

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Os feriados de Natal e Ano Novo devem intensificar significativamente o tráfego nas rodovias concedidas do Estado de São Paulo. A previsão das concessionárias indica a circulação de mais de 40,5 milhões de veículos ao longo dos dois períodos — cerca de 20,8 milhões entre 23 e 29 de dezembro e 19,8 milhões entre 30 de dezembro e 5 de janeiro.

Para atender à demanda elevada, as concessionárias colocam em prática o Planejamento Operacional Especial (POE), com operação em capacidade plena ao longo de todo o período. As equipes do Serviço de Atendimento ao Usuário, Centros de Controle Operacional (CCO) e Praças de Pedágio atuarão reforçadas, com possibilidade de incremento de efetivo conforme a necessidade.

No Sistema Anchieta-Imigrantes, haverá aumento de recursos operacionais, como guinchos e equipes de inspeção de tráfego, além da possibilidade de operações especiais de reversão de pistas na Serra, como os esquemas 7×3 e 2×8, de acordo com a demanda. Já a Rodovia dos Tamoios manterá o esquema padrão com duas faixas para subida e duas para descida. Outras rodovias de acesso ao litoral, como a SP-055 e a SP-098, também poderão contar com operações especiais para melhoria da fluidez.

Principais volumes previstos

Entre os corredores com maior fluxo esperado, destacam-se os sistemas administrados pela AutoBan, que projeta mais de 6 milhões de veículos somados entre Natal e Ano Novo, o Rodoanel Oeste, que deve receber cerca de 2,8 milhões e o Sistema Anchieta-Imigrantes, que pode ultrapassar 2,2 milhões. Também são esperados volumes expressivos em rodovias operadas por Ecopistas, SPMar, Raposo Castello e EixoSP.

Operação e segurança

O monitoramento das rodovias será realizado 24 horas por dia, de forma integrada com a Polícia Militar Rodoviária, por meio de câmeras, sistemas de detecção automática de incidentes, painéis de mensagens variáveis (PMVs), telefones de emergência, aplicativos e redes sociais. Viaturas operacionais serão posicionadas em locais estratégicos, ampliando a agilidade no atendimento e a sensação de segurança do usuário.

As Praças de Pedágio operarão com capacidade total e poderão contar com reforço operacional, abertura de cabines adicionais e uso de papa-filas nos horários de pico. O tráfego de cargas especiais também será restrito conforme o volume de veículos, em alinhamento com o DER-SP e a Polícia Militar Rodoviária.

Conforto ao usuário

Os Postos de Atendimento ao Usuário e as Áreas de Descanso para Caminhoneiros permanecerão abertos durante todo o período, oferecendo estrutura completa, como banheiros, bebedouros e áreas de descanso, seguindo os protocolos sanitários vigentes.

Ao longo dos feriados, as concessionárias também farão divulgação constante das condições de tráfego por meio de seus canais oficiais, rádios locais, sites e redes sociais, além do envio de informações ao Centro de Controle Multimodal da ARTESP, garantindo transparência e apoio ao planejamento da viagem dos motoristas.

Pedágio eletrônico (Siga Fácil)

Nos trechos com o sistema de pedágio eletrônico, o pagamento pode ser realizado automaticamente por tag ou, para quem não utiliza o dispositivo, por meio da leitura da placa. O motorista tem até 30 dias para efetuar o pagamento, disponível pela plataforma Siga Fácil ou pelos canais digitais das concessionárias. O não pagamento dentro do prazo constitui infração de trânsito, conforme resolução federal do Contran. Para consultar seus débitos, acesse https://www.sigafacil.sp.gov.br/

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Fonte: GESP | Foto: Motiva Sorocabana

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Prefeitura de SP autoriza abertura de concurso público para mais 500 vagas na GCM

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A Prefeitura de São Paulo autorizou a abertura de um novo concurso público para a Guarda Civil Metropolitana (GCM), com a oferta de 500 vagas. O despacho foi assinado nesta quarta-feira (17) pelo prefeito Ricardo Nunes e integra o Plano de Metas 2025–2028, que prevê a contratação de dois mil novos agentes para a corporação ao longo do período.

Segundo o prefeito, esta é a primeira etapa do reforço no efetivo. “Começa agora, com quinhentos guardas, que assinei hoje para publicação no Diário Oficial. A nossa GCM tem prestado um excelente trabalho e isso vai fortalecer ainda mais a segurança da cidade”, afirmou. Atualmente, a GCM conta com cerca de 7.500 integrantes, contingente superior ao das forças de segurança de ao menos dez estados brasileiros.

Com a publicação oficial, o processo segue para a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, responsável pelas providências para a realização do concurso. O secretário Orlando Morando destacou que a ampliação do efetivo é parte de uma estratégia mais ampla. “A Prefeitura tem priorizado a segurança em várias frentes, com tecnologia, novas viaturas, armamentos modernos e o maior efetivo municipal do Brasil”, afirmou.

A autorização para o concurso teve parecer favorável das secretarias municipais envolvidas, incluindo Gestão, Fazenda e a Junta Orçamentária Financeira, que atestaram a viabilidade financeira da medida. A decisão está alinhada ao Plano Plurianual, à Lei de Diretrizes Orçamentárias e à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Nos últimos quatro anos, a atual gestão contratou dois mil novos agentes, consolidando a GCM como a maior guarda armada do país. Nesse período, houve valorização profissional, com aumento de 72% no salário inicial desde 2021, ampliação do Prêmio de Desempenho, reajuste da Diária Especial de Atividade Complementar e melhorias no plano de carreira. O seguro de vida também dobrou, passando para R$ 100 mil.

A estrutura da corporação foi modernizada, com a frota ampliada de 251 para 610 viaturas, incluindo modelos elétricos, além da aquisição de mais de sete mil armas próprias e investimentos de R$ 21 milhões em inspetorias regionais. Operações como Paulista Mais Segura e Madrugada Segura já apresentaram queda expressiva nos índices de criminalidade.

A tecnologia também ganhou protagonismo com o programa Smart Sampa, que reúne 40 mil câmeras de monitoramento, e com o Dronepol, referência nacional no uso de drones em ações de segurança urbana. O novo concurso reforça a presença da GCM em todas as regiões da capital e amplia a capacidade de resposta da cidade no combate à criminalidade.

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Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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Ricardo Nunes admite reajuste na tarifa de ônibus em 2026, limitado à inflação

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que não descarta um aumento na tarifa dos ônibus municipais em 2026, mas garantiu que qualquer reajuste deverá ficar limitado à inflação do período. A definição do novo valor, segundo ele, dependerá de estudos técnicos que estão sendo elaborados pela SPTrans, empresa da prefeitura responsável pela gestão do transporte por ônibus na capital.

“O ideal é manter congelada a tarifa. Se a gente não conseguir, que não passe da inflação. Mas isso vai depender dos estudos que eles vão trazer”, declarou o prefeito. Nunes reforçou que a administração trabalhará para evitar aumento real, ou seja, acima da inflação. “Uma coisa que eu acho que a gente vai trabalhar bastante é para que não tenha aumento real”, acrescentou.

Atualmente, a tarifa de ônibus em São Paulo é de R$ 5. O valor foi reajustado no início de 2025, quando a passagem subiu de R$ 4,40 para o preço atual. De acordo com o prefeito, o custo real do transporte coletivo é significativamente maior e só não é repassado integralmente ao usuário por causa do subsídio pago pela prefeitura às empresas concessionárias.

“Se não fosse o subsídio da administração municipal às empresas de ônibus, o preço da passagem seria de R$ 9”, afirmou Nunes. Ele explicou que a política de subsídio tem como objetivo garantir maior acesso da população ao transporte público, especialmente para os trabalhadores que dependem do sistema diariamente.

Apesar disso, o prefeito destacou que o equilíbrio fiscal é um fator decisivo na discussão. “A prefeitura tem capacidade de manter o subsídio, mas também a gente precisa equilibrar para não tirar dinheiro da saúde, não tirar dinheiro da habitação, não tirar dinheiro da segurança, cada área podendo fluir de uma forma responsável”, concluiu.

A expectativa é que os estudos da SPTrans sejam apresentados ao longo de 2025, servindo de base para a decisão final sobre a tarifa a ser praticada no próximo ano.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Governo de SP critica Enel e pede intervenção federal após sucessivos apagões

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O Governo do Estado de São Paulo endureceu o tom contra a Enel São Paulo e cobrou uma ação rigorosa do Governo Federal diante das falhas recorrentes no fornecimento de energia elétrica no estado. Em nota oficial, divulgada nesta segunda-feira (15), o Palácio dos Bandeirantes afirma que os paulistas não podem continuar “reféns de um serviço essencial prestado de forma inadequada” e aponta incapacidade técnica, operacional e gerencial da concessionária.

A manifestação ocorre em meio à possibilidade de prorrogação da concessão da Enel por mais 30 anos, hipótese classificada pelo governo estadual como uma desconsideração aos interesses da população dos 24 municípios atendidos pela empresa. Segundo o Estado, os prejuízos causados pelos apagões são inaceitáveis e vêm se repetindo ao longo dos últimos anos.

De acordo com o governo paulista, em 2023 e 2024 milhões de consumidores ficaram sem energia por seis e até sete dias consecutivos, impactando diretamente famílias, comércios, hospitais, escolas e serviços públicos. No episódio mais recente, iniciado em 9 de dezembro, mais de 2,2 milhões de consumidores foram afetados, e mesmo após cinco dias o fornecimento ainda não havia sido totalmente restabelecido.

O Estado também destaca que, entre 2024 e 2025, a Enel acumulou a maior média mensal de reclamações na Ouvidoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entre as concessionárias paulistas. Além disso, seis dos sete Planos de Resultados apresentados entre 2020 e 2023 foram reprovados, e multas superiores a R$ 400 milhões foram aplicadas nos últimos sete anos, sem que houvesse melhora efetiva na qualidade do serviço.

A gestão estadual afirma que, por meio da Arsesp, mantém fiscalização permanente, aplica penalidades dentro de sua competência e encaminha relatórios técnicos à Aneel, apontando a degradação da rede de distribuição e a insuficiência de investimentos. Diante do cenário, o governo defende que o Ministério de Minas e Energia e a Aneel adotem medidas mais duras, incluindo a possibilidade de intervenção na concessão, conforme prevê a legislação federal.

Ao final da nota, o governo reforça que a energia elétrica é base da vida cotidiana e da atividade econômica e afirma que o consumidor paulista deve ser colocado em primeiro lugar.

Confira a nota do Governo do Estado de São Paulo na íntegra:

Os paulistas não podem continuar reféns de um serviço essencial prestado de forma inadequada. As interrupções recorrentes e prolongadas no fornecimento de energia pela Enel São Paulo evidenciam há muito tempo a incapacidade técnica, operacional e gerencial da concessionária e o fracasso do atual modelo federal em avaliar a qualidade da prestação do serviço aos consumidores.

Nesse contexto, amplamente demonstrado pelas reiteradas manifestações de insatisfação dos usuários quanto à qualidade do serviço prestado, causa especial preocupação a possibilidade de o Governo Federal prorrogar a concessão da Enel São Paulo por mais 30 anos, o que representaria evidente desconsideração dos interesses e das necessidades da população residente nos 24 municípios atendidos pela concessionária.

Os prejuízos são inaceitáveis. Em 2023 e 2024, milhões de paulistas ficaram sem energia por seis e sete dias consecutivos, afetando famílias, comércio, hospitais, escolas e serviços públicos. No episódio mais recente, que começou no dia 9 de dezembro, mais de 2,2 milhões de consumidores foram impactados, sem resposta adequada, comunicação eficiente ou plano de contingência. Passados mais de cinco dias, o fornecimento ainda não foi normalizado.

Entre 2024 e 2025, a Enel registrou a maior média mensal de reclamações na Ouvidoria da Aneel entre as concessionárias paulistas; seis dos sete Planos de Resultados entre 2020 e 2023 foram reprovados; multas superiores a R$ 400 milhões foram aplicadas nos últimos sete anos sem melhora efetiva do serviço.

O Governo do Estado de São Paulo tem atuado de forma contínua e técnica por meio da Arsesp, com fiscalização permanente, identificação de gargalos críticos, aplicação de penalidades no âmbito de sua competência e encaminhamento de recomendações e avaliações de fiscalização em campo à Aneel sobre a degradação da qualidade do serviço e o descompasso entre os indicadores regulatórios e a realidade enfrentada pela população.

Problemas relacionados à insuficiência de investimentos realizados e à inadequada execução de vistorias podem ser evidenciados a partir da análise dos vários relatórios de fiscalização emitidos pela Arsesp, os quais, por meio de registros fotográficos, demonstram, em diversas localidades, a precarização da rede de distribuição.

A Lei Federal 8.987/95 no artigo 6º afirma que toda concessão pressupõe a prestação do serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, sendo este o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade e eficiência na prestação aos consumidores. Diante desse quadro, observamos que a legislação não está sendo cumprida.

É indispensável que o Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, observando as evidências apontadas pela Arsesp e pela própria Aneel, atue com máximo rigor no exercício do poder concedente, declarando intervenção na concessão da Enel São Paulo conforme prevê a lei federal 12.767/2012 que diz: “O poder concedente, por intermédio da Aneel, poderá intervir na concessão de serviço público de energia elétrica com o fim de assegurar sua prestação adequada e o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes”.

A energia elétrica é base da vida cotidiana e da atividade econômica. O consumidor paulista vem primeiro. São Paulo exige respeito.

Governo do Estado de São Paulo

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Foto: Reprodução

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Frente fria mantém SP em alerta: chuva forte, ventos e granizo até terça-feira (16)

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Após uma semana de tempestades e da passagem de um ciclone extratropical, o estado de São Paulo deve seguir enfrentando tempo instável nos próximos dias. A Defesa Civil alerta que a atuação lenta de uma frente fria provoca chuva persistente, descargas elétricas, rajadas de vento e possibilidade de granizo entre este sábado (13) e a próxima terça-feira (16).

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja — o segundo mais grave da escala — para grande parte do território paulista. O aviso indica risco de chuvas intensas, com volumes entre 30 e 60 milímetros por hora ou até 100 milímetros por dia, além de ventos que podem variar de 60 a 100 km/h e queda de granizo, principalmente entre hoje (13) e amanhã (14).

Segundo a Defesa Civil, as regiões mais afetadas devem ser Presidente Prudente, Marília, Bauru, Araraquara, Campinas, Sorocaba, Itapeva e Registro. Neste sábado, as regiões sul, central e leste do estado concentram a maior instabilidade, com previsão de elevados acumulados de chuva, o que aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e outros transtornos, sobretudo em áreas vulneráveis.

Ainda de acordo com o órgão, a partir da tarde deste sábado podem ocorrer fortes pancadas de chuva em municípios das regiões de Marília, Presidente Prudente, Itapeva, Bauru, Registro, Vale do Paraíba, Baixada Santista e Região Metropolitana de São Paulo.

Para domingo (14), a frente fria deve permanecer estacionada na costa paulista, mantendo o tempo fechado e chuva frequente ao longo do dia. O cenário eleva o risco de alagamentos e deslizamentos de terra, especialmente em cidades mais suscetíveis.

A partir de segunda-feira (15), o sistema começa a avançar em direção ao Rio de Janeiro, mas ainda deve manter chuva persistente em diversas regiões do estado de São Paulo nos próximos dias.

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Foto: Fernando Frazão/Ag. Brasil

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Edifício Itália renasce e vira símbolo da nova fase do Centro de São Paulo

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Seis décadas após marcar definitivamente o skyline paulistano, o Edifício Itália volta ao centro das atenções e se consolida como um dos principais ícones da revitalização do Centro de São Paulo. A região, que por anos enfrentou abandono e degradação urbana, vive hoje um novo ciclo de retomada, impulsionado por novos negócios, projetos de requalificação, ações culturais e maior presença de pessoas nas ruas.

Entre 2021 e 2024, o Centro registrou a abertura de 64 mil empresas, sendo 25 mil novos negócios. Programas de requalificação urbana, como o Todos Pelo Centro, estimularam o retrofit de cerca de 30 edifícios históricos, devolvendo vitalidade a prédios antes subutilizados. Somam-se a isso políticas voltadas à segurança, habitação e iniciativas culturais, como o Natal Iluminado, que ajudaram a reocupar praças, ruas e espaços públicos, fortalecendo a economia local e a percepção de renascimento da região.

É nesse cenário que o Edifício Itália reassume protagonismo. O arranha-céu passa por um processo de restauro que preserva suas características originais, como a fachada, os brises-soleil e os elementos modernistas, ao mesmo tempo em que adequa o prédio às exigências atuais de segurança, sustentabilidade e conforto. O objetivo é manter o edifício vivo, funcional e integrado à dinâmica contemporânea da cidade.

A reocupação do Itália tornou-se símbolo desse movimento ao atrair marcas e empresas alinhadas a essa nova fase do Centro, como LAB MR e Melina Romano, The S Bar, Boom SP Design, Pitá Arquitetura, Teto Móveis e Metro Arquitetura, entre outras. Negócios da economia criativa, estúdios de arquitetura, empresas digitais e profissionais independentes voltaram a enxergar o Centro como território estratégico, valorizando não apenas a localização, mas também a diversidade cultural e a identidade urbana.

Inaugurado em novembro de 1965, em um período de otimismo e intensa verticalização de São Paulo, o Edifício Itália simbolizou a modernidade e a forte influência da comunidade italiana na cidade. Agora, ao completar 60 anos, representa uma São Paulo mais plural, criativa e conectada com novas tendências urbanas.

Se no século passado o Itália expressava a ambição de crescer em altura, hoje ele reflete o desejo da cidade de se reconectar com suas ruas, sua história e seu potencial criativo. Um ícone que atravessa o tempo, se reinventa e inspira justamente quando São Paulo volta seu olhar para o coração onde tudo começou.

Para quem deseja conhecer mais sobre essa trajetória, a KPMO Cultura e Arte lançou, em 2020, o livro “Edifício Itália”, que detalha desde a formação da comunidade italiana em São Paulo até o processo de construção do arranha-céu. Segundo o professor doutor Paulo Bruna, trata-se de uma obra que analisa o Centro Novo sob os aspectos social, urbanístico, legal e arquitetônico.

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Foto: Fabio Knoll

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Apagão entra no quinto dia e Enel promete normalizar energia na Grande SP até domingo

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A concessionária Enel SP informou neste sábado (13) que o fornecimento de energia elétrica na capital paulista e na Região Metropolitana deve ser totalmente normalizado até o fim de domingo (14). Com isso, o apagão provocado pelo forte vendaval da última quarta-feira (10) chega ao quinto dia, acumulando transtornos para moradores, comércio e serviços públicos.

O temporal derrubou árvores, provocou desligamento de semáforos, cancelamentos de voos e deixou centenas de milhares de imóveis sem luz. Segundo balanço divulgado às 18h30 deste sábado, cerca de 331 mil imóveis ainda estavam sem energia na Grande São Paulo. Somente na capital, o número chegava a aproximadamente 235 mil unidades.

A situação levou a Justiça de São Paulo a determinar, na noite de sexta-feira (12), o restabelecimento imediato do fornecimento de energia, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento. A Enel informou, porém, que ainda não havia sido formalmente intimada da decisão, condição necessária para que a medida passe a valer.

Os reflexos do apagão também atingiram o trânsito. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), ao meio-dia deste sábado havia 88 semáforos apagados por falta de energia, além de outros com falhas ou operando em amarelo piscante.

Em nota, a Enel afirmou que trabalha para normalizar o serviço até o fim do dia de domingo e classificou o vendaval como o mais prolongado já registrado em sua área de concessão. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas chegaram a 82,8 km/h, e, desde 2006, é a primeira vez que a estação do Mirante de Santana registra uma sequência tão longa de ventos acima de 70 km/h em São Paulo.

A concessionária explicou que as condições climáticas adversas dificultaram o restabelecimento, já que ventos contínuos causaram novas interrupções durante os reparos. Para enfrentar a crise, a empresa afirma ter mobilizado um número recorde de equipes, com quase 1.800 times em campo ao longo da quinta-feira.

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Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

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Líder de quadrilha especializada em furto e adulteração de cargas é preso em SP

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O líder de uma quadrilha especializada em furtar e adulterar cargas de milho e soja destinadas ao Porto de Santos foi preso nesta sexta-feira (12), no bairro Gonzaga, em Santos, litoral paulista.

Policiais civis da Seccional de Ourinhos cumpriram o mandado de prisão preventiva após investigação que identificou o apartamento onde o suspeito, de 34 anos, estava escondido. Ele foi detido e encaminhado à delegacia, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como um dos principais líderes do esquema criminoso de furto de grãos, adulteração de cargas e associação criminosa. A quadrilha atuava com caminhoneiros que desviavam rotas, descarregavam parte das cargas e completavam os caminhões com mercadorias adulteradas destinadas ao Porto de Santos.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, na casa do suspeito, dois celulares foram apreendidos e encaminhados à perícia, para auxiliar nas investigações, que prosseguem para identificar outros envolvidos no esquema.

O caso foi registrado como captura de procurado na Central de Polícia Judiciária de Santos (CPJ).

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Fonte/foto: SSP-SP

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SP quer acabar com IPVA para motos de até 150cc; proposta vai à Alesp

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O Governo de São Paulo enviou à Assembleia Legislativa, em regime de urgência, um projeto de lei que isenta do pagamento de IPVA todas as motocicletas, ciclomotores e motonetas de até 150 cilindradas registradas em nome de pessoas físicas. A mudança, prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, pode beneficiar milhões de motociclistas em todo o Estado, especialmente entregadores e profissionais que usam a moto como ferramenta de trabalho.

Pelo texto, que altera a Lei nº 13.296/2008, a isenção será válida apenas para veículos que estiverem com registro e licenciamento regulares. O governo afirma que a medida tem como objetivo reduzir o impacto financeiro sobre uma parcela da população que depende diariamente da moto para deslocamento e geração de renda.

Segundo o governador Tarcísio de Freitas, o uso de motocicletas continua crescendo em praticamente todos os municípios paulistas. “Para muitas famílias, ela representa o meio de transporte principal e uma ferramenta essencial de geração de renda”, afirmou.

A proposta foi elaborada com base em projeções fiscais, na atualização da Tabela Fipe para 2026 e em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo argumenta que a isenção tem caráter social e atende uma categoria que, sem o benefício, seria onerada de forma desproporcional.

Se aprovada pela Alesp, a medida começará a valer no exercício do IPVA 2026 e representará uma das maiores mudanças recentes na tributação de motocicletas de baixa cilindrada no Estado.

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Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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