Edifício Itália renasce e vira símbolo da nova fase do Centro de São Paulo

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Seis décadas após marcar definitivamente o skyline paulistano, o Edifício Itália volta ao centro das atenções e se consolida como um dos principais ícones da revitalização do Centro de São Paulo. A região, que por anos enfrentou abandono e degradação urbana, vive hoje um novo ciclo de retomada, impulsionado por novos negócios, projetos de requalificação, ações culturais e maior presença de pessoas nas ruas.

Entre 2021 e 2024, o Centro registrou a abertura de 64 mil empresas, sendo 25 mil novos negócios. Programas de requalificação urbana, como o Todos Pelo Centro, estimularam o retrofit de cerca de 30 edifícios históricos, devolvendo vitalidade a prédios antes subutilizados. Somam-se a isso políticas voltadas à segurança, habitação e iniciativas culturais, como o Natal Iluminado, que ajudaram a reocupar praças, ruas e espaços públicos, fortalecendo a economia local e a percepção de renascimento da região.

É nesse cenário que o Edifício Itália reassume protagonismo. O arranha-céu passa por um processo de restauro que preserva suas características originais, como a fachada, os brises-soleil e os elementos modernistas, ao mesmo tempo em que adequa o prédio às exigências atuais de segurança, sustentabilidade e conforto. O objetivo é manter o edifício vivo, funcional e integrado à dinâmica contemporânea da cidade.

A reocupação do Itália tornou-se símbolo desse movimento ao atrair marcas e empresas alinhadas a essa nova fase do Centro, como LAB MR e Melina Romano, The S Bar, Boom SP Design, Pitá Arquitetura, Teto Móveis e Metro Arquitetura, entre outras. Negócios da economia criativa, estúdios de arquitetura, empresas digitais e profissionais independentes voltaram a enxergar o Centro como território estratégico, valorizando não apenas a localização, mas também a diversidade cultural e a identidade urbana.

Inaugurado em novembro de 1965, em um período de otimismo e intensa verticalização de São Paulo, o Edifício Itália simbolizou a modernidade e a forte influência da comunidade italiana na cidade. Agora, ao completar 60 anos, representa uma São Paulo mais plural, criativa e conectada com novas tendências urbanas.

Se no século passado o Itália expressava a ambição de crescer em altura, hoje ele reflete o desejo da cidade de se reconectar com suas ruas, sua história e seu potencial criativo. Um ícone que atravessa o tempo, se reinventa e inspira justamente quando São Paulo volta seu olhar para o coração onde tudo começou.

Para quem deseja conhecer mais sobre essa trajetória, a KPMO Cultura e Arte lançou, em 2020, o livro “Edifício Itália”, que detalha desde a formação da comunidade italiana em São Paulo até o processo de construção do arranha-céu. Segundo o professor doutor Paulo Bruna, trata-se de uma obra que analisa o Centro Novo sob os aspectos social, urbanístico, legal e arquitetônico.

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Foto: Fabio Knoll

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Apagão entra no quinto dia e Enel promete normalizar energia na Grande SP até domingo

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A concessionária Enel SP informou neste sábado (13) que o fornecimento de energia elétrica na capital paulista e na Região Metropolitana deve ser totalmente normalizado até o fim de domingo (14). Com isso, o apagão provocado pelo forte vendaval da última quarta-feira (10) chega ao quinto dia, acumulando transtornos para moradores, comércio e serviços públicos.

O temporal derrubou árvores, provocou desligamento de semáforos, cancelamentos de voos e deixou centenas de milhares de imóveis sem luz. Segundo balanço divulgado às 18h30 deste sábado, cerca de 331 mil imóveis ainda estavam sem energia na Grande São Paulo. Somente na capital, o número chegava a aproximadamente 235 mil unidades.

A situação levou a Justiça de São Paulo a determinar, na noite de sexta-feira (12), o restabelecimento imediato do fornecimento de energia, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento. A Enel informou, porém, que ainda não havia sido formalmente intimada da decisão, condição necessária para que a medida passe a valer.

Os reflexos do apagão também atingiram o trânsito. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), ao meio-dia deste sábado havia 88 semáforos apagados por falta de energia, além de outros com falhas ou operando em amarelo piscante.

Em nota, a Enel afirmou que trabalha para normalizar o serviço até o fim do dia de domingo e classificou o vendaval como o mais prolongado já registrado em sua área de concessão. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas chegaram a 82,8 km/h, e, desde 2006, é a primeira vez que a estação do Mirante de Santana registra uma sequência tão longa de ventos acima de 70 km/h em São Paulo.

A concessionária explicou que as condições climáticas adversas dificultaram o restabelecimento, já que ventos contínuos causaram novas interrupções durante os reparos. Para enfrentar a crise, a empresa afirma ter mobilizado um número recorde de equipes, com quase 1.800 times em campo ao longo da quinta-feira.

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Foto: Rovena Rosa/Ag. Brasil

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Líder de quadrilha especializada em furto e adulteração de cargas é preso em SP

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O líder de uma quadrilha especializada em furtar e adulterar cargas de milho e soja destinadas ao Porto de Santos foi preso nesta sexta-feira (12), no bairro Gonzaga, em Santos, litoral paulista.

Policiais civis da Seccional de Ourinhos cumpriram o mandado de prisão preventiva após investigação que identificou o apartamento onde o suspeito, de 34 anos, estava escondido. Ele foi detido e encaminhado à delegacia, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como um dos principais líderes do esquema criminoso de furto de grãos, adulteração de cargas e associação criminosa. A quadrilha atuava com caminhoneiros que desviavam rotas, descarregavam parte das cargas e completavam os caminhões com mercadorias adulteradas destinadas ao Porto de Santos.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, na casa do suspeito, dois celulares foram apreendidos e encaminhados à perícia, para auxiliar nas investigações, que prosseguem para identificar outros envolvidos no esquema.

O caso foi registrado como captura de procurado na Central de Polícia Judiciária de Santos (CPJ).

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Fonte/foto: SSP-SP

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SP quer acabar com IPVA para motos de até 150cc; proposta vai à Alesp

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O Governo de São Paulo enviou à Assembleia Legislativa, em regime de urgência, um projeto de lei que isenta do pagamento de IPVA todas as motocicletas, ciclomotores e motonetas de até 150 cilindradas registradas em nome de pessoas físicas. A mudança, prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, pode beneficiar milhões de motociclistas em todo o Estado, especialmente entregadores e profissionais que usam a moto como ferramenta de trabalho.

Pelo texto, que altera a Lei nº 13.296/2008, a isenção será válida apenas para veículos que estiverem com registro e licenciamento regulares. O governo afirma que a medida tem como objetivo reduzir o impacto financeiro sobre uma parcela da população que depende diariamente da moto para deslocamento e geração de renda.

Segundo o governador Tarcísio de Freitas, o uso de motocicletas continua crescendo em praticamente todos os municípios paulistas. “Para muitas famílias, ela representa o meio de transporte principal e uma ferramenta essencial de geração de renda”, afirmou.

A proposta foi elaborada com base em projeções fiscais, na atualização da Tabela Fipe para 2026 e em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo argumenta que a isenção tem caráter social e atende uma categoria que, sem o benefício, seria onerada de forma desproporcional.

Se aprovada pela Alesp, a medida começará a valer no exercício do IPVA 2026 e representará uma das maiores mudanças recentes na tributação de motocicletas de baixa cilindrada no Estado.

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Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil

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PM realiza megaoperação para combater roubos com uso de motocicletas

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A Polícia Militar deflagrou nesta quinta-feira (11) uma operação para combater roubos com o uso de motocicletas em todo o estado de São Paulo. O lançamento da ação ocorreu na praça Charles Muller, na zona oeste da capital.

“Serão feitos bloqueios estratégicos em vias onde serão priorizadas as abordagens e vistorias em motos, que é comumente utilizada na prática de roubos”, disse o coronel Carlos Henrique Lucena, responsável pela operação.

No total, serão cerca de 20 mil policiais empenhados, em uma ação integrada entre o Comando de Policiamento de Trânsito, Rodoviário, de Choque, a Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicleta (Rocam) e os Batalhões de Ações Especiais de Polícia (Baep).

Em outubro, a operação Mega Cavalo de Aço resultou na apreensão de 2,9 mil motos com irregularidades, sendo a maior parte delas por falta de licenciamento.

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Fonte/foto: SSP-SP

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Greve de ônibus em SP chega ao fim após reunião com motoristas; frota começa a voltar às ruas

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A greve de motoristas e cobradores de ônibus em São Paulo começou a ser encerrada na noite desta terça-feira (9), segundo afirmou o prefeito Ricardo Nunes (MDB). A paralisação, iniciada às 16h, afetou linhas em diversas regiões da capital e provocou transtornos a milhares de passageiros no horário de pico.

Após uma reunião no início da noite com representantes do sindicato da categoria e das empresas concessionárias, Nunes classificou o encontro como “muito bom” e afirmou que o serviço está sendo restabelecido, com retorno gradual de toda a frota às ruas.

De acordo com o prefeito, as empresas se comprometeram a quitar os pagamentos atrasados no próximo dia 12 de dezembro, incluindo o 13º salário e outros benefícios. Ele foi enfático ao afirmar que nenhuma empresa permanecerá com contrato com a Prefeitura caso descumpra o acordo.
“Não permanecerá com contrato com a Prefeitura de São Paulo a empresa que não honrar o pagamento do 13º na data”, declarou.

Representantes do SindMotoristas informaram que a paralisação foi motivada pelo não pagamento do 13º salário e de benefícios como o vale-refeição durante as férias, conquista da última campanha salarial. Durante a coletiva, um dirigente sindical chegou a deixar a sala para avisar os trabalhadores sobre o acordo e a retomada imediata do serviço.

O prefeito reforçou que a Prefeitura não tem responsabilidade pelos atrasos e garantiu que não há “um centavo sequer” de repasses atrasados do município às empresas. Um representante dos empresários afirmou que o problema ocorreu por um “mal-entendido”.

Sobre a legalidade da greve, Nunes reiterou que a gestão municipal seguirá acionando a Justiça para responsabilizar os organizadores da paralisação. Segundo ele, não houve assembleia formal da categoria nem aviso prévio de 72 horas, exigidos por lei. A Prefeitura também registrou boletim de ocorrência contra as empresas que aderiram ao movimento sem cumprir as normas legais.

Nas redes sociais, usuários relataram dificuldades para voltar para casa e criticaram o horário da paralisação. “Greve de ônibus na hora de ir embora para casa é sacanagem”, escreveu um internauta.

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Foto: Paulo Pinto/Arquivo/Ag. Brasil

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Operação Piratas do Asfalto desarticula quadrilha especializada em roubos de motos na Grande SP

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Central de Itaquaquecetuba, prendeu mais cinco integrantes de um bando especializado em roubos de motos na Grande São Paulo. Eles foram detidos em Itaquaquecetuba, durante a terceira fase da Operação Piratas do Asfalto, na segunda-feira (8).

Os agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária e, durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes realizaram as buscas e apreenderam sete celulares, um carro, usado na fuga dos criminosos, duas motocicletas e um simulacro de arma de fogo.

Policiais apreenderam sete celulares, dinheiro, um carro, duas motocicletas e um simulacro de arma de fogo. – Foto: SSP-SP

Com a terceira fase, a operação somou o total de 15 integrantes da quadrilha presos, todos com envolvimento direto em roubos de motocicletas nas cidades de Itaquaquecetuba e Guarulhos.

Primeira e segunda fases da operação

A operação teve início após um trabalho de investigação que identificou uma associação criminosa especializada em roubos de motocicletas em Itaquaquecetuba. A primeira fase foi deflagrada em setembro, quando quatro integrantes do bando foram presos. Na ocasião, os policiais civis apreenderam uma moto roubada, um simulacro de arma de fogo e cerca de R$ 4,6 mil em espécie.

Com o avanço das investigações, a segunda fase foi deflagrada no início de novembro. Nessa etapa, a Polícia Civil cumpriu seis mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão, resultando na prisão de seis suspeitos. Durante as buscas, foram apreendidos capacetes, jaquetas, bonés, luvas, telefones celulares, ferramentas e uma moto usada nos roubos.

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Fonte/Foto: SSP-SP

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Câmara de SP aprova regras para mototáxi por aplicativo; texto vai à sanção de Ricardo Nunes

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Após um intenso debate na Sessão Plenária desta segunda-feira (8/12), a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em segundo e definitivo turno, a regulamentação do transporte de passageiros por aplicativo em motocicletas na capital. O texto consta no substitutivo ao Projeto de Lei nº 1487/2025, elaborado pela Subcomissão do Serviço de Transporte Individual de Passageiros por Motocicleta, ligada à Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica.

A proposta foi aprovada por 32 votos favoráveis, 16 contrários e uma abstenção. Agora, o projeto segue para sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

O PL estabelece regras para a operação do serviço, definindo obrigações para plataformas, condutores e veículos, com foco na segurança viária, fiscalização e integração às políticas públicas de mobilidade urbana. Apenas pessoas jurídicas credenciadas poderão oferecer o serviço, diretamente ou por meio de aplicativos, cooperativas ou associações. As empresas deverão comprovar regularidade fiscal, capital compatível, seguro de acidentes pessoais, pontos de descanso e o uso exclusivo de motociclistas cadastrados no município.

As plataformas também serão obrigadas a compartilhar dados com o Poder Público, como origem e destino das viagens, valores cobrados, tempo de espera, avaliações, informações sobre sinistros e dados de telemetria, além de exibir no aplicativo o cadastro do motociclista e o certificado do veículo.

Entre as novas exigências estão a proibição do transporte de menores de 18 anos, o veto a bonificações que incentivem excesso de velocidade e a inclusão do seguro obrigatório no auxílio-funeral. Caberá às empresas custear cursos de formação e a emissão da placa vermelha exigida para a atividade.

Os condutores deverão ter no mínimo 21 anos, CNH categoria “A” ou “AB” há pelo menos dois anos, EAR, inscrição no INSS, exame toxicológico a cada 90 dias e curso específico conforme normas do Contran. Também será exigida certidão negativa para crimes contra a mulher e a dignidade sexual, além de não possuir infração gravíssima nos 12 meses anteriores ao cadastro.

As motocicletas deverão ter entre 150 e 400 cilindradas, registro na categoria “aluguel”, certificado de segurança veicular e equipamentos obrigatórios. O texto proíbe circulação em corredores de ônibus, vias de trânsito rápido, região do Minianel Viário, áreas de rodízio e Zona de Máxima Restrição de Circulação, além de vedar a operação durante eventos climáticos adversos.

O projeto prevê multas que variam de R$ 4 mil a R$ 1,5 milhão para empresas, enquanto condutores poderão sofrer advertência, multa ou cassação do cadastro. A fiscalização inclui apreensão de veículos irregulares.

O debate dividiu os vereadores. Defensores da proposta afirmaram que a regulamentação é necessária diante da realidade do serviço na cidade. Já parlamentares contrários alegaram excesso de burocracia, risco à segurança viária e possibilidade de aumento de acidentes, além de questionarem a exigência da placa vermelha.

Com a aprovação em definitivo, a regulamentação do mototáxi por aplicativo em São Paulo depende agora apenas da decisão do Executivo municipal.

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Foto: Douglas Ferreira/Rede Câmara

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Praia está própria para banho? Veja como consultar a balneabilidade no litoral de SP

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Antes de entrar no mar, além do protetor solar e da garrafa de água, um cuidado simples pode evitar dor de cabeça nas férias: conferir se a praia está própria para banho. No litoral de São Paulo, essa informação é atualizada semanalmente pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que monitora a qualidade da água de 175 praias ao longo de todo o ano.

Toda quinta-feira, a Cetesb divulga um novo boletim de balneabilidade em seu site e no aplicativo oficial (disponível para Android e iOS). No mesmo dia, as bandeiras de sinalização também são trocadas nas praias monitoradas: verde para praias próprias e vermelha para as impróprias.

O monitoramento é realizado há mais de 50 anos. Técnicos coletam amostras de água sempre no mesmo ponto — exatamente onde os banhistas entram no mar —, a um metro de profundidade e em horário padronizado. O material é levado aos laboratórios da companhia para a análise da presença de Enterococos, bactérias microscópicas que indicam contaminação fecal.

É essa análise que determina a chamada balneabilidade, termo técnico usado para indicar se a água oferece ou não risco à saúde. Os critérios seguem a legislação ambiental brasileira e padrões internacionais, considerando a possibilidade de contaminações que podem causar problemas gastrointestinais, infecções de pele e de ouvido.

Segundo a gerente do Setor de Águas Litorâneas da Cetesb, Claudia Lamparelli, a avaliação não pode ser feita apenas visualmente. “A água pode parecer limpa e, ainda assim, estar imprópria para banho. Os Enterococos são nossos sinais de alerta”, explica.

Uma praia é classificada como imprópria quando duas ou mais amostras das últimas cinco semanas ultrapassam 100 colônias de Enterococos por 100 mL de água, ou quando a coleta mais recente supera 400 colônias. O histórico de cinco semanas ajuda a identificar tendências, evitando decisões baseadas em variações pontuais.

Os dados divulgados pela Cetesb também servem de base para ações de prefeituras e concessionárias de saneamento, como manutenção de redes de esgoto, identificação de ligações irregulares e melhorias na drenagem urbana.

Mesmo em praias liberadas, a recomendação é manter a cautela. Após chuvas intensas, o ideal é evitar o banho de mar por pelo menos 24 horas. Também é indicado manter distância de rios, córregos e canais que deságuam na praia, locais com maior risco de contaminação.

Outros fatores, como floração de algas, derramamento de óleo ou descargas acidentais de poluentes, também podem tornar o banho de mar inadequado temporariamente. Por isso, antes de aproveitar a praia, vale sempre conferir o boletim mais recente e observar a sinalização no local.

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Foto: Divulgação/GESP

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Capital paulista entra em estado de atenção com chuva e alagamento

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A capital paulista está em estado de atenção para alagamentos em todas regiões devido a áreas de instabilidade e chuva geradas pelo tempo abafado. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências da prefeitura (CGE-SP), os radares meteorológicos mostram chuva com forte com potencial para queda de granizo e formação de alagamentos.

“As chuvas devem seguir oscilando de intensidade, e de forma isolada no decorrer da tarde. Podem ocorrer raios e rajadas localizadas de vento, o que eleva o potencial para formação de alagamentos e queda de árvores”, alerta o CGE-SP.

De acordo com o CGE-SP, já há dois pontos de alagamento na Zona Oeste: um no Butantã (avenida Francisco Morato, sentido centro) e Pinheiros (túnel Max Feffer, sentido bairro), que está intransitável. Na Zona Leste, ainda transitável, o alagamento é na avenida Conde de Frontin, na Penha, sentido centro. Nas Zonas Sul e Sudoeste há dois pontos intransitáveis : na alameda Santo Amaro, sentido bairro e no viaduto Grande São Paulo, sentido Vila Prudente.

A chuva generalizada e intensa é resultado de um sistema de baixa pressão que se propaga pelo sul do Brasil e deve influenciar o tempo no estado de São Paulo. A terça-feira (9) deve continuar chuvosa desde a madrugada, devido a atuação desse sistema, com as temperaturas variando 20°C e 23°C. Os ventos podem superar os 60Km/h, principalmente à tarde.

Na quarta-feira (10) ainda há condições para chuvas durante a madrugada, mas que devem diminuir de intensidade no decorrer do dia. O sol aparece entre nuvens e os termômetros devem variar entre mínimas de 19°C e máximas que podem chegar aos 27°C. Ainda há condições para rajadas de vento de até 60 Km/h, o que, em conjunto com o solo encharcado, mantém elevado o potencial para queda de árvores na Grande São Paulo.

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Fonte: Ag. Brasil – Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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