São Paulo terá 1.395 candidatos na disputa pela Alesp

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Prazo para registro terminou neste sábado (15); partidos, federações e coligações agora entram na fase de campanha eleitoral

Um total de 1.395 candidatos disputa 94 vagas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de 2026. O prazo para partidos políticos, federações e coligações solicitarem o registro das candidaturas terminou às 19h deste sábado (15).

O prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral valeu para os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal e deputado estadual.

Para a Alesp, a relação entre o número de registros e as cadeiras disponíveis mostra o tamanho da concorrência pela próxima legislatura.

O registro é a etapa que formaliza perante a Justiça Eleitoral as candidaturas escolhidas nas convenções partidárias. Após o protocolo, são analisados documentos, condições de elegibilidade e demais requisitos previstos na legislação eleitoral.

PL, DC e Novo aparecem entre os partidos com mais candidatos

Entre as legendas com maior número de candidaturas para deputado estadual estão PL, Democracia Cristã (DC) e Novo, com 95 registros cada, segundo os dados apresentados no levantamento.

Os partidos ligados aos dois principais candidatos ao governo de São Paulo citados na disputa, aparecem com um número menor de nomes registrados para concorrer a uma cadeira na Alesp.

O Republicanos, partido do governador Tarcísio de Freitas, registrou 67 candidatos. Já o PT, legenda do ex-prefeito Fernando Haddad, apresentou 77 candidaturas.

No caso do PT, entretanto, o número precisa ser analisado dentro da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Considerada a federação, o grupo reúne 86 candidaturas para a Alesp, de acordo com os dados apresentados.

Partidos com menor número de candidaturas

Na outra ponta, PV e UP aparecem com dois candidatos cada, enquanto Democrata e PSTU registraram três candidaturas cada, conforme os dados fornecidos para o levantamento.

A diferença entre os números individuais dos partidos e aqueles considerados por federações é relevante porque as federações funcionam como uma unidade partidária para determinados efeitos eleitorais.

Campanha eleitoral começa neste domingo

Com o encerramento do prazo para registro, a disputa entra oficialmente na fase de campanha.

A propaganda eleitoral passou a ser permitida a partir deste domingo (16), inclusive na internet, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A partir de agora, os candidatos poderão apresentar propostas, participar de atos de campanha e utilizar os meios de propaganda autorizados pela legislação eleitoral.

Os pedidos registrados neste momento ainda passam pela análise da Justiça Eleitoral. Portanto, o número de 1.395 corresponde aos registros apresentados e não significa, necessariamente, que todos os candidatos já tenham seus registros definitivamente deferidos.

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Foto: Tom Oliveira/Arquivo/Alesp

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Tarcísio inicia campanha em Osasco; Haddad lança candidatura em SP

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Governador fará primeiro ato no domingo, enquanto ex-prefeito terá lançamento oficial na segunda-feira, no centro da capital

Os dois principais candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), definiram as agendas para o início da campanha eleitoral.

Tarcísio fará o primeiro ato no domingo (16), às 10h, em Osasco, na Grande São Paulo. A cidade é um dos principais redutos políticos do deputado estadual Rogério Lins, ex-prefeito do município e aliado do governador. O atual prefeito de Osasco também apoia a candidatura à reeleição.

A estratégia anunciada pela campanha de Tarcísio é priorizar eventos com capilaridade regional, reunindo diferentes grupos políticos e lideranças de diversas regiões do estado.

Tarcísio começa campanha em Osasco

A região metropolitana deve ter papel importante na estratégia eleitoral do governador. Segundo o material divulgado pela campanha, Tarcísio se reuniu nesta semana com 38 dos 39 prefeitos da região, que teriam manifestado apoio à sua candidatura.

Parte dessas lideranças deverá participar do ato de domingo em Osasco.

A campanha também prevê a participação de Tarcísio em eventos regionais ao longo da disputa. Entre os compromissos previstos está a Festa do Peão de Barretos, no dia 22, onde o governador deverá estar ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Haddad fará lançamento na Praça da República

Fernando Haddad também terá agenda no domingo, mas participará do evento de lançamento da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.

O lançamento oficial da candidatura de Haddad ao governo paulista ocorrerá na segunda-feira (17), às 10h30, na Praça da República, no centro de São Paulo.

O ato será integrado à Caminhada das Mulheres com Haddad, que seguirá até o Teatro Municipal.

A programação deverá contar com a participação das ex-ministras e candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do candidato a vice-governador Márcio França (PSB) e de Ana Estela Haddad, esposa do candidato.

Campanhas terão estratégias diferentes

A escolha do evento voltado ao público feminino é apresentada pela campanha de Haddad como parte da estratégia para o início da disputa.

Segundo o material, o candidato deverá concentrar parte dos primeiros movimentos eleitorais nesse segmento do eleitorado.

As campanhas também deverão adotar diferentes estratégias de distribuição geográfica dos eventos.

Enquanto Tarcísio pretende priorizar grandes eventos regionais, Haddad deverá viajar pelo interior paulista já na próxima semana, buscando ampliar sua presença em áreas onde o atual governador possui maior apoio eleitoral, segundo a estratégia apresentada pela campanha petista.

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Foto: Reprodução/Montagem

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Paraná Pesquisas: Tarcísio tem 48,5% e Haddad 35,1% em SP

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Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas foi realizado entre os dias 25 e 28 de julho com 1.680 eleitores em 79 municípios paulistas

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece na liderança da disputa pelo Governo de São Paulo com 48,5% das intenções de voto, segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta quarta-feira (29).

Na sequência está o ex-ministro Fernando Haddad (PT), com 35,1% das intenções de voto. Completam o cenário Vera Lúcia (PSTU), com 1,7%, Carlos Machado (PCB), com 1,1%, e Vivian Mendes (UP), com 0,9%.

Os entrevistados que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum candidato somam 7,9%, enquanto 4,8% disseram estar indecisos.

Cenário mudou após desistências

O levantamento foi realizado após a saída de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Ambos decidiram concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Na pesquisa anterior, divulgada em junho, Tarcísio registrava 45,6%, Haddad 34,1%, Paulo Serra 4,6% e Kim Kataguiri 3%. Com a retirada dos dois candidatos, parte desse eleitorado passou a compor o novo cenário apresentado pelo instituto.

Simulação de segundo turno

Em um eventual segundo turno entre Tarcísio e Haddad, o governador aparece com 51,8% das intenções de voto, enquanto o candidato do PT soma 38,3%.

Nesse cenário, 6,5% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 3,3% disseram não saber em quem votariam. Segundo o instituto, os percentuais são semelhantes aos registrados na pesquisa anterior.

Rejeição dos candidatos

O levantamento também mediu a rejeição dos candidatos ao governo paulista.

Fernando Haddad aparece com 42,9% de rejeição, enquanto 27,1% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Tarcísio de Freitas.

Os demais candidatos registrados na pesquisa apresentam índices de rejeição inferiores a 10%, segundo o instituto.

Como foi a pesquisa

A pesquisa ouviu 1.680 eleitores em 79 municípios do Estado de São Paulo, entre os dias 25 e 28 de julho.

A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-04624/2026, conforme informado pelo material divulgado.

Confira a pesquisa completa:

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Fotos: Paulo Pinto/Ag. Brasil | *Montagem/Hora SP

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Desistências de Paulo Serra e Kim ampliam cenário de polarização na disputa pelo Governo de SP

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A corrida pelo Governo de São Paulo em 2026 caminha para um cenário de forte polarização. Com a desistência de Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, o quadro atual concentra as atenções em torno do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, e do ex-ministro Fernando Haddad (PT).

A menos de um mês das convenções partidárias, poucas siglas de expressão nacional demonstram disposição para lançar nomes próprios ao governo paulista, o que pode reduzir o número de candidatos competitivos e até mesmo favorecer uma definição da eleição já no primeiro turno.

Diante desse cenário, o ex-governador Márcio França (PSB) voltou a ser citado como uma possível alternativa. Inicialmente, França era apontado como um dos principais nomes para compor a chapa de Fernando Haddad, mas a possibilidade de uma candidatura própria ganhou força nos bastidores nas últimas semanas.

Uma eventual entrada de Márcio França na disputa poderia criar um terceiro polo político na eleição paulista, ampliando o debate e tornando mais provável a realização de um segundo turno.

Enquanto isso, Tarcísio de Freitas segue trabalhando pela construção de uma ampla aliança partidária em torno da reeleição, enquanto Fernando Haddad é tratado pelo PT como principal nome para liderar a oposição ao atual governo.

As definições, no entanto, ainda dependem das convenções partidárias e das negociações que deverão ocorrer nas próximas semanas. Até lá, o cenário permanece aberto e sujeito a novos movimentos, especialmente entre os partidos que buscam ampliar seu protagonismo na maior disputa estadual do país.

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Imagem: Montagem/Hora SP | Foto: Paulo Pinto/Ag. Brasil

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21 deputados trocam de partido e mudam forças na Alesp veja a lista

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A janela partidária terminou na última sexta-feira (3) com a troca de legenda de 21 deputados estaduais em São Paulo, provocando uma reconfiguração relevante na Assembleia Legislativa (Alesp), que conta com 94 parlamentares. A principal mudança foi a ascensão do PSD, que passou a ocupar a terceira maior bancada da Casa.

Mesmo com as movimentações, o PL segue como maior força, com 21 deputados, seguido pelo PT, com 18. Já o PSD cresceu e consolidou espaço no cenário político paulista, ampliando sua influência nas decisões legislativas.

As mudanças impactam diretamente a organização interna da Assembleia, incluindo a composição de comissões, lideranças partidárias e articulações políticas, fatores decisivos para o andamento de projetos e votações.

A janela partidária é um mecanismo previsto na legislação eleitoral que permite a parlamentares eleitos pelo sistema proporcional — como deputados estaduais — mudarem de partido sem perder o mandato.

Isso ocorre porque, fora desse período, a regra estabelece que o cargo pertence ao partido, e não ao político. A exceção só é permitida em casos específicos, como desvio de programa partidário ou discriminação interna.

O período de troca ocorre sempre em ano eleitoral, até seis meses antes da votação, e funciona como uma espécie de reorganização das forças políticas antes da disputa nas urnas.

Com o encerramento da janela, o novo cenário partidário passa a influenciar diretamente o equilíbrio de poder dentro da Alesp, já refletindo nas estratégias para as eleições e na dinâmica legislativa nos próximos meses.

Confira abaixo a lista de parlamentares que trocaram de legenda:

Imagem: Divulgação/Alesp

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Foto: Tom Oliveira/Arquivo/Alesp

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PSD dispara na Alesp após janela partidária e PSDB encolhe a uma cadeira

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O fechamento da janela partidária na última sexta-feira (3) redesenhou o mapa político da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O PSD saltou para 11 deputados e se tornou a terceira maior bancada da Casa, enquanto o PSDB sofreu um colapso histórico e ficou com apenas uma representante.

O avanço do partido comandado por Gilberto Kassab consolida uma mudança de força no Legislativo paulista, com impacto direto na articulação política e nas decisões estratégicas da Assembleia.

A virada começou antes mesmo da janela oficial. Em fevereiro, sete deputados estaduais deixaram o PSDB e migraram para o PSD, movimento que foi formalizado dentro do prazo legal e ampliado com novas adesões.

Entre os nomes que trocaram de partido estão Analice Fernandes, Maria Lúcia Amary, Mauro Bragato, Rogério Nogueira, Barros Munhoz, Carlão Pignatari e Carla Morando. O PSD também incorporou Dirceu Dalben, que estava no Cidadania.

Do outro lado, o PSDB, que por décadas dominou a política paulista, viu sua bancada praticamente desaparecer. A sigla passou a contar apenas com Ana Carolina Serra, que fez o caminho inverso ao se filiar ao partido após deixar o Cidadania.

A crise tucana se aprofundou com a saída de nomes relevantes, como Bruna Furlan, que optou pelo Republicanos, partido ligado ao governador Tarcísio de Freitas.

Com apenas uma cadeira, o PSDB perde espaço institucional na Alesp, deixando de ter liderança própria e reduzindo sua influência em comissões e decisões da Mesa Diretora.

Enquanto isso, o cenário também mudou em outras frentes. O PT manteve sua bancada, o PSB cresceu com a chegada de Marina Helou, e partidos como Cidadania, PDT e Rede ficaram sem representação na Casa.

As movimentações refletem o reposicionamento dos partidos de olho nas eleições, com deputados buscando fortalecer suas bases e ampliar chances de reeleição. No cenário atual, a nova configuração da Alesp já começa a influenciar o equilíbrio de forças no estado.

Gráfico: Hora de S. Paulo | Fonte: Alesp

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Foto: Rodrigo Costa/Alesp

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Desfile com homenagem a Lula na Sapucaí gera reação política e vira alvo de ações no TSE

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O desfile da escola Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, provocou forte reação política e já é alvo de questionamentos na Tribunal Superior Eleitoral. O caso dividiu aliados e opositores do governo e reacendeu o debate sobre os limites entre manifestação cultural e propaganda eleitoral.

Parlamentares da oposição afirmam que a apresentação pode configurar propaganda antecipada e crime eleitoral. Partidos anunciaram nesta segunda-feira (16) que vão judicializar o episódio. Já há um processo em análise no TSE para apurar eventual irregularidade, com multa prevista entre R$ 5 mil e R$ 25 mil, conforme a legislação eleitoral.

O partido Novo informou ainda que pretende pedir a inelegibilidade de Lula por suposto abuso de poder político e econômico, sob a alegação de que recursos públicos teriam sido utilizados para promover a imagem do presidente. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, declarou que irá protocolar ação contra o que classificou como “crimes do PT na Sapucaí com dinheiro público”.

Integrantes do governo e do PT rejeitam qualquer irregularidade. O presidente nacional do partido, Edinho Silva, afirmou que a oposição tenta judicializar uma manifestação cultural e acusou adversários de tentar censurar o carnaval. Segundo ele, o desfile foi uma “grande manifestação popular” que animou o público.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também negou ilegalidade eleitoral. Para ele, a legislação é clara ao considerar irregular apenas o pedido explícito de voto ou o abuso de poder econômico. “Estão tentando achar pelo em ovo. É uma forçação de barra”, afirmou.

Entre as manifestações favoráveis ao desfile, o ex-presidente Michel Temer (MDB) disse não ver sentido em exigir rigor histórico de um desfile carnavalesco. Ele lembrou que foi satirizado pela Paraíso do Tuiuti em 2018 e defendeu a tradição da sátira política no carnaval. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou nas redes sociais que a Sapucaí presenciou “a história viva passando pela avenida”. Já o senador Humberto Costa (PT) destacou a narrativa da trajetória de um “nordestino que dedicou a vida ao povo”.

Do lado contrário, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticou o desfile ao comentar um carro alegórico e afirmou que Lula foi preso por corrupção. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, declarou que transformar o desfile em “palanque político” afronta a ética e o equilíbrio democrático. Já o deputado federal Coronel Zucco (PL-RS) afirmou que o enredo e a presença do presidente criam indícios que merecem apuração pela Justiça Eleitoral.

A controvérsia deve seguir em debate nos tribunais nos próximos dias, enquanto o episódio amplia a polarização política em torno do carnaval e de manifestações culturais de grande alcance nacional.

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Foto: Repordução/Facebook/Acadêmicos de Niterói

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Alesp debate Tarifa Zero e especialistas defendem modelo como direito social e economicamente viável

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A Assembleia Legislativa de São Paulo sediou nesta quinta-feira (13) um seminário sobre Tarifa Zero no transporte público. O evento, promovido pelo deputado Luiz Claudio Marcolino (PT), reuniu prefeitos, especialistas, parlamentares e representantes da sociedade civil para discutir modelos de financiamento capazes de viabilizar a gratuidade de forma cooperativa entre municípios, Estado e União. O auditório Teotônio Vilela ficou lotado.

Marcolino destacou que a Tarifa Zero é um processo “gradativo e de longo prazo”, comparando o transporte coletivo a direitos universais como saúde e educação. O deputado Maurici (PT) reforçou que a medida pode reverter a perda de usuários diante da precarização do serviço: “A tarifa zero rompe com a lógica de produto precificado e transforma o transporte em direito social”.

Experiências de cidades como Penápolis, Pirapora do Bom Jesus, São Caetano do Sul e Maricá foram apresentadas. Desde 2023, São Caetano registrou aumento de 70% no número de passageiros e aquecimento no comércio local, segundo o secretário de Desenvolvimento, Pio Mielo.

Para o representante do Ipea, Carlos Henrique Carvalho, a Tarifa Zero é economicamente viável e fundamental para garantir acesso a outros direitos básicos. “Sem transporte público, não há saúde, educação ou assistência”, afirmou.

Entre os desafios, pesquisadores apontaram a necessidade de novas fontes de financiamento, integração de modais e revisão dos contratos de concessão. Giancarlo Gama, da ONG Jevy Cidades, defendeu maior progressividade em tributos como IPTU e ISS para gerar receita destinada à gratuidade.

A proposta tem origem na gestão de Luiza Erundina, em 1990, quando o então secretário Lúcio Gregori apresentou o primeiro projeto de Tarifa Zero. Embora rejeitado à época, o modelo avançou no país: hoje, 145 municípios oferecem algum nível de gratuidade. Em São Paulo, a tarifa zero vale aos domingos desde 2023. “O erro histórico foi tratar o passageiro como custo, não como receita”, afirmou Gregori.

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Foto: Gabriel Eid/Aleps

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Lula lidera todos os cenários de segundo turno para 2026, aponta pesquisa Atlas Intel/Bloomberg

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente em todos os cenários de segundo turno testados para as eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa Atlas Intel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (24). O levantamento ouviu 14.063 pessoas entre os dias 15 e 19 de outubro e tem margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.

De acordo com o instituto, Lula venceria os principais nomes cotados da oposição. Contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o petista teria 52% das intenções de voto, ante 44% do paulista. O mesmo percentual de 52% é registrado quando o adversário seria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparece com 44%, e também quando enfrenta a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que soma 43%.

Nos cenários com outros governadores, Lula mantém vantagem confortável. Ele tem 52% contra 35% de Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, e 52% a 36% diante de Ronaldo Caiado (União), de Goiás. Já em uma eventual disputa com Ratinho Jr. (PSD), governador do Paraná, o petista marca 51%, enquanto o adversário alcança 37%.

Os índices de votos brancos e nulos variam entre 4% e 14%, dependendo do cenário apresentado.

A pesquisa reforça o favoritismo de Lula na corrida presidencial de 2026, especialmente frente aos principais nomes da direita e do centro-direita. Segundo os analistas da AtlasIntel, o presidente mantém uma base sólida de apoio e se beneficia da fragmentação entre seus possíveis adversários.

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*Com informações CNN Brasil – Foto: Ricardo Stuckert/PR

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PT de Osasco articula dobradinha entre João Paulo Cunha e Emídio de Souza para 2026

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O Partido dos Trabalhadores (PT) de Osasco deve repetir uma parceria histórica nas eleições de 2026. O ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha articula sua volta à vida pública e deve disputar uma vaga de deputado federal, em dobradinha com o deputado estadual Emídio de Souza, também de Osasco.

Integrante da “velha guarda” petista, João Paulo Cunha decidiu atender a um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feito em julho durante um evento na cidade. Na ocasião, Lula convocou o ex-deputado a retomar o contato com as bases. “E João Paulo, trata de voltar para a política. Para de ganhar dinheiro como advogado em Brasília. Vem para a porta de fábrica fazer comício, pô”, disse o presidente, em tom de incentivo.

João Paulo Cunha foi o deputado mais votado do PT nas eleições de 2006 e 2010 e mantém forte influência na região de Osasco. Interlocutores próximos afirmam que ele só confirmou sua pré-candidatura após garantir que Emídio de Souza não tentará uma vaga na Câmara dos Deputados, permanecendo na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Emídio, por sua vez, é um dos nomes de maior prestígio no PT paulista e tem relação próxima com Lula e com a primeira-dama Janja. Em 2022, foi reeleito deputado estadual com 157.834 votos, com destaque nas urnas de Osasco e da capital paulista.

A dobradinha entre João Paulo Cunha e Emídio de Souza tende a fortalecer o PT na Grande São Paulo, especialmente em Osasco, onde o partido pretende consolidar sua base eleitoral para as eleições de 2026.

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Foto: Reprodução/Montagem/ZH Digital

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