Quem votar nas eleições terá Prova de Vida automática no INSS

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Comparecimento às urnas será cruzado com os dados do INSS; medida vale para aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.

Aposentados, pensionistas e beneficiários de benefícios assistenciais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que votarem nas eleições de outubro terão a Prova de Vida computada automaticamente. O comparecimento às urnas será registrado nos dados da Justiça Eleitoral e posteriormente cruzado com as informações do INSS.

A regra dispensa o beneficiário que votar de realizar outra forma de comprovação de vida. O procedimento faz parte do modelo adotado pelo INSS para confirmar que o titular do benefício continua vivo e manter o pagamento regularmente.

Atualmente, cerca de 40 milhões de beneficiários ativos estão abrangidos pelo processo de Prova de Vida, considerando aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.

Segundo o Ministério da Previdência Social, o próprio INSS recebe as informações da Justiça Eleitoral e utiliza o registro do comparecimento para atualizar a situação da Prova de Vida.

“O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explicou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

Como funciona

A Prova de Vida é uma verificação periódica utilizada para confirmar que o titular do benefício continua vivo e, assim, garantir a manutenção dos pagamentos.

O procedimento deixou de depender prioritariamente do comparecimento presencial. Desde as mudanças implementadas nos últimos anos, o INSS passou a buscar de forma automática informações em diferentes bases de dados governamentais para comprovar a vida dos beneficiários.

Entre os registros que podem ser utilizados estão dados de votação nas eleições, acesso ao Meu INSS com selo ouro, atualizações no Cadastro Único e outros eventos registrados em bases oficiais.

O INSS informa que, caso não encontre automaticamente uma fonte que confirme a condição de vida do beneficiário, o cidadão pode ser comunicado para regularizar a situação. A consulta também pode ser feita pelo aplicativo ou site Meu INSS.

Votação já foi usada para Prova de Vida

O cruzamento entre dados eleitorais e informações do INSS já foi utilizado anteriormente. Segundo o Instituto, em 2024 foram registrados eventos eleitorais relacionados a 20.957.288 beneficiários, resultando na atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.

A utilização dos dados eleitorais está prevista entre os critérios de comprovação de vida adotados pelo INSS.

Atenção a golpes

O INSS alerta que a Prova de Vida é realizada atualmente, em grande parte, de forma automática. Beneficiários que não forem identificados pelas bases de dados podem receber orientações pelos canais oficiais.

O Instituto também alerta que não envia SMS, WhatsApp ou e-mail para informar corte de benefício por falta de Prova de Vida. Mensagens desse tipo que contenham links ou solicitem dados pessoais podem ser golpes.

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Foto: Alejandro Zambrana/TSE

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Entenda o que muda na prova de vida do INSS

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Uma das obrigações mais recorrentes para aposentados e pensionistas mudou neste mês. Desde a última quarta-feira (2), a prova de vida para os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixou de ser presencial e passou a basear-se no cruzamento de outras bases de dados do governo.

As regras foram alteradas por portaria publicada no Diário Oficial da União. A principal novidade foi a inversão da lógica de comprovação. Em vez de o aposentado ou pensionista provar que está vivo, caberá ao INSS certificar-se de que o segurado não morreu.

Antes, o segurado precisava ir a uma agência bancária. Segurados com biometria facial registrada no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) ou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) podiam fazer a prova de vida digital no aplicativo Meu INSS. Idosos a partir de 80 anos ou pessoas com dificuldade de locomoção podiam pedir visita em domicílio, agendando horário pelo telefone 135 ou pelo app Meu INSS.


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Agora, a ida ao banco será opcional e usada apenas como último recurso. O INSS terá acesso a dados como votação em eleições; registro de transferências de bens; vacinação; consultas pelo Sistema Único de Saúde; ou renovação de documentos como RG, carteira de motorista ou passaporte. Se alguma movimentação tiver acontecido nos dez meses posteriores ao aniversário do segurado, o INSS considerará o beneficiário vivo.

Caso não haja registro de movimento nesse período, o próprio órgão fará outras formas de comprovação de vida, a serem definidas no futuro. Ao anunciar as novas regras, o INSS informou que estuda soluções como a generalização da prova de vida digital, com um sistema de envio de fotos por aplicativo a partir de 2023, ou a manutenção do envio de servidores públicos para a coleta de dados biométricos na casa do aposentado ou pensionista. Segundo o INSS, o novo processo será implementado gradualmente até 31 de dezembro.

O mês de aniversário do segurado como data para a prova de vida não mudou. As novas regras já valem para todos que fazem aniversário após 2 de fevereiro, data de publicação da portaria. Se o segurado quiser regularizar pendências de anos anteriores, poderá ir ao banco fazer a prova de vida presencial, se quiser. A portaria estabelece apenas que ele não pode ser obrigado pela instituição financeira a procurar uma agência bancária.

Atualmente, cerca de 35 milhões de aposentados e pensionistas precisam provar, todos os anos, que estão vivos, segundo o Ministério do Trabalho e Previdência. De acordo com o INSS, as mudanças ocorreram para evitar ao máximo que idosos precisem sair de casa e reduzir dificuldades para segurados com problemas de saúde.


Fonte/texto: Agência Brasil/Wellton Máximo – Foto: Tomaz Silva/AB

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