Suspeito de vender produtos de luxo falsificados e fazer dezenas de vítimas é preso em SP

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Um homem de 46 anos suspeito de aplicar golpes com a venda de produtos de luxo falsificados foi preso pela Polícia Civil na Zona Norte de São Paulo. Segundo as investigações, ele teria feito ao menos 40 vítimas em diferentes cidades do estado apenas no ano passado.

De acordo com a polícia, o suspeito abordava pessoas em postos de combustíveis e se apresentava como representante de marcas internacionais. Para convencer as vítimas, dizia que estava deixando o país e precisava vender rapidamente mercadorias supostamente originais por preços muito abaixo dos praticados no mercado.

As investigações apontam que os produtos oferecidos incluíam perfumes, malas, relógios, óculos e outros itens de grife.

Golpe usava identidade falsa

Durante o cumprimento de mandados em São Paulo e Guarulhos, os policiais localizaram o investigado em um apartamento no bairro Jardim São Paulo.

No local, foram apreendidos produtos suspeitos de falsificação, máquinas de cartão e cartões de apresentação utilizados nas negociações.

Segundo a Polícia Civil, os cartões continham um nome fictício, utilizado para transmitir credibilidade às vítimas.

Suspeito já havia sido preso

Ainda de acordo com a investigação, o homem foi preso em flagrante por um crime semelhante no fim de abril deste ano.

Após ser liberado mediante pagamento de fiança, ele teria voltado a comercializar os produtos. A polícia afirma que ao menos cinco novas ocorrências foram registradas nas semanas seguintes.

A suspeita é de que familiares também tenham participado do esquema.

O caso segue sob investigação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí.

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Foto: Divulgação/SSP-SP

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Golpes com álbum da Copa de 2026 disparam e reclamações crescem 220% em SP

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As reclamações envolvendo o álbum da Copa do Mundo FIFA 2026 cresceram 220% em São Paulo, segundo levantamento divulgado pelo Procon-SP. O aumento está relacionado principalmente à venda de figurinhas, álbuns e kits promocionais em redes sociais, marketplaces e grupos de mensagens.

De acordo com o órgão de defesa do consumidor, o número de queixas saltou de 34 em abril para 109 em maio.

Entre os principais problemas relatados estão golpes, produtos falsificados, anúncios enganosos, atraso na entrega e itens diferentes dos anunciados.

O Procon-SP alerta que muitos consumidores acabam comprando produtos relacionados à Copa sem verificar a confiabilidade dos vendedores, especialmente em plataformas digitais e perfis não oficiais.

O órgão orienta que os consumidores priorizem pontos de venda autorizados e confirmem informações como CNPJ, canais de atendimento e reputação da loja antes de concluir a compra.

Além das reclamações ligadas diretamente ao álbum da Copa, o Procon também registrou aumento nas queixas envolvendo produtos promocionais relacionados ao Mundial, como televisores, roupas, eletrônicos e itens colecionáveis.

Desde março, foram contabilizadas 238 reclamações relacionadas à Copa do Mundo. Os registros passaram de 19 em março para 63 em abril e chegaram a 156 em maio.

Segundo o levantamento, o principal problema enfrentado pelos consumidores foi a não entrega ou atraso dos produtos, com 115 reclamações registradas.

Também aparecem entre as principais ocorrências ofertas não cumpridas, propaganda enganosa e envio de produtos incompletos ou diferentes do pedido.

O Procon recomenda que os consumidores desconfiem de preços muito abaixo do mercado, guardem comprovantes de pagamento e salvem anúncios e conversas realizadas durante a compra.

No caso de figurinhas e produtos colecionáveis, o órgão também orienta verificar se os itens são oficiais e possuem identificação clara do fornecedor.

Consumidores que enfrentarem problemas podem registrar reclamações pelos canais oficiais do Procon-SP.

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Foto: Divulgação/Panini

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Receita fecha dois shoppings do Brás em operação contra produtos falsificados

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Uma megaoperação da Receita Federal interditou temporariamente dois dos principais shoppings do Brás, no Centro de São Paulo, nesta segunda-feira (18), em uma ação contra a venda de produtos falsificados e mercadorias irregulares.

O Shopping 25 Brás e o Stunt, que concentram cerca de duas mil lojas, deverão permanecer fechados por pelo menos duas semanas para fiscalização e análise das mercadorias comercializadas nos estabelecimentos.

A operação mobilizou auditores da Receita Federal e provocou correria na região logo nas primeiras horas da manhã. Funcionários que chegaram para trabalhar encontraram os acessos bloqueados e aguardaram do lado de fora dos centros comerciais.

Segundo a auditora Fernanda Avendanha, o foco principal da ação é combater a comercialização de produtos falsificados, especialmente artigos esportivos ligados à Copa do Mundo, como camisas de seleções.

Além disso, os fiscais também procuram mercadorias proibidas no país, como cigarros eletrônicos, e eletrônicos importados irregularmente.

De acordo com a Receita Federal, os lojistas que apresentarem notas fiscais e documentação regular terão os produtos liberados. Já as mercadorias sem comprovação de origem serão apreendidas.

As apreensões devem ocorrer gradualmente ao longo das próximas duas semanas, período em que os auditores irão vistoriar as lojas dos dois centros comerciais.

Mesmo após eventual apreensão, comerciantes ainda poderão apresentar documentação posteriormente para tentar recuperar os produtos retidos.

Apesar da movimentação intensa causada pela chegada das equipes de fiscalização, a operação ocorreu sem registro de confronto ou tumulto.

A Associação de Lojistas do Brás (Alobrás) afirmou que não possui associados nos dois shoppings alvo da operação, mas declarou apoio às ações de combate à pirataria.

“Esperamos que a ação obtenha êxito de forma a estimular a competição justa e estímulo à moda nacional”, afirmou o vice-presidente da entidade, Lauro Pimenta.

Até a publicação desta reportagem, a administração dos dois shoppings não havia se manifestado sobre a operação.

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Foto: Rovena Rosa/Arquivo/Ag. Brasil

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