Moraes suspende visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias

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Ministro do STF também deu prazo de 48 horas para a defesa de Jair Bolsonaro explicar publicação de carta nas redes sociais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu nesta segunda-feira (13) suspender, por 90 dias, as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

A decisão foi tomada após Flávio Bolsonaro publicar, no último sábado (11), uma carta escrita pelo pai em suas redes sociais. Segundo Moraes, a divulgação descumpriu as condições impostas ao ex-presidente, que está proibido de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

Além da suspensão das visitas, o ministro determinou que a defesa de Jair Bolsonaro apresente explicações sobre a publicação no prazo de 48 horas.

Na decisão, Moraes afirmou que a conduta do senador representou um desvio da finalidade autorizada para a visita e contrariou expressamente a ordem judicial em vigor.

“Não há dúvidas de que a conduta irregular de Flávio Nantes Bolsonaro desrespeitou expressa vedação judicial e configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita”, registrou o ministro na decisão.

A suspensão das visitas ocorre pouco mais de um mês após Moraes ter autorizado o senador a visitar o ex-presidente em prisão domiciliar, dentro das condições estabelecidas pelo Supremo.

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Foto: Reprodução/Ag. Senado

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PGR defende prisão domiciliar para Bolsonaro após agravamento de saúde

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta segunda-feira (23) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro, citando riscos à saúde e necessidade de monitoramento contínuo.

No documento, Gonet afirma que há comprovação de que o estado clínico do ex-presidente exige cuidados permanentes, diante da possibilidade de “súbitas e imprevisíveis alterações” que podem agravar o quadro. Segundo ele, a medida permitiria acompanhamento integral e adequado.

Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes relacionados a atos contra a democracia. A Corte entendeu que o ex-presidente liderou uma organização criminosa armada com o objetivo de tentar um golpe de Estado.

Aos 71 anos, ele cumpre pena na chamada Papudinha, ala de celas especiais localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. No último dia 13 de março, Bolsonaro passou mal na cela e precisou ser levado com urgência para atendimento médico.

Ao dar entrada no hospital, foi internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), apresentando sintomas como sudorese, calafrios e baixa oxigenação. O diagnóstico apontou broncopneumonia bacteriana bilateral, de provável origem aspirativa. Ele permanece internado no hospital DF Star, em Brasília.

Diante da internação, a defesa do ex-presidente reiterou ao Supremo o pedido de prisão domiciliar, alegando risco de morte em caso de novos episódios súbitos e destacando a necessidade de acompanhamento médico constante.

Na última sexta-feira (20), o ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal de Bolsonaro no STF, solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o pedido. Com o parecer agora apresentado, caberá ao ministro decidir se concede ou não o benefício.

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Foto: Allan Santos/Arquivo/PR

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