A pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo” na noite da última quinta-feira (7) aponta que 40% dos brasileiros nunca confiam nas falas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ainda de acordo com o levantamento, outros 24% sempre acreditamno que o atual presidente da República diz.
Com relação ao levantamento anterior, divulgada há pouco menos de três meses, a parcela daqueles que nunca confiam no que Lula diz diminuiu em dois pontos percentuais. Já o grupo daqueles que acreditam veementemente no presidente aumentou em um ponto percentual.
O estudo veiculado ontem também mostra que 38% dos entrevistados consideram o terceiro mandato do petista frente ao Palácio do Planalto como bom ou ótimo, enquanto outros 30% avaliam sua gestão como ruim ou péssima.
Vale lembrar que a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais tanto para mais quanto para menos, ou seja, as variações apresentadas correspondem a um empate técnico. Para a formulação do documento, foram entrevistadas 2.004 pessoas em 135 cidades no dia 5 de dezembro.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ganhou um interlocutor de seu partido no ministério que cuida de um de seus projetos prioritários e viu Márcio França (PSB), um potencial adversário em 2026, perder espaço no governo federal e poder de influência em seu reduto eleitoral, Santos.
Essa é a avaliação que aliados de Tarcísio têm feito a respeito do deslocamento de França do Ministério dos Portos e Aeroportos para a pasta de Micro e Pequenas Empresas, para abrir espaço para Silvio Costa Filho, do Republicanos.
Em mensagem de despedida da pasta, França provocou o aliado de Jair Bolsonaro (PL): “saúdo o @LulaOficial por trazer p/ o Gov @tarcisiogdf e seu partido para nos apoiar. O BR voltou”, escreveu.
Entre aliados de Tarcísio, a avaliação foi a de que França deu a cutucada para disfarçar a derrota. Por isso, até o meio da tarde desta quinta-feira (7), ele havia sido deixado sem resposta do governador.
A troca de ministério deve reduzir a presença de França em Santos, região que conta com o principal porto brasileiro e na qual o ex-governador estabeleceu sua trajetória política. Entre diversos indicados para cargos, França colocou um de seus principais aliados, o advogado Anderson Pomini, no comando da Autoridade Portuária de Santos, mas agora ele pode ser desalojado.
A movimentação pode abalar a força eleitoral do pessebista, concorrente em potencial do governador na busca pela reeleição em 2026 (que ele tem dito considerar como escolha mais provável em relação a uma candidatura à Presidência).
Com um colega de Republicanos à frente do ministério, Tarcísio deverá encontrar recepção mais calorosa para o seu projeto de privatização total do porto de Santos, ao qual França vinha fazendo oposição ferrenha.
Em relação à provocação de França a respeito da integração do Republicanos à base de Lula (PT), o governador tem se fiado na promessa do presidente de seu partido, Marcos Pereira, de que nada levará a sigla para a administração petista.
Pesquisa do Datafolha divulgada na sexta-feira (1º) pelo jornal “Folha de S. Paulo” e realizada com moradores da cidade de São Paulo mostra que 45% dos eleitores consideram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ótimo ou bom, enquanto 25% consideram o governo ruim ou péssimo.
A pesquisa aponta que 29% dos eleitores acham o governo regular, e 1% não sabe:
Ótimo ou bom: 45%;
Ruim ou péssimo: 25%;
Regular: 29%;
Não sabem: 1%.
A pesquisa ouviu 1.092 pessoas com mais de 16 anos na terça-feira (29) e na quarta-feira (30), e a margem de erro do levantamento é de três pontos para mais ou para menos.
Outro levantamento feito pelo Instituto Datafolha e divulgado pelo jornal “Folha de S. Paulo” na madrugada desta sexta-feira mostra que quase um quarto da população paulistana avalia a gestão de Ricardo Nunes (MDB) frente ao executivo da capital paulista como “ruim ou péssima”.
Enquanto 24% dos entrevistados reprovam o mandato do atual prefeito de São Paulo, 23% o avaliam como “ótimo ou bom”, ou seja, aprovam. Aqueles que consideram seu trabalho como “regular” somam 49%.
Para a formulação do levantamento, foram ouvidas 1.092 pessoas entre as últimas terça (29) e quarta-feira (30). Segundo o instituto, a margem de erro do estudo é de três pontos percentuais.
O vice-presidente ocupa a pasta de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
O vice-presidente, Geraldo Alckmin, disse neste domingo (6) que não conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma possível saída do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Ele acumula a vice-presidência com o cargo de ministro desde o início do mandato.
Alckmin cumpriu agenda em Taubaté, interior de São Paulo, e comentou sobre o assunto.
“Não tive com o presidente nenhuma conversa a esse respeito (…) Mas vamos conversar, o cargo de ministro é de confiança do presidente da República. A minha disposição é ajudar, é servir, ajudar o Brasil e colaborar com o governo do presidente Lula”, afirmou.
O ministério de Alckmin é um dos discutidos para entrar na reforma ministerial aguardada pelo Congresso Nacional.
O cenário esperado é Alckmin apenas com o cargo de vice-presidente, deixando o ministério para Márcio França (PSB) que, por sua vez, entregaria a pasta de Portos e Aeroportos ao Republicanos.
O advogado Cristiano Zanin toma posse nesta quinta-feira (3) no cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O novo ministro entrará na vaga deixada por Ricardo Lewandowski, que, em abril, se aposentou compulsoriamente ao completar 75 anos. A cerimônia está prevista para as 16h.
Foram convidadas cerca de 350 pessoas. Estarão presentes amigos e familiares de Zanin, além de ministros do governo federal, parlamentares e autoridades do Judiciário. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou presença no evento.
A cerimônia deve durar cerca de 15 minutos. A sessão será aberta pela presidente da Corte, Rosa Weber. Após a execução do Hino Nacional, Zanin será conduzido ao plenário pelos ministros André Mendonça e Gilmar Mendes, integrantes mais novo e mais antigo no tribunal, respectivamente.
Em seguida, o novo ministro prestará juramento de cumprir a Constituição e assinará o termo de posse. Não há previsão de discurso. Após o encerramento da sessão, Zanin receberá os cumprimentos dos convidados em outro salão do tribunal.
À noite, um coquetel será oferecido por associações de magistrados. O evento será realizado em um salão de festas. Os convites foram vendidos por cerca de R$ 500.
Perfil
Zanin chegou ao Supremo após ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e o plenário da Casa. Ele atuou como defensor de Lula nos processos da Operação Lava Jato.
O novo ministro nasceu em Piracicaba e tem 47 anos. Ele é formado em direito pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Casado com a advogada Valeska Teixeira Zanin Martins, tem três filhos. Ele poderá permanecer na Corte por 27 anos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é citado como melhor nome por 63% dos entrevistados como melhor nome para a representar a esquerda na disputa para o Planalto em 2026.
A pesquisa Atlas/Intel ouviu 3.222 pessoas entre os dias 2 e 4 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Cenário na esquerda
Lula lidera na esquerda com 63%. Ele é seguido pelo atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), com 14,4%. A opção “outro nome” – que não define um candidato específico – aparece com 9,3%. Ciro Gomes (PDT), que participou da corrida eleitoral no ano passado, tem 3,7%. Veja o cenário completo abaixo:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 63%
Fernando Haddad (PT): 14,4%
Outro nome: 9,3%
Ciro Gomes (PDT): 3,7%
Camilo Santana (PT): 2,8%
Rui Costa (PT): 1,7%
Marina Silva (Rede): 1,1%
Jaques Wagner (PT): 0,4%
Silvio Almeida: 0,2%
Não sabe: 3,4%
Cenário no centro:
No centro, a opção “outro nome” tem 38,6%, acima de qualquer citado. A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), foi citada por 32,3% dos entrevistados. Já o vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), tem 8,4%. Veja o cenário completo abaixo:
Outro nome: 38,6%
Simone Tebet (MDB): 32,3%
Geraldo Alckmin (PSB): 8,4%
Márcio França (PSB): 4,2%
Eduardo Leite (PSDB): 2,8%
Raquel Lyra (PSDB): 0,3%
Não sabe: 13,6%
Imagem positiva ou negativa
Quando questionados sobre a imagem dos prováveis candidatos, 54% citam que veem Tarcísio positivamente, 20% não sabem, e 26% têm opinião negativa. Lula, por sua vez, tem 51% de citações positivas, enquanto 3% não sabem, e 46% o veem negativamente. Veja o cenário completo abaixo:
Tarcísio de Freitas (Republicanos): 54% positiva; 20% não sabem; e 26% negativa
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 51% positiva; 3% não sabem; e 46% negativa
Simone Tebet (MDB): 45% positiva; 6% não sabem; e 48% negativa
Fernando Haddad (PT): 43% positiva; 6% não sabem; e 51% negativa
Jair Bolsonaro (PL): 43% positiva; 6% não sabem; e 51% negativa
Michelle Bolsonaro (PL): 43% positiva; 9% não sabem; e 49% negativa
Janja: 39% positiva; 16% não sabem; e 45% negativa
Geraldo Alckmin (PSB): 38% positiva; 18% não sabem; e 44% negativa
Flávio Dino (PSB): 37% positiva; 16% não sabem; e 47% negativa
Sergio Moro (União Brasil): 37% positiva; 12% não sabem; e 52% negativa
Romeu Zema (Novo): 35% positiva; 27% não sabem; e 38% negativa
Marina Silva (Rede): 34% positiva; 17% não sabem; e 49% negativa
Eduardo Leite (PSDB): 25% positiva; 36% não sabem; e 39% negativa
Rodrigo Pacheco (PSD): 25% positiva; 29% não sabem; e 46% negativa
Ciro Gomes (PDT): 23% positiva; 23% não sabem; e 54% negativa
Rui Costa (PT): 16% positiva; 45% não sabem; e 40% negativa
Arthur Lira (PP): 15% positiva; 22% não sabem; e 63% negativa
Em pouco menos de seis meses de mandato, a aprovação do governo Lula (PT) está em 37%, e a reprovação, em 27%, em ritmo de estabilidade. Outros 32% consideram a administração do petista regular, e 4% não souberam ou não quiseram responder.
É o que relata a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (21). O levantamento entrevistou presencialmente 2.029 pessoas com 16 anos ou mais de 15 a 18 de junho, em 120 municípios. A margem de erro estimada é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Em relação aos resultados anteriores, publicados em abril, a aprovação oscilou um ponto para cima, e a reprovação, dois pontos para baixo. O número dos que consideram o governo regular também variou positivamente, em três pontos. Todos se mantiveram dentro das margens de erro.
Os números da Quaest são parecidos com os auferidos pelo Datafolha em 12 e 14 de junho, quando o petista marcou 37% de aprovação e 27% de reprovação —33% consideraram o governo atual regular e 3% não opinaram.
Segundo dados do Datafolha, a aprovação de Lula nos primeiros seis meses é menor em relação ao mesmo período de seus primeiros dois mandatos, quando marcou 42% e 48%, respectivamente, além da de Dilma Rousseff (PT) em seu primeiro governo, com 49%, e a de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1995, com 40% de avaliação positiva.
Em uma pergunta específica da Quaest sobre a opinião em relação ao trabalho feito por Lula, 56% dos respondentes afirmaram aprovar o que o mandatário está fazendo —no levantamento anterior, o número era de 51%.
Já os que disseram reprovar o trabalho do petista estão em 40%, uma oscilação negativa de dois pontos percentuais em relação aos resultados de abril. Os que não souberam ou não quiseram responder essa questão somam 4%.
Segundo a Quaest, houve uma recuperação entre os que achavam positivos os esforços do atual presidente nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte. Nesta última, por exemplo, a aprovação do trabalho de Lula foi de 46% para 56%, enquanto a reprovação passou de 47% para 42%.
No Sul, em abril, a reprovação ao trabalho de Lula estava em 51%, ante 43% dos que concordavam com a atuação do Planalto. Agora, são 49% e 48%, respectivamente. No Nordeste, o cenário é de estabilidade, com 71% aprovando o trabalho de Lula —mesmo patamar da pesquisa anterior.
O levantamento é financiado pela corretora de investimentos digital Genial Investimentos, controlada pelo banco Genial.
Uma pesquisa do “Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica” (Ipec), antigo Ibope, aponta que 37% dos brasileiros classificam o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) frente à Presidência da República como “ótimo” ou “bom”.
Já os que avaliam o Governo Lula 3 como “ruim” ou “péssimo” somam 28% dos entrevistados, ainda de acordo com o levantamento. Aproximadamente 3% não souberam responder.
Publicado na manhã desta sexta-feira (9), o estudo tem uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Com relação à pesquisa anterior, divulgada no dia 11 de abril, a avaliação positiva do atual mandatário oscilou dois pontos percentuais para baixo. Já a reprovação oscilou dois pontos para cima. Ambas as mudanças, no entanto, se encontram dentro da margem de erro.
Lula foi eleito presidente em outubro do ano passado, após vencer Jair Messias Bolsonaro (PL) nas urnas. Na ocasião, o ex-chefe do Executivo se tornou o primeiro a não conseguir a reeleição desde que ela foi implementada no Brasil, em 1997.
O petista deve participar de um encontro que discutirá medidas de financiamento para ações climáticas, em Paris.
A “Cúpula por um novo pacto financeiro mundial” acontecerá nos 22 e 23 de junho e foi proposta pelo presidente francês, Emmanuel Macron.
A expectativa entre integrantes da diplomacia brasileira é que Lula aproveite a viagem a Paris para também ir a Roma (Itália) e se encontrar com o Papa Francisco no Vaticano.
O presidente Lula (PT) discursou em São Paulo em um ato de 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Ele voltou a agradecer a vitória nas eleições presidenciais do ano passado e valorizou os feitos do atual governo. Confira os principais pontos abordados pelo chefe do executivo na fala desta segunda-feira.
Esquerda
O presidente começou o discurso agradecendo a oportunidade de trabalhar em mais um mandato e fez acenos à sua base aliada, dizendo que não é possível tratar quem “veste vermelho” como “inimigo“. Também disse que “não pode ser proibido ser de esquerda“.
Taxa de juros
Lula voltou a criticar o nível da taxa Selic, a taxa básica de juros, que serve de referência e influencia as demais operações financeiras. O presidente afirmou que a taxa, atualmente em 13,75% ao ano, não está conseguindo frear a inflação, mas sim dificultando a geração de empregos. “A taxa de juros não controla a inflação, a taxa de juros controla o desemprego nesse país“, comentou.
Um dos temas abordados foi a proposta do governo, enviada ao Congresso, para o fortalecimento da igualdade salarial entre homens e mulheres. O chefe do executivo elogiou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, pela elaboração da proposta. Lula ressaltou a força e a capacidade feminina, dizendo que muitas vezes as mulheres são mais corajosas que os homens.
“No dia 8 de março, mandamos um projeto de lei para garantir de verdade, sem vírgula ou ponto, que as mulheres vão ganhar o mesmo que os homens se fizerem o mesmo trabalho. Não é possível tratar as mulheres como um ser inferior“, disse.
Salário Mínimo, isenção do IR e propostas de governo
O presidente valorizou os anúncios recentes de reajuste do salário mínimo, agora de R$ 1.320, e a isenção do pagamento de imposto de renda para quem ganha até R$ 2.640.
“Daqui pra frente, o trabalhador receberá, além da inflação, a média do crescimento do PIB, como sempre fizemos em nossos governos. Porque o trabalhador, quando tem mais dinheiro, compra mais. E a roda gigante da economia começa a girar”, falou o presidente.
Lula também disse que a intenção é que o governo, até o final de seu mandato, consiga isentar trabalhadores que ganhem até R$ 5.000 do IR. Foi anunciado também que a equipe econômica do Planalto estuda tornar trabalhadores isentos do IR do PRL (Participação nos Lucros e Resultados).
“A pedido das centrais sindicais, nós começamos a estudar essa isenção. Se o patrão não paga Imposto de Renda sobre Lucros, sobre dividendos, porque é que o trabalhador tem que pagar sobre a participação dele nesse lucro?”, declarou o presidente. Atualmente, a PLR tem imposto retido na fonte.
O presidente afirmou que é intenção do governo retomar o programa ‘Farmácia Popular’ e construir a Universidade Federal de Osasco e a Universidade Federal da Zona Leste.
Fake news
No embalo das discussões no Congresso Nacional sobre o projeto de lei que visa regular as redes sociais e combater notícias falsas, a chamada “PL das Fake News”, Lula conclamou as pessoas para virarem “soldados contra as fake news“. “Queria convidar vocês para não passar para a frente o que pode prejudicar o povo. A mentira nunca levou ninguém a lugar nenhum. O Brasil quer democracia e respeito”, pediu.
O presidente lembrou dos atos golpistas do 8 de janeiro e afirmou que todas as pessoas que participaram dos crimes de invasão e depredação aos prédios públicos de Brasília serão presas.