Decisão do presidente do TRE-SP inadmitiu recurso especial eleitoral do ex-candidato à Prefeitura de São Paulo e manteve multa de R$ 420 mil
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José Antonio Encinas Manfré, decidiu inadmitir um recurso especial eleitoral apresentado por Pablo Marçal, mantendo a decisão que o tornou inelegível até 2032.
A decisão foi proferida na última sexta-feira (21) e também mantém a multa de R$ 420 mil aplicada ao empresário e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo.
Marçal foi condenado por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.
Na mesma decisão, o presidente do TRE-SP também negou um recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra parte do julgamento anterior.
O recurso questionava o trecho da decisão colegiada que havia afastado a condenação de Marçal por captação e gastos ilícitos de recursos e abuso de poder econômico.
Ao analisar o caso, foi mantido o entendimento de que os elementos reunidos no processo permitem reconhecer o uso indevido dos meios de comunicação, mas não seriam suficientes para sustentar uma condenação por abuso de poder econômico.
Com a decisão, permanece válida a condenação que estabelece a inelegibilidade de Pablo Marçal até 2032 e a multa de R$ 420 mil.
Estamos a menos de dois meses de mais uma eleição. Em outubro vamos eleger Presidente da República, Governadores dos estados, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. O resultado desta eleição popular, irá influenciar a vida de todos os brasileiros pelos próximos 4 anos. Penso que as prioridades, de qualquer plano de governo, devem ser nas áreas da Educação e da Saúde. Fundamentais para o desenvolvimento do Brasil não apenas pela visão da tecnocracia, mas, e principalmente, por serem uma necessidade humana, social e econômica que influenciará o futuro do país. Investir nessas áreas significa investir na própria capacidade do Brasil de garantir dignidade, competitividade e bem-estar para sua população. Este artigo reflete sobre esta importância sob uma perspectiva humanista, social e econômica.
A visão humanista coloca o ser humano no centro das políticas públicas. Sob essa perspectiva, Educação eSaúde não são apenas serviços: são direitos fundamentais permitindo que cada pessoa desenvolva todo o seu potencial, dignamente. A Educação amplia horizontes, possibilita novos conhecimentos, fortalece a autonomia, enseja novas e constantes reflexões, permite que indivíduos compreendam e transformem o mundo ao seu redor. A Saúde assegura aos cidadãos condições físicas e mentais para viver plenamente, trabalhar, estudar e participar da vida comunitária. Sem esses dois pilares, a promessa de cidadania plena se torna incompleta. Um país que negligencia EducaçãoeSaúdepúblicas compromete a própria humanidade de seu povo. Infelizmente essa negligência é recorrente em nosso país, pois o orçamento público para Educação e Saúde, sempre é alvo de cortes.
Investir nessas áreas é uma estratégia de fortalecimento social. A Educação pública de qualidade reduz desigualdades, rompe ciclos de pobreza e amplia oportunidades reais de ascensão social. Ela cria ambientes seguros, comunidades engajadas e cidadãos mais preparados para participar da vida democrática. Do ponto de vista meramente econômico, o investimento em Educaçãopública é um dos mais rentáveis que um país pode fazer, pois: aumenta a produtividade da mão-de-obra; estimula a inovação e a capacidade tecnológica; atrai investimentos internacionais; reduz custos com desemprego, violência e assistência social. O investimento consistente em Educaçãopública produz ganhos econômicos duradouros, construindo uma base sólida de capital humano.
A Saúde pública, por sua vez, promove equidade ao garantir que todos, independentemente de renda, etnia, gênero ou região, tenham acesso a cuidados essenciais. Sistemas de saúde funcionais reduzem mortalidade infantil, ampliam expectativa de vida e fortalecem a coesão social ao diminuir disparidades regionais e socioeconômicas. Sabidamente, trabalhadores saudáveis produzem mais, faltam menos e permanecem ativos por mais tempo; um sistema de Saúdepública eficiente reduz gastos públicos com doenças evitáveis, fortalece a economia ao evitar crises sanitárias que paralisam setores inteiros, como ocorreu durante a pandemia.
Sem dúvida o Brasil enfrenta desafios históricos: desigualdade social, péssima distribuição de renda, disparidades regionais, infraestrutura insuficiente, mas também possui grandes oportunidades: um sistema de Saúde pública robusto, o SUS, que é uma referência internacional; uma rede educacional ampla que, com os investimentos adequados, podem elevar o país a novos patamares de desenvolvimento.
A decisão de investir em Educação e Saúdepúblicas é urgentíssima. Sob uma perspectiva humanista, é reconhecer o valor intrínseco de cada cidadão / cidadã. Sob uma perspectiva social, é construir um país mais justo e igualitário. Sob uma perspectiva econômica, é garantir crescimento sustentável para todas as classes sociais, e não apenas para os privilegiados. Portanto, quando Educação e Saúde avançam juntas, a sociedade se torna mais igualitária, integrada, resiliente, mais humanizada.
O Brasil só alcançará seu potencial pleno quando colocar o ser humano no centro de suas prioridades, e isso começa com uma Educação e Saúdepúblicas fortes, acessíveis e de qualidade. Pense nisso quando for eleger seus representantes.
Dados atualizados pelo TSE mostram redução de 8,7 mil pedidos em relação às eleições de 2022; deputado estadual concentra o maior número de registros
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 20.530 pedidos de registro de candidatura para as eleições de 2026, segundo dados atualizados na manhã desta terça-feira (18).
O número representa uma redução de 8.732 pedidos em comparação com as eleições de 2022.
As solicitações envolvem candidatos aos cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.
Do total de pedidos registrados, 13.374, ou 65%, são de pessoas do sexo masculino, enquanto 7.156, equivalentes a 35%, são de pessoas do sexo feminino.
Deputado estadual lidera número de candidaturas
O cargo de deputado estadual concentra a maior quantidade de pedidos de registro, com 11.103 candidaturas.
Na sequência aparecem:
Deputado federal: 7.636 pedidos;
Deputado distrital: 420;
Governador e vice-governador: 196;
Senador: 315;
Presidência da República: 13.
Na relação entre o número de candidatos e as vagas disponíveis, o cargo de deputado distrital apresenta a maior concorrência, com 17,5 candidatos por vaga.
Para deputado federal, a média é de 14,88 candidatos por vaga.
Empresários lideram entre as ocupações
Os empresários formam o maior grupo profissional entre os candidatos que solicitaram registro, com 2.576 pessoas.
Os advogados aparecem na sequência, com 1.691 candidatos.
Também estão entre as ocupações mais frequentes:
Deputados: 874;
Vereadores: 811;
Policiais militares: 569;
Médicos: 558;
Servidores públicos estaduais: 541.
Outros 2.709 candidatos foram classificados pelo TSE na categoria de outras ocupações.
Maioria declarou ensino superior completo
Em relação ao grau de instrução, a maior parte dos candidatos declarou possuir ensino superior completo, representando 58,57% dos pedidos.
Em seguida aparecem os candidatos com:
Ensino médio completo: 21,41%;
Ensino superior incompleto: 10,58%;
Ensino médio incompleto: 3,56%;
Ensino fundamental incompleto: 2,94%;
Ensino fundamental completo: 2,58%.
Segundo os dados, 73 candidatos declararam apenas saber ler e escrever.
Faixa etária e cor ou raça
A faixa etária com o maior número de pedidos de candidatura é a de 45 a 49 anos, com 3.538 registros.
Na sequência estão os candidatos com idade entre:
50 e 54 anos: 3.176;
40 e 44 anos: 2.986;
55 e 59 anos: 2.581.
Em relação à declaração de cor ou raça, 10.013 candidatos, ou 48,77% do total, se declararam brancos.
Outros 7.418 se declararam pardos, representando 36,13%, enquanto cerca de 2,8 mil se declararam pretos, o equivalente a 13,64%.
Também foram registrados 191 candidatos indígenas e 108 candidatos que se declararam amarelos.
Candidaturas ainda passam por análise
Os pedidos registrados pelo TSE ainda fazem parte do processo de análise da Justiça Eleitoral.
O registro formaliza as candidaturas escolhidas pelos partidos, federações e coligações durante as convenções partidárias, mas a situação de cada candidato depende da análise dos documentos apresentados e do cumprimento dos requisitos previstos na legislação eleitoral.
Os números, portanto, mostram o retrato inicial das candidaturas apresentadas para a disputa das eleições de 2026.
Presidente aparece com 41% contra 36% do senador no primeiro turno; em eventual segundo turno, diferença de três pontos fica dentro da margem de erro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa pela Presidência da República no primeiro turno das eleições de 2026, mas encontra um cenário mais equilibrado contra Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual segunda etapa da disputa, segundo pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (17).
No primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 36%. O senador está cinco pontos percentuais atrás do presidente.
Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro lugar, com 5%. Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) têm 4% cada. Outros 5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.
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Disputa fica mais apertada no segundo turno
Quando o levantamento considera um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a distância diminui.
Lula aparece com 47%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 44%. A diferença de três pontos percentuais está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para mais ou para menos.
O resultado indica um cenário de empate técnico, embora Lula apresente vantagem numérica no levantamento.
Lula também lidera contra outros adversários
A pesquisa testou ainda outros cenários de segundo turno.
Contra Romeu Zema, Lula aparece com 46%, enquanto o governador de Goiás tem 41%. Em uma disputa contra Renan Santos, o presidente registra 47%, ante 36% do candidato do Missão.
Já no cenário entre Lula e Ronaldo Caiado, o petista tem 45%, contra 42% do ex-governador de Goiás.
Pesquisa foi realizada no início da campanha
O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 14 e 16 de agosto, com 2.003 eleitores.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03317/2026.
A divulgação ocorre um dia após o início oficial da campanha eleitoral nas ruas, que começou neste domingo (16), colocando os candidatos diante de um cenário de disputa nacional ainda marcado por forte polarização.
Empresário e influenciador foi terceiro colocado na eleição para prefeito de São Paulo em 2024 e agora tenta disputar o Palácio do Planalto; registro ainda será analisado pela Justiça Eleitoral
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O empresário e influenciador Pablo Marçal registrou sua candidatura à Presidência da República pelo PRTB para as eleições de 2026. O pedido foi protocolado no sábado (15), último dia do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
A candidatura, no entanto, ainda depende de análise da Justiça Eleitoral. Marçal permanece inelegível em razão de uma condenação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que manteve a pena de oito anos de inelegibilidade relacionada à campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024.
O registro só foi possível após uma decisão judicial que autorizou Marçal a retornar ao PRTB, com efeitos retroativos à data-limite de filiação partidária. O presidente nacional da legenda, Leonardo Avalanche, que havia sido anunciado como candidato à Presidência, passou a integrar a chapa como candidato a vice.
Da eleição em São Paulo para a disputa nacional
A candidatura presidencial ocorre menos de dois anos depois de Marçal ter protagonizado uma das disputas mais acirradas pela Prefeitura de São Paulo.
Em 2024, ele terminou o primeiro turno na terceira colocação, com 1,719 milhão de votos, ou 28,14% dos votos válidos. Ricardo Nunes ficou em primeiro, com 29,48%, enquanto Guilherme Boulos obteve 29,07% e avançou ao segundo turno.
A diferença para Boulos foi de aproximadamente 56 mil votos, o que deixou Marçal muito próximo de uma vaga no segundo turno.
Além do resultado geral, o empresário foi o candidato mais votado em 20 das 57 zonas eleitorais da capital. Na Vila Formosa, na Zona Leste, alcançou 34,59% dos votos, seu melhor desempenho proporcional entre as zonas eleitorais.
A ligação com Alphaville
Marçal também mantém uma relação conhecida com Alphaville, região localizada entre Barueri e Santana de Parnaíba e que se tornou uma das bases de sua atuação empresarial.
Reportagens publicadas durante a campanha de 2024 apontaram Alphaville como local de residência e concentração de empresas e atividades ligadas ao empresário.
A conexão ganha relevância para a região porque Marçal construiu parte de sua trajetória empresarial e de comunicação justamente a partir desse território, antes de ampliar sua atuação para a política.
Candidatura ainda depende da Justiça
Apesar do registro, Marçal não está automaticamente habilitado a disputar a eleição.
O TRE-SP manteve a condenação que determinou sua inelegibilidade por oito anos. A decisão ainda pode ser questionada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o pedido de registro da candidatura presidencial será analisado pela Justiça Eleitoral.
Enquanto não houver decisão definitiva sobre o registro, a candidatura permanece em processo de análise.
São Paulo terá duas cadeiras em disputa nas eleições de outubro; eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado
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São Paulo terá 14 candidatos na disputa por duas vagas ao Senado Federal nas eleições de 2026. O prazo para registro das candidaturas terminou no sábado (15), e a votação do primeiro turno está marcada para 4 de outubro.
Diferentemente da eleição para governador e presidente, em que o eleitor escolhe apenas um nome no primeiro turno, neste ano os paulistas deverão votar em dois candidatos ao Senado.
A disputa ocorre em um dos maiores colégios eleitorais do país. São Paulo reúne cerca de 34,1 milhões de eleitores, o equivalente a 21,48% do eleitorado brasileiro, segundo dados compilados pelo Poder360.
Quem são os candidatos
Os 14 nomes registrados para a disputa são:
André do Prado (PL)
Dra. Eliana Ferreira (PSTU)
Ednelson Cesaretti (PCO)
Geraldo Rufino (Podemos)
Guilherme Derrite (PP)
Maíra de Souza (UP)
Márcio Alves (UP)
Marina Silva (Rede)
Petter Maahs (PCB)
Ricardo Salles (Novo)
Simone Tebet (PSB)
Soninha Francine (Cidadania)
Weller Gonçalves (PSTU)
William Teixeira (Agir)
A relação foi divulgada após o encerramento do prazo para registro das candidaturas. As informações apresentadas à Justiça Eleitoral são de responsabilidade dos candidatos e dos partidos e ainda podem sofrer alterações em razão de eventuais questionamentos judiciais.
Disputa reúne nomes conhecidos da política paulista
A corrida pelas duas cadeiras reúne políticos com trajetórias distintas e diferentes posicionamentos no espectro político.
Entre os nomes de maior projeção estão a ex-ministra Simone Tebet, candidata pelo PSB, a ministra Marina Silva, da Rede, o deputado federal Guilherme Derrite, do PP, o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, do PL, e o deputado federal Ricardo Salles, do Novo.
Também concorrem nomes com atuação em diferentes áreas políticas e sociais, ampliando o número de alternativas oferecidas ao eleitor paulista.
Eleitor terá dois votos para o Senado
Em 2026, dois terços do Senado Federal serão renovados. Ao todo, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa, com duas vagas destinadas a cada unidade da Federação.
Em São Paulo, os dois candidatos mais votados serão eleitos para mandatos de oito anos.
Por isso, o eleitor paulista deverá prestar atenção à segunda escolha na urna. Será necessário votar em dois nomes diferentes para o Senado.
A propaganda eleitoral já está liberada desde domingo (16), conforme o calendário das eleições de 2026.
Prazo para registro terminou neste sábado (15); partidos, federações e coligações agora entram na fase de campanha eleitoral
Um total de 1.395 candidatos disputa 94 vagas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nas eleições de 2026. O prazo para partidos políticos, federações e coligações solicitarem o registro das candidaturas terminou às 19h deste sábado (15).
O prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral valeu para os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal e deputado estadual.
Para a Alesp, a relação entre o número de registros e as cadeiras disponíveis mostra o tamanho da concorrência pela próxima legislatura.
O registro é a etapa que formaliza perante a Justiça Eleitoral as candidaturas escolhidas nas convenções partidárias. Após o protocolo, são analisados documentos, condições de elegibilidade e demais requisitos previstos na legislação eleitoral.
PL, DC e Novo aparecem entre os partidos com mais candidatos
Entre as legendas com maior número de candidaturas para deputado estadual estão PL, Democracia Cristã (DC) e Novo, com 95 registros cada, segundo os dados apresentados no levantamento.
Os partidos ligados aos dois principais candidatos ao governo de São Paulo citados na disputa, aparecem com um número menor de nomes registrados para concorrer a uma cadeira na Alesp.
O Republicanos, partido do governador Tarcísio de Freitas, registrou 67 candidatos. Já o PT, legenda do ex-prefeito Fernando Haddad, apresentou 77 candidaturas.
No caso do PT, entretanto, o número precisa ser analisado dentro da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Considerada a federação, o grupo reúne 86 candidaturas para a Alesp, de acordo com os dados apresentados.
Partidos com menor número de candidaturas
Na outra ponta, PV e UP aparecem com dois candidatos cada, enquanto Democrata e PSTU registraram três candidaturas cada, conforme os dados fornecidos para o levantamento.
A diferença entre os números individuais dos partidos e aqueles considerados por federações é relevante porque as federações funcionam como uma unidade partidária para determinados efeitos eleitorais.
Campanha eleitoral começa neste domingo
Com o encerramento do prazo para registro, a disputa entra oficialmente na fase de campanha.
A propaganda eleitoral passou a ser permitida a partir deste domingo (16), inclusive na internet, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A partir de agora, os candidatos poderão apresentar propostas, participar de atos de campanha e utilizar os meios de propaganda autorizados pela legislação eleitoral.
Os pedidos registrados neste momento ainda passam pela análise da Justiça Eleitoral. Portanto, o número de 1.395 corresponde aos registros apresentados e não significa, necessariamente, que todos os candidatos já tenham seus registros definitivamente deferidos.
Governador fará primeiro ato no domingo, enquanto ex-prefeito terá lançamento oficial na segunda-feira, no centro da capital
Os dois principais candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), definiram as agendas para o início da campanha eleitoral.
Tarcísio fará o primeiro ato no domingo (16), às 10h, em Osasco, na Grande São Paulo. A cidade é um dos principais redutos políticos do deputado estadual Rogério Lins, ex-prefeito do município e aliado do governador. O atual prefeito de Osasco também apoia a candidatura à reeleição.
A estratégia anunciada pela campanha de Tarcísio é priorizar eventos com capilaridade regional, reunindo diferentes grupos políticos e lideranças de diversas regiões do estado.
Tarcísio começa campanha em Osasco
A região metropolitana deve ter papel importante na estratégia eleitoral do governador. Segundo o material divulgado pela campanha, Tarcísio se reuniu nesta semana com 38 dos 39 prefeitos da região, que teriam manifestado apoio à sua candidatura.
Parte dessas lideranças deverá participar do ato de domingo em Osasco.
A campanha também prevê a participação de Tarcísio em eventos regionais ao longo da disputa. Entre os compromissos previstos está a Festa do Peão de Barretos, no dia 22, onde o governador deverá estar ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Haddad fará lançamento na Praça da República
Fernando Haddad também terá agenda no domingo, mas participará do evento de lançamento da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República.
O lançamento oficial da candidatura de Haddad ao governo paulista ocorrerá na segunda-feira (17), às 10h30, na Praça da República, no centro de São Paulo.
O ato será integrado à Caminhada das Mulheres com Haddad, que seguirá até o Teatro Municipal.
A programação deverá contar com a participação das ex-ministras e candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do candidato a vice-governador Márcio França (PSB) e de Ana Estela Haddad, esposa do candidato.
Campanhas terão estratégias diferentes
A escolha do evento voltado ao público feminino é apresentada pela campanha de Haddad como parte da estratégia para o início da disputa.
Segundo o material, o candidato deverá concentrar parte dos primeiros movimentos eleitorais nesse segmento do eleitorado.
As campanhas também deverão adotar diferentes estratégias de distribuição geográfica dos eventos.
Enquanto Tarcísio pretende priorizar grandes eventos regionais, Haddad deverá viajar pelo interior paulista já na próxima semana, buscando ampliar sua presença em áreas onde o atual governador possui maior apoio eleitoral, segundo a estratégia apresentada pela campanha petista.
O Republicanos anunciou nesta terça-feira (4) que não apoiará nenhum candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi oficializada durante a convenção nacional do partido, que também confirmou que a legenda não lançará candidato próprio ao Palácio do Planalto.
Em nota, o partido informou que adotará uma posição de independência institucional, permitindo que os diretórios estaduais tenham autonomia para definir suas alianças conforme a realidade política de cada estado.
Diretórios estaduais terão autonomia
Segundo o Republicanos, a decisão leva em consideração a presença da legenda em diversas regiões do país e a necessidade de preservar os acordos políticos já construídos nos estados.
Na nota divulgada pela direção nacional, o partido afirma que sua ampla atuação no território brasileiro exige respeito às particularidades locais.
“Essa capilaridade impõe o dever de considerar as particularidades de cada estado na tomada de decisão, respeitando as estratégias políticas locais e as diferentes composições construídas ao longo dos últimos anos”, informou a legenda.
Com isso, os diretórios regionais poderão firmar alianças com diferentes candidaturas, sem uma orientação única da executiva nacional.
Convenção confirmou decisão
A convenção nacional foi realizada na manhã desta terça-feira, mas a decisão já havia sido antecipada em nota publicada pelo partido antes mesmo do início do encontro.
A definição ocorre no momento em que as legendas iniciam a formalização de candidaturas e alianças para as eleições gerais de 2026.
Primeira sessão do segundo semestre acontece às 9h30 e será aberta à participação da população
A Câmara Municipal de Barueri retoma, nesta terça-feira (4), as sessões ordinárias após o recesso parlamentar previsto na Lei Orgânica do Município. A primeira reunião do segundo semestre será realizada a partir das 9h30, no plenário da Casa.
A última sessão ordinária ocorreu em 30 de junho. Durante o período de recesso, não houve votações em plenário, embora os serviços administrativos da Câmara tenham permanecido em funcionamento. Os gabinetes dos vereadores também continuaram atendendo a população e acompanhando demandas do município.
Segundo o presidente da Câmara, Wilson Zuffa (Republicanos), o recesso parlamentar não representa férias para os parlamentares.
“Os vereadores continuam atendendo a população nos gabinetes e fiscalizando o trabalho da Prefeitura na cidade”, afirmou.
Primeiro semestre teve 46 projetos de lei analisados
No balanço das atividades legislativas entre fevereiro e junho de 2026, a Câmara realizou 22 sessões ordinárias e três audiências públicas.
No período, passaram pelo plenário:
46 projetos de lei;
5 projetos de lei complementar;
5 projetos de resolução;
1.419 indicações ao Poder Executivo;
8 requerimentos;
18 moções.
Sessões são abertas ao público
As sessões ordinárias da Câmara de Barueri acontecem sempre às terças-feiras, às 9h30, salvo alteração por feriados, quando são transferidas para o primeiro dia útil seguinte.
A participação da população é livre. Para acompanhar a sessão presencialmente, basta apresentar um documento oficial com foto na entrada da Câmara.
Os trabalhos também são transmitidos ao vivo pelos canais oficiais da Câmara Municipal na internet.